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Internacional

Bolívia pode revogar decreto que exime militares de responsabilidade

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O governo interino da Bolívia está disposto a revogar o decreto 4078, assinado na semana passada, que isenta as Forças Armadas de responsabilidade penal. Em troca, o governo exige avanços no diálogo com os setores mobilizados e o desbloqueio de estradas.

O decreto 4078, que foi assinado sem o apoio da maioria do parlamento, define que “o pessoal das Forças Armadas que participa das operações de restauração da ordem interna e da estabilidade pública ficará isento de responsabilidade criminal quando, em cumprimento de suas funções constitucionais, atuar em defesa legítima ou estado de necessidade, em conformidade com os princípios de legalidade, necessidade absoluta e proporcionalidade”.

Hoje (21), o ministro da Presidência, Jerjes Justiniano, afirmou que o pedido de revogação do decreto foi feito por setores mobilizados e que, em contrapartida, ele solicitou que desbloqueiem a planta da empresa pública de gás YPFB. O cerco a essa planta impede a normal distribuição de gás e petróleo e atinge, principalmente, as cidades de El Alto e La Paz.

Revogação

“Podemos revogar, não se trata de uma conversa de surdos. Revogamos, damos um passo. E vocês que passo vão dar para continuar o diálogo?”, questionou o ministro. Nas próximas horas, representantes do governo se reunirão com líderes dos movimentos de oposição para analisar propostas e tentar avançar rumo à pacificação dos conflitos.

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Na terça-feira (19), pelo menos três pessoas morreram em um conflito na região de Senkata, onde está situada a planta da YPFB. Manifestantes dinamitaram os muros da empresa, incendiaram veículos e tentaram invadir a planta. O conflito ocorreu enquanto um forte operativo policial dava proteção a caminhões carregados de gás e petróleo, que saíam do local para abastecer El Alto e La Paz.

Justiniano lamentou as mortes, mas insistiu que nenhum disparo foi feito pelas forças policiais. “O uso da força militar foi absolutamente proporcional”, afirmou.

Edição: Kleber Sampaio

Fonte: EBC Internacional
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Internacional

Homem invade hospital e mata seis pessoas na República Tcheca

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Seis pessoas morreram hoje (10) depois de terem sido alvejadas a tiros numa sala de espera de um hospital da cidade checa de Ostrava por um homem que ainda não foi identificado.

O primeiro-ministro Andrje Babis disse que os disparos foram efetuados por um homem, cuja identidade é ainda desconhecida, na sala de espera do hospital. O atirador disparou sobre pelo menos sete pessoas ao entrar no hospital.

O ministro do Interior, Jan Hamáček, confirmou que o tiroteio ocorreu no hospital universitário de Ostrava e, nas buscas para encontrar o suspeito em fuga, foram mobilizadas várias unidades especiais da polícia e um helicóptero. A operação de caça ao criminoso se estende por toda a República Tcheca.

Todos os acessos ao hospital, situado no campus da Universidade de Ostrava, estão fechados.

Em declarações à televisão checa CT24, um diretor do hospital afirmou que “o plano de emergência foi ativado. As instalações do nosso hospital estão fechadas e a polícia está no local desde o início do incidente”.

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Fonte: EBC Internacional
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Internacional

Incêndios florestais atingem a Austrália e elevam poluição urbana

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A região leste da Austrália e principalmente a cidade de  Sydney, estão hoje cobertas hoje (10) por uma nuvem de fumaça tóxico causada por incêndios florestais, alimentados por um clima “extremo”, segundo disseram as autoridades locais.

Em Sydney, a cidade mais populosa do país, os gases provocaram os disparos de detectores de incêndio, levando os bombeiros a ir a diversos prédios.

Pedestrians are seen wearing masks as smoke haze from bushfires in New South Wales blankets the CBD in Sydney, Australia, December 10, 2019. AAP Image/Steven Saphore/via REUTERS    ATTENTION EDITORS - THIS IMAGE WAS PROVIDED BY A THIRD PARTY. NO

Pedestres usam máscaras para reduzir efeitos da poluição em Sydney, Austrália   Reuters/Steven Saphore/Direitos Reservados

Uma regata foi interrompida pelos organizadores por conta das condições descritas como “muito perigosas”.

“A fumaça causada pelos incêndios é tão forte no porto que não se consegue ver nada, por isso é muito perigoso”, disse o porta-voz de Sydney Solas, Di Pearson.

Algumas ligações marítimas foram canceladas e, nas escolas, as crianças ficaram confinadas ao interior dos edifícios durante os intervalos.

O Departamento de Meteorologia australiano informou que a qualidade do ar em Sydney atingiu hoje um nível perigoso, em razão da densa camada de fumaça proveniente dos incêndios florestais.

“Os ventos fracos e a fumaça abundante diminuíram os níveis de visibilidade em Sydney e arredores e a qualidade do ar é agora considerada perigosa” para a saúde, disseram as autoridades australianas.

Além de Sydney, outras cidades como Camberra excederam os níveis de poluição, geralmente registrados em outras cidades asiáticas que acusam frequentemente níveis elevados de poluição, de acordo com o Índice Mundial de Qualidade do Ar.

No estado de New South Wales, cuja capital é Sydney, as autoridades registraram hoje 80 incêndios ativos, dos quais 35 estão sem controle.

Desde 1º de julho passado, os incêndios causaram seis mortos, destruíram centenas de casas e 13 mil quilômetros quadrados de terra em toda a Austrália.

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Fonte: EBC Internacional
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