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Política MT

Botelho participa de programas de rádio em Cuiabá

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Foto: Divulgação / Arquivo Pessoal

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM), começou a agenda desta terça-feira (6) falando sobre temas importantes para Mato Grosso, a exemplo de investimentos à agricultura familiar. Botelho foi o entrevistado de hoje do programa Chamada Geral, da rádio Mega FM, do apresentador Lino Rossi, que conta com a participação especial do comentarista Alexandre Xavier. Ontem (5), ele esteve na Rádio Vila Real, no programa Tribuna, com a apresentadora Nahyara Moura, onde falou, entre outros assuntos, sobre a questão do ICMS da energia elétrica.

Autor da Lei 11.208/20, que regulamenta em nível estadual a Lei Federal nº 13.989, de 15 de abril de 2020, que dispõe sobre o uso da telemedicina durante a pandemia da Covid-19 em Mato Grosso, Botelho esclareceu aos ouvintes sobre a importância dessa nova lei. 

Outro ponto abordado se refere à agricultura familiar, setor que Botelho conhece bem por convicção e por origem. Disse que é necessário investir nas pequenas propriedades, proporcionando melhor condição de vida às pessoas que estão no campo, garantindo emprego e renda para que, principalmente, os jovens não se arrisquem vindo à cidade sem condições em busca de trabalho. Ele alertou que a situação os coloca em vulnerabilidade, correndo riscos de serem cooptados por facções criminosas.

“Então, como evitar isso? Criando condições de trabalho no campo, dando oportunidade de produzir e condições de vender seus produtos. Pois 70% dos alimentos que chegam à mesa do brasileiro são da agricultura familiar. Por que em Mato Grosso quase não se investe no setor? O desmonte começou na gestão do Blairo Maggi, só investiu no agronegócio. Foi bom para Mato Grosso sim, mas não poderia ter esquecido de investir na agricultura familiar, sobretudo da Baixada Cuiabana, que tem vocação nessa área, com famílias tradicionais trabalhando. Temos que valorizar a agricultura familiar com ações governamentais”, afirmou Botelho. 

O parlamentar também destacou que o governador Mauro Mendes (DEM) começou a fazer investimentos no setor, dando melhor estrutura e, em breve, fará a entrega de tratores. Cobrou a valorização e enxugamento da Empaer, para que seja forte e produtiva ajudando os pequenos produtores. E lembrou a ação da Assembleia Legislativa que criou o Susaf, lei que dá oportunidade aos pequenos trabalhadores rurais de certificarem seus produtos através do município. “Quando ajudamos a agricultura familiar, ajudamos o feirante que movimenta esses produtos, o transportador, o ambulante”, acrescentou.

O apresentador Lino Rossi destacou a Lei 11.210/20, que autoriza o governo a acrescentar produtos da agricultura familiar na cesta básica, que, para Botelho, essa lei de sua autoria pode fomentar a produção de rapadura, por exemplo. “Jangada tem farinheira, tem produção de rapadura, altamente nutritiva e gostosa, então vamos ajudar regiões que fabricam, como Santo Antônio de Leverger, Bom Sucesso, dentre outras”.

Também reconheceu o trabalho do presidente da República, Jair Bolsonaro, que através do ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, destinou mais de R$ 10 milhões para Mato Grosso para a compra de produtos de origem da agricultura familiar.

Outro assunto abordado foi a falta de estrutura também aos pescadores ribeirinhos que padecem com a escassez de peixe e, consequentemente, passam por dificuldades. Um setor em que o parlamentar defende ações para beneficiar as inúmeras famílias que dependem da pesca para sobreviverem. 

Fonte: ALMT

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Gisela diz que fez bem em rejeitar Emanuel, que teria que escolher um lado e que pode disputar Câmara Federal pelo Pros

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A presidente do Pros de Mato Grosso, advogada Gisela Simona, em entrevista ao Portal ODocumento, afirmou que a sua pré-candidatura à Câmara Federal, nas eleições de 2022, significa o fechamento de um ciclo que começou ainda em 2018, quando a advogada concorreu à mesma vaga e conquistou mais de 50 mil votos.

