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Bolsonaro ataca Moraes e diz que prisão de Zé Trovão é uma ‘violência’

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Bolsonaro ataca Moraes e diz que prisão de Zé Trovão é uma 'violência'
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Bolsonaro ataca Moraes e diz que prisão de Zé Trovão é uma ‘violência’

presidente Jair Bolsonaro rompeu sua trégua com o Supremo Tribunal Federal nesta quarta-feira. Em entrevista ao jornal “Gazeta do Povo”, Bolsonaro voltou a atacar o ministro Alexandre de Moraes, celebrar os atos do dia 7 de setembro e classificou de “abuso” a abertura de um inquérito contra ele.

Durante a entrevista, Bolsonaro comentou as prisões do jornalista Oswaldo Eustáquio, do ex-deputado federal Roberto Jefferson e do  caminhoneiro Zé Trovão. O presidente chamou as decisões de “violência praticada por um ministro do Supremo”, em referência a Alexandre de Moraes.

“Lamento a prisão do jornalista, do Zé Trovão, do Roberto (Jefferson), isso é uma violência praticada por um ministro do Supremo que agora abriu mais um inquérito em função de uma live que eu fiz há poucos meses. É um abuso”, disse Bolsonaro.

Nesta quarta-feira, a maioria dos ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal votou para manter a prisão do caminhoneiro e youtuber Marcos Antônio Pereira Gomes, conhecido como Zé Trovão. Até agora, três dos cinco magistrados se manifestaram contra o pedido da defesa: o relator, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Cármen Lúcia, a última a votar, formando a maioria.

O presidente, logo depois, afirmou que Moraes estaria “no quintal de casa”. Sem explicar a metáfora, Bolsonaro questionou que não estava desafiando o ministro, mas questionou se ele teria “coragem de entrar”.

“É o que eu disse: ele está no quintal de casa. Será que ele vai entrar? Será que ele vai ter coragem de entrar? Não é um desafio para ele. Quem tá avançando é ele, não sou eu. Agora, isso interessa a todo mundo no Brasil”.

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Na última sexta-feira, o ministro Alexandre de Moraes determinou a abertura de um inquérito para investigar a declaração que o presidente deu em uma transmissão realizada nas suas redes sociais. Na ocasião, o presidente apontou uma ligação entre a vacinação contra a Covid-19 e o desenvolvimento da Aids, o que não é verdade.

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O presidente voltou a falar que nunca pensou em sair das “quatro linhas da constituição”, mas disse que outras autoridades estariam caminhando nessa direção. Segundo ele, essas pessoas não teriam o “beneplácito da lei”.

“É inadmissível desmonetização por parte de um ministro do TSE, é inadmissível o que acontece por parte de um ministro do STF, isso é inadmissível. Nós estamos cada vez mais nos preparando para buscar o ponto de inflexão nisso, que ainda não chegou. Eu espero que essas pessoas não avancem mais, leiam a Constituição, entendam realmente qual é o sentimento da população, em especial daquele último movimento de 7 de setembro. Foram as ruas pedindo o quê? Liberdade”, afirmou.

No dia 7 de setembro, durante manifestações em São Paulo e em Brasília, o presidente fez declarações de teor golpista, ameaçando que não iria mais obedecer decisões tomadas pelo ministro Alexandre de Moraes.

Entretanto, dois dias depois, pressionado, recuou e publicou uma carta ao povo brasileiro. No documento, disse que as declarações foram dadas no calor do momento. Nesta quarta-feira, durante a entrevista, Bolsonaro comentou pela primeira vez sobre os pedidos de manifestantes para que tomassem uma medida de caráter autoritário.

“Quais as consequencias de uma medida que eles queriam que eu tomasse? Ficaria dois, três dias no braço do povo. E depois? Os problemas externos, os problemas internos. O aparelhamento da esquerda no Brasil. Eu até disse para alguns: o que aconteceu em 1967, quando explodiu a luta armada no Brasil, poderia ser quase nada do que poderia acontecer. Há uma luta de poder enorme no Brasil. A esquerda torcia para que eu saísse das quatro linhas. Eu tenho que ter juízo”, disse.

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IBGE confirma início do Censo em 1ª de agosto

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Aparelho onde as informações do Censo serão registradas
Arquivo / Agência Brasil

Aparelho onde as informações do Censo serão registradas

Quase dois anos após a data inicialmente prevista, o Censo Demográfico 2022 já tem data para começar: 1º de agosto. Antes marcada para 2020, exatamente dez anos após a última coleta de dados, em 2010, a pesquisa teve que ser adiada em razão da pandemia de covid-19.

A data foi confirmada pelo IBGE hoje (25), um dia depois da sanção do Orçamento da União, que prevê R$ 2,2 milhões para o Censo.

Inicialmente, os técnicos esperavam que os recenseadores começassem as visitas ainda em junho, mas o cronograma foi ajustado para a troca da banca responsável pelo concurso que vai contratar os profissionais.

Entre agosto e outubro, espera-se que eles visitem mais de 70 milhões de domicílios em todo o país. Como medida de segurança, o IBGE afirmou que seguirá protocolos sanitários de saúde contra a covid-19 como o uso de máscaras, higienização das mãos e distanciamento social durante as visitas.

Além da entrevista presencial, a população poderá participar do Censo pela internet ou por telefone. Uma Central de Apoio à Coleta está à disposição dos cidadãos para esclarecer dúvidas de acesso e fornecer o suporte necessário.

