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Beach Handebol brasileiro busca alternativas para se manter no topo

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Cinco títulos em oito Mundiais disputados. Medalha de ouro no World Beach Games de Doha, no Catar. Três títulos no World Games, espécie de Olimpíada dos esportes que não fazem parte do programa olímpico. 

Esse é o histórico da Seleção Brasileira masculina de Beach Handebol, inegavelmente a maior potência da modalidade no mundo. Quem olha apenas os resultados pode imaginar que o esporte e os atletas passam por um bom momento. Mas a história que a Agência Brasil vai contar mostra que essa não é a realidade.

As dificuldades são muitas e começaram há bastante tempo. Em 2017, antes dos Jogos Mundiais de Praia da Polônia, as equipes masculina e feminina do Brasil quase não conseguiram ir à Europa para buscar os dois títulos. Thiago Gusmão, ex-atleta e presidente do Novo Beach Handebol Brasil (NBHb), entidade criada em agosto de 2018, lembra daquele período. “Foram momentos muito complicados. A falta de recursos para a viagem ao World Games das seleções adultas e teve também a equipe sub-17 que não conseguiu ir aos Jogos Olímpicos da Juventude. Podemos dizer que ali foi o “embrião” do Novo Beach Handebol Brasil.” Gusmão segue falando à Agência Brasil: “conseguimos custear a viagem dos adultos com recursos próprios e outras ações. Mas em relação à seleção de base, que estava treinando e, com apenas três dias de antecedência, foi avisada que não viajaria, não tivemos como contornar o problema. Esse cancelamento só a CBHb pode explicar. Assim a ida do Brasil aos Jogos Olímpicos da Juventude em 2018 na Argentina ficou inviabilizada.”

No ano seguinte, os resultados dentro da quadra de areia no Mundial da Rússia seguiram sendo muito expressivos e as dificuldades fora dela também seguiram grandes. Ouro com os homens, depois de um 2 a 0 sobre a Croácia. As meninas voltaram com a medalha de bronze no peito, conquistada depois do 2 a 1 sobre a Espanha. “Mas já estávamos calejados com os problemas do ano anterior. Por isso, quando chegou o comunicado da falta de recursos para a nossa viagem, nós já tínhamos feito uma movimentação prévia através de parceiros, patrocinadores e um pouco de recursos próprios. Como atleta vivenciei esses dois momentos que foram complicados, mas pontuais”, lembra Gusmão. Os jogadores chegaram a fazer também uma “vaquinha” para arrecadar o dinheiro necessário. Apenas para as 27 passagens foram necessários aproximadamente R$ 190 mil.

Questionado pela Agência Brasil, Ricardo Luiz de Souza, conhecido como Ricardinho, presidente da Confederação Brasileira de Handebol (CBHb) por 23 meses desde abril de 2018, depois do afastamento do ex-presidente Manoel Luiz, respondeu da seguinte forma: “A CBHb auxiliou dentro das suas limitações. Tínhamos enviado as seleções para o Pan-Americano nos Estados Unidos, quando conseguimos as vagas para o Mundial. Tanto o Pan quanto o Mundial estavam contemplados no planejamento da Confederação para 2018, mas tivemos a não renovação do contrato de patrocínio com o Banco do Brasil de mais de R$ 15 milhões entre 2016 e 2018, e ficamos apenas com os recursos da Lei Agnelo Piva (que repassa 2% do valor arrecadado com as loteriais federais ao Comitê Olimpíco Brasil (COB) e ao Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB)). Isso dificultou todas as ações planejadas para aquele período. Além de auxiliar diante dessa realidade, buscamos apoio com o COB [Comitê Olímpico do Brasil] e empresas privadas. Mas, pelo cenário à época, não conseguimos. Tínhamos também acabado de assumir a presidência da CBHb em meio a maior crise do Handebol. Porém demos toda a assistência possível naquele curtíssimo período de tempo que tivemos até o Mundial”.

