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Botafogo de Ribeirão vê ilegalidade na volta do Campeonato Paulista

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O Botafogo de Ribeirão Preto (SP) vê como “inadequadas” e “potencialmente ilegais” as adequações de datas para registro e inscrição de atletas na primeira divisão (Série A1) do Campeonato Paulista, aprovada pelo conselho técnico da Federação Paulista de Futebol (FPF) na última quinta (9). Em longo comunicado, o clube também discorda do retorno do torneio em 22 de julho, por avaliar que as condições sanitárias atuais são piores que na ocasião em que a competição foi interrompida, em 16 de março, devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19).

 
 
 

 
 
 
 
 

 
 

 
 
 

O Botafogo Futebol SA vem por meio desta nota esclarecer suas considerações e posicionamento adotados na reunião do Conselho Técnico do Campeonato Paulista Série A1 realizada na data desta quinta-feira (9). 1. O retorno do campeonato estadual neste momento, em condições sanitárias piores comparadas ao momento de sua interrupção, se dá de forma precipitada e insensível aos desafios e riscos que a sociedade – e em particular o torcedor – enfrenta em razão da evolução do número de casos da COVID-19 no Estado de São Paulo; 2. É sabido e constantemente divulgado pelos órgãos de imprensa que tais desafios e riscos são especialmente dramáticos no interior do Estado, onde se localizam nove dos 16 clubes participantes da competição, e por consequência seus torcedores. Vale lembrar que a grande maioria das cidades do interior do Estado está classificada na “Fase Vermelha do Plano de Enfrentamento do Coronavírus”, a de maior restrição; 3. A região de Ribeirão Preto é uma das mais afetadas, com a possibilidade de implementação de lockdown pela prefeitura, tendo o BFSA ficado impedido de realizar treinamentos regulares com seu grupo de atletas por determinação dos Poderes constituídos; 4. É de pleno conhecimento que o BFSA não podia realizar seus treinamentos em Ribeirão Preto. Além da recorrente prestação de informações, no dia 01 de julho o site oficial da própria FPF divulgou matéria com o seguinte título: “Sem definir local, Botafogo mantém os testes físicos e treino online”, indicando que “cidade de Ribeirão Preto está na fase vermelha de classificação do governo e treinamentos não foram liberados”, embora a matéria tenha sido posteriormente retirada do ar; 5. Somado a isso, no dia 23 de junho o BFSA iniciou a coleta de testes nos termos do Protocolo de Retomada da FPF e identificou que 14 de seus membros testaram positivo para COVID19, sendo 9 deles atletas de seu elenco profissional, todos imediatamente afastados e impedidos de realizar os testes físicos estabelecidos no referido protocolo, que se iniciaram no dia 01 de julho. Todos os resultados dos testes e informações complementares foram definitivamente encaminhado à FPF. Confira a matéria completa no site!

Uma publicação compartilhada por Botafogo Futebol SA (de ?) (@botafogosp) em 9 de Jul, 2020 às 3:38 PDT

A FPF autorizou que as equipes possam registrar atletas até o próximo dia 20 e inscrevê-los até dia 21. A entidade justifica a mudança “diante da paralisação do campeonato por mais de três meses”. Clubes que perderam atletas cujos contratos terminaram em abril (quando, a princípio, terminaria o Estadual) poderiam recontratar jogadores e recompor seus elencos para dar sequência ao torneio.

O Botafogo, porém, diz que o prazo de inscrição foi encerrado antes da interrupção da competição, “configurando clara afronta ao artigo 9º do Estatuto do Torcedor”, segundo nota do time tricolor. No comunicado, a agremiação afirma que “não medirá esforços para buscar junto aos órgãos competentes a preservação de seus direitos, bem como a garantia da igualdade, do fair play desportivo e do equilíbrio competitivo entre os clubes na estrita forma que estabelece o artigo 40 do Regulamento Geral de Competições da própria FPF”.

A equipe tem, atualmente, a segunda pior campanha do Estadual. Com a manutenção do rebaixamento, se o campeonato terminasse hoje, o Botafogo seria um dos times a descer à Série A2 (segunda divisão). O clube entende não estar em condição de igualdade, já que ainda não foi liberado para reiniciar as atividades em grupo na cidade de Ribeirão Preto (a região onde se encontra o município está na fase vermelha, a mais restritiva do Plano São Paulo, definido pelo governo paulista para flexibilizar a quarentena no estado).

A última atualização do Plano, de cinco fases, ocorreu nesta sexta (10). A determinação do governo, acatada pela FPF, é que os jogos do Paulistão só ocorram em cidades da fase amarela, terceira etapa do processo de flexibilização. Por enquanto, somente a cidade de São Paulo, a maior parte da região metropolitana da capital e a Baixada Santista se enquadram na exigência. As partidas não terão presença de torcedores.

