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Saúde

Bebê passa por tratamento a laser no rosto e pais são criticados

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Bebê Kingsley, de 6 meses, foi submetido a um tratamento com laser para retirar mancha de nascença
Arquivo pessoal

Bebê Kingsley, de 6 meses, foi submetido a um tratamento com laser para retirar mancha de nascença

Um casal australiano foi duramente criticado nas redes sociais após submeterem seu filho de 6 meses a um tratamento a laser para tirar uma marca de nascença de seu rosto. O bebê, chamado Kingsley, nasceu com uma doença conhecida como “manchas de vinho do Porto” que cobriam metade de sua face.

As marcas de nascença da mancha de vinho do Porto são geralmente inofensivas, mas se ocorrerem no rosto ou na área dos olhos,  às vezes estão ligadas ao glaucoma e a um distúrbio neurológico raro chamado Síndrome de Sturge Weber. A síndrome de Sturge-Weber causa convulsões e outras deficiências, enquanto o glaucoma afeta a visão e pode causar cegueira. Kingsley foi diagnosticado com ambas as doenças.

Em entrevistas a portais de notícias de diversos países, a mãe explicou que as manchas podem desenvolver uma aparência de “paralelepípedos”, com saliências elevadas, sulcos e o risco de bolhas vasculares, que podem estourar e sangrar perigosamente.

“Uma vez que uma mancha de vinho do porto chega a esse estágio, muitas vezes é muito difícil de tratar e o laser quase não tem efeito, pois a pele já está muito danificada”, disse Brooke ao jornal britânico “The Sun”.

Maria Claudia Tírico, dermatologista pelo Hospital das Clínicas em São Paulo, confirma a situação. A especialista afirma que o procedimento de retirada das manchas deve ser realizado na infância.

“Para o tratamento da mancha, o laser é a melhor alternativa. É o método mais eficaz e mais seguro. E não há outras opções, como medicamentos ou cremes. Quanto antes ele é feito, melhor é o resultado. Pois esse é um tipo de mancha que, com o tempo, ganha nódulos, protuberância, malformações mais evidentes, que podem acarretar não só uma piora da questão estética, mas também alterações de função. Por exemplo, se ela cresce nas pálpebras, podem pesá-las e exigir correções cirúrgicas”.

A dermatologista afirma que não há idade mínima para submeter uma criança com “mancha do vinho do Porto” a um tratamento com laser, desde que o procedimento seja feito de forma adequada, com proteção ocular. A médica garante que tratamento com laser é extremamente seguro, pois ele só atinge os vasos da pele e trabalha de forma altamente específica, além de ser pouco incômodo.

Quando Kingsley nasceu, a família foi encaminhada para o departamento de dermatologia e vascular do Queensland Children’s Hospital, na Austrália. Lá, os médicos realizaram o primeiro tratamento do menino e explicaram com mais detalhes por que o laser seria importante para o bebê. Segundo a mãe, o objetivo do tratamento com o laser não é “remover” a marca de nascença, mas de “manter a pele saudável, para evitar mais danos à área”.

Maria Claudia Tírico explica que o laser trata apenas as manchas e previne que elas evoluam. As outras doenças associadas à “mancha de vinho do Porto” devem ser acompanhadas por médicos especialistas em cada uma delas.


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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Covid-19: Brasil registra 22.167 casos e 206 mortes em 24 horas

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O Brasil registrou, em 24 horas, 22.167 casos de covid-19 e 206 mortes pela doença. Desde o início da pandemia, são 34,245 milhões de casos confirmados e 682.216 óbitos, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (18) pelo Ministério da Saúde.

De acordo com o boletim, há 33,16 milhões de pessoas que contraíram a doença se recuperaram, o que representa um índice de cura de 96,8%. Há ainda 407.001 casos em acompanhamento.

O boletim não apresenta os dados de mortes atualizados do Mato Grosso do Sul.

Estados

O estado com maior número de casos e mortes é São Paulo, com 5,99 milhões e 173.839, respectivamente. Em relação ao número de casos, o estado do Sudeste é seguido por Minas Gerais (3,86 milhões) e Paraná (2,72 milhões). Os menores índices estão no Acre (147.922), Roraima (174.184) e Amapá (177.892).

Em relação às mortes, São Paulo também lidera com 173.839, seguido por Rio de Janeiro (75.250) e Minas Gerais (63.365). Os menores índices estão no Acre (2.027), Amapá (2.157) e Roraima (2.167).

