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Busca por testes de Covid-19 na rede privada volta a crescer em São Paulo

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PCR
Rovena Rosa/Agência Brasil

Testagem em São Paulo aumenta na rede privada, assim como diagnósticos positivos

De acordo com representates de laboratórios em São Paulo, a busca por testes da Covid-19 – o que pressupõe pessoas com suspeita da doença – aumentou até 30% na última quinzena. Além disso, o percentual de resultados positivos também apresentou uma alta perceptível. As informações foram divulgadas pelo G1.

O aumento nos números usa como comparação o mês de outubro. De acordo com a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), não há relatos de escassez de insumos nos laboratórios e, apesar de altos, os índices ainda estão abaixo dos registros do primeiro semestre.

“Desde o final do 1º semestre o número de testes de Covid-19 foi caindo, de agosto pra final de outubro, e a partir do final de outubro e começo de novembro tem esse salto. Nos últimos 15 dias houve um aumento de 30%. E o aumento da taxa de positividade mostra que esses exames não são feitos apenas por curiosidade ou precaução: são pessoas que tiveram sintomas ou contato com algum caso confirmado”, disse a diretora ao portal G1.

Testagem diminui na rede pública

No caminho contrário aos laboratórios particulares, a testagem nas unidades púlicas de saúde do estado apresentam queda. Após 36 dias sem informações sobre o volume de testagem, a secretaria estadual de Saúde anunciou que houve uma queda de 3% entre julho e agosto, 22% entre agosto e setembro e mais 6% em outubro em relação a agosto.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Governo pode ser responsabilizado por mortes por Covid-19, dizem especialistas

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Médicos e cientistas dizem que governo federal pode ser responsabilizados por mortes por Covid-19
Edmar Barros/Reprodução

Médicos e cientistas dizem que governo federal pode ser responsabilizados por mortes por Covid-19

O histórico de medidas do governo federal que prejudicaram, em vez de ajudar, o combate à Covid-19 no Brasil atingiu limite que faz médicos e pesquisadores perderem a esperança na possibilidade de diálogo, afirmam pesquisadores consultados pelo jornal O GLOBO .

Especialistas que, mesmo num cenário de desacordo, buscam ser ouvidos para políticas públicas para resposta à pandemia afirmam não ver perspectiva de melhora no combate à Covid-19 neste governo.

Em carta publicada na noite desta sexta-feira (22) na revista médica “The Lancet”, o epidemiologista Pedro Hallal , da Universidade Federal de Pelotas, que coordena pesquisa nacional sobre prevalência da Covid-19, disse que se o Brasil tivesse tido um desempenho apenas “mediano” no combate ao vírus, mais de 150 mil vidas teriam sido salvas .

“A população brasileira representa 2,7% da população mundial. Se o Brasil tivesse tido 2,7% das mortes globais de Covid-19, 56.311 pessoas teriam morrido”, escreveu o pesquisador. “Contudo, em 21 de janeiro, 212.893 pessoas já tinham morrido de Covid-19 no Brasil. Em outras palavras, 156.582 vidas foram perdidas no país por subdesempenho.”

Segundo o epidemiologista, o governo federal tem um peso maior de culpa nessa avaliação.

“Se essa responsabilidade é compartilhada entre governo federal, estados e municípios ou se é uma responsabilidade mais concentrada no governo federal, que é a minha opinião, isso é questão para debate, mas o número é indiscutível”, disse Hallal ao GLOBO .

O pesquisador, que teve verba federal para seu projeto cortado em agosto do ano passado e teve nomeação para reitor declinada por Bolsonaro , afirma estar sofrendo perseguição.

Outra cientista que publicou crítica contumaz ao governo federal nesta semana foi a sanitarista Deisy Ventura , da USP, que liderou um projeto para mapear todas as medidas normativas do governo, além de atos de propaganda e atos de contestação a outros entes da república que buscavam combater a Covid-19.

“Os resultados afastam a persistente interpretação de que haveria incompetência e negligência da parte do governo federal na gestão da pandemia. Bem ao contrário, a sistematização de dados, ainda que incompletos em razão da falta de espaço para tantos eventos, revela o empenho e a eficiência da atuação da União em prol da ampla disseminação do vírus no território nacional , declaradamente com o objetivo de retomar a atividade econômica o mais rápido possível e a qualquer custo “, escrevem Daisy e sua coautora Rossana Reis. “O que nossa pesquisa revelou é a existência de uma estratégia institucional de propagação do vírus .”

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Entre medidas nocivas tomadas pelo governo federal apontadas pela pesquisadora estão aquelas que buscaram dificultar a implementação do distanciamento social , apregoar ao uso de medicamentos sem comprovação científica e omissões na coordenação nacional para organizar o combate à pandemia e prover recursos . Só os atos normativos contrários a recomendação de entes técnicos foram 21 compilados até agora.

