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Economia

Bolsa rumo aos 100 mil pontos: é hora de comprar ações?

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Olá, gravateiros e gravateiras. A economia brasileira segue morna, mas a Bolsa de Valores de São Paulo voltou a subir. A barreira simbólica dos 100 mil pontos pode ser novamente rompida nos próximos pregões. Nesta terça-feira (18/6), o índice Bovespa fechou em 99.392 pontos. Faz sentido esse movimento financeiro de alta enquanto o mundo real está quase paralisado?

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Pode fazer sentido se considerarmos que os investidores em renda variável (no caso, ações) olham para o futuro e não ficam se preocupando com o presente. O futuro indica que o Banco Central vai reduzir os juros, algo que eu venho defendendo há meses. A queda na taxa básica (Selic) diminui a rentabilidade dos títulos pós-fixados, aumentando a atratividade das ações. Isso favorece a marca dos 100 mil pontos .

Além disso, o futuro da economia brasileira pode ser promissor se o Congresso Nacional aprovar uma boa Reforma da Previdência. No mercado, a avaliação quase consensual é a de que uma boa reforma significa uma economia de, no mínimo, R$ 800 bilhões ao longo de dez anos.

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Como o relatório apresentado recentemente prevê uma economia superior a R$ 900 bilhões, os investidores estão otimistas. Mas atenção: o Congresso Nacional pode desidratar ainda mais a proposta, que previa inicialmente uma economia de R$ 1,2 trilhão no mesmo período.

Há, portanto, vários riscos políticos e econômicos pela frente que podem inviabilizar um patamar sustentável acima de 100 pontos na Bolsa, nos próximos meses. O Banco Central pode teimosamente decidir não reduzir os juros, e o Congresso Nacional pode ter uma atitude populista e desfigurar ainda mais a reforma das aposentadorias apresentada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

Além disso, eu acrescentaria outras ameaças à alta das ações. O presidente Jair Bolsonaro pode provocar novos ruídos na economia, a exemplo da demissão do presidente do BNDES, Joaquim Levy. Já o cenário internacional tende a ser menos favorável em termos de crescimento econômico, o que pode esfriar os preços de algumas commodities.

Diante das incertezas, eu continuo recomendando cautela aos pequenos investidores. Sugiro alocar em Bolsa entre 10% e 30%, no máximo, do seu dinheiro disponível para investimentos.

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Tendo em mente esse percentual, fica mais fácil responder à pergunta feita no título deste artigo. É hora de comprar ações com a Bolsa perto dos 100 mil pontos ? Se a sua fatia em renda variável é pequena, há espaço para comprar papeis. Se você já está no limite de 30%, não é hora de exagerar. Assista a seguir a um vídeo que fala sobre uma dica infalível antes de investir.


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Economia

Formados no ensino superior perceberam melhora para conseguir emprego

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Um levantamento feito pela Semesp, entidade que representa mantenedoras de ensino superior do Brasil, mostrou que para 82,2% dos egressos das universidades houve melhora para encontrar uma colocação após a conclusão do ensino superior, enquanto 17,8% disseram que nada mudou. Entre os que disseram ter havido melhora, 75,6% eram de cursos presenciais e 24,4% do Ensino a Distância (EAD).

Segundo a 3ª Pesquisa de Empregabilidade, 64,4% dos egressos que ainda não conseguiram o primeiro emprego se formaram entre 2019 e 2021, período da pandemia de covid-19.

O levantamento foi feito em parceria com a Symplicity entre os dias 02 de agosto a 12 de outubro de 2021, com a participação facultativa de 3.086 egressos do ensino superior, que responderam o questionário por e-mail, mídias sociais e disponibilização na plataforma Symplic.

A pesquisa mostra que entre os que já estavam formados há até três anos, 27,7% conseguiram o primeiro emprego ou um novo emprego. Entre aqueles formados há mais de três anos esse percentual foi de 38,9%. A pesquisa mostra ainda que para 17% dos formados em até três anos o salário melhorou e 15,7% ingressaram em um curso de pós-graduação. Entre os formados há mais de três anos esses percentuais são de 29,2% e 27,3% respectivamente.

