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Brasil se mantém em 79° no relatório do Índice de Desenvolvimento Humano da ONU

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Tânia Rêgo/Agência Brasil

Brasil segue estagnado na 79ª posição no ranking do IDH

O Brasil avançou, mas enfrentará novos desafios em 2020. De acordo com o Relatório de Desenvolvimento Humano de 2019, que mede o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o país teve sucesso no controle de certas desigualdades (expectativa de vida e renda média), mas será confrontado por novos desafios. O Brasil se manteve na 79ª posição global – mesmo ranking de 2018 -, empatado com a Colômbia. Na América Latina, ocupa a 4ª posição, atrás do Chile, Argentina e Uruguai. O crescimento no índice foi de 0,001 ponto em relação ao ano anterior.

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“O que é importante é notar o crescimento no IDH . O índice é relativo, e sofre alterações também dos outros países, que podem subir ou descer. O que é importante é notar a evolução. A nota que dou é positiva. O Brasil continua a fazer progresso, apesar da economia ter sido pior que o esperado. O crescimento do Brasil é sólido, positivo e sustentado”, afirmou o diretor de Desenvolvimento Humano da ONU , Pedro Conceição.

O estudo deste ano apresenta algumas novidades. Entre elas, mudanças na metodologia de avaliação da qualidade de vida dos cidadãos dos 189 países analisados. “O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) está apresentando novas ideias para [medir] o desenvolvimento. Isso significa romper paradigmas. Queremos mudar a visão do progresso e do desenvolvimento pela ótica da renda, pela ótica das médias, e que é possível esperar até o último momento para tomar decisões. O desenvolvimento é multidimensional, e as médias podem esconder desigualdades. Isso atravanca o progresso”, explicou a coordenadora do relatório, Betina Ferraz Barbosa.

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Como é calculado o índice

O IDH é calculado com base em três pilares considerados fundamentais pela Organização das Nações Unidas (ONU). Veja abaixo:

IDH

Desafios do futuro

Considerado um país de Alto Desenvolvimento Humano, o Brasil tem tido sucesso na melhora da expectativa de vida e no aumento da renda média per capita ao ano. O aumento do IDH tem sido constante nas últimas três décadas. De 1990 a 2018, o país cresceu 24%, número superior à média latina (de 21%) e à média global (de 22%). A expectativa de vida de um brasileiro ao nascer foi aumentada em 9,4 anos. Nesse mesmo período, a renda média da população cresceu 39,5%.

Mas nem todas as novidades do relatório são positivas. Segundo o PNUD, o acesso a estruturas de ciência, tecnologia e à inovação são novos focos de desigualdade social. A desigualdade de gênero também representa um obstáculo para as políticas públicas. O relatório cita ainda mudanças climáticas como possíveis causas de desigualdades sociais.

“A primeira mensagem-chave deste relatório é que ele fala sobre desigualdades emergentes e aspirações de pessoas que esperam viver vidas dignas no século 21. Isso se reflete no que estamos chamando de ‘nova geração de desigualdades’. O relatório revela o progresso que houve em muitas dimensões, principalmente nas conquistas básicas [de direitos]. Temos fazer uma busca profunda sobre a nossa economia, nossa sociedade, e nas nossas políticas para descobrirmos as origens dessas novas desigualdades”, revelou o economista português Pedro Conceição.

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Meta possível, mas improvável

Ainda há espaço para um crescimento significativo do Brasil. Mas ainda que o IDH dispare nos próximos anos, possivelmente não teremos resolvido as “desigualdades arraigadas”, como aponta Betina Ferraz Barbosa, coordenadora que apresentou o relatório. “O Brasil já é bem classificado, e pode caminhar para um outro nível. Mas resolvemos o problema? Não. Apenas aumentamos o que está na pequena cesta de desenvolvimento que forma o índice. Esse é o ponto [da nova metodologia]”, explicou.

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Mas a realidade do Brasil está distante da categoria de países que tem o IDH exemplar. Eles são considerados países de Desenvolvimento Humano Muito Alto, de acordo com o caderno. O Brasil é citado no estudo como o país que mais perde posições no ranking, atrás apenas de Camarões. A Venezuela, que passa por profunda crise política e econômica, aparece em 96º.

Comparativo: Brasil x Top 3

IDH

Fonte: IG Nacional
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Marco Zero de São Paulo reúne histórias curiosas que nem paulistanos conhecem

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Rayanne Albuquerque/ Repórter iG

Alife Melo ao lado de Ricardo Diógenes apreciando detalhes do Marco Zero paulistano

Quem cruza as ruas do centro de São Paulo e se depara com o Marco Zero , fincado desde 1934 em frente à Catedral Metropolitana de São Paulo, na , não imagina as histórias por trás dos símbolos e da construção do monumento. O centro de irradiação das estradas para os diferentes pontos do Estado foi pensado como referência para a ordenação numérica de quilometragem das vias que se iniciam na capital paulista. O marco também norteia a medição das linhas ferroviárias, áreas e numeração telefônica da cidade. O que pouca gente sabe são das curiosidades relacionadas ao local.

