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Bolsonaro cancela reunião bilateral com presidente da China, Xi Jinping

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Jair Bolsonaro
Clauber Cleber Caetano/PR

Bolsonaro desistiu da reunião após ficar esperando Xi Jinping terminar outras reuniões

O presidente Jair Bolsonaro cancelou neste sábado (29) um encontro bilateral com o presidente chinês Xi Jinpingdepois de algum tempo na sala de espera, enquanto o dirigente chinês estava com sua agenda atrasada por causa de outras bilaterais.

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O porta-voz da presidência, general Rêgo Barros, deu a informação por telefone aos jornalistas no momento em que funcionários chineses, ao verem encerrado um encontro de Xi Jinping com o presidente francês, Emmanuel Macron, entravam na sala para instalar a bandeira do Brasil.

Pela manhã (horário japonês), em entrevista, o presidente brasileiro afirmou que usaria a bilateral com Xi, horas depois, para ”desfazer mal entendidos” com a China, numa aparente referência a declarações que fez, por exemplo, de que os chineses queria comprar o Brasil, e não no Brasil.

Para demonstrar seu interesse nas boas relações com Pequim, Bolsonaro contou que quer visitar a China possivelmente em outubro. Em novembro, em todo caso, o chinês participará em Brasília da reunião anual dos líderes do Brics, o grupo dos cinco grandes emergentes.

Com pouco tempo e muitos líderes, os encontros bilaterais à margem do G-20 se sucederam, às vezes provocando engarrafamento de assessores na ”red zone”, a área reservada às autoridades onde o Japão instalou dezenas de salas de reuniões. E realmente sempre há cancelamentos. O próprio Xi tinha encontro inicialmente com Bolsonaro na sexta-feira, após o encontro do Brics , mas pedira para ser arranjado outro horário quando chegou a Osaka. Macron tentou marcar conversa com Bolsonaro às 23h, recusado pelo presidente brasileiro.

Encontro bilateral mais tranquilo ocorreu com o polêmico príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, com quem não tem muita gente querendo fazer foto ou apertar sua mão. O príncipe foi recentemente acusado por um relator das Nações Unidas de ter orquestrado o assassinato e o desmembramento de um jornalista saudita vivendo nos EUA. 

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Na reunião, Bolsonaro declarou ser ”um prazer” estar com o polêmico bin Salman e que o Brasil estava ”de braços abertos para os senhores para aprofundar as relações”. Um assessor do príncipe em seguida retirou rapidamente da sala não só os jornalistas, que normalmente acompanham as saudações iniciais, como também uma assessora do próprio Bolsonaro

Em seus últimos tuítes, o presidente brasileiro destacou sua reunião com o primeiro ministro da Índia, Narendra Modi, que classificou como “excelente”. “Nossos países são grandes amigos e têm grandes semelhanças. Concordamos em aprofundar nossa cooperação com uma perspectiva de longo prazo e em áreas que fomentam o desenvolvimento, como agricultura e biocombustíveis”, escreveu.

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Bolsonaro também postou um vídeo ao lado do presidente argentino, Mauricio Macri, em que destaca o “acordo histórico que fechamos hoje com a União Européia. Nossa parceria tem enorme potencial e ainda dará muita alegria aos nossos povos”. Na gravação ele diz que, Brasil e Argentinas estão unidos “mais do que nunca”.

Bolsonaro foi questionado por jornalistas, na sexta-feira, se é favorável à imposição de sanções a países aliados à Venezuela, caso de Cuba. Em resposta, ele afirmou defender embargos, mas ponderou que precisaria conversar com os ministros das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, além de ouvir o Conselho de Defesa sobre o assunto.

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Outros encontros

O presidente do Brasil foi ao Japão para participar da reunião da cúpula do G20, que reuniu as 20 maiores economias do mundo nos últimos dias. Entre os destaques de sua passagem pelo encontro estão os encontros com líderes como os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da França, Emmanuel Macron, e primeira-ministra alemã, Angela Merkel.

Em encontro à margem da cúpula do G-20, o presidente Jair Bolsonaro convidou o presidente francês, Emmanuel Macron, para visitar a região amazônica, e reafirmou seu compromisso com o Acordo de Paris, que trata de questões climáticas. Bolsonaro teve um “bate-papo” tanto com o francês Emmanuel Macron como com a chanceler alemã Angela Merkel, dois críticos da política ambiental do Brasil.

