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Botelho virou sócio de empresa de fachada para receber dívida de R$ 1 milhão; TJ nega anular provas da “Bereré”

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Presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (DEM), teve mandado de prisão negado pelo Tribunal de Justiça,acerca de investigações da Operação Bereré

Acusados de desvio no Detran-MT tentaram anular provas da Operação Bereré; TJ negou pedido nesta quinta-feira (22)

As peças do enigmático quebra-cabeças se encaixam uma-a-uma após o Ministério Público Estadual (MPE) ter deflagrado a “Operação Bereré”, na madrugada do dia 19 de fevereiro de 2018, para investigar supostos desvios praticados no Detran-MT, entre os anos de 2010 a 2014. O presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (DEM), alvo do Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Delegacia Fazendária (Defaz),  segundo fontes de ODOCUMENTO, virou sócio da empresa de fachada, Santos Treinamento LTDA, em meados de 2012, com objetivo de receber dívida de R$ 1 milhão, fruto de empréstimo pessoal feito ao ex-deputado estadual, Mauro Savi (DEM), que chegou a ser preso em maio do ano passado.

“Na época dos fatos narrados na inicial da ação em tela, o senhor Eduardo Botelho (que ainda não era deputado estadual) emprestou quantia valiosa a um influente político. Resta consignar que o mesmo não conseguia receber a monta, por ele emprestado; que lhe propuseram então a sociedade na Santos Treinamento LTDA, destaca-se empresa de fachada, usada para lavar dinheiro desviado do Detarn-MT, como única maneira de ter o seu dinheiro recuperado; que o senhor Eduardo Botelho aceitou a proposta e passou a receber na sua conta bancária mensalmente grande quantia em dinheiro; que ao receber o valor total lhe devido, ele (Botelho) se retirou da sociedade (Santos Treinamento)”, antecipou a fonte de ODOCUMENTO.

Unanimidade

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Nesta quinta-feira (22), por unanimidade, o pleno do Tribunal de Justiça negou recurso impetrado pelo ex-deputado Mauro Savi, que tentava arquivar a denúncia derivada da Operação Bereré, que apura desvios de R$ 30 milhões no Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Savi pediu a anulação das provas pelo fato das investigações serem realizadas sem a supervisão do Tribunal de Justiça. A alegação é de que o democrata estava no exercício do cargo durante a investigação e gozava de foro privilegiado na época da denúncia.

Gênesis

No entanto, tudo começou quando o ex-presidente do Detran, Teodoro Lopes, o Dóia, confessou ao Ministério Público, em colaboração premiada, que recebeu R$ 159 mil, a título de propina, do empresário Marcelo da Costa e Silva, sócio da mesma empresa, em 2010.

Consta no depoimento de Dóia que o dinheiro foi transferido por Marcelo para a conta corrente da Imobiliária e Construtora São José, já que o então presidente estava comprando um apartamento junto à empresa. Daí para frente, os promotores conseguiram ligar os fatos e quebraram o sigilo bancário de Botelho, seguindo o rastro do dinheiro supostamente recebido ilegalmente da empresa citada acima.

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Núcleos

Com provas robustas e depoimentos consistentes sobre o caso, o Ministério Público detalhou que a organização criminosa responsável por operacionalizar o esquema, era formada por três grupos para a divisão de tarefas espúrias.

O topo da organização era composta pelo “Núcleo de Liderança”. Quem constituía este grupo era o ex-governador Silval Barbosa, o deputado Eduardo Botelho, o ex-deputado Mauro Savi, além do ex-deputado federal, Pedro Henry, e o ex-presidente do Detran, Teodoro Moreira Lopes, o “Dóia”.

O segundo núcleo, denominado pelo órgão ministerial como o de “Operação”, era composto pelo irmão de Silval, Antonio Barbosa e os demais denunciados: Marcelo da Costa e Silva, Antonio Eduardo da Costa e Silva, Claudemir Pereira dos Santos, Silvio Cezar Corrêa Araújo, Rafael Yamada Torres, Dauton Luiz Santos Vasconcellos, Merison Marcos Amaro, José Henrique Ferreira Gonçalves e José Ferreira Gonçalves Neto.

Já o “Núcleo Subalterno” tinha função de menor complexidade, “porém vitais ao funcionamento da organização criminosa, atividades meramente executivas de auxílio ao desenvolvimento dos esquemas”.

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Kd a materia das empresas de TI. Log e Lab ???????

Porque foi tirado do ar ? Chegou um pouco de dinheiro na redação do O Documento.
Vereadores e um grupo estao.com.ela na integra e irão levar a adiante.

Volta para o publico.

Política MT

Projeto que cria e reajusta taxas do Detran é retirado de pauta

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Foto: MAURICIO BARBANT / ALMT

O Projeto de Lei 1.215/2019, que dispõe sobre a criação, readequação, reajuste e a exclusão de taxas cobradas pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), começou a tramitar na sessão ordinária de quarta-feira (11) à noite e provocou polêmica entre os deputados.

A proposta protocolada pelo governo do estado foi colocada para ser deliberada em primeira votação, porém, depois de uma pressão da oposição e até de deputados da base governista, uma questão de ordem apresentada pelo deputado Silvio Fávero (PSL), pedindo a retirada do projeto de votação, foi acatada pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM).