Segundo Simona, que disputou a eleição para a prefeitura de Cuiabá, em 2020, ficando em terceira colocada na disputa, sua postura no segundo turno da eleição que reelegeu o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), de apoiar o candidato Abílio Júnior (Podemos), não prejudica o seu projeto de disputar a Câmara Federal.

“Não vejo que houve em nenhum momento um erro ou que haja prejuízo. Pelo contrário, até pelos desfechos que estão acontecendo hoje dentro da gestão municipal fica notório que não tinha como apoiar o atual prefeito”, afirmou.

Conforme a líder partidária, “aqueles que acompanham nossa trajetória sabem que nós temos que ser coerentes com aquilo que achamos que é correto. E ser contra a corrupção é algo que sempre foi muito claro, não só nas nossas vidas como também nas nossas propostas”, declarou.

A líder partidária fez questão de destacar que a intenção do Pros é lançar chapas completas para a Assembleia Legislativa e Câmara Federal nas eleições de 2022, com 16 pré-candidatos a deputado federal e 48 estadual. “Esse é o nosso propósito, estamos aguardando para ver se haverá mudança na legislação ou não. Nós estamos querendo sair com chapa cheia, com 16 candidatos a federal e 48 a estadual. Fizemos uma divisão do Estado por número de eleitores e vamos querer fazer um grupo bem heterogêneo com pessoas de todo Mato Grosso”, argumentou.

Questionada sobre nomes que estariam compondo as chapas de pré-candidatos, Gisela Simona desconversou. “Estamos mantendo tudo sobre sigilo, até mesmo para evitar o assédio de outros partidos. Mas estamos com um bom andamento. Terá muitos representantes da sociedade, diversos segmentos, ex-candidatos a prefeito no interior do Estado e algumas figuras conhecidas aqui em Cuiabá também”, completou

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Fávaro vê exagero na quantidade de partidos, critica proposta da volta das coligações e diz que votará contra

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O senador Carlos Fávaro (PSD), presidente do partido no Estado, vê a volta das coligações partidárias nas eleições proporcionais como um retrocesso. “Voltar as coligações é o enfraquecimento dos partidos políticos. Com todo respeito à Câmara Federal, mas nós não podemos retroceder”. Segundo Fávaro, a volta das coligações e a ausência de cláusulas de barreira impede a governabilidade de qualquer chefe de Executivo. A matéria, que está em tramitação, para Carlos Fávaro, terá resistência no Senado Federal.

“A volta das coligações, proposta pela maioria dos deputados federais, marcaria um retrocesso nos avanços conquistados ao longo dos últimos anos. Nosso sistema eleitoral, com as regras atuais, é muito recente. Ainda que precise de ajustes, não podemos permitir retrocessos”, argumentou o senador.

Carlos Fávaro, que é titular da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania do Senado, que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Reforma Eleitoral (28/2021), fez questão de destacar o relatório da senadora Simone Tebet (MDB-MS), que barrou a medida, aprovada na Câmara dos Deputados.

“Embora alguns possam pensar o contrário, não é democrático termos 35 partidos políticos, o que cria situações esdrúxulas, como as siglas de aluguel. Por isso, parabenizo a senadora Simone por barrar a volta destas coligações”, disse o senador.
Só para citar exemplos, o senador disse que em Cuiabá os 25 vereadores estão divididos em 19 partidos políticos. Em Blumenau [SC], são 15 vereadores para 12 partidos. “Por mais plural que somos enquanto sociedade, não há justificativa para um número tão grande de siglas”, destacou o senador.

Para o senador, “isso é horrível, imagina o prefeito ter que tratar, e é parte normal da democracia o Executivo e Legislativo conversarem e convergirem, ter que conversar com 19 líderes, e o que é pior, chega a ser grotesco, líder de si mesmo, porque só tem um vereador. Esse não é o modelo bom para a democracia, para a gestão pública”, arrematou.

O senador defende o aperfeiçoamento da legislação eleitoral e lembrou que o Senado já aprovou projetos importantes nesse sentido, como o que define critérios para a distribuição das sobras eleitorais e o que estimula a participação de mulheres na política.

 

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