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Esportes

Brasil goleia o C. A. Barra da Tijuca em jogo-treino na Granja Comary

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Com o placar de 4 x 0, a Seleção Sub-17 goleou o Clube Atlético Barra da Tijuca, na Granja Comary. Confira como foi o confronto!

Jogo treino da Seleção Brasileira Sub-17 na Granja Comary contra o Barra da Tijuca

Créditos: Lucas Figueiredo/CBF

Na manhã desta quarta-feira (08), na Granja Comary, a Seleção Brasileira Sub-17 marcou quatro gols no jogo-treino contra o Clube Atlético Barra da Tijuca. Dividido em três tempos de 30 minutos cada, Kaio Jorge, Luiz Gabriel e Marcos Leonardo (dois) foram os autores dos gols. A partida faz parte da semana de preparação da equipe para a Copa do Mundo Sub-17, que será realizada no Brasil.

O Jogo

O Brasil dominou o jogo durante os 90 minutos de confronto. Logo no início da partida, Yan cruzou para Neto, que finalizou para a defesa do adversário. Em uma segunda oportunidade criada, o camisa 10 Reinier, de rebote, deu um chutaço em direção ao gol, mas acabou batendo na trave e indo para fora. O primeiro gol veio com o cruzamento de Talles Magno para Kaio Jorge dentro da área.

Jogo treino da Seleção Brasileira Sub-17 na Granja Comary contra o Barra da Tijuca

Jogo treino da Seleção Brasileira Sub-17 na Granja Comary contra o Barra da Tijuca
Créditos: Lucas Figueiredo/CBF

Com muita intensidade, a Sub-17 chegou mais uma vez. Dois contra um na área do adversário, o goleirão do Barra saiu bem e impediu o segundo gol da Seleção. Ainda no primeiro tempo, o Brasil criou mais seis oportunidades, mas nenhuma balançou a rede.

Na metade do segundo tempo, o técnico Guilherme Dalla Déa fez diversas substituições no time que iniciou a partida. O objetivo era dar oportunidade a um número maior de jogadores. Marcos Leonardo, que recém havia entrado em campo, marcou o segundo e o quarto gol no jogo-treino. O primeiro veio ainda no segundo tempo. Na área, desequilibrado e quase caindo, conseguiu dar um toquinho final e marcar por cima do goleiro.

Jogo treino da Seleção Brasileira Sub-17 na Granja Comary contra o Barra da Tijuca

Jogo treino da Seleção Brasileira Sub-17 na Granja Comary contra o Barra da Tijuca
Créditos: Lucas Figueiredo/CBF

O camisa 23 ainda teve oportunidade quando o meio de campo Matheus pressionou o goleiro, que acabou passando errado. A bola sobrou em seus pés e ele não desperdiçou. Gol do Brasil. Ao longo da partida, o Barra da Tijuca não conseguiu criar muitos espaços, finalizando poucas vezes para o gol. A Seleção balançou a rede mais uma vez com o camisa 20. Cachoeira chutou no meio do gol, a bola sobrou e Luiz Gabriel, de rebote, fez o terceiro para a Sub-17. Sem tempo para mais nada, a partida terminou com o placar de 4 a 0.

Escalação inicial:
Marcelo, Yan, Derick, Luan e Patryck; Daniel, Neto e Reinier; Renyer, Kaio Jorge e Talles Magno.

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Flamengo e Botafogo avançam às semifinais da Taça Rio

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Flamengo e Botafogo garantiram a classificação para as semifinais da Taça Rio (2º turno do Campeonato Estadual do Rio de Janeiro) como líderes do Grupo A. Os dois times entraram às 21h30, nesta quarta-feira (1º) à noite, para enfrentar Boavista e Portuguesa, respectivamente.

No Maracanã, os flamenguistas venceram, por 2 a 0, o Verdão de Saquarema. Sem contar com Gabriel Barbosa, por conta de dores musculares, Pedro começou o jogo como titular e abriu o marcador aos 35 minutos do primeiro tempo. 

Na segunda etapa, Gerson ampliou o marcador, com um chute de fora da área no ângulo. A partida foi exibida, ao vivo, pelas redes sociais do clube sob o amparo da recente Medida Provisória (MP) 984, que permite exclusivamente ao mandante do jogo a responsabilidade de decidir sobre os direitos de transmissão.

O Flamengo terminou a fase de grupos com 100% de aproveitamento, com cinco vitórias em cinco jogos. O time do técnico Jorge Jesus é o líder na soma geral de pontos e, como conquistou a Taça Guanabara (1º turno), caso também vença a Taça Rio será automaticamente campeão estadual de 2020.

Já o Botafogo ficou em segundo lugar do grupo com 8 pontos. O Glorioso empatou, por 0 a 0, com a Portuguesa no Estádio Luso-Brasileiro. Os comandados de Paulo Autuori depois de um bom primeiro tempo, acertando por duas vezes a trave, passaram sufoco na segunda etapa, mas resistiram e garantiram a vaga para a próxima fase.

Flamengo e Botafogo voltam a campo no domingo (4) e aguardam os confrontos da última rodada do Grupo B nesta quinta-feira (2). Embora classificado, o Fluminense joga com o Macaé, às 19h30, em Bacaxá, para definir se será primeiro ou segundo colocado. O Vasco encara o Madureira, às 20h, em São Januário, precisando vencer e torcer pela derrota do Volta Redonda contra o Resende, que jogam no mesmo horário no Estádio da Cidadania, na cidade do Aço.

