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Economia

Bolsonaro busca vincular Coaf ao BC para tirar órgão do ‘jogo político’

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Bolsonaro e Moro arrow-options
Valter Campanato/Agência Brasil

Bolsonaro confirmou que busca vincular o Coaf ao BC para tirar órgão do ‘jogo político’

O presidente Jair Bolsonaro confirmou nesta sexta-feira (9) que pretende vincular o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) ao Banco Central (BC). O objetivo, segundo ele, é “tirar o Coaf jogo político”.

O órgão é hoje subordinado ao Ministério da Economia, de  Paulo Guedes , mas no início do governo estava sob o guarda-chuva do Ministério da Justiça e da Segurança Pública, comandado por Sergio Moro.

Leia também: Governo Bolsonaro é principal adversário da nova Previdência no Senado

“Nós, foi decisão nossa, na MP [Medida Provisória], ir para a Justiça. O Congresso mudou. É natural, em indo para a Economia, ter alguma mudança. Agora, o que nós pretendemos é tirar o Coaf do jogo político. Pretendemos, pretendemos. Vincular ao Banco Central. Aí acaba… Tudo o que tem política, mesmo bem intencionado, sempre sofre pressões de um lado ou do outro. A gente quer evitar isso aí”, declarou o presidente.

Na quarta-feira, Guedes reconheceu publicamente que há uma “crise institucional” relacionada ao Coaf  e falou em encontrar uma “solução institucional” para o problema, sem apresentar detalhes.

Na quinta-feira, a reportagem do GLOBO apurou que Guedes já externou a interlocutores a intenção de aproveitar o imbróglio para garantir a aprovação da autonomia do BC no Congresso e transferir o Coaf para o escopo da instituição financeira. O objetivo seria transformar o Coaf, hoje alvo de intensas pressões do meio político, em um “órgão de Estado”.

Em entrevista na saída do Palácio da Alvorada, Bolsonaro disse que a eventual mudança não representa um desgaste nem para ele ou Moro, que estava ao seu lado. 

“O Coaf, caso vá para o Banco Central, vai fazer o seu trabalho sem qualquer suspeição de favorecimento político”, disse. Questionado se o atual presidente do conselho, Roberto Leonel, escolhido por Moro, seguirá no cargo em eventual transferência para o BC, Bolsonaro disse que essa decisão caberia ao presidente da instituição, o ministro Roberto Campos Neto .

Novo nome

O ministro Paulo Guedes tem sido pressionado a demitir Leonel, que incomodou o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF) depois de criticar a decisão do presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, que impediu o uso de informações do Coaf em investigações sem prévia autorização judicial.

 Depois de se reunir com o presidente do conselho, na quarta, Guedes ressaltou que o Coaf é um órgão de monitoramento e controle, não de investigação.

“Agora, o que parece que ele pretende é ter um quadro efetivo do Coaf, que mudaria de nome inclusive”, anunciou Bolsonaro, que disse não saber qual será a nova nomenclatura: “Eu nem casei contigo ainda, você quer arranjar o nome do nosso filho. Dá um tempo aí”, respondeu, ao ser indagado por uma jornalista.

Leia também: Guedes é pressionado pelo Planalto a tirar aliado de Moro do comando do Coaf

Segundo o presidente, ele hoje poderia pedir para que Moro trocasse a presidência do Coaf (mesmo o órgão estando sob a responsabilidade de Guedes), mas prefere evitar o desgaste.

“A gente chega a um entendimento e tira. A gente quer evitar isso aí. Quanto menos o Estado, a política inteferir no destino do Brasil, eu entendo que seja melhor”, concluiu Bolsonaro .

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Economia

Mães menores de idade podem pedir auxílio emergencial a partir de hoje

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A partir de hoje (30), as mães com menos de 18 anos podem pedir o auxílio emergencial de R$ 600 (R$ 1,2 mil para mães solteiras). A novidade está disponível na 16ª versão do aplicativo Caixa Auxílio Emergencial, que está sendo liberada hoje pela Caixa Econômica Federal.

Incluída pelo Congresso durante a tramitação da medida provisória que instituiu o benefício, a extensão do auxílio emergencial para mães menores de idade havia sido sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro no último dia 15. O cadastro no auxílio emergencial pode ser pedido até 3 de junho.

A vice-presidente de Tecnologia da Caixa, Tatiana Thomé, explicou como funcionará a novidade em entrevista coletiva hoje à tarde. A mãe menor de idade precisa cadastrar pelo menos dois membros da família (ela própria mais um filho, no mínimo). Caso a adolescente pertença a uma família maior, com algum membro que tenha se cadastrado no auxílio emergencial, precisará fazer o cadastro compatível com o do outro membro da família.

Mães grávidas não poderão fazer o cadastro porque o aplicativo pedirá o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) do filho. O processo se dará de forma igual ao dos demais cadastramentos. Ao entrar no aplicativo, a mãe digitará nome completo, número do CPF, nome da mãe e data de nascimento, conforme constam nos cadastros da Receita Federal. O aplicativo oferece a opção “mãe desconhecida”, caso a requerente não conheça a mãe.

Finalizado o cadastro, os dados serão enviados à Dataprev, empresa estatal de tecnologia, que comparará as informações prestadas com as 17 bases de dados disponíveis para ver se o requerente cumpre as condições da lei para receber o auxílio emergencial. A usuária poderá acompanhar, no próprio aplicativo, se o benefício foi aprovado, negado ou se o cadastro foi considerado inconclusivo (quando as informações prestadas não conferem com os bancos de dados do governo).

Edição: Denise Griesinger

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Economia

Caixa explica divergência de números da Dataprev sobre auxílio

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Reprodução Youtube Caixa Econômica Federal

Caixa contabiliza cadastros por CPF e a Dataprev, pelo número de envios de dados; Confira os principais erros que causam ‘dados inconclusivos’

Em coletiva de imprensa neste sábado (30), a vice-presidente do governo da Caixa Econômica Federal, Tatiana Thomé, respondeu ao iG sobre a divergência nos números relativos aos cadastros do auxílio emergencial. Isso porque na quinta-feira (28), a Dataprev – empresa responsável pelas análises – divulgou  dados diferentes dos da Caixa.

A Dataprev afirmou que 112,5 milhões requerimentos sendo que 16,4 milhões ainda aguardavam resultado da análise do pedido do auxílio emergencial, com 59,3 milhões foram aprovados e 36,9 milhões foram considerados inelegíveis.

Já a Caixa  declarou que o total de pedidos foi de 106,5 milhões e que há 10,4 milhões aguardando a análise, com 59,9 milhões considerados elegíveis e 42,2 milhões foram negados.

Segundo Thomé, a explicação é que a a Caixa faz essa conta por CPF, enquanto a Dataprev contalibiza por número de cadastros.

“Esses números não vão mesmo coincidir, ainda mais daqui para frente. Porque a maneira de calcular é diferente: a Dataprev calcula por processamento, por análise. A Caixa calcula por CPF inscrito. E há possibilidade do cidadão fazer um novo cadastro corrigindo informações, quando tem, por exemplo, a questão da divergência entre cadastros ou da falta de informação, além da possibilidade de constestação”, afirmou a vice-presidente.

Os cidadãos que tiverem o auxílio negado podem fazer uma  contestação à negativa ou refazer o cadastramento no aplicativo ou site Caixa Auxílio Emergencial.

Leia ainda:  Auxílio virou empréstimo? Saiba quem precisará devolver em 2021

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