conecte-se conosco


Economia

Brasil está entre os melhores países para investir, afirma gestor italiano

Publicado

source

IstoÉ Dinheiro

Pietro Giuliani arrow-options
Reprodução YouTube

Pietro Giuliani afirma que pretende investir no Brasil pelos próximos dez anos

O empresário italiano Pietro Giuliani , fundador e presidente mundial da Azimut , gestora independente de ativos e patrimônio, está eufórico com as oportunidades de negócios no Brasil.

Para ele, o País já é um dos melhores lugares do mundo para se investir com boa rentabilidade – apesar da taxa básica de juros, a Selic, estar no patamar mais baixo da história.

Emprego na construção civil tem melhor resultado em sete anos

 O motivo é o cenário de estabilidade econômica , inflação controlada, reformas e o interesse do governo de colocar em prática um robusto programa de concessões e privatizações, que poderá trazer mais recursos e alavancar obras essenciais para a sustentação do crescimento econômico.

“Estamos convencidos de que nos próximos 10 anos vale à pena investir por aqui”, afirmou Giuliani, em seu escritório em São Paulo.

Obras públicas: Investimentos em concessão e privatização de rodovias estão no radar da Azimut no Brasil. Para Giuliani, o País está defasado e precisa construir quase tudo em infraestrutura. (Crédito:Divulgação)

A Azimut foi fundada há 25 anos. Listada na Bolsa de Valores de Milão desde 2004, é hoje uma das maiores gestoras independentes da Europa. Tem operações em 15 países, incluindo o Brasil.

“Começamos por aqui em 2013, com R$ 3 bilhões, e hoje temos R$ 30 bilhões por meio da AzQuest e da Azimut Brasil”, diz Giuliani.

A empresa tem apresentado crescimento acelerado no País. Segundo o CEO da operação brasileira, Giuseppe Perrucci, o crescimento dos ativos administrados foi de 100% em 2017 e 2018 e de 50% em 2019.

Bolsonaro diz que hoje Brasil é um país favorável a se investir e gerar empregos

 “Como o montante administrado é bastante alto, agora trabalhamos com a meta de aumento entre 20% e 30% neste ano”, afirma. No mundo, a empresa administra o equivalente a R$ 270 bilhões.

Leia Também:  Oposição tenta derrubar sigilo da Previdência e pede que votação seja adiada

Na avaliação de Giuliani, os setores que devem garantir maior rentabilidade são o de construção civil e tudo o que envolve infraestrutura , como rodovias, saneamento, portos, aeroportos e energia.

Ele também destaca a área de saúde , com a necessidade de construção de hospitais e produção de remédios e suprimentos de uso básico. Giuliani compara o Brasil de hoje com países da Europa logo após a Segunda Guerra.

“Os estrangeiros olham para o Brasil como os Estados Unidos olhavam para Itália e Alemanha, por exemplo. Na época, nos tornamos pobres. Não havia casas, estradas, mas havia tudo a ser reconstruído . Aqui não houve guerra, mas há muito a ser construído”, diz.

Com Guedes, Orçamento de 2020 terá menor investimento desde 2004

 Para o professor de Finanças do Insper Michael Viriato, a aposta no setor de infraestrutura é natural porque o Brasil está defasado em função da falta de recursos do governo.

“Se há demanda, óbvio que ela vai ser mais rentabilizada do que em outro setor com demanda menor. No caso da saúde, há uma tendência natural de investimento constante que torna a área atrativa”, diz.

Há, no entanto, outra questão que atrai os investidores para o mercado nacional . A taxa Selic em 4,5% ao ano pode parecer pouco para os brasileiros, acostumados com índices bem mais altos.

Nos países desenvolvidos, as taxas de juros são bem inferiores e chegam a ser negativas em algumas nações.

“Se você pegar R$ 100 e investir 10% desse valor no mercado brasileiro e o restante em títulos de governos da Europa pode ter certeza que depois de cinco ou dez anos a pequena fração investida por aqui terá gerado ganhos maiores do que a parcela aplicada lá”, diz o executivo italiano.

