conecte-se conosco


Política MT

Botelho visita Gleba Resistência e debate regularização fundiária

Publicado


Foto: MAURICIO BARBANT / ALMT

Receber o título definitivo de suas propriedades na Gleba Resistência, em Santo Antônio de Leverger, é a principal reivindicação das 120 famílias assentadas há 25 anos no local. O assunto foi tema da reunião, realizada neste domingo (23), pelo primeiro-secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Eduardo Botelho (DEM), que esteve na gleba e reafirmou o compromisso de viabilizar a regularização da área.  

Com o documento em mãos, além de segurança jurídica, os pequenos produtores rurais poderão obter linhas de créditos e ampliar a produção da agricultura familiar, voltada à bacia leiteira e à plantação de mandioca, conforme explicou a presidente da Associação dos Produtores Rurais da Gleba Resistência – Aproger, Joelsa Marães. Ela informou que em 1997 as primeiras famílias foram assentadas no local e que, por isso, o apoio de Botelho reascende a esperança dos assentados. “É um privilégio para toda comunidade a presença do deputado Botelho aqui. Esperamos que ele intermedeie junto ao governo uma solução. A maioria dos parceiros trabalha com a agricultura familiar”.  

Emocionados, moradores reivindicaram o documento e disseram que muitos companheiros perderam a vida sem realizar o sonho do título definitivo. Trabalharam muito, onde era só mato, desbravaram e produziram. “O processo de regularização vem girando há muitos anos e sofremos ao ouvir falar dos riscos de perder a terra, de sermos despejados. Tenho certeza de que hoje, com essa reunião, será um marco nas nossas vidas e seremos eternamente agradecidos ao deputado Botelho”, disse o vice-presidente da Aproger, Sena.  

“Sempre participei das reuniões, mas nunca me senti tão amparado como hoje!”, agradeceu o pequeno produtor Dartanham Ferreira da Costa, ao reafirmar a necessidade de linhas de crédito para investir na terra.  

O mesmo sentimento foi manifestado pelo casal Vera Lúcia Santos e Aguinaldo Santos, pequenos produtores de leite e seus derivados. “Esse título vai ser uma benção. Estamos há muito tempo esperando. Poderemos trabalhar na terra e conseguir financiamentos”, disse Santos.

O ex-vereador por Santo Antônio de Leverger, Dudu Moreira, destacou a união entre as famílias assentadas. “Merecem todo apoio, pois é uma comunidade diferenciada, unida. Trabalhamos para realizar o sonho da regularização fundiária resolvida”.

Com vasta experiência no setor, Euclides Santos informou que a regularização avança em Mato Grosso. E tranquilizou as famílias garantindo que o processo da Gleba Resistência será resolvido com apoio de Botelho.  

Durante a reunião, Botelho destacou a luta em defesa agricultura familiar e regularização fundiária, especialmente, por conhecer as dificuldades e relatou a vivência da época em que ajudava o pai na lavoura. “Essas famílias não invadiram a área. Elas foram colocadas aqui pelo governo há 25 anos e até hoje não receberam o título das propriedades. Estão sendo ameaçadas de despejo, têm pessoas que venderam tudo que tinham e investiram aqui. Então, estamos encampando essa luta junto com elas, junto ao Intermat, junto ao governo para que ajudem a regularizar essa situação para que recebam o documento. É por isso que vamos lutar e tenho certeza que vamos conseguir”, garantiu Botelho.  

Próximo passo será destravar a questão judicial da área para acelerar a regulamentação junto ao Intermat. “Temos que valorizar essas pessoas que estão aqui produzindo”, concluiu o parlamentar.

Fonte: ALMT

publicidade
Clique para comentar

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política MT

Gisela diz que fez bem em rejeitar Emanuel, que teria que escolher um lado e que pode disputar Câmara Federal pelo Pros

Publicado

A presidente do Pros de Mato Grosso, advogada Gisela Simona, em entrevista ao Portal ODocumento, afirmou que a sua pré-candidatura à Câmara Federal, nas eleições de 2022, significa o fechamento de um ciclo que começou ainda em 2018, quando a advogada concorreu à mesma vaga e conquistou mais de 50 mil votos.

