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Economia

Bolsonaro nega que governo vá quebrar monopólio da Caixa na gestão do FGTS

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Marcos Corrêa/PR

Jair Bolsonaro negou que governo vá quebrar o monopólio da Caixa na gestão do FGTS

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou nesta segunda-feira (7) que é contrário à quebra do monopólio da Caixa como operadora do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), e acrescentou que os ministros da Economia (Paulo Guedes) e da Secretaria de Governo (Luiz Eduardo Ramos) também têm a mesma posição.

Leia também: Crescimento econômico tímido expõe fragilidade do governo Bolsonaro

Bolsonaro disse ainda que, caso o Congresso aprove a mudança, ele irá vetá-la, atendendo a uma recomendação do Ministério da Economia.

O presidente criticou reportagem do GLOBO desta segunda que afirmou que o governo quer aproveitar a medida provisória (MP) que libera os saques do FGTS para promover uma ampla reformulação do Fundo, incluindo a quebra do monopólio da Caixa, permitindo o acesso aos recursos a bancos privados.

A mudança já foi incorporada ao texto da MP pelo relator, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), após acordo costurado entre Palácio do Planalto e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

“Lamento a imprensa divulgar notícia falsa com o interesse de nos colocar contra o Norte e Nordeste, impactando diretamente programas de habitação e saneamento como ‘Minha Casa Minha Vida’”, escreveu Bolsonaro em seu Facebook.

Desde o início de setembro, o relator da MP que autoriza os saques do FGTS negocia os termos do seu parecer com os técnicos da equipe do  ministro Paulo Guedes . O dispositivo que trata da quebra do monopólio da Caixa como operador exclusivo do FGTS foi acertado com técnicos  do primeiro escalão do Ministério da Economia e da Casa Civil.

A última versão do relatório foi discutida entre Motta e integrantes da Casa Civil, na quinta-feira à tarde no Palácio do Planalto. O relator recebeu a equipe do GLOBO na sexta-feira.

Segundo Motta, ao tomar conhecimento de que o parecer iria propor a quebra do monopólio da Caixa , que passaria a exercer a função de custodiante dos depósitos do FGTS, a direção do banco começou a pressionar o governo já na quinta-feira. Contudo, o relator disse ao jornal que “não abriria mão” dessa medida.

O parecer deverá ser lido em Comissão Mista do Congresso nesta terça-feira e prevê que a Caixa continuará exercendo o papel de custodiante dos depósitos das contas vinculadas, recebendo os depósitos e fazendo a gestão do passivo. Mas, o novo texto permite aos bancos concorrentes acesso direto às verbas do fundo para aplicar os recursos, conforme resolução a ser aprovada pelo conselho curador do FGTS.

Leia também: Pensão por morte do INSS terá mudanças com reforma da Previdência

Atualmente, a Caixa é o único operador e a instituições precisam cumprir o manual operacional do banco público, o que desestimula a oferta de crédito. Há dois agentes financeiros do FGTS: a Caixa, com 93% da verba, e o Banco do Brasil, com 7%. Para a Caixa esse monopólio é uma importante fonte de receita. Ela cobra 1% do total de ativos do FGTS para ser a gestora dos recursos, o que rendeu R$ 5,1 bilhões em 2018. A nova regra em discussão, reduziria essa taxa para 0,3%.

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Economia

Setor agropecuário pode crescer até 2,5% em meio à pandemia

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Agência Brasil

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Setor pode ter alta em seu PIB durante pandemia

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) projeta crescimento de 2,5% para o Produto Interno Bruto (PIB) do setor agropecuário brasileiro. O resultado considera os efeitos da pandemia de covid-19.

De acordo com a Carta de Conjuntura, divulgada hoje (26) pelo órgão, o crescimento tem como base a previsão de safra anunciada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o Ipea, caso se considere a safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o crescimento deve ser de 2,3%.

No caso da pecuária, o resultado leva em consideração o volume de produção estimado pelas Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais, do Leite, do Couro e da Produção de Ovos de Galinha do IBGE e pelas estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, considerados no modelo econométrico do Ipea.

