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Economia

Brasileiros acreditam que não há progresso sem redução de desigualdades

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Manifestação com símbolos nacionais e bandeira erguida
José Cruz/Agência Brasil

Segundo pesquisa, os brasileiros condicionam o progresso à redução de desigualdades

O Brasil é um dos países mais desiguais do mundo, segundo ranking da Organização das Nações Unidas (ONU), o que não é novidade. Mas o que pensam os brasileiros sobre isso? Segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira (8) pela Oxfam Brasil, realizada em parceria com o Instituto Datafolha, a maioria acredita que o progresso só é possível com redução de desigualdades.

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Segundo a apuração, 84% concordam que é obrigação do estado diminuir a diferença entre ricos e pobres no País. Ao mesmo tempo, no entanto, a maioria ainda não compreende o real tamanho das desigualdades brasileiras, como destaca o estudo, que revela que os entrevistados acreditam que o combate à corrupção e o investimento público em saúde e em educação são a esperança para reduzir as desigualdades e atingir, efetivamente, algum  progresso

De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o 1% mais rico do Brasil concentra entre 22% e 23% do total da renda do País.

A regulamentação do Imposto sobre grandes fortunas, mais conhecida como taxação de grandes fortunas
, parece ser um tema cada vez mais próximo da população brasileira. Segundo a pesquisa, 77% se posicionam a favor do aumento dos impostos para os mais ricos para financiar políticas sociais. Além disso, 94% afirmam que o imposto pago pelos cidadãos deve beneficiar os mais pobres.

O estudo aponta para a falta de critério e reconhecimento da realidade entre os brasileiros. Quando foi feita a pergunta “você se considera rico?”, 85% responderam que não, se colocando na metade mais pobre do País. Na separação por classes sociais, 65% dos brasileiros se colocaram nas categorias “classe média baixa” ou “pobre”, enquanto 43% daqueles que têm renda individual superior a cinco salários mínimos também acreditam estar nestes grupos, o que não condiz com a realidade brasileira.

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O relatório, chamado “Nós e as desigualdades”, demonstra que a possibilidade de ascender anima a maioria dos brasileiros, já que 70% dos entrevistados dizem acreditar que vão conseguir subir à classe mais rica. Ainda no debate sobre meritocracia, quando a pergunta é sobre a chance de uma pessoa de família pobre que trabalha muito ter a mesma chance de construir uma vida bem-sucedida que uma pessoa nascida rica e que também trabalha muito, 58% duvidam e 41% concordam.

Um em cada quatro brasileiros diz entender que subiu de classe social desde 2014, e as principais justificativas são as oportunidades de trabalho (52%), a melhoria das condições financeiras da família (32%), as oportunidades de estudo (27%) e o local de moradia (22%). A percepção de que racismo e machismo influenciam negativamente a renda e a vida dos afetados também aumentou no País. Para 81%, a pobreza pesa mais para a população negra, e para 72% a cor da pele define amplamente as chances de contratação por empresas. Quanto a desigualdade de gênero, 64% afirmam que as mulheres ganham menos que os homens só pelo fato de serem mulheres.

“Só avançaremos no combate às desigualdades se os temas do racismo, da discriminação de gênero e do respeito à diversidade, da discriminação pelo endereço de moradia, do assassinato de jovens de periferia, tiverem a mesma urgência que os temas econômicos e fiscais”, segundo a diretora-executiva da Oxfam Brasil, Katia Maia.

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A pesquisa destaca, ainda as mudanças ocorridas nos últimos anos e faz sugestões que podem ajudar a diminuir a desigualdade brasileira. Uma delas está relacionada com a reforma da Previdência que, segundo os integrantes da Organização, deve vir para garantir “que se torne um mecanismo para enfrentar as desigualdades e não para reforçá-las”. O progresso
, de acordo com a pesquisa, está diretamente relacionado com os avanços sociais vistos nos últimos anos.

