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Botelho vai presidir a Comissão da Agropecuária, Desenvolvimento Florestal, Agrário e Regularização Fundiária

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Foto: Ronaldo Mazza

A Comissão da Agropecuária, Desenvolvimento Florestal, Agrário, Regularização Fundiária foi instalada na manhã desta segunda-feira (19). Foram eleitos os novos presidente e vice-presidente, que conduzirão os trabalhos em 2021. O deputado estadual Eduardo Botelho (DEM) foi eleito presidente e Elizeu Nascimento (DC) será o vice-presidente durante o terceiro ano, da 19ª Legislatura.

Após a eleição, Botelho explicou que a Comissão precisa ser dividida em eixos, e que posteriormente, vai designar, por exemplo, que cada membro da Comissão acompanhe assuntos relevantes junto ao governo do estado.

“Temos assuntos muito importantes como a agricultura familiar, questão fundiária, Estatuto do Pantanal, o agronegócio e o zoneamento socioeconômico. São temas que necessitam de um acompanhamento mais de perto por parte desta Comissão”, destacou o presidente eleito.

O deputado Elizeu Nascimento endossou a opinião de Botelho que falou que a comissão precisa focar nesse raciocínio de subdivisão interna dos trabalhos.

“É justamente nesta linha de pensamento que a comissão precisa trabalhar. A subdivisão vai colocar cada deputado dentro do seguimento que mais gosta de trabalhar junto ao governo”, opinou.

Seaf – Botelho afirmou que a Comissão vai convocar o secretário de estado de Agricultura Familiar (Seaf), Silvano Amaral, para expor todos os projetos que vem sendo feitos e, ainda, a distribuição de equipamentos.

“Precisamos ficar sabendo dos projetos do governo do estado neste setor e, por isso, entendo que a visita do secretário vai proporcionar uma visão melhor de como estão sendo realizadas as ações em Mato Grosso”, explicou Botelho.

Sobre a questão do Pantanal, o presidente da Comissão disse que a Assembleia Legislativa possui um convênio com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que está desenvolvendo uma pesquisa sobre a área.

“Temos que trazer novamente os agricultores do pantanal para participar conosco, numa audiência pública, com o propósito de criarmos o Estatuto do Pantanal”, propôs.

Além do presidente Eduardo Botelho, do vice-presidente Elizeu Nascimento, também foram eleitos para compor a Comissão, os deputados Nininho (PSD), Sebastião Rezende, Xuxu Dal Molin, ambos do PSC, Dr. Eugênio (PSB), Dilmar Dal Bosco (DEM), Dr. João (MDB) e Faissal Kalil (PV).

Fonte: ALMT

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Gisela diz que fez bem em rejeitar Emanuel, que teria que escolher um lado e que pode disputar Câmara Federal pelo Pros

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A presidente do Pros de Mato Grosso, advogada Gisela Simona, em entrevista ao Portal ODocumento, afirmou que a sua pré-candidatura à Câmara Federal, nas eleições de 2022, significa o fechamento de um ciclo que começou ainda em 2018, quando a advogada concorreu à mesma vaga e conquistou mais de 50 mil votos.

Segundo Simona, que disputou a eleição para a prefeitura de Cuiabá, em 2020, ficando em terceira colocada na disputa, sua postura no segundo turno da eleição que reelegeu o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), de apoiar o candidato Abílio Júnior (Podemos), não prejudica o seu projeto de disputar a Câmara Federal.

“Não vejo que houve em nenhum momento um erro ou que haja prejuízo. Pelo contrário, até pelos desfechos que estão acontecendo hoje dentro da gestão municipal fica notório que não tinha como apoiar o atual prefeito”, afirmou.

Conforme a líder partidária, “aqueles que acompanham nossa trajetória sabem que nós temos que ser coerentes com aquilo que achamos que é correto. E ser contra a corrupção é algo que sempre foi muito claro, não só nas nossas vidas como também nas nossas propostas”, declarou.

A líder partidária fez questão de destacar que a intenção do Pros é lançar chapas completas para a Assembleia Legislativa e Câmara Federal nas eleições de 2022, com 16 pré-candidatos a deputado federal e 48 estadual. “Esse é o nosso propósito, estamos aguardando para ver se haverá mudança na legislação ou não. Nós estamos querendo sair com chapa cheia, com 16 candidatos a federal e 48 a estadual. Fizemos uma divisão do Estado por número de eleitores e vamos querer fazer um grupo bem heterogêneo com pessoas de todo Mato Grosso”, argumentou.

Questionada sobre nomes que estariam compondo as chapas de pré-candidatos, Gisela Simona desconversou. “Estamos mantendo tudo sobre sigilo, até mesmo para evitar o assédio de outros partidos. Mas estamos com um bom andamento. Terá muitos representantes da sociedade, diversos segmentos, ex-candidatos a prefeito no interior do Estado e algumas figuras conhecidas aqui em Cuiabá também”, completou

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Fávaro vê exagero na quantidade de partidos, critica proposta da volta das coligações e diz que votará contra

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O senador Carlos Fávaro (PSD), presidente do partido no Estado, vê a volta das coligações partidárias nas eleições proporcionais como um retrocesso. “Voltar as coligações é o enfraquecimento dos partidos políticos. Com todo respeito à Câmara Federal, mas nós não podemos retroceder”. Segundo Fávaro, a volta das coligações e a ausência de cláusulas de barreira impede a governabilidade de qualquer chefe de Executivo. A matéria, que está em tramitação, para Carlos Fávaro, terá resistência no Senado Federal.

“A volta das coligações, proposta pela maioria dos deputados federais, marcaria um retrocesso nos avanços conquistados ao longo dos últimos anos. Nosso sistema eleitoral, com as regras atuais, é muito recente. Ainda que precise de ajustes, não podemos permitir retrocessos”, argumentou o senador.

Carlos Fávaro, que é titular da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania do Senado, que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Reforma Eleitoral (28/2021), fez questão de destacar o relatório da senadora Simone Tebet (MDB-MS), que barrou a medida, aprovada na Câmara dos Deputados.

“Embora alguns possam pensar o contrário, não é democrático termos 35 partidos políticos, o que cria situações esdrúxulas, como as siglas de aluguel. Por isso, parabenizo a senadora Simone por barrar a volta destas coligações”, disse o senador.
Só para citar exemplos, o senador disse que em Cuiabá os 25 vereadores estão divididos em 19 partidos políticos. Em Blumenau [SC], são 15 vereadores para 12 partidos. “Por mais plural que somos enquanto sociedade, não há justificativa para um número tão grande de siglas”, destacou o senador.

Para o senador, “isso é horrível, imagina o prefeito ter que tratar, e é parte normal da democracia o Executivo e Legislativo conversarem e convergirem, ter que conversar com 19 líderes, e o que é pior, chega a ser grotesco, líder de si mesmo, porque só tem um vereador. Esse não é o modelo bom para a democracia, para a gestão pública”, arrematou.

O senador defende o aperfeiçoamento da legislação eleitoral e lembrou que o Senado já aprovou projetos importantes nesse sentido, como o que define critérios para a distribuição das sobras eleitorais e o que estimula a participação de mulheres na política.

 

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