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Economia

Brasil está entre os melhores países para investir, afirma gestor italiano

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IstoÉ Dinheiro

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Pietro Giuliani afirma que pretende investir no Brasil pelos próximos dez anos

O empresário italiano Pietro Giuliani , fundador e presidente mundial da Azimut , gestora independente de ativos e patrimônio, está eufórico com as oportunidades de negócios no Brasil.

Para ele, o País já é um dos melhores lugares do mundo para se investir com boa rentabilidade – apesar da taxa básica de juros, a Selic, estar no patamar mais baixo da história.

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 O motivo é o cenário de estabilidade econômica , inflação controlada, reformas e o interesse do governo de colocar em prática um robusto programa de concessões e privatizações, que poderá trazer mais recursos e alavancar obras essenciais para a sustentação do crescimento econômico.

“Estamos convencidos de que nos próximos 10 anos vale à pena investir por aqui”, afirmou Giuliani, em seu escritório em São Paulo.

Obras públicas: Investimentos em concessão e privatização de rodovias estão no radar da Azimut no Brasil. Para Giuliani, o País está defasado e precisa construir quase tudo em infraestrutura. (Crédito:Divulgação)

A Azimut foi fundada há 25 anos. Listada na Bolsa de Valores de Milão desde 2004, é hoje uma das maiores gestoras independentes da Europa. Tem operações em 15 países, incluindo o Brasil.

“Começamos por aqui em 2013, com R$ 3 bilhões, e hoje temos R$ 30 bilhões por meio da AzQuest e da Azimut Brasil”, diz Giuliani.

A empresa tem apresentado crescimento acelerado no País. Segundo o CEO da operação brasileira, Giuseppe Perrucci, o crescimento dos ativos administrados foi de 100% em 2017 e 2018 e de 50% em 2019.

Bolsonaro diz que hoje Brasil é um país favorável a se investir e gerar empregos

 “Como o montante administrado é bastante alto, agora trabalhamos com a meta de aumento entre 20% e 30% neste ano”, afirma. No mundo, a empresa administra o equivalente a R$ 270 bilhões.

Na avaliação de Giuliani, os setores que devem garantir maior rentabilidade são o de construção civil e tudo o que envolve infraestrutura , como rodovias, saneamento, portos, aeroportos e energia.

Ele também destaca a área de saúde , com a necessidade de construção de hospitais e produção de remédios e suprimentos de uso básico. Giuliani compara o Brasil de hoje com países da Europa logo após a Segunda Guerra.

“Os estrangeiros olham para o Brasil como os Estados Unidos olhavam para Itália e Alemanha, por exemplo. Na época, nos tornamos pobres. Não havia casas, estradas, mas havia tudo a ser reconstruído . Aqui não houve guerra, mas há muito a ser construído”, diz.

Com Guedes, Orçamento de 2020 terá menor investimento desde 2004

 Para o professor de Finanças do Insper Michael Viriato, a aposta no setor de infraestrutura é natural porque o Brasil está defasado em função da falta de recursos do governo.

“Se há demanda, óbvio que ela vai ser mais rentabilizada do que em outro setor com demanda menor. No caso da saúde, há uma tendência natural de investimento constante que torna a área atrativa”, diz.

Há, no entanto, outra questão que atrai os investidores para o mercado nacional . A taxa Selic em 4,5% ao ano pode parecer pouco para os brasileiros, acostumados com índices bem mais altos.

Nos países desenvolvidos, as taxas de juros são bem inferiores e chegam a ser negativas em algumas nações.

“Se você pegar R$ 100 e investir 10% desse valor no mercado brasileiro e o restante em títulos de governos da Europa pode ter certeza que depois de cinco ou dez anos a pequena fração investida por aqui terá gerado ganhos maiores do que a parcela aplicada lá”, diz o executivo italiano.

Giuliani afirma que pode dar a seus clientes no Brasil rendimentos de 5% a 10% ao ano em investimentos com prazos longos, de até 10 anos.

