conecte-se conosco


Opinião

BENEDITO FIGUEIREDO JUNIOR – Pense bem antes de se submeter a uma bichectomia

Publicado

Popular entre atrizes famosos como Angelina Jouli  a bichectomia que é a cirurgia para afinar o rosto tem que ser muito bem pensada antes de sua realização.

Vamos primeiro entender do que se trata. A bichectomia consiste na remoção das bolas de Bichat – estruturas de tecido gorduroso que ficam abaixo das maçãs do rosto.

Elas não tem muita função quando adultos e em alguns casos é removida por motivos funcionais já que algumas pessoas  mordem de forma excessiva as bochechas nas atividades diárias, como durante a alimentação, por exemplo e ficam machucadas, nesse caso é analisado sua necessidade.

Só que as pessoas têm buscado fazer a cirurgia com fins estéticos, ou seja, para deixar o rosto mais fino e simétrico. Parece uma boa ideia, só que uma das principais preocupações com relação à bichectomia não tem a ver com o pós-operatório em si, mas com o aspecto da nova fisionomia com o passar dos anos. Afinal, o procedimento pode deixar a pele mais flácida por não ter mais as bolas de Bichat e ainda deixar o rosto com aspecto encovado, por isso é interessante pensar bem se de fato quer se submeter a essa cirurgia.

Fora o pós-cirúrgico que traz riscos de inchaços e dores na região de onde foram retiradas as bolas de Bichat e ainda se corre o risco de se ter lesões do nervo facial, gerando paralisia, hemorragias, lesão do ducto parotídeo, assimetria facial e infecções.

Pode-se dizer que essa cirurgia seria indicada apenas para indivíduos que sofreram um acidente, têm algum tipo de deformação ou retiraram um câncer na região deveriam cogitar a bichectomia ou uma vertente dela, assim por dizer.  As bolas de Bichat são bem úteis em recuperação de face. Se forem retiradas sem necessidade em uma eventual situação elas poderiam ser necessárias e não mais estão lá.

Vale lembrar que cada pessoa é individual e não se pode comparar a outra pessoa que se submeteu ao mesmo procedimento ou a uma celebridade, porque o resultado em você será diferente.

A dica que dou é sempre a mesma antes de se submeter a qualquer procedimento converse com seu médico de preferência um que seja registrado no Conselho Regional de Cirurgia Plástica e tire todas as suas dúvidas.

Ás vezes você chega com uma ideia no consultório e ao conversar com o médico descobre que o resultado vem com outro procedimento mais indicado para seu caso.

Nunca se submeta a qualquer procedimento estético por modismo. O resultado pode ser desastroso.

Benedito Figueiredo Junior é cirurgião plástico na Angiodermoplastic. CRM 4385 e RQE 1266. Email: [email protected]

 

publicidade
Clique para comentar

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Opinião

PERCIVAL PUGGINA – Os verdadeiros terraplanistas

Publicado

A linha de frente do atraso é formada por aqueles que cultuam, entre nós, as ideias mais erradas que a humanidade produziu. Ouvi-los e lê-los permite prever o que acontecerá quando aberta a porta para desembarque no mundo com que sonham: as mentes intoxicadas, a dependência psicológica dos erros, o totalitarismo e o precipício.
Há ideias políticas que são, mesmo, como as drogas. Afetam o usuário, comprometem seu ambiente e estragam vidas. Algumas têm efeito cumulativo e causam danos generalizados. Vivemos tempos em que pais e mães, educadores, religiosos, formadores de opinião deveriam estar atentos em relação a conteúdos tão em voga no mundo aparentemente inocente das ideias.

Exemplifico. Certa feita, enquanto frequentava aulas de Teologia numa universidade católica, um douto amigo surpreendeu-se com a permanente utilização pelo professor, não por acaso um religioso, de farto material didático de extração marxista e de análise marxista em suas dissertações à turma. Tão monocórdio conteúdo levou o aluno a interpelá-lo: “Professor, por que o senhor apela tanto para a doutrina marxista em suas aulas?”.  Conta ele que o sujeito olhou-o detidamente, como que surpreso com a indagação, pensou um pouco e o desafiou: “Quem eu usaria, em lugar de Marx?”. Diante da turma em expectante silêncio, meu amigo retrucou: “Professor! O senhor percebe que usou as palavras de Pedro para Jesus? – ‘Mestre, a quem iremos?’ –. O senhor acabou de revelar a quem vai sua fidelidade, professor!”.
O marxismo é uma dessas drogas servidas por terraplanistas ideológicos em repetidas doses como suplemento alimentar das mentes. É ele, e só ele, que justifica o culto aos disparates pedagógicos de Paulo Freire.
Outra droga sustenta não existir uma “lei natural” decorrente da natureza humana. O combate debochado aos bons princípios e valores vem dessa negação. O terraplanismo filosófico leva ao relativismo moral e à desordem em que vivemos.