Leia Também:  Há pouca oferta de internet de alta velocidade no Brasil e custo parte de R$ 100

Giuliani afirma que pode dar a seus clientes no Brasil rendimentos de 5% a 10% ao ano em investimentos com prazos longos, de até 10 anos.

“Os clientes não suportam as taxas muito baixas ou negativas praticadas na Europa, nos Estados Unidos e no Japão. Por essa razão, nos próximos cinco anos, 35% dos nossos investimentos serão feitos em países como o Brasil e de 15% a 30% em ativos alternativos.

De acordo com Viriato, na Alemanha os juros são negativos para o período de 10 anos. Para o mesmo período são de 1,4% ao ano na Itália e de 1,8% nos Estados Unidos.

“Com taxas tão baixas, o investidor vai ficar muito feliz em ganhar até 10% ao ano no Brasil”, compara o especialista do Insper, que concorda que o momento é bom para investir, seja de forma direta ou via Bolsa de Valores.

“Antes, um projeto que rendia cerca de 10% não fazia sentido porque era possível ganhar isso com o CDI. Agora, tem de correr algum risco e colocar o projeto em prática”, afirma. “Na medida em que as pessoas e empresas vão investindo, a roda vai girando, pessoas são contratadas, o consumo aumenta. É lento, mas sustentável.”

A possibilidade de mudança de cenário não preocupa Giuliani. Pelo contrário, ele entende que as crises também geram oportunidades. “Estamos convencidos de que o futuro é positivo. Quando há uma crise é para aproveitar e comprar porque os preços caem. Mas muitos, erroneamente, pulam fora”, finaliza.

Fonte: IG Economia
publicidade
Clique para comentar

Deixe um comentário

Please Login to comment
avatar
  Subscribe  
Notify of

Economia

Série "Cuidando do seu Bolso" dá dicas de educação financeira

Publicado

Você sabe a diferença entre endividado e inadimplente? 80% da população brasileira não sabe essa diferença. Endividada é a pessoa que tem contas a vencer. Já inadimplente é aquela que está com contas em atraso.

Saiba mais sobre educação financeira na série Cuidando do seu Bolso, exibida pela TV Brasil.

Endividados x Poupadores

Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor mostra que mais de 65% das famílias brasileiras estão endividadas, 1/4 da população no Brasil tem contas em atraso, e 1 em cada 10 pessoas não terá condição de pagar essas despesas.

Especialistas entrevistados pela TV Brasil sugerem negociar a dívida e refletir sobre o modelo de renegociação para avaliar se é vantajoso. 

Saúde Emocional x Saúde Financeira

Insônia, falta de apetite, baixa autoestima. Esses poderiam ser sintomas de alguma doença. Mas são as dívidas que estão fazendo mal à saúde. A vida financeira e emocional devem estar equilibradas para que você faça as escolhas corretas e deixe de viver no limite.

As dívidas podem causar impactos emocionais. Dados do Instituto Locomotiva mostram que 54,8 milhões de brasileiros têm o sono alterado devido as dívidas; 54,1 milhões de brasileiros têm a autoestima abalada pelo endividamento; 53,5 milhões têm o rendimento profissional comprometido; e 45,3 milhões têm o apetite afetado.

Leia Também:  ANP divulga lista com 13 empresas habilitadas a leilão de petróleo

Educadores financeiros dão dicas para cuidar das finanças: não ignore as dívidas, faça uma lista de contas em ordem de importância, priorize as contas obrigatórias e as que possuem juros mais altos, pague as pessoas físicas, e procure ajuda para negociar.

Possui dívidas? O Programa de supendividados do Tribunald e Justiça do Distrito Federal pode ajudar.

Endividamento de Idosos

O principal motivo de dívidas de quem tem 60 anos ou mais vai além dos empréstimos. A inadimplência entre os idosos é a que mais cresce no Brasil. Entre outubro de 2018 e outubro de 2019, 900 mil idosos não cumpriram algum dos seus compromissos financeiros. Ao todo são 9,8 milhões de idosos inadimplentes no país. A relação com a família e a dificuldade em lidar com a queda na renda depois da aposentadoria são alguns dos motivos para o endividamento de idosos.

