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Opinião

Bullying: como observar, identificar e reduzir no ambiente escolar

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(*) SAMUEL DUARTE DE SOUZA

Uma ‘brincadeira’ que parece, inicialmente, algo normal ou sem nenhuma gravidade, o ‘Bullying” é um problema grave e recorrente no mundo todo, principalmente no ambiente escolar, onde há um terreno fértil para sua propagação e constância.

O termo bullying vem do verbo em inglês to bully, que significa intimidar, oprimir ou amedrontar e é utilizado para caracterizar situações em que uma pessoa agride a outra intencionalmente, de forma sutil e com maldade. As agressões podem ser tanto verbais quanto físicas e são feitas frequentemente, a fim de deixar a vítima vulnerável e humilhada. O bullying se manifesta geralmente através de xingamentos, coações, piadas, fofocas, comentários maldosos a respeito de uma determinada pessoa.

Nas escolas, é comum esse fenômeno, tanto nos corredores pátios e nas salas de aula e, ultimamente, há uma corrente muito forte para combater esse mal, que além das gozações e comentários jocosos, se observa, ainda e frequentemente, através de agressões físicas, como empurrões, tapas, chutes e outros exemplos de violência física.

Na escola onde atuamos, procuramos sempre conversar com os alunos à respeito desse tema, procurando esclarecer que cada pessoa tem a sua importância e que é preciso respeitar as diferenças.

Essas e outras questões precisam ser respondidas e debatidas para que se consiga diminuir o número assombroso dessa prática. Para saber lidar com essas situações e melhorar a convivência entre os alunos nas escolas, os profissionais de educação, bem como psicólogos e os pais devem estar atentos a essa realidade. Hoje em dia há maneiras de aprender conceitos e técnicas para ajudar alunos que vão além das cartilhas oficiais e matérias em revistas e contando exemplos para que cada aluno, praticante ou não do bullying, reflita sobre o assunto e possa também transmitir boas maneiras e respeito aos demais amiguinhos do ambiente escolar.

O  bullying pode ocorrer em qualquer ambiente onde há convívio coletivo, porém, a escola é onde mais acontecem casos preocupantes. Quem passa por isso tende a não ter mais vontade de estudar ou ir à escola, se isolar e mudar de comportamento até mesmo em casa. Como se vê são fatos graves que além de todos os males, ainda podem provocar traumas profundos.

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Samuel Duarte de Souza – É Graduado em Pedagogia, com Especialização em Piscopedagoia clínica e institucional. É Educador na Secretaria de Educação de Cuiabá

 

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Opinião

NEILA BARRRETO – O radiojornalismo em Cuiabá

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Em Cuiabá, somente ao final de 1939, são levadas ao ar as primeiras ondas hertzianas produzidas por um pequeno radiotransmissor montado pelo professor João Jacob, em caráter experimental, e captadas pelos poucos receptores, adquiridos às pressas por encomenda, no Rio de Janeiro.

Era o embrião da rádio A Voz d`Oeste (RVO). Legalmente, ela passa a existir em 12 de dezembro de 1944, com o prefixo PRH-3. Até 1959, a RVO era a única opção para a sociedade cuiabana em relação ao radiojornalismo

A programação basicamente, era formada por programas lítero-musicais, onde se liam poemas, tocavam-se piano, violino e flauta, além dos discos doados pelos ouvintes. Apesar de noticiar os principais acontecimentos da cidade, como os discursos de políticos durante o estado Novo e, a vinda pela primeira vez a Cuiabá, de um presidente da República, Getúlio Vargas, em 7 de agosto de 1941, o primeiro jornal falado só surgiu em 1952.

Este formato moderno de radiojornalismo, já era utilizado em São Paulo desde o ano de 1942, quando do surgimento do Grande Jornal Falado Tupi, mas que só foi adotado na capital mato-grossense em 7 de setembro de 1952, no jornal “Bandeirante no Ar”, sob a direção e locução de Augusto Mário Vieira, auxiliado na locução pela professora May do Couto.

Pouco depois, surge o “Jornal Falado” com Alves de Oliveira, sendo que naquela época, o único jornal impresso em circulação na capital era o Estado de Mato Grosso, o qual transcrevia as notícias dadas pela RVO, do dia anterior. Em 1952, o jornalista e poeta Roberto Jacques Brunini compra a emissora. É com Brunini, nas décadas de 1950 e 1960, que a Rádio A Voz d`Oeste vive o seu apogeu.

Os boletins de hora em hora, passam a ser ouvidos pelos cuiabanos já em 1955, um ano após a estréia deste formato em nível nacional. Toda a programação era ao vivo: o Grande Jornal Falado, os programas de auditório, entrevistas e transmissões de solenidades.

Do lançamento da pedra fundamental às inaugurações, todos os grandes eventos eram noticiados pela RVO, instantaneamente. Conta-se que o trabalho para que estas transmissões fossem possíveis, era impensável hoje em dia. Como exemplo, a inauguração do 9º Batalhão de Engenharia e Construção (9° BEC), prédio até hoje situado na Avenida Fernando Corrêa da Costa, no Coxipó, quando se precisaram levar os cabos elétricos da sede da RVO, na Praça Ipiranga até lá.