Segundo os dados, 49,6% daqueles que se formaram na rede privada trabalham na sua área de formação e da rede pública são 50,1%. Já 13,9% dos alunos da rede privada trabalham fora de sua área por falta de oportunidade e outros 12,4% por opção. No caso da rede pública esses percentuais são de 12,4% e 14,1%. Entre os alunos da rede privada, 39,1% disseram estar desempregados há mais de um ano e 30,9% há até um ano. Os da rede pública são 32,2% há mais de um ano e 28,9% há até um ano.

Entre os cursos com maior percentual de pessoas que trabalham na área de atuação estão medicina (100%), engenharia de computação (92,6%), ciência da computação (90,5%), farmácia (79,3%), odontologia (78,9%) fisioterapia (64,4%), arquitetura e urbanismo (63,5%), psicologia (61,1%), publicidade e propaganda (60,5%) e contabilidade (60,5%).

Já os cursos com maior percentual de respondentes que trabalham em área diferente da de formação por falta de oportunidade são o de relações internacionais (34,6%), engenharia ambiental (27,8%), engenharia de produção (27,6%), engenharia química e gestão financeira (ambos com 26,5%), matemática e engenharia mecânica (ambos com 26,1%), gestão de pessoas (25,4%), serviço social (23,1%) e economia (22,2%).

O levantamento da Semesp mostrou também que o percentual de empregados com carteira assinada passou de 58% na segunda edição para 63,8% na terceira. O percentual de autônomos e comissionados passou de 8,8% para 10,5% e o de funcionários públicos de 16,2% para 10,2%.

Foram questionadas ainda quais as dificuldades para entrar no mercado de trabalho e a maioria respondeu que a falta de experiência é um dos principais fatores, já que o mercado é muito exigente ao contratar um recém-formado, porque a maioria das vagas pedem alguma experiência profissional na área ao mesmo tempo que oferecem baixa remuneração. Foi citado ainda a falta de oportunidade, com a alta concorrência e o baixo número de vagas oferecidas, além de as habilidades exigidas e a falta de conhecimento nessas habilidades ter dificultado a obtenção da vaga.

Edição: Maria Claudia

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Economia

Estado dará desconto no IPVA para participantes do Programa Nota MT; veja regras para ter o benefício

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Benefício é limitado a um veículo e será gerado a partir de pontuação

Os consumidores cadastrados no Programa Nota MT terão mais uma modalidade de premiação a partir de 2022, um desconto no Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). De acordo com a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) será concedido um crédito para desconto de até R$ 100,00 no valor do IPVA.

A Lei nº 11.586 que traz a novidade foi sancionada pelo governador Mauro Mendes e publicada na edição extra do Diário Oficial do dia 26 de novembro (sexta-feira).

Além de fornecer o desconto, o objetivo da medida é fomentar o hábito do consumidor em solicitar a nota fiscal durante suas compras. Ao exercer essa função social de exigir o documento, o cidadão contribui para a redução da sonegação fiscal e para o aumento da arrecadação, sem que haja um aumento de impostos.

Para ter direito ao abatimento, o cidadão deve estar cadastrado no Nota MT, ser o proprietário do veículo e solicitar o CPF nos documentos fiscais ao realizar qualquer compra dentro do território mato-grossense. O CPF pode ser incluído tanto nas notas fiscais, quanto nos bilhetes de passagem eletrônicos – utilizados no transporte intermunicipal, interestadual ou internacional de passageiros.

O benefício é limitado a um veículo para cada participante cadastrado no programa e deverá ser solicitado pelo site ou aplicativo do Nota MT. É importante ressaltar que nos casos em que a pessoa for proprietária de mais de um veículo, ela precisa escolher qual o automóvel que receberá o crédito no IPVA.

Em relação ao valor do desconto, esse será calculado por pontuação, a partir dos valores dos documentos fiscais emitidos com o CPF do consumidor, acumulados em determinados períodos. Os critérios, prazos, procedimentos para a nova modalidade de premiação do Nota MT serão definidos por meio de decreto, a ser publicado pela Sefaz.

A Secretaria de Fazenda ressalta que a funcionalidade ainda não está disponível no site e aplicativo do Programa Nota MT, o sistema está sendo parametrizado. A previsão é que a nova modalidade comece a funcionar após a publicação da regulamentação da Lei nº 11.586.

 

 

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