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Brasil volta a aceitar cubanos do Mais Médicos, mas faz exigências

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Karina Zambrana/Ministério da Saúde

Com déficit de médicos em cidades pequenas, Brasil volta a aceitar cubanos do Mais Médicos, mas faz exigências que atacam Cuba


O Brasil voltará a aceitar os médicos cubanos que faziam parte do programa Mais Médicos até 2018, mas faz exigências que devem desagradar a Cuba. Em novo edital lançado pelo Ministério da Saúde, o País aceitará os cubanos no programa Médicos pelo Brasil desde que esses sejam naturalizados brasileiros ou estejam com pedidos de refúgio.

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“O programa Médicos pelo Brasil também vai permitir o retorno dos médicos cubanos que poderão atuar no Mais Médicos por até dois anos, desde que atendam aos seguintes requisitos: estar no exercício de suas atividades no Programa Mais Médicos no dia 13 de novembro de 2018, quando o acordo de cooperação foi rescindido pelo governo cubano; e ter permanecido no Brasil até a data da publicação da Medida Provisória nº 890, que criou o Médicos pelo Brasil, na condição de naturalizado, residente ou com pedido de refúgio”, diz o edital.

A tentativa do Ministério da Saúde de atrair os cubanos que permaneceram no Brasil é solucionar o déficit de profissionais em regiões ribeirinhas ou de difícil acesso. Essas vagas antes eram ocupadas justamente pelos inscritos no Mais Médicos e ficaram desocupadas, com brasileiros não aceitando as condições propostas pelo governo.

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O edital, porém, não deve agradar Cuba, que mantém distanciamento do governo Bolsonaro. As exigências servem para atender os cubanos que já estão no Brasil e não fará com que o país caribenho envie novos profissionais. Da mesma forma, segue interrompido o contrato entre as duas nações, que estabelecia um pagamento anual a Cuba pelos profissionais cedidos.

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A ideia do Ministério da Saúde e do ministro Luiz Henrique Mandetta é que o programa Médicos pelo Brasil destine 18 mil vagas para médicos em todo o país, principalmente em municípios pequenos e distantes dos grandes centros urbanos, aumentando em 7 mil vagas a oferta atual de médicos em regiões onde há os maiores vazios assistenciais do Brasil na comparação com o programa Mais Médicos. Juntas, as regiões Norte e Nordeste terão 55% do total de vagas previstas. O primeiro edital para seleção dos profissionais deve ocorrer ainda no primeiro semestre deste ano.

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Sistema de saúde de São Paulo deve ficar cheio em duas semanas

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Redes sociais / Reprodução

Hospital de campanha no Pacaembu terá 200 leitos para pacientes de baixa e média complexidade

O sistema municipal de saúde de São Paulo deve ficar lotado em duas por conta da crise do novo coronavírus (Sars-CoV-2). A previsão é da própria Prefeitura, que, para fazer o desafogamento, vai transferir os casos de baixa e média complexidade para os hospitais de campanha no Anhembi e no Pacaembu .

As unidades de saúde (UPA, UBS, AMAs e hospitais) que precisarem abrir leitos deverão fazer pedidos de transferência de seus pacientes à Central de Regulação de Ofertas e Serviços de Saúde (Cross).

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Essa central vai receber a solicitação e, junto com a Secretaria Municipal de Saúde, vai fazer a logística dos transporte dos pacientes a um dos hospitais de campanha da cidade, ou o do Anhembi ou do Pacaembu. Os pacientes serão transportados já com um leito definido para ficar, mesmo que seja caso suspeito.

A fase inicial de obras do Hospital Municipal de Campanha do Anhembi (HMCamp) será entregue na segunda (6) aos profissionais de saúde para esterilização e verificação da necessidade de mudanças. O primeiro paciente deve chegar na quinta (9).

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Em favelas, mães não conseguirão comprar alimentos, diz pesquisa

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Agência Brasil

Nove em cada dez mães moradoras de favelas terá dificuldade para comprar comida após apenas um mês sem renda, revelou a pesquisa “Coronavírus – Mães da Favela”, realizada por Data Favela e pelo Instituto Locomotiva. O levantamento foi feito em 260 favelas, em todos os estados do país. As favelas brasileiras abrigam 5,2 milhões de mães, com média de 2,7 filhos cada uma.

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Chensiyuan / Creative Commons

Nove em cada dez mães moradoras de favelas terá dificuldade para comprar comida após apenas um mês sem renda


Sete em cada dez mães não conseguirão manter o padrão de vida por nenhum período, caso fiquem sem renda. O restante delas tem uma reserva para se manter até no máximo dois meses. A parcela de 85% dessas mulheres disse que o pagamento de suas contas será prejudicado por ter que ficar em casa sem renda e 58% afirmou que o cuidado com a sua família será prejudicado pelo mesmo motivo.