O jornalismo na Voz d`Oeste foi produzido durante toda a década de 1950, por Augusto Mário Vieira, Adelino Praeiro, Alves de Oliveira e Paulo Zaviaski, o qual começou em 1964, aos 12 de idade na RVO. Era um jornalismo de motivação, com forte sentido comunitário em uma comunidade ainda pequena, onde as informações do restante do país chegavam com dificuldades.

A programação era montada, por meio de pesquisas e da produção, não sendo permitido o improviso. O script era elaborado e seguido. No entanto, a potência da emissora era muita baixa: 0,5 watts, com raio de ação pequeno. Segundo Zaviasky, comumente ouvia-se a RVO num diâmetro de 10km (das imediações onde hoje fica a Avenida Mato Grosso até o bairro do Porto). Mas, quando o tempo estava propício, com a propagação maior da onda, a emissora chegou a receber cartas, inclusive da Tchecoslováquia. Ainda mais sobre o rádio em Cuiabá nos próximos textos.

Neila Barreto é jornalista, mestre em História e membro da AML. 

 

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Opinião

LUIZ HENRIQUE LIMA – Contratos de eficiência na Nova Lei de Licitações

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De que adiantam boas leis quando não se sabe ou não se quer aplicá-las?

A previsão da celebração de contratos de eficiência é uma importante inovação da Lei 14.133/2021, Nova Lei de Licitações e Contratos – NLL, aplicável à administração pública federal, estadual e municipal. O mecanismo surgiu na anterior Lei do Regime Diferenciado de Contratações e depois no Estatuto das Estatais.

O contrato de eficiência é aquele cujo objeto é a prestação de serviços, que pode incluir a realização de obras e o fornecimento de bens, com o objetivo de proporcionar economia ao contratante, na forma de redução de despesas correntes, remunerado o contratado com base em percentual da economia gerada. Em outras palavras, a administração pública contrata um particular para executar um serviço cujo produto será uma redução nas suas despesas, naturalmente sem comprometer a oferta ou a qualidade dos serviços ofertados á população.

O contratado será remunerado apenas quando houver comprovação de resultado.

A celebração do contrato de eficiência será feita mediante licitação, cujo julgamento será pelo critério de maior retorno econômico, considerando a maior economia para a Administração, e a remuneração deverá ser fixada em percentual que incidirá de forma proporcional à economia efetivamente obtida na execução do contrato.

Em tais licitações, os licitantes apresentarão proposta de trabalho e proposta de preço.

A proposta de trabalho deverá contemplar as obras, os serviços ou os bens, com os respectivos prazos de realização ou fornecimento; e a economia que se estima gerar, expressa em unidade de medida associada à obra, ao bem ou ao serviço e em unidade monetária.

Por sua vez, a proposta de preço corresponderá a percentual sobre a economia que se estima gerar durante determinado período, expressa em unidade monetária. Lesões

A NLL determina que o edital de licitação contenha previsão de parâmetros objetivos de mensuração da economia gerada com a execução do contrato, que servirá de base de cálculo para a remuneração devida ao contratado.

Para efeito de julgamento do certame, o retorno econômico será o resultado da economia que se estima gerar com a execução da proposta de trabalho, deduzida a proposta de preço.

E na hipótese em que não for gerada a economia prevista no contrato de eficiência, o que acontece? Nesse caso, a diferença entre a economia contratada e a efetivamente obtida será descontada da remuneração do contratado; podendo, ainda, aplicar-se outras sanções ao contratado caso a diferença entre a economia contratada e a efetivamente obtida seja superior ao limite máximo estabelecido no contrato.

Os contratos de eficiência possuem prazos distintos dos demais contratos celebrados pela administração pública, podendo ser de até 10 (dez) anos, nos contratos sem investimento ou de  até 35 (trinta e cinco) anos, nos contratos com investimento, assim considerados aqueles que impliquem a elaboração de benfeitorias permanentes, realizadas exclusivamente a expensas do contratado e que serão revertidas ao patrimônio da Administração Pública ao término do contrato.

Entre outras possibilidades de celebração de contratos de eficiência estão os relacionados à redução de despesas com energia, água, comunicações, e conservação e manutenção de bens patrimoniais, itens bastante relevantes nas despesas correntes dos órgãos governamentais.

Todavia, decorridos dezesseis meses da introdução dessa possibilidade no ordenamento jurídico brasileiro, uma expressiva quantidade de gestores públicos, em todas as esferas e poderes, ainda não despertou para o seu significativo potencial de incrementar a eficiência dos serviços públicos, fazendo mais e melhor as suas atividades, com emprego de menos recursos.

Que tal estimular os gestores de sua cidade, estado e país a celebrarem contratos de eficiência?

Luiz Henrique Lima é professor e auditor substituto de conselheiro do TCE-MT

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