“Os clientes não suportam as taxas muito baixas ou negativas praticadas na Europa, nos Estados Unidos e no Japão. Por essa razão, nos próximos cinco anos, 35% dos nossos investimentos serão feitos em países como o Brasil e de 15% a 30% em ativos alternativos.

De acordo com Viriato, na Alemanha os juros são negativos para o período de 10 anos. Para o mesmo período são de 1,4% ao ano na Itália e de 1,8% nos Estados Unidos.

“Com taxas tão baixas, o investidor vai ficar muito feliz em ganhar até 10% ao ano no Brasil”, compara o especialista do Insper, que concorda que o momento é bom para investir, seja de forma direta ou via Bolsa de Valores.

“Antes, um projeto que rendia cerca de 10% não fazia sentido porque era possível ganhar isso com o CDI. Agora, tem de correr algum risco e colocar o projeto em prática”, afirma. “Na medida em que as pessoas e empresas vão investindo, a roda vai girando, pessoas são contratadas, o consumo aumenta. É lento, mas sustentável.”

A possibilidade de mudança de cenário não preocupa Giuliani. Pelo contrário, ele entende que as crises também geram oportunidades. “Estamos convencidos de que o futuro é positivo. Quando há uma crise é para aproveitar e comprar porque os preços caem. Mas muitos, erroneamente, pulam fora”, finaliza.

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Economia

Líder do MBL criou estratégia para não pagar impostos, diz Receita

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Protestos na Avenida Paulista foram puxados pelo MBL e outros movimentos populares

Ao determinar a prisão de dois empresários supostamente envolvidos com o Movimento Brasil Livre (MBL) , o juiz Marco Antonio Vargas disse que a família de Renan Santos, líder do movimento, comprou empresas perto de falência para fugir do pagamento de impostos e lucrar às custas dos consumidores.

O juiz, no entanto, impediu a suspensão das atividades econômicas de ambos os ligados ao MBL , que havia sido solicitada pelo Ministério Público, porque a pandemia “exige a preservação de empregos e a viabilização de exercício de atividades laborativas lícitas”.

A Receita Federal afirmou, no pedido de prisão dos empresários, que a família de Renan Santos , um dos principais nomes do MBL, adotou um esquema para lucrar às custas dos consumidores ao evitar pagar impostos .

renan santos mbl
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Renan Santos, líder do MBL, criou estratégia para comprar empresas perto de falência para não pagar impostos

“Eles não declaram nem pagam os tributos, e com isso enriquecem com a apropriação indevida dos tributos pagos pelos consumidores finais”, diz o pedido de prisão. Segundo a Receita, esse é o “segredo do sucesso” dos empresários ligados ao MBL.

A operação que prendeu os empresários, batizada de “Júnior Moneta”, investiga fraudes e desvios de até R$ 400 milhões . Apesar da ligação entre os presos e o MBL, o MP afirmou que os desvios até o momento não são da alçada política, e sim envolvendo empresas ligadas aos presos.

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Economia

Em meio à pandemia do coronavírus, MT cria 21 mil empregos; municípios pequenos têm melhor saldo

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Secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda [Foto – Mayke Toscano]

Mato Grosso obteve o quarto melhor desempenho do país na geração de empregos do mês de maio, atrás apenas de Acre, Amapá e Roraima. Foram 21.231 contratações, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, mesmo com setores afetados pela crise econômica e pela pandemia, Mato Grosso está conseguindo manter empregos por causa de uma economia estável.

Dos 141 municípios, 50 deles (mais de um terço) tiveram saldo positivo na geração de empregos no Estado – a maioria bem pequena. No entanto, pode-se destacar os municípios de Nova Xavantina (378), Mirassol d’Oeste (350), Lambari d’Oeste (338) e Barra do Bugres (266).

Por outro lado, municípios importantes e estratégicos tiveram saldo negativo na geração de empregos, como Cuiabá (644), Campo Verde (301), Sinop (269), Nova Olímpia (207), Alta Floresta (130), Cáceres (123) e Rondonópolis (114). Em todo o Estado, o número de demissões foi de 22.123.

Quatro agrupamentos econômicos, entre eles agropecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, tiveram saldo positivo em maio, segundo o Caged.

