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Bombeiros combatem há dois dias incêndio em Parque Nacional do Rio de Janeiro

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Divulgação Bombeiros

Incêndio no Parque Nacional da Serra dos Órgãos pode ter sido causado por balão

O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro combate há dois dias um incêndio florestal de grandes proporções no Parque Nacional da Serra dos Órgãos (Parnaso). O parque tem 20.024 hectares protegidos nos municípios de Teresópolis, Petrópolis, Magé e Guapimirim, na região serrana do Rio de Janeiro.


De acordo com o Corpo de Bombeiros, mais de 70 profissionais, incluindo bombeiros militares, guarda parques, brigadistas e agentes de órgãos externos trabalham em três frentes para extinguir as chamas na área de proteção ambiental.

A operação conta ainda com o apoio de 16 viaturas e uma aeronave. Também participam da ação integrantes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), da Defesa Civil e da Guarda Civil de Petrópolis.

O ICMBio informou que ainda não foi identificada a causa do incêndio, que começou na parte alta do parque na trilha da travessia Petrópolis-Teresópolis, na área do Chapadão, próximo da Pedra do Morro do Açu, o que só vai ocorrer após perícia da Polícia Civil. Há suspeita de que o fogo pode ter começado com a queda de um balão .

O instituto acrescentou que o fogo foi detectado no inicio da manhã de ontem (4). A estimativa é que cerca de 100 hectares já tenham sido atingidos pelo incêndio.

“Toda a Brigada de Incêndio do parque (ICMBio) está empenhada no combate, estamos trabalhando com apoio da Brigada de incêndio do Ibama do Inea/RJ, Defesa Civil de Petrópolis e Guarda Patrimonial Ambiental de Petrópolis, além do apoio do CBMERJ, contamos também com apoio de 1 helicóptero dos Bombeiros”, disse o ICMBio.

Parque

O Parque Nacional da Serra dos Órgãos (Parnaso) é uma Unidade de Conservação Federal de Proteção Integral , subordinada ao ICMBio, com amostras representativas dos ecossistemas nacionais.

O Parnaso foi criado no dia 30 de novembro de 1939 e é o terceiro parque mais antigo do país . É um local que costuma ser procurado para a prática de esportes de montanha, como escalada, caminhada e rapel e para visitas às cachoeiras. Conforme o ICMBio, o parque tem a maior rede de trilhas do Brasil, com mais de 200 quilômetros em todos os níveis de dificuldade, desde a trilha suspensa, acessível até a cadeirantes, à pesada Travessia Petrópolis-Teresópolis, com 30 quilômetros de subidas e descidas pela parte alta das montanhas.

Ainda segundo o ICMBio, o Parque abriga mais de 2.800 espécies de plantas catalogadas pela ciência, 462 espécies de aves, 105 de mamíferos, 103 de anfíbios e 83 de répteis, incluindo 130 animais ameaçados de extinção e muitas espécies endêmicas que só existem no local.

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Seis meses de Covid:19: incertezas e esperanças de cidadãos na pandemia sem fim

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Isolamento, uso de máscara, homeoffice: pandemia forçou os cidadãos a criarem novos hábitos


A quarentena provocada pela Covid-19 (Sars-Cov-2) causou grandes alterações na rotina dos brasileiros. Desde a maneira como se trabalha até os relacionamentos. Tudo mudou. O iG conversou com pessoas que estão conseguindo cumprir à risca as orientações de isolamento social. E com quem não pode e precisa se arriscar a ser contaminado para não perder o trabalho.


O isolamento fez com que algumas pessoas mudassem, seja de maneira positiva ou negativa. Muitas descobriram talentos. Outros desengavetaram projetos. Seja qual for a mudança, a quarentena trouxe questionamentos. E descobertas de como passar por este período da melhor maneira possível.

Um conjunto de sentimentos negativos, de dúvidas e de esperança por dias melhores acompanha Miriane Peregrino, pesquisadora de literatura, que mora na Alemanha. Ela conta que o isolamento social causou uma grande incerteza para o futuro, principalmente por estar longe dos familiares que ainda moram no Brasil.

“(A quarentena) afetou muito, primeiro com o fechamento das fronteiras. Estar em outro país e saber que estou presa, sem poder sair, longe de todos que amo me causou uma grande angústia. Comecei o home office, minhas aulas de alemão foram suspensas. Muitas incertezas surgiram.”

Na avaliação da psiquiatra Roberta França, o ser humano acredita ter controle das coisas, e a pandemia veio, justamente, mostrar essa falta de controle.