“O impacto na economia e o isolamento social cortam a renda das mulheres autônomas, como diaristas e vendedoras ambulantes, por exemplo, que dependem da circulação para ganhar dinheiro. Estamos falando de um drama que se divide entre proteger a saúde e ter o que comer em casa”, disse Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva e fundador do Data Favela.

Nova rotina

A pandemia causada pelo novo coronavírus mudou completamente a rotina dessas mães, moradoras das favelas brasileiras, conforme aponta a pesquisa. O levantamento mostrou que, para nove em cada dez mães, a pandemia já mudou algo em suas rotinas. Para 99% delas, há preocupação em relação à doença.

“Em um país capitalista, viver custa. A única forma de garantir as necessidades básicas é através de emprego e renda. Se neste momento não existe emprego para elas, então temos que garantir renda. Seja o estado ou a sociedade – que se beneficiou da mão de obra e da riqueza que a favela produziu até semana passada. Falo de R$ 199 bilhões por ano”, disse Celso Athayde, fundador da Central Única de Favelas (CUFA) e também do Data Favela.

Athayde ressaltou que essas mães são as mães mais frágeis da sociedade. “Sou de favela, minha mãe cuidava dos filhos, dos meus avós e tinha que vender cocada para segurar a barra. Ela tinha medo de perder seus clientes porque sabia que isso poderia lhe custar a vida. Se ela estivesse viva hoje, ela iria descobrir que não tem mais os compradores da sua cocada e o fim da vida poderia ter chegado de fato. As demandas são essas: trabalhar e trabalhar para sobreviver com alguma dignidade”. 

Aumento de gastos

Para as mães, o fato de os filhos deixarem de frequentar a escola devido ao novo coronavírus traz incertezas e também se refletem nos gastos da casa. Três em cada quatro mães, cujos filhos não estão indo para a escola no contexto da doença, disseram que os gastos em casa aumentaram. Para sete a cada 10 mães, o fato de os filhos estarem em casa por causa das ações de combate ao novo coronavírus dificulta que a família trabalhe para ter renda.

O total de 84% das mães nas favelas já estão sendo impactadas com a diminuição da renda devido às ações contra a doença. Segundo a pesquisa, 37% das mães que vivem em favelas são autônomas e 15% têm carteira assinada. Para 84% das mães da periferia, o movimento já está reduzido nas vendas de seus negócios ou na empresa onde trabalham.

As mães que estão cortando gastos para passar por este momento somam 87% do total. Além disso, 85% afirmaram que o pagamento das contas ficará comprometido pela falta de renda.

Athayde ressaltou ações solidariedade que tem visto neste período, apesar da não garantia de direitos para a população da favela ao longo da história. “Confesso que nunca acreditei que a sociedade um dia olhasse tanto para as favelas como estou vendo. Não importa as motivações. Seja por medo das consequências naturais de um caos ou por um sentimento humanitário, que é fundamental”, disse.

“Mas essa preocupação se justifica pela negligência e o abandono dos governos ao longo dos anos. A sociedade sempre fechou os olhos. O coronavírus virou o responsável pelo problema atual, mas poderíamos passar por esse trauma com menos sofrimento se houvesse saneamento básico para todos, por exemplo”, acrescentou. 

Mães da Favela

Cinco mil mulheres de favelas serão contempladas com R$ 120, durante dois meses, em 11 estados e no Distrito Federal pela campanha “Mães da Favela”, lançada hoje pela Central Única das Favelas (CUFA) em parceria com o Data Favela e o Instituto Locomotiva, que vai ajudar mães solo atingidas pelos reflexos da disseminação do novo coronavírus.

“Temos milhões de mulheres que estão desamparadas por todo o Brasil, sem condições de colocar dinheiro em casa por conta do isolamento. Faremos o máximo possível para atenuar as dificuldades tendo em vista que 50% dos lares são chefiados por mães”, disse Celso Athayde.

A CUFA entregou mais 100 toneladas de alimentos pelo país e, durante essa entrega, suas lideranças e voluntários ouviram que muitas mulheres precisavam de auxílio para comprar não apenas alimentos, mas remédios e gás. O objetivo da campanha é ajudar financeiramente mulheres a tomarem a decisão de quais produtos são de aquisição essencial.

Para Renato Meirelles, a campanha é uma maneira de ajudar as mulheres que mantêm lares, além de fortalecer os pequenos comércios nos bairros. “As favelas têm mais de 5,2 milhões de mães. São as chefes de família que controlam melhor o orçamento, cuidam das crianças e ainda prezam pela saúde dos idosos que moram em suas casas”, afirmou.

O repasse do dinheiro deve acontecer em 15 de abril e 15 de maio. Doações estão sendo recebidas pelo site oficial da campanha. “Nós recebemos e fazemos a distribuição para as mães que estão com dificuldades”, concluiu Athayde.

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