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Bolsonaro diz que não pretende sair do PSL ‘de livre e espontânea vontade’

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Alan Santos/PR – 8.10.19

Bolsonaro diz que não pretende sair do PSL ‘de livre e espontânea vontade’

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou nesta quarta-feira (9), em entrevista ao site O Antagonista , que não pretende sair do PSL “de livre e espontânea vontade”. A possibilidade de Bolsonaro deixar a legenda é cogitada há meses, mas aumentou na terça-feira (8) após ele dizer para um apoiador “esquecer” o PSL” e afirmar que o presidente do partido, Luciano Bivar , está “queimado para caramba”.

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Na entrevista, Bolsonaro alegou que Bivar tem o “direito” de expulsá-lo do PSL, mas ressaltou que uma eventual expulsão faria o PSL “murchar”. “Comigo fora da legenda, a tendência do PSL é murchar. Se eu sair, é natural que muita gente saia também”, opinou.

O presidente comentou a declaração de terça-feira, feita a um jovem que se apresentou como pré-candidato do PSL em Recife. Bolsonaro disse que não quis vincular seu nome a nenhum candidato, e ressaltou que a referência a Bivar foi sobre a situação dele Pernambuco, estado pelo qual é deputado federal.

“O rapaz falou que era candidato a vereador. Se começar a vincular nome a partido, à minha imagem, pode ter problema de campanha antecipada. Ninguém tem que se antecipar como candidato, cria ciúmes. Quando falei que ele (Bivar) estava queimado, é que ele não está bem no estado dele”, ressaltou.

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Bolsonaro disse ter feito uma “reclamação do bem” sobre o funcionamento do PSL e afirmou querer que o partido funcione:

“Não integro a Executiva, só estou filiado ao partido, mais nada. Essas são as reclamações. Eu não quero esvaziar o partido. Quero que funcione. O PSL caiu do céu para muita gente, inclusive para o Bivar. O que faço é uma reclamação do bem. O partido tem que funcionar, tem que ter a verba distribuída, buscar solucionar os problemas nos diretórios. Todo partido tem problema. O presidente, o tesoureiro, eles têm que solucionar isso”, afirmou.

Preocupação com eleições

Bolsonaro demonstrou preocupação com a falta de planejamento do PSL para as eleições municipais de 2020:

“Vamos começar campanha para prefeito, sem o partido dizer a que veio”, disse. “Cada estado tem que ter um comandante. Tem que se organizar, ter um compliance. Investir fundo partidário”, acrescentou.

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O presidente reclamou de alguns “espertalhões” que “queimaram a largada” das eleições:

“A gente está bem politicamente. A gente pode fazer muitos prefeitos. Mas alguns da liderança não estão enxergando isso. Ficam olhando para o próprio umbigo. O partido pega um pouco mais de R$ 8 milhões por mês. Pelo que sei, posso estar equivocado, nem todos os diretórios recebem isso todo mês. Como fica para 2020 as eleições municipais? Alguns espertalhões queimam a largada. A tendência é não dar certo”, salientou.

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Bolsonaro disse ainda que o PSL tem “excelentes parlamentares”, mas ressaltou que a Executiva “tem que mostrar que é diferente” e criticou a “vaidade” de membros do partido, sem mencionar nomes:

“A bancada é coisa pra burro. Tem que deixar a vaidade de lado, a arrogância, a petulância de alguns… É só anular isso daí. Não existe prazer maior que ver o meu partido votando coisa séria, todo mundo se comunicando, conversando. A gente quer o bem do país. Não podemos entrar numa linha de ser um partido que já tem alguns hábitos. Temos excelentes parlamentares… Mas não é tanto os parlamentares, é a Executiva que tem que mostrar que é diferente”, completou Bolsonaro .

Fonte: IG Política
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Política Nacional

PDT decide encerrar punição a deputados que votaram a favor da Previdência

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Tabata Amaral falando ao microfone com as mãos abertas arrow-options
Cleia Viana/Câmara dos Deputados – 27.3.19

Tabata Amaral foi uma das que foi alvo processo disciplinar no PDT

A Executiva Nacional do PDT avaliou que os deputados suspensos por votar a favor da reforma da Previdência já cumpriram as punições previstas. Os oito parlamentares tiveram suas atividades partidárias suspensas por 90 dias, prazo que acabou no último dia 14. A reunião foi realizada nesta terça-feira na sede do partido.

Com o fim da suspensão, os deputados voltam a ter prerrogativas partidárias normais, como ocupar cargos de vice-líder, por exemplo.

