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Internacional

Benefícios de vacina da AstraZeneca superam riscos, diz OMS

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Uma comissão de análise de segurança de vacinas da Organização Mundial da Saúde (OMS) disse nesta quarta-feira que os benefícios da vacina contra covid-19 da AstraZeneca superam os riscos e recomenda que a imunização continue.

A OMS listou o imunizante da AstraZeneca e da Universidade de Oxford para uso emergencial no mês passado, ampliando o acesso à vacina, relativamente barata no mundo em desenvolvimento.

Mais de uma dúzia de países europeus suspenderam o uso da vacina nesta semana devido a preocupações sobre sua segurança.

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) informou que está investigando relatos de 30 casos de problemas sanguíneos incomuns entre 5 milhões de pessoas que receberam a vacina da AstraZeneca. No total, 45 milhões de vacinas contra covid-19 já foram distribuídas na região.

A EMA divulgará suas conclusões nesta quinta-feira (18), mas a diretora da agência, Emer Cooke, disse não ver motivo para mudar sua recomendação sobre a AstraZeneca – uma das quatro vacinas que aprovou.

O Comitê Global de Aconselhamento sobre Segurança de Vacinas da OMS está analisando cuidadosamente os dados de segurança disponíveis mais recentes da vacina da AstraZeneca. “Assim que a análise estiver concluída, a OMS comunicará as conclusões ao público imediatamente”, disse a entidade, em comunicado um dia após seus especialistas realizarem uma reunião a portas fechadas.

“A essa altura, a OMS considera que os benefícios da vacina da AstraZeneca superam seus riscos e recomenda que as vacinações continuem”, acrescentou.

A diretora do Departamento de Imunização, Vacinas e Produtos Biológicos da OMS, Kate O’Brien, informou que o comitê de segurança de vacinas está analisando se efeitos adversos, como coágulos sanguíneos, de fato têm relação com a vacinação.

“Não deveríamos interpretar exageradamente estes números específicos que saem dos testes. Elas são vacinas altamente eficazes, são vacinas que salvam vidas, são vacinas seguras e deveríamos continuar a distribui-las”, disse O’Brien, em entrevista coletiva.

“Então, qualquer um a quem se ofereça uma vacina deveria receber o que quer se se esteja oferecendo pelo programa para que as vacinas que estão sendo oferecidas sejam usadas para seu benefício máximo”, concluiu.

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Internacional

Putin compara vacina Sputnik V com fuzil AK-47: “simples e confiável”

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 Presidente da Rússia Vladimir Putin
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Presidente da Rússia Vladimir Putin

O presidente da Rússia Vladimir Putin usou o fuzil AK-47, produzido na década de 50 na União Soviética, para enaltecer a Sputnik V, vacina que combate a Covid-19.

O líder russo declarou nesta quinta-feira (6) durante reunião entre a cúpula do governo que embora outras nações do ocidente tenham produzido imunizantes, que em sua visão, são inovadores, a vacina criada na Rússia é mais segura.

“Tão simples e confiáveis quanto um fuzil Kalashnikov”, declarou durante o encontro com a vice-primeira-ministra do país, que era transmitida em cadeia nacional de televisão. 

Desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, na capital do país, Moscou , o fundo soberano do país informou que a Sputnik V tem eficácia de 91,6% após aplicação das duas doses.

No dia 26 de abril, o colegiado da Anvisa negou a importação e uso emergencial do imunizante no Brasil. Segundo os técnicos da agência sanitária, foram identificadas falhas no desenvolvimento, na qualidade e na segurança, além da falta de informações destinadas pela fabricante.

Fonte: IG Mundo

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Internacional

Mortes na Colômbia: entenda a revolta popular que deu início à onda de protestos

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Protesto na Colômbia é marcado por forte repressão policial
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Protesto na Colômbia é marcado por forte repressão policial

Incêndios em estações de transporte, bloqueios de estradas, repressão policial, 24 mortos , 89 desaparecidos e pelo menos 350 feridos. Esse é o saldo, até essa quinta-feira (6), da onda de manifestações que acontece na Colômbia há 8 dias . Os atos começaram com a insatisfação popular motivada pelo anúncio de um projeto de reforma tributária enviada pelo presidente Ivan Duque ao Congresso no dia 15 de abril.