Segundo Simona, que disputou a eleição para a prefeitura de Cuiabá, em 2020, ficando em terceira colocada na disputa, sua postura no segundo turno da eleição que reelegeu o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), de apoiar o candidato Abílio Júnior (Podemos), não prejudica o seu projeto de disputar a Câmara Federal.

“Não vejo que houve em nenhum momento um erro ou que haja prejuízo. Pelo contrário, até pelos desfechos que estão acontecendo hoje dentro da gestão municipal fica notório que não tinha como apoiar o atual prefeito”, afirmou.

Conforme a líder partidária, “aqueles que acompanham nossa trajetória sabem que nós temos que ser coerentes com aquilo que achamos que é correto. E ser contra a corrupção é algo que sempre foi muito claro, não só nas nossas vidas como também nas nossas propostas”, declarou.

A líder partidária fez questão de destacar que a intenção do Pros é lançar chapas completas para a Assembleia Legislativa e Câmara Federal nas eleições de 2022, com 16 pré-candidatos a deputado federal e 48 estadual. “Esse é o nosso propósito, estamos aguardando para ver se haverá mudança na legislação ou não. Nós estamos querendo sair com chapa cheia, com 16 candidatos a federal e 48 a estadual. Fizemos uma divisão do Estado por número de eleitores e vamos querer fazer um grupo bem heterogêneo com pessoas de todo Mato Grosso”, argumentou.

Questionada sobre nomes que estariam compondo as chapas de pré-candidatos, Gisela Simona desconversou. “Estamos mantendo tudo sobre sigilo, até mesmo para evitar o assédio de outros partidos. Mas estamos com um bom andamento. Terá muitos representantes da sociedade, diversos segmentos, ex-candidatos a prefeito no interior do Estado e algumas figuras conhecidas aqui em Cuiabá também”, completou

Continue lendo

Política MT

Fávaro vê exagero na quantidade de partidos, critica proposta da volta das coligações e diz que votará contra

Publicado

O senador Carlos Fávaro (PSD), presidente do partido no Estado, vê a volta das coligações partidárias nas eleições proporcionais como um retrocesso. “Voltar as coligações é o enfraquecimento dos partidos políticos. Com todo respeito à Câmara Federal, mas nós não podemos retroceder”. Segundo Fávaro, a volta das coligações e a ausência de cláusulas de barreira impede a governabilidade de qualquer chefe de Executivo. A matéria, que está em tramitação, para Carlos Fávaro, terá resistência no Senado Federal.

“A volta das coligações, proposta pela maioria dos deputados federais, marcaria um retrocesso nos avanços conquistados ao longo dos últimos anos. Nosso sistema eleitoral, com as regras atuais, é muito recente. Ainda que precise de ajustes, não podemos permitir retrocessos”, argumentou o senador.

Carlos Fávaro, que é titular da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania do Senado, que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Reforma Eleitoral (28/2021), fez questão de destacar o relatório da senadora Simone Tebet (MDB-MS), que barrou a medida, aprovada na Câmara dos Deputados.

“Embora alguns possam pensar o contrário, não é democrático termos 35 partidos políticos, o que cria situações esdrúxulas, como as siglas de aluguel. Por isso, parabenizo a senadora Simone por barrar a volta destas coligações”, disse o senador.
Só para citar exemplos, o senador disse que em Cuiabá os 25 vereadores estão divididos em 19 partidos políticos. Em Blumenau [SC], são 15 vereadores para 12 partidos. “Por mais plural que somos enquanto sociedade, não há justificativa para um número tão grande de siglas”, destacou o senador.

Para o senador, “isso é horrível, imagina o prefeito ter que tratar, e é parte normal da democracia o Executivo e Legislativo conversarem e convergirem, ter que conversar com 19 líderes, e o que é pior, chega a ser grotesco, líder de si mesmo, porque só tem um vereador. Esse não é o modelo bom para a democracia, para a gestão pública”, arrematou.

O senador defende o aperfeiçoamento da legislação eleitoral e lembrou que o Senado já aprovou projetos importantes nesse sentido, como o que define critérios para a distribuição das sobras eleitorais e o que estimula a participação de mulheres na política.

 

Continue lendo

Política MT

Policial

Mato Grosso

Esportes

Entretenimento

Mais Lidas da Semana