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Economia

Bolsonaro: ‘Nosso posto Ipiranga é insubstituível’

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Bolsonaro
Reprodução / iG Minas Gerais

Durante evento no Palácio do Planalto, Bolsonaro ressaltou a importância do Posto Ipiranga

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira que o ministro da Economia, Paulo Guedes , é “insubstituível” e o chamou de “posto Ipiranga”. Ambos participaram de um evento no Palácio do Planalto sobre desburocratização da administração pública.

A fala de Bolsonaro veio após o ministro da Economia ser chamado para falar ao público, mas decidir não subir ao púlpito. Então, depois de assinar os decretos do evento, Bolsonaro, disse que era para todo mundo ficar calmo, que ele não falaria sobre economia no lugar de Guedes.

“Pode ficar tranquilo, que o nosso posto Ipiranga é insubstituível, então não falarei de economia”, disse o presidente.

Na noite de quarta-feira, Guedes respondeu a algumas críticas de que ele estaria desacreditado. O ministro afirmou que a Bolsa de Valores está subindo e citou medidas que o governo tem conseguido avançar, como a lei de falências, a reforma da Previdência e o envio da reforma administrativa e do Pacto Federativo ao Congresso.

Questionado sobre a fala do presidente do Banco Central , Roberto Campos Neto, de que o país precisa de um plano para recuperar a credibilidade, Guedes alfinetou e disse que há um plano, e que se Campos Neto tivesse um melhor, que apresentasse. Os dois conversaram nesta manhã e, segundo interlocutores, a relação está “tranquila”.

No mesmo evento, Bolsonaro disse querer “paz, harmonia, tranquilidade e progresso” e comemorou o resultado do Caged , que registrou criação de 394,9 mil vagas em outubro. Segundo ele, os números positivos se devem ao trabalho do governo e do Congresso , citando o senador Jorginho Mello (PL-SC), autor do projeto que criou o Pronampe.

“Se nós acreditarmos nas projeções, nós vamos terminar o ano, mês de dezembro, com mais gente empregada do que em dezembro do ano passado, e isso atravessando uma pandemia. Devemos isso a muitas pessoas que trabalharam nesse sentido no Executivo e no Legislativo “.

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Economia

Governo pagou R$ 162 em lata de leite condensado; veja valor de outros itens

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Governo Federal pagou R$ 162 em duas caixas de leite condensado
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Governo Federal pagou R$ 162 em duas caixas de leite condensado

Após a informação divulgada na manhã desta terça-feira (26) de que o Governo Federal teria comprado R$ 15 milhões em leite condensado em 2020 , o Portal iG analisou algumas licitações de setembro do ano passado no Painel de Compras e constatou que o Ministério da Defesa gastou R$ 324 em duas caixas de leite condensado de 395 gramas. Os produtos, de acordo com o certame, são do tipo desnatado, com leite in natura e light.

No resultado da licitação, é possível encontrar cada unidade por R$162. Na internet, a reportagem encontrou o mesmo produto, com características semelhantes, por R$ 28.

Os resultados podem ser encontrados na licitação 77/2020, destinada ao 3º Esquadrão da Cavalaria do Exército , em setembro de 2020. O fornecedor é a Saúde & Vida Comercial de Alimentos.

Ainda no certame, o Governo Federal adquiriu 20 unidades de bacon defumado, com valor de R$ 31,20 a unidade. No total, só com este item, a União gastou R$ 624. O Ministério da Defesa solicitou, também, 54 unidades de creme de leite , gastando R$ 164, além de 60 kg de carne , totalizando R$ 2.005,50.

Em um certame anterior realizado com a mesma empresa, a terceira unidade da cavalaria adquiriu 24 unidades do mesmo leite condensado por mais R$ 324, ou seja, R$ 13,50 por unidade .

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O Painel de Compras aponta que há três licitações registradas em dias diferentes, com os mesmos valores e produtos. A diferença fica por conta do valor das unidades e a quantidade adquirida pelo Ministério da Defesa.

Apenas com alimentação, 3º Esquadrão da Cavalaria do Exército gastou R$ 48.717,31 em setembro do ano passado.

O Portal iG tentou entrar em contato com a empresa Saúde & Vida Comercial de Alimentos por telefone, mas não obteve retorno. O Ministério da Defesa não respondeu os questionamentos feitos pela reportagem até a publicação da mesma.

Gastos com leite condensado

O gasto com leite condensado está entre os principais do Executivo federal, sob o comando do presidente Jair Bolsonaro , em 2020. De acordo com um levantamento do (M)Dados, núcleo de jornalismo de dados do Metrópoles , com base no Painel de Compras atualizado pelo Ministério da Economia , o gasto com o produto, que o presidente gosta de comer com pão, ultrapassou os R$ 15 milhões.

De acordo com o levantamento, o órgão que mais gastou foi o Ministério da Defesa, que totalizou mais de R$ 632 milhões em gastos alimentares. Só de vinho, a pasta ultrapassou os R$ 2,5 milhões.

O Ministério da Economia justificou que a maior parte do gasto com alimentação é do Ministério da Defesa “porque se refere à alimentação das tropas das forças armadas em serviço”. A pasta ainda acrescentou que “toda despesa efetuada pela Administração Pública Federal está dentro do orçamento”.

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Economia

Dólar recua para R$ 5,32 após divulgação de ata do Copom

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Beneficiado pela divulgação da ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que apontou a possibilidade de os juros aumentarem antes do tempo previsto, o dólar teve forte queda nesta terça-feira (26). Em direção oposta, a bolsa de valores começou o dia em alta, mas terminou em baixa pela quinta sessão consecutiva.

O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,327, com recuo de R$ 0,182 (-3,3%). Com o desempenho de hoje, o real corrigiu o atraso em relação a moedas de outros países emergentes, que haviam caído perante o dólar nos últimos dias.

No mercado de ações, o Ibovespa fechou esta terça aos 116.464 pontos, com recuo de 0,78%. O índice foi afetado principalmente pela desvalorização de ações de bancos.

Caso o Banco Central (BC) comece a elevar a taxa Selic (juros básicos da economia) ainda no primeiro semestre, o Brasil torna-se mais atrativo para o capital financeiro. Isso estimula a entrada de fluxos estrangeiros que pressionam para baixo a cotação do dólar.

A cotação, no entanto, não caiu apenas por causa das perspectivas em torno da política monetária. O clima mais otimista nos mercados internacionais e declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, de que uma eventual retomada do auxílio emergencial terá de ser coberta com recursos de outras áreas do orçamento, também foi bem recebida pelos investidores.

A queda na bolsa de valores foi parcialmente influenciada pela ata do Copom. Isso porque uma possível antecipação do aumento de juros diminui a atratividade da bolsa de valores e estimula aplicações em renda fixa, como títulos do Tesouro Nacional e Certificados de Depósitos Bancários (CDB).

*Com informações da Reuters

Edição: Nádia Franco

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