A proposta do governo da quarta maior economia da América Latina prevê o aumento da arrecadação do imposto de renda e de impostos sobre serviços básicos e IVA. No dia 28 de abril, sindicatos, movimentos sociais, setores econômicos e a classe média colombiana decidiram sair às ruas, principalmente em Cali, epicentro do embate entre civis e forças de segurança.

No último sábado (1º), Duque ordenou a militarização das cidades “onde há alto risco para a integridade dos cidadãos”. A medida foi rejeitada pela prefeita de Bogotá, Claudia López. O mesmo fez o prefeito de Medellín, Daniel Quintero Calle, afirmando que a cidade “não solicitará assistência militar” e agradeceu ao Exército por acompanhar “as tarefas de proteção da infraestrutura crítica nas periferias e áreas rurais da cidade”.

No dia seguinte (2), sob pressão popular, o presidente chegou a anunciar a retirada do projeto que estava em tramitação no Parlamento, causando a renúncia do ministro da Fazenda, Alberto Carrasquilla. Não foi suficiente. As manifestações, liderada majoritariamente por jovens, seguiram e ganharam novos contornos, ao passo que a repressão policial também se acirrou.

Nos últimos dias, os protestos passaram a reivindicar ações governamentais de combate à pobreza no país. Manifestantes também pedem o fim da brutalidade policial, melhoras em setores como saúde e educação e a renúncia de Duque.

Impulsionada pela pandemia, a pobreza no país alcançou 42,5% da população. A desigualdade cresceu em níveis alarmantes, com a população em extrema pobreza chegando a marca de 2,8 milhões em 2020.

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Brutalidade policial e manifestação de órgãos internacionais

Cenas de brutalidade têm sido veiculada por civis nas redes sociais ao longo destes últimos dias. No Twitter, os termos Colômbia e #SOSColombia chegaram aos trending topics.

Organizações de direitos humanos do país falam em pelo menos 1.181 casos de violência policial entre os dias 18 de abril e 6 de maio, além de 24 mortos, 89 desaparecidos, 350 feridos e 761 detenções “arbitrárias” por parte das forças estatais. O governo de Ivan Duque, porém, reconhece apenas as mortes de um civil e de um policial.

A brutalidade chamou a atenção da comunidade internacional. Na terça-feira (2), Marta Hurtado, porta voz da alta comissária para os Direitos Humanos da ONU , condenou as agências de segurança colombianas de uso excessivo da força.

“Estamos profundamente alarmados com os acontecimentos durante a noite na cidade de Cali, na Colômbia, onde a polícia abriu fogo contra os manifestantes que protestavam contra as reformas tributárias”, disse em entrevista em Genebra.

Até mesmo o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden , manifestou preocupação com a tensão vivida no país, pedindo “máxima moderação às forças públicas para evitar mais perdas de vidas”. Ele acrescentou, ainda, que Washington continua apoiando o governo em “seus esforços para fazer frente à situação atual mediante o diálogo político”.

Em defesa das práticas repressivas, o ministro da Defesa da Colômbia, Diego Molano, disse que grupos armados “criminosos” estão agindo pela violência nos protestos. Segundo ele, as forças de segurança devem ser “implacáveis” para com os manifestantes que cometem atos de vandalismo. 

Pelas redes sociais, Duque afirma que “organizações criminosas se escondem atrás de protestos legítimos”. Nesta quarta-feira (5), quando Bogotá registrou mais um protesto violento, o presidente colombiano afirmou que a capital “sofre o ataque do crime organizado” e pediu “todo o peso da lei para àqueles que persistem na violência”. 

Fonte: IG Mundo

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