Na conversa com Macron, Bolsonaro também sinalizou que o Brasil permanecerá no Acordo do Clima de Paris. A posição do presidente brasileiro reforça o compromisso sobre o tema firmado mais pelos Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

Bolsonaro também se reuniu com o presidente dos EUA, Donald Trump, que elogiou o brasileiro . “Ele é um homem especial, está muito bem, muito amado pelo povo do Brasil”, disse Trump, afirmando que EUA e Brasil “estão mais próximos do que nunca”.

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O acordo de livre comércio entre a UE e o Mercosul, que vinha sendo negociado havia 20 anos, acabou fechado na tarde desta sexta-feira em Bruxelas e foi outro destaque da agenda internacional do presidente nos últimos dias. A França, tradicionalmente protecionista em relação a seu setor agrícola, era o país que mais resistia ao acordo, enquanto Espanha e Alemanha o defendiam com mais veemência. 

Fonte: IG Nacional
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São Paulo tem mais pessoas morando na rua que população de 457 cidades paulistas

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Morador de rua arrow-options
Rovena Rosa / Agência Brasil

Há mais pessoas nas ruas de São Paulo que a população total de 457 cidades do Estado.

Calçadas, ruas e praças são endereços fixos para cerca de 33.700 mil habitantes na capital paulista, segundo o Movimento Estadual de Moradores de Rua do Estado de São Paulo . Em quatro anos, a cidade mais que duplicou o número de pessoas vivendo em condição de pobreza absoluta, com vínculos interrompidos ou fragilizados com a família e sem habitação convencional regular. Os dados do Movimento de Moradores de Rua tomam como base o número de pessoas cadastradas durante o atendimento feito pela organização. A quantidade de indivíduos nessas condições é superior à população total de 457 cidades do Estado.

O último censo, de 2015, contabilizou 15.905 mil pessoas vivendo nessas condições. A expectativa é que o próximo levantamento da Prefeitura seja liberado por volta de julho de 2020 pela Qualitest, empresa que venceu o processo de licitação. 

Na cartografia da ‘ cidade ’ que dorme e amanhece sob o chão das ruas paulistanas , os migrantes representam 71% do total. A maior parte vem do interior e os demais de outros estados do Brasil, com maior concentração vinda do próprio Sudeste. Para o presidente do  Movimento Estadual de Moradores de Rua do Estado de São Paulo Robson Mendonça, falta oportunidade para que as pessoas em situação de rua mudem de vida.

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“Já fui morador de rua e sei como as coisas funcionam. Na maioria das vezes, essas pessoas só precisam de alguém que pergunte qual a necessidade delas para sair das ruas. Me perguntaram isso há alguns anos e eu disse que precisava de R$ 250,00 para me organizar na vida. Dali para frente, aluguei um espaço para mim, consegui trabalho e vivo para ajudar quem está onde eu estive”, explica.

Robson atua diariamente para melhorar o acesso aos equipamentos públicos para pessoas que estão em situação vulnerável. A sede do movimento, localizada no Centro Histórico de São Paulo, é lar para 12 pessoas, inclusive para Robson. São jovens ex-moradores de rua, alguns ex-usuários de drogas e dissidentes das cadeias públicas.

O espaço é separado em um grande vão que serve ao mesmo tempo como sala, escritório e depósito das doações que a organização recebe. São caixas e sacolas com roupas e calçados que se amontoam em um canto próximo à única fonte de luz natural. No mesmo andar, uma cozinha com eletrodomésticos que garantem o preparo das refeições. As atividades de limpeza, preparo dos alimentos e organização dos espaços são divididos entre todos. No segundo piso ficam os dormitórios e os pertences pessoais dos moradores. A ideia é garantir um espaço provisório para que as pessoas consigam ter suporte para sair das ruas .

“Um endereço fixo ajuda muito na hora de arrumar um emprego . Já perdi oportunidades mesmo preparado para a vaga, mas viram que eu não tinha uma moradia. Isso é muito desmotivador para quem quer sair da rua. Faz parecer que não tem jeito”, explica Anderson Puccetti, de 31 anos, vice-presidente do Movimento e que vive com a noiva e também ex-moradora de rua , Carla Francisca, de 23 anos, na sede da organização.

Suporte não acompanha evolução da vulnerabilidade

Os números de atendimentos efetuados pela Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) contrastam com os dados do Movimento. De janeiro a setembro de 2019, foram atendidas 84.973 mil pessoas. Já em 2015, 56.100 mil indivíduos foram atendidos. A explicação está relacionada a ações com pessoas que estão apenas momentaneamente na rua quando são atendidas. “Muitas voltam para suas casas no fim do dia ou do mês”, informa a SMADS. 