Segundo o relativismo moral, nada se deduz daquilo que somos em relação ao que devemos ser. Será que os bons pais e mães que me leem concordarão com isso ao meditarem sobre suas funções paternais? Esse mal ataca e prospera, levando à letargia das consciências. Droga desastrosa e de fácil acesso.
Terrível terraplanismo filosófico!

Se não existirem normas que se possam extrair da natureza do ser humano, tudo será segundo a vontade dos príncipes, sem que haja qualquer sentido em interrogá-los sobre seus fundamentos morais.
É por isso que o STF e o Congresso têm feito muito do que fazem.
Ao transferirmos para o Estado a edição e administração de uma errática lei moral, renunciamos ao tesouro da Lei Natural. Vale dizer: abdicamos a muito de nossa essência humana e transformamos o Estado em poderoso “educador moral”, coisa que ele, como não cansa de nos demonstrar, tem nenhuma condição de ser. É o que está acontecendo no Brasil e foi contra isso, à beira do precipício, que nos insurgimos em 2018.

Percival Puggina é membro da Academia Rio-Grandense de Letras.

 

Continue lendo

Opinião

LUCIANO VACARI – Quem vai liderar a comunicação global da carne?

Publicado

Diversos fóruns nacionais e internacionais relacionados à cadeia da carne brasileira têm discutido a comunicação do setor. Esses eventos, com a participação de pessoas de governo, iniciativa privada e também de universidades têm, de maneira geral, demonstrado que quando realizada de maneira sustentável, a produção de proteína animal é parte da solução para o desenvolvimento regional e cumprimento de vários dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Em algumas regiões do mundo é fato que haverá uma redução do consumo da carne per capta, especialmente em áreas já mais desenvolvidas economicamente, onde cresce o número de vegetarianos e principalmente, flexitarianos.

Flexitarianos são aquelas pessoas que aderem aos movimentos como “segunda sem carne” ou mesmo buscam reduzir a quantidade consumida. Também deve crescer o número de pessoas que reduz o consumo total de carne vermelha, mas aumenta o consumo de cortes com maior valor agregado e qualidade.

Em outras regiões do mundo, especialmente a Ásia e a África a tendência é de aumento do consumo per capita e total, já que sua população cresce consideravelmente. Além do aumento per capta, também há classes sociais que devem aumentar o consumo de maior valor agregado.

A China hoje tem uma população de 1,3 bilhão de pessoas, quase 20% do total mundial. O consumo médio per capita é de apenas 5 kg. Supondo que, na média, suba para 5,1 kg, haverá uma demanda mundial de 130 mil toneladas de carne. Se apenas o Brasil atendesse isso, haveria um acréscimo de 6,5% da exportação – supondo que a demanda doméstica do Brasil fique estável.

Entre aumento do consumo e crescimento de grupos que não comem carne, cabe uma reflexão: por quê o setor tem sofrido tantos ataques? Existem inúmeros fatores, mas precisamos falar das soluções. O setor precisa se unir. Toda a cadeia produtiva, produtores, indústrias e associações.

O Secretariado Internacional da Carne (IMS) tem realizado inúmeras reuniões do seu workshop de marketing. Quando visto o relato dos encontros, fica evidente: não é apenas no Brasil onde a cadeia da carne sofre com as informações com poucas bases científicas. Em todos os países, a produção de carne tem se defendido. A conclusão do fórum global é que o setor é reativo, e não pró-ativo.

Já se perguntaram os motivos que alguém se torna vegetariano? Existem diversos artigos científicos que falam sobre isso. A maior parte deles aponta alguns motivos: religião, relação com a mudança climática, perda de biodiversidade.

Cada um desses temas poderia ser foco das instituições envolvidas com a cadeia. Chamar cientistas e elaborar materiais não para os convertidos. Afinal, hoje a maior parte da cadeia prega para convertidos. Falamos entre nós e para nós mesmos. Quando vamos falar para o público da cidade?

A comunicação precisa ser com o consumidor. Mostrar o que fazemos, como fazemos e para quem fazemos.

Luciano Vacari é gestor de agronegócios.

Continue lendo

Política MT

Policial

Mato Grosso

Esportes

Entretenimento

Mais Lidas da Semana