Conforme o deputado Lúdio Cabral (PT), a proposta governamental produz alteração em mais de cem taxas cobradas pelo Detran-MT e cria outras 36 taxas.  “Acho que não tem sentido o modelo de majoração que o governo quer implementar num momento de crise econômica, de desemprego. Aumenta mais de 30 taxas em 31%. Quer fazer todos os reajustes que não ocorreram no governo anterior, de uma só vez. Quer corrigir a inflação de 2014 até agora, com uma majoração que vai de 30% a 597%”, disse o petista.

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O projeto governamental tem seis artigos. O primeiro trata da criação de novas taxas conforme o anexo I. O segundo, faz readequação de valores de taxas descritas no anexo II, o terceiro, reajusta valores de taxas conforme o anexo III, o quarto, extingue algumas taxas constantes no anexo IV, e o artigo quinto, diz que as taxas que tratam os anexos I, II e III, podem ser reajustadas anualmente mediante decreto com base no Índice Geral de Preços (IGP).

O deputado estadual Wilson Santos (PSDB), afirmou que o problema do Detran, há décadas, está no fato de que sua arrecadação não fica com o órgão. “Vai para a fonte 100 e é diluída em mais de uma centena de pagamentos. Quero dizer à base, não adianta aumentar essas taxas, até porque parte delas é para empresas privadas. Se pudéssemos fazer uma emenda que garanta esse dinheiro ou que parte expressiva fique com o Detran, seria outra conversa”, disse o parlamentar.

Valdir Barranco (PT), afirmou que o povo não aguenta mais pagar impostos. “Agora vem o governo instituindo 38 novas taxas para o Detran. Esse projeto de lei não tem maturidade para votação em primeira. Se passar em primeira, também passa em segunda”, advertiu, argumentando que a receita do Detran, em 2019, vai chegar a R$ 500 milhões de reais. “É a segunda pasta que mais arrecada, só perde para a Sefaz. Eu não vou contribuir com esse pacote, com esse saco de presente do governador”, afirmou.

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O deputado Silvio Fávero (PSL), depois de muita polêmica em plenário, pediu a retirada de votação do projeto. “O presidente do Detran esteve aqui e não nos convenceu. Temos que questionar também a fábrica de multas. É isso que precisa ser atacado de frente. Não é o IPVA que é caro, mas as multas que arrebentam com o cidadão”, disse.

O pedido de Fávero foi acatado pelo presidente do Parlamento, deputado Eduardo Botelho, que concordou também com o parlamentar no que diz respeito à fábrica de multas. “Virou mesmo uma fábrica de multas e isso precisa ser combatido”.

Fonte: ALMT
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ALMT entrega 2,5 toneladas de alimentos, divididas para 9 entidades filantrópicas

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Foto: KAREN MALAGOLI / ALMT

Foto: KAREN MALAGOLI / ALMT

Foto: KAREN MALAGOLI / ALMT

A Assembleia Social (braço social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso) entregou nessa quarta-feira (11), 2,5 toneladas de alimentos não perecíveis, sendo 500 caixas de leite longa vida, distribuídos entre nove entidades filantrópicas de Cuiabá e região, conforme demanda. Os donativos repassados são arrecadados pelo ingresso social – acesso aos espetáculos do Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros.

Foram atendidas as organizações não-governamentais (ong) Missão Emanuel e Autoestima, a Associação Paz e Bem, a Casa Irmã Dulce, o Projeto Aos Olhos do Pai, a Loja Maçônica Aprendizes de um Novo tempo, a Paróquia Franciscana, a Igreja Evangélica Filadélfia e a Escola Estadual Raio de Sol. Todas elas estão arrecadando alimentos para projetos voltados para o Natal.

A Associação Paz e Bem tem por objetivo arrecadar recursos por meio da reciclagem para aquisição e distribuição de cadeiras de rodas, com foco na consciência ambiental e no socorro a quem precisa. Em algumas ocasiões, como no Natal, promove ações diferenciadas. Neste mês de dezembro, está recolhendo alimentos para elaborar cestas básicas a 150 famílias. “Isso irá atender por alguns dias. Sabemos que não é algo duradouro, mas pelo menos permitirá uma boa ceia de Natal”, vislumbra o presidente da associação, Fábio Pacheco.

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A voluntária da Casa Irmã Dulce, Maria Nascimento, também recebera frequentemente apoio da Assembleia Social para os projetos desenvolvidos pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (SUD), conhecida como igreja dos mórmons, e agradece a parceria. “Nós queremos agradecer à [antiga] Sala da Mulher, que vem nos ajudando a fazer voluntariado independentemente de religião. Ela nos ajuda a dar amor ao próximo”, conta, emocionada.

A diretora da Assembleia Social, que também gere o Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros, enalteceu o trabalho dos voluntários e reforçou que o departamento da ALMT está para dar suporte às iniciativas das instituições solidárias. “Isto aqui é muito simbólico, mas é de coração. Queremos agradecer é um lindo trabalho desenvolvido por vocês e, claro, ao público generoso que vem ao nosso teatro e doa, através do ingresso social”, acolhe.

O secretário de Finanças da Assembleia Legislativa, Ricardo Adriane de Oliveira, esteve na singela cerimônia, representante a presidência da Casa de Leis e os demais deputados. Na oportunidade, Ricardo destaca o fortalecimento da Assembleia Social e garante mais ações como essa para 2020. “Quero também agradecer à Mesa Diretora, que não tem medido esforços para que a antiga Sala da Mulher se torne, de fato, Assembleia Social”, declara.

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O braço social da ALMT já entregou, em 2019, em torno de 40 toneladas de alimentos e está se organizando para atender mais pedidos, ainda este ano, com foco nas ações natalinas.

Fonte: ALMT
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