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Brexit vira verbo e é usado em piadas nas redes sociais

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bandeira da União Europeia em frente ao Parlamento britânico
Andy Rain/Agência Lusa/EPA/Direitos Reservados

Fim da novela do Brexit ainda parece distante

A confusão em torno do Brexit
, como ficou conhecida a saída do Reino Unido
da União Europeia
(EU), aprovada por pequena margem em plebiscito realizado em 2016, está fazendo o termo ser usado como verbo em piadas que circulam pela internet nas últimas semanas.

De acordo com as definições listadas no “Urban Dictionary”, um dicionário informal de gírias em inglês on-line, pode-se usar o termo “brexiting” para a atitude de alguém que se despede de todos em uma festa mas continua no local, ou que vai abandonar um jogo de cartas a dinheiro e continuar na mesa.

Na sexta-feira passada, o Parlamento do Reino Unido rejeitou pela terceira vez o acordo de transição negociado pela primeira-ministra Theresa May
com a UE. Com isso, os políticos britânicos  correm contra o tempo
para encontrar alternativas para uma  saída organizada
do país do bloco europeu, inicialmente marcada para a sexta e agora prevista para o próximo dia 12.

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Itália usará satélites europeus para monitorar aglomerações

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Reprodução

País é um dos mais afetados pela pandemia do novo coronavírus

A Defesa Civil da Itália ativou os satélites do programa europeu Copernicus para mapear estruturas sanitárias e monitorar possíveis zonas de aglomerações de pessoas por conta da pandemia do novo coronavírus.

O anúncio foi feito no Twitter pelo comissário da União Europeia para Gestão de Crises, o esloveno Janez Lenarcic. “O objetivo é ter um claro entendimento do território para o subsequente monitoramento das atividades e espaços públicos durante a emergência da Covid-19 [doença provocada pelo novo coronavírus]”, disse.

Leia também: Coronavírus: sinais de celulares ajudam a localizar aglomerações de pessoas

A Itália já tem usado drones para inibir concentrações de pessoas nas ruas e eventuais violações das medidas de confinamento impostas pelo governo. Apenas no último fim de semana, o Ministério do Interior registrou mais de 20 mil denúncias por desrespeito da quarentena. Desde 11 de março, já são quase 190 mil denunciados.

Até o momento, o novo coronavírus contaminou cerca de 130 mil pessoas na Itália e deixou aproximadamente 16 mil mortos. As medidas de isolamento no país ficam em vigor pelo menos até 13 de abril.

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Covid-19: Brasil tem taxa de mortalidade maior do que EUA e China

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Divulgação/Ministério da Saúde

Falta de testes pode estar “encobrindo” dados no país

Apesar de estar longe de apresentar os dados dos países mais atingidos pela Covid-19, como Itália e Espanha, o Brasil começa a mostrar números preocupantes da doença. Após a última atualização dos dados, feita neste domingo (5), o número de mortes por casos confirmados, a chamada taxa de mortalidade, colocou o país à frente de EUA e China.

Leia também: Bolsonaro diz que usará caneta contra pessoas do governo que “estão se achando”

Dados do Covid19stats, que engloba as informações de todos os países sobre o novo coronavírus (Sars-Cov-2), mostram que o Brasil soma 11.130 casos e 489 mortes. Com isso, a taxa de mortalidade é de cerca de 4,3%, maior do que a registrada pelos norte-americanos (2,8%) e os chineses (4,0%).

Entretanto, mesmo com a escalada, o Brasil ainda segue distante de Itália e Espanha , os dois países com a maior taxa: até a manhã desta segunda-feira (6), os valores eram de 12,3% e 9,6%, respectivamente. França (9,7%) e Bélgica (7,8%) também têm números expressivos.

Faltam testes e sobram omissões

Segundo análises, o Brasil pode estar enfrentando dois problemas principais: a falta de para testes e as subnotificações dos dados da doença. Recentemente, o país comprou novos kits para poder testar uma parcela maior da população, o que poderia aumentar consideravelmente o número de casos confirmados, e identificou omissões em alguns estados nos totais declarados de óbitos.

Em relatório do último dia 3 de abril, por exemplo, pesquisadores da PUC-RJ e da Fiocruz alertaram que a aparente diminuição do ritmo da Covid-19 poderia ser ilusória em razão da subnotificação: “no dia 31 de março, o Brasil apresentou auento de 25% em comparação ao dia anterior, sendo que em São Paulo o aumento foi de 54%”.

Leia também: Sem audiências, 51% dos presos pela polícia no Rio são soltos na pandemia

Outro exemplo aconteceu com os postos de Saúde em São Paulo. Em orientação enviada no último dia 25 de março para 37 unidades de atendimento na zona sul da cidade, o Cejam (Centro de Estudos e Pesquisas João Amorim) pedem que  apenas casos de profissionais da saúde com queixa respiratória sejam reportados.

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