Entre pesquisadores que dizem ter perdido a esperança de que uma má condução da crise da Covid-19 está a sanitarista Ligia Bahia , da Fiocruz, que buscou assessorar o Ministério da Saúde no início da pandemia. Agora a pesquisadora diz já ver “crime de responsabilidade” na política presidente Jair Bolsonaro para a Covid-19.

“A ideia da ruptura, num país tão sofrido quanto o nosso, causa sofrimento”, disse a pesquisadora ao GLOBO. “Mas neste momento a gente não tem outra alternativa a não ser a ruptura institucional. Nós, profissionais de saúde, estamos batalhando pelo impeachment “.

Na opinião de membros da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) que foi excluída da formulação de políticas pública para a Covid-19 após Eduardo Pazuello assumir o cargo de ministro da Saúde a esperança de espaço para diálogo se esgotou. A entidade desde o início vem combatendo a receita de medicamentos ineficazes contra a Covid-19, como a cloroquina e a ivermectina.

“Pela primeira vez na história o ministério usou uma orientação terapêutica com medicamentos que não têm nenhum tipo de sustentação científica e que não foi escrita, elaborada nem revisada por um comitê técnico assessor”, afirma o infectologista José David Urbaez, que também se declara resignado em relação a esperança de diálogo com o ministério.

“Não há nenhum sinal dentro da estrutura que está aí de que possa existir algum pensamento racional, ético e que promova a ciência”, completa.

Um subterfúgio ao qual Bolsonaro recorreu algumas vezes para se eximir da responsabilidade é a decisão do Supremo Tribunal Federal ( STF ) que autorizou estados e municípios a legislarem sobre medidas de distanciamento social para combater a pandemia. A partir daí, o presidente passou a imputar aos governadores a responsabilidade pelo agravamento da pandemia, mas sanitaristas rejeitam o argumento.

“O STF não proibiu o governo federal de ter uma política de testagem no país, nem de ter uma política de rastreamento de contatos. O STF não proibiu o Brasil de ter diretrizes gerais adequadas de tratamento para Covid-19, no entanto isso não foi feito”, diz Hallal.

O GLOBO entrou em contato com o Ministério da Saúde nesta sexta-feira (22) questionando a pasta sobre as omissões e medidas normativas nocivas apontadas por pesquisadores no combate à pandemia de Covid-19, mas não obteve resposta até a conclusão desta reportagem.

Fonte: IG SAÚDE

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Novas variantes do coronavírus levantam incertezas sobre as vacinas

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Vacina
Reprodução: BBC News Brasil

Vacina

O impacto das variantes do coronavírus sobre a ação das vacinas ainda é incerto. É isso o que apontou cientistas brasileiros ao Jornal Estado de São Paulo.

De acordo com os especialistas, como o surgimento dessas cepas é recente, não foi possível realizar grandes estudos para assegurar de que forma essas mutações afetam os imunizantes.

Uma pesquisa da Universidade Rockfeller, dos EUA – que foi publicada na terça-feira, mas ainda sem revisão de pares -, mostrou, entretanto, que as vacinas da Pfizer e da Moderna podem ter sua eficácia reduzida por essas variantes, mas não a ponto de invalidar o produto.

“Apesar da ação neutralizante dos anticorpos ter diminuído, ele ficou acima do necessário para proteger alguém da doença. Mas fica o alerta: já temos variantes capazes de diminuir a capacidade das vacinas. Não podemos deixar o vírus circular livremente”, diz a biomédica Mellanie Fontes-Dutra, coordenadora da Rede Análise Covid-19 .

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Além da variante britânica, preocupa o avanço de cepas identificadas na África do Sul e em Manaus. Todas elas compartilham a mutação N501Y, na proteína spike do vírus, responsável por entrar nas células humanas. Estudos preliminares feitos pela Pfizer mostraram que o imunizante da empresa foi capaz de neutralizar a nova variante britânica.

As variantes sul-africana e brasileira, porém, têm outra mutação (E484K), também na proteína spike, associada a um escape de anticorpos.

Segundo a coordenadora dos centros de pesquisa da vacina de Oxford no Brasil, Sue Ann Costa Clemens, novos estudos sobre a eficácia da vacina contra as cepas britânica e sul-africana sairão no início de fevereiro. “Quanto à variante de Manaus, já estamos conversando com a Fiocruz e o Ministério da Saúde para pegar uma amostra para enviar para Oxford, sequenciar e avaliar a eficácia”, apontou.

Vale lembrar que já foi detectado na Bahia um caso de reinfecção pela variante sul-africana. Além disso, foi registrado ao menos 20 pacientes infectados pela nova cepa brasileira em Manaus. Também houve, no Estado de São Paulo, pacientes infectados com a variante britânica.

Fonte: IG SAÚDE

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