O levantamento do instituto vai além do cenário base e, projetando um eventual cenário de estresse, no qual parte da produção seja afetada por eventos relacionados ao coronavírus, chegou a um resultado em que o desempenho é positivo, mas com um crescimento menor, de 1,3% para 2020. De acordo com o Ipea, esse crescimento seria sustentado principalmente pela lavoura.

“A lavoura tem um avanço projetado de 2,8%, sustentado pelas produções de soja e café (6,7% e 1,5%, respectivamente). A cana-de-açúcar é a cultura que pode sofrer maior impacto decorrente da covid-19 e da redução do preço internacional do petróleo e, neste contexto de estresse, pode ter queda de 1,9% na produção”, detalha o Ipea.

Leia: Consumo de vinho triplica e impulsiona marcas nacionais

Mudanças no consumo

De acordo com o economista e pesquisador do Ipea, Fábio Servo, foi possível observar que o distanciamento social imposto pela pandemia resultou em mudança nos padrões de consumo da população, resultando em “picos de demanda” que impulsionaram os preços de produtos como arroz, banana, café e ovos. “Verificamos queda nos food services e preferência por cortes de carne menos nobres. Ainda assim, a produção da lavoura sustentou o resultado positivo do setor agropecuário”, afirmou o pesquisador.

Com relação às exportações, os produtos agropecuários registraram aumento de 7% entre janeiro e abril de 2020, na comparação com o mesmo período do ano passado. Comparando os quatro primeiros meses deste ano com 2019, o levantamento mostra que as exportações de carne bovina cresceram “fortemente” e atingiram 26,5%.

Segundo o documento, parte do resultado é explicado pela reabertura da carne in natura  em fevereiro para o mercado chinês. As exportações para aquele país registraram um crescimento de 138% entre janeiro e abril, na comparação com os quatro primeiros meses do ano passado.

Veja: Brasil exporta carne bovina para Tailândia após liberação


Importações

Já as importações de produtos agroindustriais registraram queda de 5,5% entre janeiro e abril de 2020, na comparação com o mesmo período de 2019. O Ipea, no entanto, lembra que o valor das importações brasileiras desses produtos (agroindustriais) é “muito inferior ao das exportações”, e que, por isso, o impacto na balança comercial do agronegócio é pequeno.

“O trigo e o malte – os dois produtos de maior valor da pauta – foram responsáveis por esse resultado, com reduções de 8,2% e 11,3%, respectivamente, no valor importado”, diz o estudo.

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Economia

Caixa: 42 milhões de cadastros foram considerados inelegíveis ao auxílio

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Presidente da Caixa, Pedro Guimarães

Presidente da Caixa, Pedro Guimarães, apresentou os dados sobre pedidos do auxílio

Em coletiva de imprensa nesta terça-feira (26), a Caixa Econômica Federal divulgou dados atualizados sobre a situação do auxílio emergencial. Segundo apresentou o presidente, Pedro Guimarães, 42 milhões de pedidos de auxílio foram considerados inelegíveis.

Os cadastros são processados pela Dataprev. No total, foram feitos 106,3 milhões de pedidos de auxílio, dos quais 101,2 milhões foram processados. Foram considerados aprovados 59 milhões.

É possível fazer o cadastro pela primeira vez até o dia 2 de julho. Neste momento, há 5,1 milhões de novos cadastros sendo analisados.

Leia: Confira calendário para pagamento do auxílio emergencial desta semana

Por outro lado, há 5 milhões em reanálise – ou seja, cadastros que estão sendo verificados pela segunda ou terceira vez. Perguntado durante coletiva sobre casos em que pessoas que foram aprovadas na primeira parcela e agora estão sendo reanalisadas, Guimarães afirmou que esse assunto deve ser respondido pela Dataprev.

A reanálise pode ocorrer pelo pedido de reivindicação do candidato ao benefício – caso discorde da negativa ao recebimento do auxílio – ou pela própria Dataprev, como nesses casos em que aprovados na primeira parcela estão aguardando nova análise para receber a segunda.

Ao todo, até esta terça-feira, a Caixa pagou R$ 70,8 bilhões em auxílio emergencial.

Veja:  ‘Frescurada de home office’: Caixa não responde sobre número de funcionários após vídeo

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