A economista do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), Marcela Kawauti, diz que empréstimo consignado leva as pessoas ao alto endividamento. ” Quem não se programa para pegar o crédito consignado acaba se enrolando com outras contas”, revela.

Leia Também:  Estado lança programa para combater a sonegação e a concorrência desleal no comércio

Educação financeira para crianças

Você ensina o valor do dinheiro para seus filhos? Ensina quanto as coisas custam? Estimula a poupança? A partir deste ano, o ensino da educação financeira é obrigatória nas escolas de educação infantil e ensino fundamental no Brasil.

Levantamento do Instituto Locomotiva mostra que 88% dos pais são influenciados pelos filhos na hora das compras. 70% dos pais admitem que gastam mais na companhia das crianças.

Educadores financeiros mostram que as crianças podem ser a chave para ensinar sobre consumo consciente e controle financeiro para pais que não sabem lidar com dinheiro.

Como ser educado financeiramente

Se você já consegue evitar dívidas e fazer economias está no caminho certo. Especialistas alertam que é preciso ainda fazer escolhas conscientes, conhecer as consequências e definir objetivos para o presente e o futuro. As dicas sobre como e onde buscar informações sobre finanças está no último episódio da série Cuidando do seu Bolso.

Edição: Liliane Farias

Fonte: EBC Economia
Continue lendo

Economia

Receita recupera R$ 5,2 bilhões em dívidas de empresas com o Simples

Publicado

Mais de 230 mil micro e pequenas empresas quitaram  débitos com o Simples Nacional no segundo semestre de 2019 e foram mantidas no regime especial de tributação em 2020. A regularização das pendências permitiu ao governo recuperar R$ 5,2 bilhões aos cofres públicos.

O balanço da regularização foi divulgado pela Receita Federal. Em setembro do ano passado, o governo tinha notificado 738.605 contribuintes de débitos previdenciários e não previdenciários com a Receita Federal e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). No total, as micro e pequenas empresas deviam R$ 21,5 bilhões ao Simples Nacional.

Dos R$ 5,2 bilhões recuperados, R$ 3,6 bilhões referem-se a dívidas com a Receita Federal, e R$ 1,6 bilhão a débitos cobrados pela PGFN.

Só foram mantidos no Simples Nacional, regime tributário que unifica a cobrança de tributos federais, estaduais e municipais e tem alíquotas especiais, os contribuintes que quitaram os débitos até 30 dias depois da data de ciência da notificação. Em caso de discordância, micro e pequenos empresários poderiam pedir a impugnação do ato de exclusão.

Leia Também:  Governo quer reincorporar capitalização ao texto da reforma no Senado

Quem não pagou os débitos foi retirado do Simples Nacional em 1º de janeiro deste ano. As empresas excluídas, no entanto, têm até 31 de janeiro para pedir o regresso ao Simples Nacional, desde que resolvam as pendências até essa data.

Regularização

O processo de regularização deve ser feito por meio do Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte da Receita Federal, requerendo certificado digital ou código de acesso.

O devedor pode pagar à vista, abater parte da dívida com créditos tributários (recursos que a empresa tem direito a receber do Fisco) ou parcelar os débitos em até cinco anos com o pagamento de juros e multa.

Criado em 2007, o Simples Nacional é um regime tributário especial que reúne o pagamento de seis tributos federais, além do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cobrado por estados e pelo Distrito Federal, e do Imposto Sobre Serviços (ISS), arrecadado pelos municípios.

Em vez de pagar uma alíquota para cada tributo, o micro e pequeno empresário recolhem, numa única guia, um percentual sobre o faturamento que é repassado para os três níveis de governo. Somente as empresas que faturam até R$ 4,8 milhões por ano podem optar pelo regime.

Edição: Kleber Sampaio

Fonte: EBC Economia
Leia Também:  Bancos ignoram realidade e tarifas seguem galopantes: é hora do digital crescer?
Continue lendo

Envie sua denúncia

Clique no botão abaixo e envie sua denuncia para nossa equipe de redação
Denuncie

Política MT

Policial

Mato Grosso

Esportes

Entretenimento

Mais Lidas da Semana