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Economia

Brasileiros acreditam que não há progresso sem redução de desigualdades

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Manifestação com símbolos nacionais e bandeira erguida
José Cruz/Agência Brasil

Segundo pesquisa, os brasileiros condicionam o progresso à redução de desigualdades

O Brasil é um dos países mais desiguais do mundo, segundo ranking da Organização das Nações Unidas (ONU), o que não é novidade. Mas o que pensam os brasileiros sobre isso? Segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira (8) pela Oxfam Brasil, realizada em parceria com o Instituto Datafolha, a maioria acredita que o progresso só é possível com redução de desigualdades.

Leia também: Desigualdade entre bilionários e população mais pobre cresceu em 2018

Segundo a apuração, 84% concordam que é obrigação do estado diminuir a diferença entre ricos e pobres no País. Ao mesmo tempo, no entanto, a maioria ainda não compreende o real tamanho das desigualdades brasileiras, como destaca o estudo, que revela que os entrevistados acreditam que o combate à corrupção e o investimento público em saúde e em educação são a esperança para reduzir as desigualdades e atingir, efetivamente, algum  progresso

De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o 1% mais rico do Brasil concentra entre 22% e 23% do total da renda do País.

A regulamentação do Imposto sobre grandes fortunas, mais conhecida como taxação de grandes fortunas
, parece ser um tema cada vez mais próximo da população brasileira. Segundo a pesquisa, 77% se posicionam a favor do aumento dos impostos para os mais ricos para financiar políticas sociais. Além disso, 94% afirmam que o imposto pago pelos cidadãos deve beneficiar os mais pobres.

O estudo aponta para a falta de critério e reconhecimento da realidade entre os brasileiros. Quando foi feita a pergunta “você se considera rico?”, 85% responderam que não, se colocando na metade mais pobre do País. Na separação por classes sociais, 65% dos brasileiros se colocaram nas categorias “classe média baixa” ou “pobre”, enquanto 43% daqueles que têm renda individual superior a cinco salários mínimos também acreditam estar nestes grupos, o que não condiz com a realidade brasileira.

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O relatório, chamado “Nós e as desigualdades”, demonstra que a possibilidade de ascender anima a maioria dos brasileiros, já que 70% dos entrevistados dizem acreditar que vão conseguir subir à classe mais rica. Ainda no debate sobre meritocracia, quando a pergunta é sobre a chance de uma pessoa de família pobre que trabalha muito ter a mesma chance de construir uma vida bem-sucedida que uma pessoa nascida rica e que também trabalha muito, 58% duvidam e 41% concordam.

Um em cada quatro brasileiros diz entender que subiu de classe social desde 2014, e as principais justificativas são as oportunidades de trabalho (52%), a melhoria das condições financeiras da família (32%), as oportunidades de estudo (27%) e o local de moradia (22%). A percepção de que racismo e machismo influenciam negativamente a renda e a vida dos afetados também aumentou no País. Para 81%, a pobreza pesa mais para a população negra, e para 72% a cor da pele define amplamente as chances de contratação por empresas. Quanto a desigualdade de gênero, 64% afirmam que as mulheres ganham menos que os homens só pelo fato de serem mulheres.

“Só avançaremos no combate às desigualdades se os temas do racismo, da discriminação de gênero e do respeito à diversidade, da discriminação pelo endereço de moradia, do assassinato de jovens de periferia, tiverem a mesma urgência que os temas econômicos e fiscais”, segundo a diretora-executiva da Oxfam Brasil, Katia Maia.

Leia também: População está mais pessimista com economia após primeiros meses de Bolsonaro

A pesquisa destaca, ainda as mudanças ocorridas nos últimos anos e faz sugestões que podem ajudar a diminuir a desigualdade brasileira. Uma delas está relacionada com a reforma da Previdência que, segundo os integrantes da Organização, deve vir para garantir “que se torne um mecanismo para enfrentar as desigualdades e não para reforçá-las”. O progresso
, de acordo com a pesquisa, está diretamente relacionado com os avanços sociais vistos nos últimos anos.

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Economia

Petrobras conclui venda de sete campos de produção no RN

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A Petrobras finalizou hoje (29) a venda da totalidade de sua participação em sete campos de produção terrestre, localizados na Bacia Potiguar, do Rio Grande do Norte, para a SPE 3R Petroleum S.A., subsidiária integral da 3R Petroleum e Participações S.A.