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A primeira delas é que o hexágono visto em frente à matriz da Sé não se trata da primeira versão do monumento, mas sim, da quarta. A primeira não mantinha a mesma forma geométrica de hoje e teria sido erguida por volta do final do século XVI, época em que a capital mais rica do Brasil era apenas uma vila e ficava em frente à primeira igreja da Sé , localizada na altura da rua Venceslau Brás. Já o segundo Marco Zero estava diretamente ligado à religião: não era um monumento, mas a torre da segunda igreja da Sé. Na tentativa de separar a vivência urbana da religião, foi criado um terceiro monumento, ao lado da mesma matriz.

No começo do século XX, a igreja da Sé e imóveis ao redor foram demolidos para dar espaço à nova Catedral e ao pátio localizado à frente, o que incluía o Marco Zero. Nessa altura, São Paulo deixou de ter uma centralização e a ideia de um novo monumento ressurgiu em 1921, sugerido pelo jornalista Américo R. Neto. Anos depois, o monumento foi desenhado pelo francês Jean Gabriel Villin, artista que criou o primeiro Saci Pererê nas obras de Monteiro Lobato. A materialização do Marco Zero aconteceu mais de uma década após a ideia de Américo, em 1934.

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Os fatos curiosos, no entanto, não param por aí. O Marco Zero hexagonal que hoje está em frente à matriz de São Paulo já foi arrancado do local por um acidente envolvendo um caminhão em 22 de janeiro de 2019, dias antes do aniversário de 465 anos da cidade. O monumento foi reinstalado no mesmo local e segue reunindo turistas e passantes curiosos sobre a sua forma e inscrições.

Há mais história tragicômica do Marco Zero : a tampa de mármore do monumento atual foi roubada e a que está no local é uma réplica. Assim como a original, a nova estampa os rios Tietê e Pinheiros na superfície,  assim como a estação da Luz, a Faculdade de Medicina da USP, o Museu do Ipiranga e vias como a rua Voluntários da Pátria, na zona norte, a rua da Consolação e a avenida Paulista , no centro. Todas eram áreas principais de São Paulo na época em que o monumento foi elaborado.

Mas afinal, o que tem escrito nas laterais do Marco Zero? 

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Rayanne Albuquerque/ Repórter iG

Marco Zero de São Paulo

A ideologia do período em que foi concebido o Marco Zero de São Paulo está expresso nos detalhes cravados em mármore e bronze: o papel central do Estado na formação nacional de acordo com a visão dos paulistas da época. O valor simbólico do monumento desponta entre os principais valores do Marco. O bloco de mármore que estampa o Marco Zero foi extraído de uma jazida localizada no município de Cachoeira Paulista

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As laterais são obeliscos com desenhos que ilustram as particularidades das regiões geográficas vizinhas ao Estado. Ao nordeste está o Rio de Janeiro, representado por uma ilustração do Pão de Açúcar. Já ao Norte do prisma, fica a representação de Minas Gerais, com desenhos de instrumentos de mineração. Goiás está ilustrado no Noroeste, com figuras do garimpo, enquanto o Mato Grosso está ao Sudoeste, com desenhos das roupas dos bandeirantes. O Porto de Santos, representado por um navio a vapor, está na direção Sudeste do prisma. O Paraná representa o Sul, ilustrada por uma Araucária, árvore típica da região.

Para turista ver

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Rayanne Albuquerque/ Repórter iG

Parte superior do Marco Zero de São Paulo. Esta é a réplica de bronze. Original foi roubada.

Quem vier à capital de São Paulo deve se ater ao detalhe do Marco: ele pode ser visto de longe, diferente de muitos que estão no mesmo nível do chão. Com a dimensão de 1x13m, 0,70m, 0,70m, o ponto reúne turistas que visitam a área histórica da cidade. O arquiteto Ricardo Diógenes, de 41 anos, é natural de Fortaleza e veio olhar com mais detalhes o Marco Zero de São Paulo, capital que ele já conhecia.

“O berço nascedouro da cidade quase sempre surge ao redor de uma catedral. Aqui em São Paulo não é diferente. O que eu acho interessante é que tudo se desenvolve no entorno desses marcos, os centros comerciais, a cultura, os grandes bancos, associações de comércios”. 

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Já para o comissário de voo Alief Melo, de 36 anos, que veio de Rondônia para conhecer a capital paulista, o Marco Zero representa um ponto turístico que não pode ficar de fora da agenda de visitas pela cidade. “Aqui é literalmente o coração de São Paulo. Não podia deixar de visitar. Estou encantado com os detalhes, com o local em que foi colocado”.  

Em 2007, a estrutura foi tombada pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo ( CONPRESP ). Nesse mesmo ano, recebeu a primeira restauração.

Fonte: IG Nacional
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Sexta-feira nublada e fresca em São Paulo

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Reprodução Redes Sociais/Avertigus

Previsão do tempo é de tempo nublado

São Paulo amanhece nesta sexta (24), véspera do aniversário da cidade, fazendo jus ao apelido de terra da garoa. Chuviscos são sentidos durante a manhã, mas a partir do meio dia a chuva cessa, dando lugar ao sol, segundo a previsão do tempo do Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas ( CGE ).

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O céu permanece nublado ao longo de todo o dia, com índices de umidade de ar acima de 50%. A temperatura na capital paulista varia entre os 17ºC e os 24Cº.

Fonte: IG Nacional
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