Edição: Fábio Massalli

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Esportes

Atletas de seleção buscam parcerias para se manterem em forma

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Com duas Paralimpíadas no currículo – Londres 2012 e Rio 2016 – e mais de dez anos de seleção brasileira, a pivô Paola Kloker, do basquete em cadeira de rodas, buscou alternativas para tentar manter o ritmo de treinos, mesmo durante a pandemia do novo coronavírus (covid-19). “Eu comecei sozinha mesmo. Montei uns pesos de cimento e usei até garrafas de água cheias de areia, latas de tinta. Enfim, dei um jeito”, relata Kloeker à Agência Brasil.  A jogadora que nasceu com uma má-formação no fêmur esquerdo, que prejudicou o desenvolvimento da perna. 

É por meio do Whattsapp que a atleta, de 29 anos, recebe os treinos da educadora física Suelen Serral. “O atleta deve ser saudável. E não só corporal, mas também mentalmente. A parada para o pessoal que tem esse hábito de estar sempre em contato com o esporte é pior. E a manutenção dessa rotina é saudável também para outros órgãos do corpo. Não pode ficar em ‘estado de tranquilidade’ como costumamos chamar”, explica Serral.  “Acabei comprando também uma tabela de basquete e instalei aqui em casa. Chamei a Gabi [Gabriela Oliveira], minha colega de seleção e de time [Aedrehc]. Treinamos juntas a parte de academia com a orientação da Suelen e a parte técnica mesmo, de bola, com a cadeira”, descreve a jogadora, que mora em Guarulhos, na região metropolitana da capital paulista. 

 PAOLA KLOKLER  PAOLA KLOKLER

A dupla Gabi e Paola, da seleção brasileira pararalímpica de basquete, vem treinando firme durante a quarentena – Reprodução Instagram/Paola Klokler

 

A rotina diária de treinos é seguida à risca, segundo a ala armadora Gabi, de 19 anos. “Pela manhã, musculação. Academia mesmo, levantando peso. À tarde, mais a parte específica do basquete. Tem também o trabalho de análise de jogos com a equipe por videoconferência. É uma rotina que vai das 7h até umas 20h. A ideia é dar uma espairecida nessa quarentena. Está sendo muito bom”, disse a jovem atleta, que estreou na seleção ano passado, no Pan de Lima (Peru), ajudando na conquista da medalha de bronze.

A parceira de time é a maior incentivadora de Gabi. “Ela é uma das atletas mais empolgadas e dedicadas nos treinos. Tem pensamentos parecidos com os meus em relação ao esporte. Então, achei que essa era a melhor forma de passar por essa pandemia. Treinando com ela e aguardando o reinício dos jogos e dos campeonatos”, completou Kloker.

Tênis de Mesa

A gaúcha Victória Strassburger tem apenas 14 anos e pratica tênis de mesa há três. Atleta da seleção brasileira infantil, ela também achou achou uma maneira de não parar de treinar, mesmo durante a quarentena em Ivoti, cidade da região metropolitana de Porto Alegre. “Estou treinando dentro de casa. Conseguimos improvisar um espaço aqui na garagem”, contou à Agência Brasil Victória, ou simplesmente Vicky, como é conhecida entre os colegas. 

A adolescente contou com o apoio dos pais para viabilizar a estrutura dentro de casa. “Eles me ajudaram muito. Incentivam demais. Minha vó também. Ela costurou alguns panos azuis para forrarmos as paredes já que elas têm quase a mesma cor da bolinha”, detalha Vichy.

Victória Strassburger Victória Strassburger

A gaúcha Victória Strassburger representou o Brasil no Torneio Sul-Americano e na etapa do Circuito Mundial de Tênis de Mesa, em Lima (Peru) – Victória Strassburger

 

Como os clubes da região estão fechados, alguns colaboraram transferindo equipamentos para a casa da atleta. “Um deles levou uma mesa e um “rebatedor” para lá. Outro emprestou os pisos emborrachados. O Centro está praticamente completo”, afirma o técnico Jorge Fanck, que também coordena o projeto Diamantes do Futuro, da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM).

Atualmente, Franck acompanha os treinos da jovem às terças-feiras e aos sábados. “Sou grata a todos eles por estar conseguindo manter minha rotina de treinamento”, diz Vicky, que antes da pandemia praticava na Sogipa.

Há aproximadamente um mês, os treinos no clube da capital gaúcha retornaram, com limitações impostas pelos órgãos locais de saúde. Mas a atleta e os familiares decidiram manter os trabalhos apenas na garagem da própria casa por uma preocupação bem justificável. “Desde que voltei do Peru nem saí de casa ainda. Como não está havendo competições, eu e minha família optamos por não retornar aos treinos no clube, por enquanto”. 

Convocada pela seleção brasileira infantil, Vicky viajou à Lima (Peru) em março passado para competir no Campeonato Sul-Americano e também em uma etapa do Circuito Mundial de Tênis de Mesa. “Foi bem no início da pandemia. Surgiram boatos de que dois atletas tinham testado positivo. A competição quase foi cancelada. Mas a organização conseguiu autorização para seguir. Fecharam o Ginásio. Jogamos sem ninguém assistindo. Só atletas e técnicos. Naquele sábado, o clima no caminho entre hotel e ginásio estava bem diferente, com filas em supermercados, prateleiras vazias, gritos de “corona, corona”. A verdade é que joguei e voltei logo para o hotel para ficar confinada junto com todos os brasileiros, até os nossos voos que seriam só no final do outro dia, o domingo. A equipe de São Paulo saiu antes e eu tive que [ficar] mais uma hora sozinha no aeroporto. Tinha risco de fechamento de fronteiras.  Meus pais estavam tensos em casa e só relaxaram quando mandei foto, já dentro do avião. Fecharam as fronteiras à meia-noite e, graças a Deus, eu ainda consegui embarcar. Consegui trazer duas medalhas, fiz ótimos jogos, mas com certeza foi o vírus que tornou esta experiência inesquecível”, completa. 

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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