Nesta entrevista, César Miranda faz uma análise dos dados referentes a maio do Caged para Mato Grosso:

Pergunta: Segundo o Caged, Mato Grosso teve um saldo negativo de 892 vagas de trabalho em maio. No acumulado do ano, o déficit alcança 1.978 empregos. Qual sua avaliação sobre esses dados?

Cesar Miranda – O Caged é importante para orientação, porque mostra dados dos empregados formais, dos contratados com carteira assinada, especialmente nesse momento que estamos vivendo. Junto com a pandemia, veio uma crise econômica gigantesca, em nível mundial. Brasil e Mato Grosso não têm como ficar fora.

Mato Grosso está conseguindo manter empregos formais, porque temos uma economia estável, especialmente em relação ao agronegócio. O que se produz no Estado acaba gerando a industrialização e uma série de outros serviços, como manutenção de máquinas e equipamentos e compra de insumos. Ações que contribuem para movimentar a economia estadual.

Mesmo com números negativos, Mato Grosso obteve o quarto melhor desempenho do país. A que atribui isso?

César Miranda – Mesmo tendo havido setores muito mais afetados (pela crise econômica e pela pandemia), como turismo, serviços e comércio em geral, em alguns locais no Estado a dificuldade é menor. Os municípios mais fortes no agronegócio conseguem manter sua atividade econômica. Infelizmente, a pandemia está chegando ao interior.

Podemos observar que nos estados com melhor desempenho (Acre, Amapá e Roraima) a expansão da pandemia foi mais tardia, depois da região Sudeste e Nordeste. Estes estados puderam manter sua economia estável, por ainda não terem um grande número da população contaminado.

Apenas alguns setores da economia conseguiram saldo positivo no Caged de maio: Saúde Humana e Serviços Sociais, Eletricidade e gás, Administração Pública e Agropecuária, produção florestal, pesca e aquicultura. Como avalia?

Cesar Miranda – Por causa da pandemia, setores como saúde e serviços sociais tiveram incrementos com a contratação de profissionais como médicos e enfermeiros, por exemplo, movimentou a indústria ligada ao segmento e todos os serviços que envolvem o combate ao coronavírus.

Estes setores contrataram mais, demandando serviços da administração pública, de eletricidade. Uma consequência natural do momento em que estamos vivendo.

Importante dizer que as ações do Governo de Mato Grosso na área de saúde para combater a pandemia também tem propiciado a contratação de pessoas. Com todas as dificuldades, o Governo do Estado também deu continuidade às obras de infraestrutura. Além disso, a atividade econômica tem sido apoiada, através da Seder, da Seder e da Sefaz.

Tudo que pode ser feito, enquanto política pública ou apoio do Governo do Estado tem sido feito. Por isso, tivemos um saldo não tão negativo na diminuição de empregos.

Dos 141 municípios mato-grossenses, 50 registaram saldo positivo na geração de empregos.

César Miranda – São municípios onde o Governo do Estado está com obras e, simultaneamente, combatendo a pandemia. Ou seja, gera-se emprego pela necessidade de enfrentar a doença e para dar continuidade às obras de infraestrutura.

Além disso, há vários investimentos na área industrial que continuam em andamento, mesmo com todas as dificuldades. O setor do Etanol continua investindo, mesmo enfrentando queda no consumo, por causa da quarentena e redução da movimentação de pessoas. Mas são projetos importantes para as empresas e que continuam em andamento.

Por outro lado, municípios estratégicos registraram déficit.

César Miranda – São cidades com alto índice de contaminação. Consequentemente, há uma paralisação da atividade econômica, com o desemprego chegando mais rápido, principalmente nos setores de comércio e de serviços, os primeiros atingidos pelas medidas de combate à pandemia.

É muito ruim o que está acontecendo, especialmente pelas vidas ceifadas, o risco a que todos estamos expostos, e que, infelizmente, atinge diretamente a atividade econômica. Felizmente, a economia de Mato Grosso é forte. Neste ano, teremos uma safra recorde.

 

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