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Complexo da Maré teve letalidade por covid duas vezes maior que o Rio

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O Complexo de Favelas da Maré, na zona norte do Rio de Janeiro, chegou a ter uma letalidade duas vezes maior que a capital fluminense no primeiro ano da pandemia da covid-19, mas a intervenção de um projeto que reuniu pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e ativistas da organização não governamental Redes da Maré atenuou o impacto da doença a partir de setembro de 2020.

Os resultados dos projetos Vacina Maré e Conexão Saúde: De olho na Covid-19 foram apresentados hoje (18) no seminário Olhares sobre a Covid em favelas: ciência, participação e saúde pública, promovido pela Fiocruz, no Rio de Janeiro.

O virologista Thiago Moreno descreveu em sua apresentação sobre o mapeamento das variantes genéticas do coronavírus que circularam na Maré que, em julho de 2020, as comunidades do complexo já concentravam 93 óbitos por covid-19, o que representava uma letalidade de 15% em relação aos 592 casos confirmados até então.

“A mortalidade era o dobro que a da cidade do Rio de Janeiro. A gente ficou com a nítida percepção de que era importante entender o que estava acontecendo nessa região”, disse Moreno, vinculado ao Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz)

O pesquisador vê as condições de vida no complexo de favelas como fatores que estavam ligados a essa maior letalidade, já que a alta densidade populacional e a baixa renda dificultam o isolamento domiciliar e facilitam a transmissão do vírus. A Maré é um complexo de 16 comunidades com cerca de 140 mil habitantes, distribuídos em apenas 5 quilômetros quadrados.

Agravam a qualidade de vida dessa população problemas de saneamento básico, moradias pouco ventiladas e violência urbana, já que diferentes facções criminosas disputam o território, onde ocorrem tiroteios e operações policiais.

A pesquisadora Amanda Batista, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), participou do Conexão Saúde e comparou dados que mostram a evolução da pandemia no complexo após a intervenção do projeto, que foi responsável pela notificação de mais de 97% dos casos de covid-19 na Maré, já que foram realizados 29,5 mil testes RT-PCR e 5,5 mil atendimentos de telemedicina até abril de 2021.

O período de setembro de 2020 a abril de 2021 teve 124% mais casos notificados que os meses anteriores da pandemia, mostrando uma melhora da vigilância, enquanto os óbitos caíram 62%, e a letalidade, 77%.

Para comparar os dados com outras comunidades cariocas, a pesquisadora mostrou como os números evoluíram no mesmo período na Rocinha, Cidade de Deus e Mangueira. Houve um aumento de menor intensidade nas notificações, de 78%, e uma queda menos acentuada nos óbitos, de 27%, e na letalidade, de 52%.

Entre as ações adotadas pelo Conexão Saúde, além da vigilância, ela destaca a assistência para o cumprimento do isolamento social, em que refeições e itens de higiene e limpeza chegaram a ser fornecidos para que 747 famílias pudessem cumprir a quarentena, interrompendo a cadeia de transmissão do vírus sem comprometer a segurança alimentar.

Diante disso, a pesquisadora defende que a comunidade deve ser envolvida nas respostas de saúde pública às emergências sanitárias, construindo com as autoridades de saúde a solução ideal para cada caso.

“Cada local tem sua peculiaridade. Uma mesma política de saúde não funciona da mesma forma para todos os lugares”, alerta.

Também foram apresentados resultados do projeto Vacina Maré, que promoveu a vacinação contra a covid-19 no complexo de favelas, e obteve taxas de imunização superior à média da cidade e permitiu a realização de estudos de efetividade das vacinas.

Fernando Bozza, pesquisador do INI/Fiocruz, disse que foram acompanhados mais de 5 mil pessoas, e agora os estudos buscam continuar a pesquisa por mais 2 anos, o que permitiria investigar outras doenças.

“Podemos adicionar outras questões e esse é um dos pontos em que hoje estamos pensando muito”, disse. Ele conta com um grupo de voluntários de mais de 3 mil pessoas para os próximos 2 anos de pesquisa. “O ciclo dois é um grande desafio, porque naquele momento havia uma grande mobilização em torno da vacina. A gente ainda está aqui batalhando essa inclusão”.

Na abertura do seminário, a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, destacou a parceria da fundação com a sociedade civil e agradeceu o empenho dos pesquisadores e voluntários que integraram o projeto.

“Temos que pensar, sempre, que além de apontar as desigualdades temos que apontar a potência dos movimentos sociais, das parcerias e associações para superar esse quadro e aprender com ele. A experiência da Maré é muito importante para seus moradores e para a Fiocruz”, ressaltou.

Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC Saúde

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