Edição: Fábio Lisboa

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Esportes

Rafael Nadal desiste do US Open de Tênis por causa da pandemia

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O número dois do mundo, o espanhol RAfael Nadal, não disputar o US Open, em NOva York (Estados Unidos) este ano, programado para começar no dia 31 de agosto. Preocupado com o descontrole da pandemia do novo coronavírus (covid-19), o atual campeão do torneio preferiu abrir mão da disputa. Nadal justificou a desistência com uma sequência de mensagens no Twitter, na noite de ontem (4). Além de Nadal, o US Open também não contará com o multicampeão Roger Federer, que o último dia 10 de junho, anunciou que ficará fora das quadras este ano, devido à recuperação de uma cirurgia no joelho direito. 

“Depois de muitas reflexões, decidi não jogar o US Open deste ano. A situação é muito complicada em todo o mundo, os casos do COVID-19 estão aumentando, parece que ainda não temos controle sobre isso”, sustentou Nadal. Mas adiante, o espanhol admitiu: “Esta é uma decisão que eu nunca quis tomar, mas decidi seguir meu coração desta vez e, por enquanto, prefiro não viajar”.

 

Devido à pandemia, o circuito mundial de tênis foi paralisado em março. A retomada está prevista para o próximo dia 14 de agosto, com o ATP 500 Citi Open, em Washington (EUA). O US Open seria o primeiro Grand Slam após o retorno.

“Sabemos que o calendário de tênis reduzido é bárbaro este ano, depois de 4 meses parado sem jogar, eu entendo e agradeço pelos esforços que estão envidando para que isso aconteça. Acabamos de ver o anúncio de Madri não sendo disputado este ano”, disse Nadal a respeito do reinício do circuito.

Esta é a primeira vez, nos últimos 21 anos, que um Grand Slam não contará com dois expoentes do esporte, No último domingo (3), o australiano Nick Kyrgios também adiantou que não participaria do torneio norte-americano. Entre as tenistas, a única desistência já confirmada é a da australiana Ashleigh Barty.  O número 1 do mundo, o sérvio NovaK Djokovic, ainda não confirmou presença do US Open deste ano.  

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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Lançamento de disco: falta de competições preocupa Fernanda Borges

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A brasileira Fernanda Borges, líder do ranking nacional de lançamento de disco, vive um momento diferente em sua carreira, enquanto enfrenta limitações para manter a rotina de treinos no decorrer da pandemia do novo coronavírus (covid-19) ela acompanha a participação, no exterior, de algumas de suas adversárias na busca do índice para os Jogos de Tóquio.

Fernanda participou de sua última competição oficial em março, o Campeonato Paulista de Atletismo. Logo depois veio a pandemia do novo coronavírus, e desde então a atleta gaúcha se divide entre treinos de musculação na sua casa em São Paulo e a parte prática em São Bernardo do Campo, região metropolitana da capital paulista.

“Ela faz musculação em casa. Tem todos os aparelhos, usamos muito os pesos livres. E fazemos lançamentos no Riacho Grande em São Bernardo três vezes por semana. O campo é grande, tem 90 metros de comprimento. Mas é claro que não é a mesma coisa”, diz o técnico João Paulo da Cunha à Agência Brasil.

Enquanto a brasileira busca o melhor ritmo durante a pandemia, fora do Brasil a situação é diferente. No último sábado (1), a norte-americana Valerie Allman, de 25 anos, não só competiu como quebrou o recorde nacional dos Estados Unidos. Lançou o disco a 70,15 metros e tornou-se a primeira americana a superar a marca dos 70 metros (em toda a história da prova, apenas 25 atletas conseguiram superar os 70 metros).

“Vimos o lançamento da americana. Ela tinha 67 metros como melhor marca. Evoluiu bastante. Abrir a temporada com 70 metros é bem competitivo. Claro que essa falta de ritmo de competição da Fernanda, enquanto outras atletas bem fortes já estão em um nível alto, preocupa”, diz o técnico.

A janela para a classificação para os Jogos de Tóquio reabre em dezembro, mas a brasileira e a comissão técnica já planejam uma ida à Europa para acelerar a preparação. O índice olímpico é de 63,50 metros. “Mês que vem, ela vai entrar na Missão Europa do Comitê Olímpico do Brasil (COB), em Portugal. A ideia é que ela treine e participe de alguns eventos”, diz o técnico.

A atleta de 32 anos é a primeira colocada na temporada brasileira, com a marca de 62,37 metros. O recorde da lançadora é de 64,66 metros, alcançado em outubro de 2018, em Bragança Paulista. Em 2019, na quarta participação dela em um Mundial, a gaúcha de Santa Cruz do Sul finalizou em sexto lugar, com 62,44 metros. João Paulo Alves da Cunha, treinador-chefe da delegação em Doha (Catar), considera o resultado excelente. “Foi uma ótima participação. Primeiro ter ficado entre as 12, e depois, na final, conseguir o sexto lugar foi muito bom. Posição histórica”.

Edição: Fábio Lisboa

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