“Lutamos com um vírus que é invisível, sabemos que estamos correndo risco, mas não conseguimos enxergar esse risco, não sabemos de onde ele vem. Isso tudo gera ansiedade, angústia, insegurança”, explica a psiquiatra Roberta França. 

A psicóloga Sonia Prado, coordenadora do curso de Psicologia da Estácio Interlagos, endossa o argumento. “São muitos fatos e informações negativas e as pessoas – sem a possibilidade de busca de ajuda ou de dar uma solução ao problema – se sentem frustradas e impotentes.”

De acordo com a psicóloga Alethéa Vollmer, estamos “entre o que deixou de ser e o que ainda não é”. “Neste sentido, temos a construção do novo que é um grande desafio para o nosso presente, que hoje é esperar e ficar atento ao que está por vir. A partir daí, criamos formas para lidar com a situação”, avalia.

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Arquivo pessoal

Casal conseguiu se adaptar à nova realidade imposta pela pandemia de Covid-19



Novas rotinas, novas frustrações

A imposição de uma nova rotina afetou a vida profissional da jornalista Janaina Caixeta. “Eu nunca fui fã do home office. Estou há quase seis anos na empresa onde eu trabalho. Acordar de manhã, me arrumar e sair era a rotina de sempre. Passei a ficar muito mais tempo em casa. Meu marido também começou a trabalhar home office logo depois de mim e então fomos adequando a nossa rotina”, afirma.

Lidar com as frustrações nesse período de isolamento social significa administrar uma resiliência humana de forma que se possa lidar com esses conflitos, mas como? “De que maneira pode ser feito isso? Isso vai depender de que estratégia cada um pode utilizar para poder buscar menor possibilidade de desequilíbrio emocional”, diz a psicóloga Vânia Campos.

“Alguns exemplos são: se eu gosto de ler, eu vou ler; se eu preciso arrumar algumas coisas que eu não tinha tempo, eu vou fazer; e, assim, cada um busca alternativas estratégicas que possam lhe favorecer alguma coisa de prazer para compensar essa falta de possibilidades de fazer as suas atividades que sempre fazia de uma forma livre”, sugere.

Cadê a correria do dia a dia?

Foi exatamente isso que Higor Gonçalves, professor de marketing da ESPM, fez durante o isolamento. “Sempre trabalhei externo, em escritórios, dando aulas, palestras, e organizando ou participando de eventos. Eu gosto da correria do dia a dia, do contato humano, do fluxo intenso de pessoas.”

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Arquivo pessoal

Higor Gonçalves viu na pandemia uma oportunidade de desengavetar antigos projetos


Apesar da mudança brusca na rotina, ele acredita que conseguiu estabelecer bem uma rotina com horários para trabalho e vida pessoal. “Uma preocupação que tive no início da quarentena foi criar um planejamento factível, estabelecendo horários para acordar, me exercitar, fazer as refeições e trabalhar.”

Preencher o tempo livre com conteúdos positivos e atividades que promovam a saúde física também ajuda no processo. “O importante é que as pessoas busquem menos informações sobre o assunto, comecem a selecionar as notícias e a buscar atividades que preencham o seu dia com situações que tenham soluções e não fiquem tão presas a notícias ruins”, afirma a psicóloga Sonia Prado.

Entre as minhas metas para o ano de 2020 de Higor estava a yoga.

“Mas, devido à correria do dia a dia, eu não estava conseguindo colocar em prática no começo do ano. Com a quarentena, em março, surgiu a oportunidade. Uni o útil ao agradável. Antes da pandemia, eu fazia corridas matinais no parque. Com as medidas de distanciamento social, eu troquei as corridas externas, pela yoga, dentro de casa”, conta Higor, que era muito ativo fisicamente antes da pandemia, e precisou modificar a rotina para continuar se exercitando. Ele passou a adotar a yoga como atividade física principal. 

Sem visita na casa nova

Já Janaína diz que fez de tudo nessa quarentena, desde fazer exercícios todos os dias até fazer bolos. Além disso, ela comenta que se mudou com o marido recentemente, e que a quarentena não permitiu que a família visse sua nova casa.

“Eu e meu marido passamos a Páscoa sozinhos. Passamos o nosso aniversário, que é no mesmo dia, isolados. É tudo muito doido, na verdade!  Acho que se você parar pra pensar mesmo, você começa a dar mais valor ao que realmente importa. A segurança que sua casa traz. A importância da higiene pessoal, da limpeza da casa, das verduras que você come”, relata. 