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Economia

Fernanda Ribeiro fala sobre fintechs e novos bancos em live do iG nesta 5º

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Brasil Econômico

Fernanda Ribeiro
Divulgação

Fernanda Ribeiro, convidada do programa Brasil Econômico ao Vivo desta quinta-feira

Nesta quinta-feira (26), a partir das 17h, o Brasil Econômico ao Vivo recebe a Presidente da Associação AfroBusiness e co-fundadora e CCO da Conta Black, Fernanda Ribeiro , para falar sobre os novos bancos e as Fintechs no Brasil. O programa faz parte de projeto de lives que acontecem sempre às quintas.

Formada em turismo e pós graduada na área de comunicação corporativa, Fernanda é líder de diversidade da Associação Brasileira de Fintechs e Embaixadora Rede Ibero Americana de Mulheres em Fintech. Venceu o Prêmio Empregueafro Talento da Diversidade e o Prêmio CITI Jovens Empreendedores na categoria Organização Social Mais Transformadora. 

Reconhecida na lista dos 50 profissionais Hustlers a serem seguidos segundo a Gama Academy , dedica-se também ao desenvolvimento de ações e programas para fomento da diversidade, inclusão econômica e social relacionados às temáticas de gênero e étnico-raciais, com ênfase em empreendedorismo e finanças.

Curadora dos programas Startup A e E-commerce Social , atuou em empresas multinacionais nas áreas de qualidade, e-commerce, experiência do cliente, treinamento e comunicação interna.

Lives do Brasil Econômico

As entrevistas sempre contam com participação de jornalistas convidados e são transmitidas simultaneamente no perfil do Facebook do iG e no canal do YouTube . Internautas poderão interagir e mandar perguntas durante a entrevista.

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Economia

Aeroporto de Congonhas e Santos Dumont entram para programa de privatizações

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Agência Brasil

Aeroporto
Rovena Rosa/Agência Brasil

Além de Congonhas e Santos Dumont, outros 14 terminais de passageiros devem ser privatizados

O Ministério da Infraestrutura informou nesta quarta-feira (02) que 35 projetos da pasta foram qualificados para inclusão no Programa de Parcerias e Investimentos (PPI). Entre os projetos estão relicitações de ferrovias, rodovias, e a desestatização de portos e aeroportos.

De acordo com a pasta, os projetos podem render R$ 6,4 bilhões em investimentos até o fim de 2022, além de 100 mil empregos. A inclusão foi anunciada mais cedo durante a 14ª reunião do conselho do PPI.

No setor de aeroportos, a intenção é conceder à iniciativa privada 16 terminais de passageiros. Entre os aeroportos que podem ser privatizados estão o Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e Congonhas, em São Paulo.

Já entre os portos que devem ser desestatizados, estão a Companhia Docas da Bahia (Codeba), responsável pela administração dos portos de Salvador, Aratu e Ilhéus, a Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa) e a Companhia Docas de São Paulo (Codesp), que opera nos portos de Santos e São Sebastião. Também estão na lista os terminais públicos nos portos de Vila do Conde (PA), Suape (PE), Maceió, Santos (SP) e Pelotas (RS).

No setor de rodovias será realizada a relicitação da concessão da BR-163, no Mato Grosso do Sul. O leilão deve ser realizado em 2022. Também estão previstos leilões para trechos das rodovias BR-153 e BR-080, localizados em Goiás e em Tocantins.

O Ministério ainda informou que haverá a relicitação ferroviária da Malha Oeste, entre Mato Grosso do Sul e São Paulo, e a renovação da concessão da Malha Sul.

Criado em 2016, o Conselho do PPI se reúne três vezes ao ano. Na reunião de hoje, a última de 2020, foi apresentado um balanço do que foi realizado neste ano. Foram 18 leilões e projetos, e mais 11 estão agendados até o fim de dezembro, entre eles o leilão dos parques nacionais e a liquidação do Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada, empresa pública que atua no segmento de semicondutores.

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