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Os equipamentos públicos voltados para o atendimento da população em situação de rua da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) incluem 139 serviços, com 21 mil vagas, sendo 17 mil de acolhimento. Entre os atendimentos disponíveis estão os Centros de Acolhida, Centros Temporários de Acolhimento (CTAs), Unidades de Atendimento Diário Emergencial (ATENDEs), Núcleos de Convivência e as Repúblicas. 

Sobrevivência nas ruas

Para garantir a cidadania de quem vive nas ruas, os centros oferecem serviços de alimentação completa (café da manhã, almoço e jantar), encaminhamentos para conferência de documentos pessoais, orientação em problemas judiciais, capacitação profissional, rede de estímulo à geração de renda, segundo a SMADS.

Morador de Rua arrow-options
José Cruz / Agência Brasil

A quantidade de indivíduos nessas condições é superior à população total de 457 cidades do Estado.

“Atualmente, há um edital para uma nova proposta de capacitação, que será o Programa Acessuas Trabalho. O projeto tem capacidade para atender 150 beneficiários por mês e abrange todos os territórios do município. Será realizado em parceria com a OSC que vencer a proposta do edital”, disse a Secretaria por meio de nota.

Em 2008, um estudo aprofundado sobre a população em situação de rua realizado pelo extinto Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome trouxe informações inéditas sobre o cotidiano do morador de rua . O acesso a alimentação e a serviços era alcançado por 79,6% dessas pessoas, que conseguiam fazer ao menos uma refeição ao dia. Já 27,4% conseguiam comprar a comida com o próprio dinheiro. 

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A higiene pessoal de quem vive nas ruas também foi analisada pela pesquisa. Cerca de 31,4% dos moradores de rua usavam albergues e abrigos para tomar banho, enquanto 32,6% usavam as próprias ruas para fazer a higiene pessoal. Uma parcela reduzida conseguia usar a casa de parentes e amigos, representando  5,2%, enquanto 14,2% conseguiam utilizar os banheiros públicos. 

A maior parte das pessoas em condição de rua dormiam nas calçadas e praças da cidade, representando 69,6%. A minoria alternava entre albergue e a rua, sendo 8,3%. A liberdade proporcionada a dormir na rua era apontada como um dos fatores decisivos para escolher a rua ao invés de abrigos

Fonte: IG Nacional
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Vereador chama colega de “judeu filho da p***” na Câmara de São Paulo; assista

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Amadeu e Annenberg arrow-options
Divulgação

O vereador do DEM Adilson Amadeu, direita, fez uma ofensa antissemita a Daniel Annenberg (PSDB), esquerda

Durante sessão desta quarta (11) na Câmara de São Paulo, o vereador Adilson Amadeu (DEM) chamou o também parlamentar Daniel Annenberg (PSDB) de “j udeu filho da puta “. A ofensa foi realizada após o tucano ter votado contra um projeto de Amadeu. Os dois brigaram e precisaram ser afastados, fazendo a sessão ser suspensa logo em seguida.

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“Eram 23h30 e estávamos votando o projeto dele. Votei não. E aí ele começou a me agredir. Primeiro em palavras, depois chegou a quase me agredir fisicamente”, relatou Annenberg à revista Veja . O tucano já foi presidente da Câmara de São Paulo entre 2011 e 2016. Ele afirma que irá tomar medidas legais contra Amadeu.

“Em uma sessão tensa que já durava quase 8 horas, no calor da discussão, eu realmente me excedi”, afirmou em nota Amadeu. “Caso alguém tenha se sentido ofendido e ainda que não tenha sido uma fala generalizada, quero pedir minhas sinceras desculpas à comunidade judaica. Em nenhum momento houve um ataque à cultura ou tradição judaicas, a quem sempre fiz questão de respeitar.”

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A Federação Israelita do Estado de São Paulo (FISESP) repudiou a fala de Amadeu e disse em nota que “mesmo no calor das discussões parlamentares, não há espaço para o aprofundamento de preconceitos, discriminações e divisões em nossa sociedade”.

A entidade, que representa a comunidade judaica afirma estar tomando medida legais para que o vereador do DEM responda criminalmente. “O parlamento paulistano não pode se tornar uma terra sem lei”, afirmam.

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Assista à fala do vereador: 

Fonte: IG Nacional
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