A importância de coletividade durante a quarentena

O isolamento provoca uma realidade de individualidade, a partir do momento em que estamos dentro de casa, mas também de individualismo, com pessoas que não prezam pelo cuidado ao próximo.

“Nós nos mostramos nessa pandemia muito mais egocêntricos e egoístas do que propriamente um povo que trabalha com o coletivo, e na verdade, tudo que estamos vivendo até aqui na pandemia, principalmente no Brasil, está justamente atrelada à nossa falta de cuidado com o outro, nossa falta de responsabilidade social, ao nosso egoísmo e à nossa prática de achar que o que vale é o que eu quero”, pontua Roberta França.

Ajudar é preciso

Apesar disso, ainda há tempo para que as pessoas se unam e trabalhem de forma coletiva para passar por esses momentos delicados.

“Depois de seis meses, as pessoas têm poucos lugares para procurar ajuda, não temos um lugar especializado de atendimento como o que foi feito em Portugal, por exemplo. Eles criaram um telefone, um espaço onde as pessoas pudessem procurar ajuda, grupo de pessoas que ligam umas para as outras apenas para perguntar como estão. Precisamos que essa coletividade tenha um pouco mais de voz, que o discurso seja mais uníssono neste sentido”, finaliza a psicóloga Alethéa.

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Brasil registra 739 mortes pela covid-19 nas últimas 24 horas

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Agência Brasil

O Ministério da Saúde (MS) atualizou no início da noite deste sábado (19) os dados do novo coronavírus (covid-19) no país. Segundo o boletim epidemiológico, 136.532 pessoas morreram por causa da covid-19, 739 somente nas últimas 24 horas.

coronavírus
GettyImages/BBC

Molécula do novo coronavírus


São Paulo continua figurando entre os estados que registraram mais mortes, contabilizando 33.927 óbitos, seguido do Rio de Janeiro, com 17.634, e o Ceará com 8.801. Pernambuco, Minas e Bahia vem na sequência com 8.004, 6.656 e 6.221 óbitos, respectivamente.

Já Roraima (613), Amapá (691) e Acre (648), todos na Região Norte, são os que menos têm registros de óbitos.

Ainda segundo o Ministério da Saúde, até agora 4.528.240 pessoas foram infectadas, 33.057 nas últimas 24 horas. O boletim aponta que 84,4% desses contaminados, ou seja, 3.820.095 foram recuperados.

Rio de Janeiro
O estado do Rio de Janeiro registrou a morte de 59 pessoas nas últimas 24 horas, aumentando para 17.634 óbitos no estado, desde o primeiro caso da doença em março. De acordo com o boletim da  Secretaria de Estado de Saúde,  até este sábado (19) há 251.261 casos confirmados por covid-19 no estado, 403 óbitos em investigação e 354 casos descartados. Entre os casos confirmados, 228.258 pacientes se recuperaram da doença.

Infectados
Do total de 251.261 infectados no estado, a capital fluminense continua liderando disparado, com 97.824 pessoas contaminadas pela covid-19.  Depois vem Niterói (12.395); São Gonçalo (11.854); Duque de Caxias (9.118); Belford Roxo (8.949); Macaé (8.047); Volta Redonda (6.393); Nova Iguaçu (6.177); Campos dos Goytacazes (5.418); Teresópolis ( 5.401); Angra dos Reis ( 5.376); Itaboraí  (4.492); Magé (3.683); Maricá (3.488); São João de Meriti ( 3.303); Nova Friburgo (2.899); Itaperuna  (2.774); Três Rios (2.706); Barra Mansa (2.576) e Cabo Frio (2.432) estão  entre as 92 cidades com maior número de infectados.

Óbitos
Do total de 17.634 mortes pela covid-19 no estado, o município do Rio tem 10.470 óbitos. Em seguida vem São Gonçalo (695); Duque de Caxias ( 690); Nova Iguaçu (566); São João de Meriti (420); Niterói (413); Campos dos Goytacazes ( 356); Belford Roxo (281); Magé (214); Itaboraí (210); Volta Redonda  (206); Petrópolis ( 197); Nilópolis (176);  Angra dos Reis  (174); Mesquita (166); Barra Mansa  (150); Macaé (144), além  Cabo Frio e Teresópolis com (136), registram o maior número de óbitos pela covid-19.

Apenas o município de Trajano de Moraes, na serra do norte fluminense, distante cerca de 250 quilômetros (km) da capital, é a única  cidade do Rio de Janeiro que não teve óbito registrado por covid-19. A cidade já registrou 22 infectados pela doença, mas, no momento, tem apenas um paciente infectado, em isolamento em casa e monitorado pelas equipes de saúde.

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