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Brasileiro conheceu coiotes mexicanos quando tentou entrar nos EUA

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Anderson Jerônimo intermediou a imigração ilegal de Lenilda dos Santos, morta na fronteira entre EUA e México
Reprodução – 30.06.2022

Anderson Jerônimo intermediou a imigração ilegal de Lenilda dos Santos, morta na fronteira entre EUA e México

Anderson Jerônimo de Souza, conhecido como “Piscuila”, foi preso por suspeita de integrar uma organização criminosa que atuava no tráfico de pessoas do Brasil para os Estados Unidos. Em depoimento nesta terça-feira, o homem de 38 anos disse que conheceu os coiotes mexicanos quando tentou entrar no território americano em 2016, mas acabou barrado.

Foi a partir desses contatos que Piscuila iniciou sua atuação no envio de brasileiros para fazer a travessia a pé da fronteira entre Estados Unidos e México. Entre suas vítimas está Lenilda Oliveira dos Santos, encontrada morta em uma área desértica do Novo México, já em solo americano.

O GLOBO apurou que Piscuila admitiu, em interrogatório na Polícia Federal, que mantinha contatos com um mexicano e um brasileiro que atuam no México. Eles atuam diretamente na travessia de imigrantes ilegais, por via terrestre.

Os contatos ficaram mais intensos no ano passado, quando quatro brasileiros foram barrados no momento em que tentavam atravessar a fronteira entre os dois países. Piscuila então usou sua influência com os coiotes para desembaraçar a situação. O sucesso desta operação fez com ele ganhasse notoriedade em Rondônia.

No depoimento, Piscuila afirmou ter começado a intermediar imigração ilegal em 2021. Ele assumiu ter enviado “15 ou 16” pessoas para os Estados Unidos, recebendo cerca de US$ 1 mil por cada vítima. Ao todo, cada imigrante pagava por volta de US$ 22 mil, mas a maior parte do dinheiro era entregue aos coiotes no México.

Piscuila disse que operava sozinho no Brasil, mas tinha outros dois envolvidos no esquema, ambos no México: um é brasileiro e o outro mexicano. No entanto, ele conhecia esses interlocutores apenas pelo primeiro nome, o que dificulta o avanço das investigações.

Prisão

Piscuila foi detido na cidade rondoniense de Ouro Preto do Oeste e cumpre mandado de prisão preventiva. Ele é suspeito de promoção da imigração ilegal e de homicídio com dolo eventual, pela morte de Lenilda.

A enfermeira brasileira tinha 49 anos quando foi abandonada por coiotes e outros imigrantes que tentavam entrar nos EUA atravessando o deserto à pé. Enquanto esteve sozinha, Lenilda enviou áudios para a família.

Nas mensagens, ela tentava mostrar otimismo e acreditava que seus colegas voltariam para buscá-la, conforme prometeram. Mas sua voz demonstrava que estava debilitada. “Eu estou escondida. Manda ela trazer uma água para mim, porque não estou aguentando de sede”, diz em uma das mensagens.

“O suspeito [Anderson] sabia que as pessoas tinham que andar cerca de 65 km no deserto, ele sabia que isso não é fácil, sabia que colocava as pessoas em risco de vida. Então acredito que cabe o homicídio com dolo eventual, mas quem vai denunciar é o MP [Ministério Público]”, explicou o delegado Lucas Ferreira Dutra.

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Fonte: IG Nacional

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Delegado da Polícia Federal pede apreensão do celular de Aras e Guedes

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Procurador-geral da República, Augusto Aras
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Procurador-geral da República, Augusto Aras

Responsável por inquéritos sensíveis ao governo de Jair Bolsonaro, o delegado de  Polícia Federal Bruno Calandrini solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) duas medidas que geraram mal-estar em integrantes da corporação. 

A primeira foi um pedido de busca e apreensão do telefone celular do procurador-geral da República Augusto Aras e do ministro da Economia Paulo Guedes, já negado pelo ministro Luís Roberto Barroso, que não viu elementos para justicar tais ações. 

A segunda foram diligências contra a própria cúpula da PF, que está sob análise da ministra Carmen Lúcia.

O pedido de diligências contra a cúpula da PF foi revelado no sábado pelo portal “Metrópoles” e seria motivado por suspeitas de interferência de diretores da PF na investigação sobre o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro. Os alvos dessas diligências e o teor estão mantidos sob sigilo.

O caso deflagrou uma crise interna na atual gestão do diretor-geral Marcio Nunes de Oliveira. A avaliação entre integrantes do órgão é que foi uma tentativa do delegado Bruno Calandrini para se blindar da sindicância aberta após ele acusar que houve interferência na investigação do ex-ministro Milton Ribeiro.

Calandrini foi notificado para prestar depoimento sobre o caso, mas até agora não compareceu. Segundo interlocutores, há um receio do delegado que a sindicância seja usada para puni-lo pela atuação no caso.

O delegado Calandrini chegou a escrever, em mensagem a seus colegas, que houve interferência para impedir a transferência do ex-ministro para Brasília após sua prisão. Mas a direção da PF argumentou que não houve tempo nem disponibilidade de aeronave para realizar o deslocamento.

No pedido de busca e apreensão contra Aras e Guedes, Calandrini também havia pedido medidas contra o advogado do ministro, Ticiano Figueiredo.

O requerimento tinha como base a divulgação de um diálogo entre Aras e Ticiano no qual o advogado pedia que o procurador-geral intercedesse para suspender um depoimento de Guedes à PF em uma investigação sobre desvios no fundo de pensão dos Correios, o Postalis. Guedes havia sido citado em um depoimento. Barroso, entretanto, considerou que não havia elementos para autorizar a medida e arquivou o pedido.

Os pedidos provocaram descontentamento na PF. Os delegados que integram a atual gestão avaliam que havia poucos elementos para justificar as medidas. Calandrini não consultou seus superiores ao apresentar os pedidos e os protocolou diretamente no STF.

Procurada, a PF não comentou. A assessoria de Aras afirmou que não iria se manifestar porque o caso já havia sido arquivado.

O advogado Ticiano Figueiredo, que defende o ministro Paulo Guedes, afirmou em nota: “Se isso for verdade mesmo, esse é um ato que se revela autoritário, odioso e destoa do trabalho relevante dos delegados da Polícia Federal. Causa perplexidade, já que exercer, de forma plena, o direito de defesa dos clientes, é um dos pilares do Estado Democrático de Direito e não pode, jamais, ser criminalizado por quem quer que seja”.

Também procurado, Calandrini não respondeu aos contatos da reportagem.

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Fonte: IG Nacional

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Aeronave cai sobre casa na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro

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Aeronave cai sobre casa na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro
Reprodução/Twitter

Aeronave cai sobre casa na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro

Um avião caiu na tarde de hoje no bairro da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. As primeiras informações apontam que duas pessoas estavam dentro da aeronave e teriam sido levadas ao hospital. Não há informações sobre mortos. 

Não há informações sobre a causa do acidente até o momento.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que um homem recebe atendimento médico ao lado da aeronave, perto de uma piscina. 

*Mais informações em instantes.

Fonte: IG Nacional

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