O líder do partido na Câmara, Andre Figueiredo (PDT-CE), disse que a punibilidade prevista era de 90 dias ou até a reunião do diretório nacional. Como a reunião do diretório ficou marcada para dia 25 de novembro, o prazo da suspensão acabou antes. Nessa data, os deputados terão seus casos analisados um por um e podem receber novas sanções. Segundo ele, para os deputados que seguiram orientação partidária depois da votação da reforma da Previdência, o processo está praticamente extinto.

“Nós tivemos transcurso o prazo de 90 dias, então foi extinta a punibilidade para todos e aqueles que pós-votação voltaram a seguir a orientação partidária basicamente extinguiu-se todo o processo, o restante vai ser avaliado ainda, até porque eles entraram na Justiça e nós vamos ter uma reunião do diretório nacional no final do mês de novembro que vai decidir a dosimetria de punibilidade”, disse o líder.

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O PDT suspendeu os deputados Alex Santana (BA), Flávio Nogueira (PI), Gil Cutrim (MA), Jesus Sérgio (AC), Marlon Santos (RS), Silvia Cristina (RO), Subtenente Gonzaga (MG) e Tabata Amaral (SP) após votarem a favor da reforma da Previdência em julho.

Pedidos de desfiliação

Na semana passada, quatro deputados, Tabata Amaral (SP), Marlon Santos (RS), Gil Cutrim (MA) e Flávio Nogueira (PI), anunciaram a desfiliação do partido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A legislação determina que o mandato fique com o partido caso o parlamentar deixe a legenda fora da janela temporária — mas prevê exceções, como perseguição política.

O tema foi debatido na reunião realizada nesta terça-feira, mas o partido está aguardando o ofício da Justiça Eleitoral. Segundo o deputado André Figueiredo, o PDT vai apresentar contra argumentos para manter os mandatos.

“Não fomos oficiados ainda pela Justiça Eleitoral, mas tomamos conhecimento que os quatro parlamentares entraram requerendo a desfiliação na Justiça Eleitoral, estamos aguardando e evidentemente quando formos oficiados vamos manifestar todas as nossas contrarrazões que levam a ver que não existe justificativa nenhuma para que eles requeiram os mandatos deles uma vez que não houve justa causa para isso”, disse.

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De acordo com o líder do partido, os quatro deputados que entraram com a ação na Justiça não comparecem às reuniões de bancada desde a votação em segundo turno da reforma da Previdência. O deputado disse que eles tomaram uma decisão unilateral de se “autodesfiliarem”.

“Os quatro que requereram à Justiça Eleitoral a desfiliação, eles não estão mais comparecendo, desde o segundo turno da reforma da Previdência, às reuniões da bancada. Então eles praticamente tomaram a decisão unilateral de se autodesfiliarem, uma vez que não estão comparecendo a nenhuma reunião da bancada e mesmo estando todos eles nas comissões para as quais foram indicados com exceção daqueles que pertenciam à CCJ”, afirmou o líder.

Fonte: IG Política
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Política Nacional

Waldir diz que é dever de Bolsonaro pacificar “tsunami” no PSL

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Waldir falando ao microfone arrow-options
Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Waldir responsabilizou Bolsonaro por crise no PSL

O deputado federal e ex-líder do PSL na Câmara Delegado Waldir cobrou o presidente Jair Bolsonaro para a pacificação da crise que se instalou no PSL. Em entrevista ao Congresso em Foco , o parlamentar disse que é dever do presidente resolver o “tsunami” no qual o partido se encontra. “Eu não criei nenhum clima de implosão. Quem criou foi o presidente da República. Não foi um clima criado por mim ou por qualquer parlamentar. É um clima criado pelo presidente da República. É um tsunami que ele criou. Cabe a ele tentar cessar”, afirmou.

Apesar de ter adotado esse tom mais conciliatório, foi um áudio do próprio Waldir que colocou mais pólvora na briga entre as alas bolsonarista e bivarista do PSL. Nesse episódio, ele que pretende “implodir” o presidente.

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“Eu vou implodir o presidente. Aí eu mostro a gravação dele. Eu tenho a gravação. Não tem conversa, não tem conversa. Eu implodo o presidente. Acabou o cara. Eu sou o cara mais fiel a esse vagabundo. Eu votei nessa porra. Eu andei no sol gritando o nome desse vagabundo”, afirmou o ex-líder do PSL em áudio.

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A escalada de tensão, no entanto, fez Waldir abrir mão da liderança na Câmara. Como consequência, o deputado Eduardo Bolsonaro , filho do presidente, assumiu o cargo e logo em seguida destituiu 12 vice-líderes ligados à ala bivarista da sigla.

Fonte: IG Política
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