A ação foi concluída com o pagamento de R$ 676,8 milhões para a Petrobras, já com os ajustes previstos no contrato. De acordo com a companhia, a venda está alinhada à estratégia de melhoria de alocação do capital da companhia, passando a concentrar cada vez mais os seus recursos em águas profundas e ultraprofundas, onde a Petrobras tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos.

Segundo a gerente executiva de Gestão de Portfólio da Petrobras, Ana Paula Saraiva, o desinvestimento da companhia tem atraído novos participantes para a indústria, trazendo mais dinamismo pra o setor. “É uma ótima notícia para a Petrobras, para a 3R-Starboard, para o setor onshore e para o mercado em geral. Um bom momento para termos novidades”.

O sócio da Starboard, acionista controladora da 3R, Paulo Thiago Mendonça, falou sobre os planos da companhia para o Rio Grande do Norte. “A venda de ativos onshore e águas rasas é uma estratégia muito sadia para a Petrobras e cria oportunidades para novos entrantes no setor, que irão priorizar seus recursos gerando valor para a região e para o país. Temos como importante missão ser a maior produtora de gás do Rio Grande do Norte e aumentar essa oferta de gás”.

O Polo Macau engloba os campos de Aratum, Macau, Serra, Salina, Cristal, Porto Carão e Sanhaçu. A Petrobras detinha 100% de participação em todas as concessões, com exceção da concessão de Sanhaçu, na qual era operadora com 50% de participação, enquanto os outros 50% são da Petrogal Brasil S.A. A produção total de óleo e gás desses campos é de cerca de 5 mil barris de óleo equivalente por dia.

Edição: Fábio Massalli

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Economia

Metade dos contribuintes entregou declaração do IR

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A um mês do fim do prazo de entrega da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2020, metade dos contribuintes acertou as contas com o Leão. Até as 17h de hoje (28), pouco mais de 16 milhões pessoas haviam enviado o documento à Receita Federal.

Neste ano, a Receita espera receber 32 milhões de declarações. O prazo de entrega começou em 2 de março e vai até as 23h59min59s de 30 de junho. Inicialmente, o prazo acabaria no fim de abril, mas a data foi prorrogada por dois meses por causa da pandemia de coronavírus.

A Receita Federal derrubou a exigência do número do recibo da declaração anterior e adiou o pagamento da primeira cota ou cota única para junho. Em relação às restituições, o cronograma dos lotes de pagamento, que começa em maio e acaba em setembro, está mantido.

Quem declara no início do prazo tem prioridade para receber a restituição, caso não a preencham com erros e omissões. Pessoas com mais de 60 anos, com moléstias graves ou deficiência física também recebem a restituição primeiro. A Receita Federal adiou o pagamento da primeira cota ou cota única de Imposto de Renda para junho

O programa gerador da declaração está disponível no site da Receita Federal . Quem optar por dispositivos móveis, como tablets ou smartphones, poderá baixar o aplicativo Meu Imposto de Renda nas lojas Google Play, para o sistema operacional Android, e App Store, para o sistema operacional iOS.

A declaração do Imposto de Renda é obrigatória para quem recebeu rendimentos tributáveis superiores a R$ 28.559,70 no ano passado, o equivalente a R$ 2.196,90 por mês, incluído o décimo terceiro. A multa por atraso de entrega é estipulada em 1% ao mês-calendário até 20%. O valor mínimo é R$ 165,74.

Mudanças

As novidades para a entrega da declaração neste ano estão disponíveis na página da Receita. Entre as principais mudanças, estão a antecipação no cronograma de restituição, cujo pagamento começará no fim de maio e terminará no fim de setembro e o fim da dedução do INSS dos trabalhadores domésticos.

Pela primeira vez, os contribuintes com certificação digital receberão a declaração pré-preenchida no programa gerador. Até agora, eles tinham de entrar no Centro Virtual de Atendimento da Receita (e-CAC), salvar o formulário pré-preenchido no computador e importar o arquivo para preencher a declaração. Neste ano, também está disponível a doação, diretamente na declaração, de até 3% do imposto devido para fundos de direito dos idosos.

Obrigatoriedade

Precisa ainda declarar o Imposto de Renda quem recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40 mil; quem obteve, em qualquer mês de 2019, ganho de capital na alienação de bens ou direitos sujeito à incidência do imposto ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias e de futuros.

Quando se trata de atividade rural, é obrigado a declarar o contribuinte com renda bruta superior a R$ 142.798,50. Também deve preencher a declaração quem teve, em 31 de dezembro do ano passado, a posse ou propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, com valor total superior a R$ 300 mil.

Edição: Fábio Massalli

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