Vale lembrar que todos os recenseadores do IBGE estarão uniformizados com bonés e coletes azuis com a logomarca do órgão. No colete, o funcionário apresentará também um crachá com identidade e matrícula do entrevistador. As informações serão registradas em aparelho semelhante a um smartphone, na cor azul. Para confirmar a identidade dos entrevistadores, basta acessar respondendo.ibge.gov.br ou ligar para 0800 721 8181.

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José Eduardo Cardozo: O Professor de Deus

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O ex-ministro da Justiça e ex-AGU José Eduardo Cardozo
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil – 15.03.2016

O ex-ministro da Justiça e ex-AGU José Eduardo Cardozo

Apesar dos avanços da psicologia cognitiva, ainda hoje os nossos concursos públicos ignoram a possibilidade de se avaliar a inteligência emocional dos que desejam ocupar cargos públicos. A aprovação em provas de conhecimentos é tida como critério meritocrático suficiente para a escolha dos mais aptos a exercerem funções públicas, independentemente de saberem lidar ou não com as suas emoções.

Tenho hoje a convicção de que se os concursos públicos para a magistratura avaliassem o nível de inteligência emocional dos seus candidatos, Sergio Moro nunca teria sido juiz. Algo, porém, me tranquiliza. Mandatos eletivos não são outorgados por concursos de provas ou de provas e títulos, nem pela avaliação que os candidatos fazem de si próprios. As urnas eleitorais – embora possam ocorrer equívocos – costumam ser mais eficientes nessas avaliações. Soberbos, arrogantes e ególatras, a menos que sejam bons atores, raramente conseguem ter empatia com os eleitores.

Por isso, vendo as manifestações recentes em que assume publicamente a sua ambição política, avalio que o ex-juiz dificilmente vencerá a próxima eleição presidencial. Moro largou a toga, mas não perdeu a arrogância. E sequer revela talento para escondê-la.

Em um artigo recente, Moro resolveu ensinar jornalistas a entrevistarem o ex-Presidente Lula. Como aquele que tudo sabe, afirmou que esses profissionais estariam sendo “bem generosos” com o seu oponente e que seriam despreparados por não fazerem a “lição de casa” de estudar para as suas entrevistas. Como se fosse um professor de jornalismo, sugeriu perguntas a serem feitas pelos profissionais da imprensa para aquele que prendeu e afastou da eleição presidencial, abrindo o caminho para a vitória de Jair Bolsonaro. Também não economizou autoelogios, sugerindo que – pasme-se – teria sido um exemplo de “bom juiz”. Mas e quanto às suas decisões anuladas pela nossa Suprema Corte? Erradas, claro. Magistrados que desfazem as suas decisões incorrem, para ele, em crime de “lesa-divindade”. Aliás, aqueles que criticam a “Lava-Jato” pelos abusos cometidos seriam sempre defensores de “bandidos”.

No Brasil, o país das vassourinhas que varrem bandalheiras e dos caçadores de Marajás, super-heróis autoritários que combatem a corrupção, atingindo adversários e poupando aliados, não são novidades. O “novo” em Moro está no fato dele ter agido assim vestindo uma toga. E hoje, com a mesma arrogância e desfaçatez de quando dizia que era um juiz imparcial e não tinha um projeto político, ao mesmo tempo em que violava garantias constitucionais, decretava prisões cautelares abusivas para obter delações premiadas e condenava réus sem provas, quer ensinar jornalistas a fazerem perguntas que já foram respondidas e provadas nos autos do processo judicial em que suas condenações foram anuladas.

Não quero ensinar a nenhum jornalista a sua profissão. Mas como cidadão gostaria de ouvir de Sérgio Moro, sem tergiversações, respostas que, até hoje, não encontro em nenhum processo judicial. Pergunto então a ele:

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1)  as mensagens divulgadas pelo the Intercept Brasil são falsas ou verdadeiras?

2)  se foi um bom e imparcial juiz por que divulgou, ilicitamente e de modo descontextualizado, um diálogo mantido entre a ex-Presidenta Dilma e o ex-Presidente Lula, indevidamente interceptado? Se não errou ao assim decidir por que então pediu publicamente “desculpas” ao STF?

3) uma das dez medidas contra a corrupção propostas pelos membros da Lava-Jato defendia a possibilidade de utilização de provas ilícitas para condenações sancionatórias. Considerando que se essas medidas tivessem sido aprovadas, as mensagens ilicitamente obtidas por um hacker poderiam ser utilizadas para condená-lo, ainda afirmaria que os garantistas que defenderam a não aprovação dessa medida estavam apenas defendendo “bandidos”?

4) a que título e de que forma desempenhou atividades na Consultoria Alvarez & Marsal? Que valores percebeu, inclusive em decorrência da rescisão contratual? Por que não os apresenta ao TCU já que sempre disse que o melhor desinfetante é a “luz do sol”? Como justifica não existir conflito ético pelo fato de ter prestado serviços para uma empresa que percebeu elevados pagamentos de companhias investigadas pela Lava-Jato?

JOSÉ EDUARDO MARTINS CARDOZO  é advogado e professor de Direito da PUC/SP e do UniCEUB/DF. Ex-Ministro da Justiça e Ex-Advogado Geral da União.

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