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Política Nacional

Bolsonaro lamenta atentados nos Estados Unidos

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O presidente Jair Bolsonaro comentou os dois atentados registrados neste fim-de-semana nos Estado Unidos, que deixaram dezenas de mortos e feridos. Os dois ataques ocorreram nas cidades de El Paso (Texas) e Dayton (Ohio). O primeiro terminou com 20 mortos e 26 feridos. Já o segundo deixou nove mortos e ao menos 27 feridos.

“Lamento. Já aconteceu no Brasil também. Agora não é desarmando o povo que você vai evitar isso aí. O Brasil no papel é extremamente desarmado e já aconteceu coisa como essa aqui no Brasil”, disse. O presidente conversou com jornalistas neste domingo na saída do Palácio da Alvorada, residência oficial do governante.

El Paso

Em El Paso, um jovem de 21 anos abriu fogo na tarde deste sábado (3) em um supermercado, deixando pelo menos 20 mortos e outros 26 feridos. Autoridades investigam a hipótese de o ataque ter sido um crime de ódio. Em um manifesto, o suspeito teria afirmado que a ação era uma resposta à suposta invasão latina no Texas.

Dayton

A polícia de Dayton afirmou que o ataque começou por volta de 1h (horário local) e que o FBI (departamento federal de investigação dos Estados Unidos) está ajudando na investigação. O tiroteio ocorreu no bar Ned Peppers, a oeste do centro de Dayton, deixando nove mortos e ao menos 27 feridos.

A polícia acredita que a ação foi conduzida por apenas um atirador e ainda não identificou o suspeito e os motivos do ataque. O tiroteio ocorreu num bairro histórico da cidade de 140 mil habitantes, onde estão localizados diversos bares, restaurantes e teatros. A região é considerada segura pelas autoridades.

Parentes

Bolsonaro também respondeu a questionamentos de jornalistas sobre matéria do jornal O Globo segundo a qual os mandatos dele e dos filhos teriam empregado mais de 100 pessoas com laços familiares.

O presidente afirmou que já empregou parentes mas minimizou problemas nas contratações. “Você acha meus filhos incompetentes? Quando coloquei parentes da Ana Cristina [ex-esposa] eu não era casado com ela. Vou devolver porque casei com ela?”, indagou.

Bolsonaro falou sobre a indicação do filho, deputado Eduardo Bolsonaro, para a embaixada dos Estados Unidos. “Sim, o Senado pode barrar. Mas vocês têm notícia de alguém barrado?”, perguntou aos jornalistas.

INPE

O presidente disse que a exoneração do diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Ricardo Galvão, foi decisão sua. “Certas coisas eu não peço, eu mando. Não tinha clima para continuar, mesmo que provasse que os dados estavam certos. A forma como foi divulgado aí fica complicado”, justificou.

*Com informações da Deutsche Welle e da RT

 

Edição: Aline Leal

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“Falta noção do espaço público”, diz Celso Lafer sobre reunião ministerial

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Celso Lafer no Roda viva
Reprodução/TV Cultura

Celso Lafer no Roda viva

Para o jurista e ex-ministro das relações exteriores do Brasil, Celso Lafer  o vídeo da reunião ministerial com Jair Bolsonaro divulgada na última sexta-feira (22), mostrou que “falta noção que aquilo é um espaço público e não um espaço privado”. 

“Tudo que foi revelado na reunião ministerial traz grande preocupação e indica como o governo conduz o processo decisório . Se o processo decisório é feito do jeito que se mostra no video, me preocupa”, afirmou o jurista.

A declaração foi feita durante entrevista ao programa Roda Viva da TV Cultura desta segunda-feira (25).

Veja também:  Toffoli não vê “transmissão de responsabilidade” em visita de Bolsonaro ao STF

Lafer, que foi ministro das relações exteriores no governo de Fernando Collor (1992) e de Fernando Henrique Cardoso (2001 e 2002), comparou com as  reuniões que já participou. “Creio que nunca vi nada parecido como forma de condução, mesmo no fim do governo Collor “, declarou o ex-ministro.

Quebra de tradição

Segundo  Celso Lafer, a política internacional do Brasil no governo Bolsonaro quebrou a tradição da política que era realizada anteriormente.

“A diplomacia brasileira sempre se caracterizou pela busca de cooperação e de entendimento entre os povos. Hoje vemos uma política internacional que se caracteiza pelo combate e pelo confronto e que não atende os interesses do Brasil”, avaliou durante a entrevista.  

Sobre a Venezuela

Questionado sobre a decisão do governo Bolsonaro de retirar o corpo diplomático brasileiro da Venezuela, Celso Lafer avaliou que “foi um equívoco”.

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“Foi um equívoco porque a diplomacia e o corpo diplomático que está ligado a ela, dentro de um país, serve inclusive para informar o que está acontecendo naquele país. Quando você retira os embaixadores, perde essa comunicação”, explicou.

Sobre a pandemia

Lafer avaliou que a diplomacia “do confronto e do combate”, que está sendo adotada pelo governo de Jair Bollsonaro tem dificultado o combate à pandemia da Covid-19 , no que se refere a tentativa de conseguir recursos de outros países.

“O Itamaraty não está conseguindo fazer isso. E digo que não só ele. O próprio Ministério da Saúde não está conseguindo fazer essa relação. Eu vi alguém fazendo alguma coisa na época do ministro (Luiz Henirque) Mandetta”, afirmou. 

Lafer é formado em Direito Universidade de São Paulo (USP), tem mestrado e doutorado pela Universidade de Cornell, nos Estados Unidos. E foi professor e chefe do Departamento de Filosofia e Teoria Geral do Direito da USP.

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Política Nacional

Convocação de Weintraub pode ser exemplo para o governo, diz Weverton

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O senador Weverton (PDT-MA), que presidiu a sessão deliberativa remota nesta segunda-feira (25), disse considerar necessária a convocação do ministro da Educação, Abraham Weintraub, para dar explicações sobre declarações que fez em 22 de abril, durante reunião com o presidente da República e outros ministros. Para Weverton, a convocação, aprovada de forma unânime durante a sessão, é necessária, especialmente no momento atual. 

— É muito grave o que ele [Weintraub] sugere, o que estimula, principalmente em um momento difícil, de fortalecimento da democracia e também de reafirmação das instituições. O Senado age corretamente. E eu tenho certeza de que essa convocação vai servir de exemplo para que todos os outros integrantes do governo compreendam que nós estamos em um Estado democrático de direito e que não vamos admitir extrapolação das regras que a nossa Constituição impõe — declarou o senador.

Os requerimentos para a convocação foram apresentados pela senadora Rose de Freitas (Podemos-ES) e pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que criticaram as falas de Weintraub. Nessa reunião ministerial, cujo vídeo foi divulgado na sexta-feira (22), o ministro da Educação disse que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) deveriam ser presos. Ainda não foi marcada a data para a audiência.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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