Novo Beach Handebol Brasil

“Desgastados por esses problemas, refletimos sobre a necessidade de trabalharmos com mais força fora das quadras. Os atletas mais veteranos da seleção lideraram esse processo todo que culminou com a criação da NBHb em agosto de 2018. Nossa intenção sempre foi ajudar e andar em paralelo com a possível chancela da CBHb, por detectarmos que naquele período tínhamos visões diferentes da gestão da modalidade”, lembrou Thiago Gusmão. “Muita gente queria que as coisas mudassem, que o esporte tivesse mais visibilidade. Precisávamos de pessoas correndo atrás das coisas do Beach Handebol. Dentro da Confederação, o nosso esporte sempre ficou um pouco de lado digamos assim. Mesmo com muitos títulos e mantendo o primeiro lugar no ranking, com finais em todas as competições, quando era necessário algum corte, era sempre o Beach Handebol que mais sofria. A gente sabe que as categorias de quadra também tinham problemas. Mas, a gente, por estar em um esporte que não é olímpico, acabava sempre sofrendo mais”, lamenta o goleiro Pedro Budega à Agência Brasil. O carioca continua: “Dificilmente recebemos alguma coisa. A gente se vira do jeito que dá. Muitas vezes, deixamos família, trabalho, às vezes ficando até sem renda. Eu não participei do processo de criação da NBHb, mas sei que a entidade surgiu com a ideia de ter uma administração mais profissional, algo no estilo do NBB. Ainda espero que a gente possa colher esses frutos”.

Falando um pouco sobre o trabalho desenvolvido até o momento, o presidente e ex-atleta Thiago Gusmão ressalta as parcerias: “em 2018, atuamos em cojunto com Federação do Rio de Janeiro, e, no ano passado, selamos também uma parceria com a própria CBHb para a gestão compartilhada do nosso circuito brasileiro e para o Sul-Centro. Entregamos um circuito com 100% de transmissão live streaming no Facebook da NBHb e da CBHb, com recursos de parceiros da nossa entidade. Auxiliamos diretamente a organização com o caderno de encargos, identidade visual e prestação de contas após cada uma das etapas mantendo sempre a transparência firmada com os clubes”.

Para esse ano, porém, não houve um acordo entre a NBHb e a CBHb. “Após o aval dos clubes, formulamos uma nova proposta de parceria para que tivéssemos a chancela da CBHB no circuito. Mas, a Confederação nos informou que não daria a total gestão e a chancela para a gestão dessa temporada. E não foi possível manter a parceria. Para o futuro, seguimos trabalhando firme com a Federação do Rio de Janeiro para um torneio estadual e existe a possibilidade de uma competição open”.

“Ricardinho”, presidente da CBHb no período, falou o seguinte à Agência Brasil: ” fizemos uma aproximação que gerou a parceria para o circuito brasileiro do ano passado. Nesse ano, participei de uma reunião com o diretor da modalidade, Carlos Roque, e com o presidente da NBHb, Thiago Gusmão, e não chegamos a um acordo para a manutenção da parceria.”

Estreia

Em julho do ano passado, ocorreu, em Maricá no Rio de Janeiro, a primeira edição do “Sul-Centro Americano de Beach Handebol”. Foi a estreia da NBHb à frente da organização de uma competição internacional. ” Foram sete países envolvidos. Transmissão das finais pela televisão com média de 70 mil pessoas assistindo aos jogos, um recorde para o nosso esporte, e mais de 102 mil pessoas alcançadas pelo nosso canal do Facebook, entre os dias 13 e 15 de julho. Além disso, saímos campeões no masculino e no feminino”, lembra Gusmão. O atleta Pedro Budega vai na mesma linha: “Foi algo que deu super certo. Público muito bom. Mostrando que tem muita gente que gosta do esporte no Rio de Janeiro e no Brasil”. E para fechar com chave de ouro o torneio teve dobradinha brasileira. As Seleções Feminina e Masculina levantaram os títulos.

Retorno à presidência

Presidente da Confederação Brasileira (CBHb) desde o final da década de 1980, Manoel Luiz de Oliveira retornou ao cargo em abril desse ano, depois de quase dois anos afastado por acusações de irregularidades no uso de recursos em convênios públicos. Questionado pela Agência Brasil sobre a relação da entidade com o Beach Handebol, através da assessoria de imprensa da CBHb, ele respondeu: “Temos uma relação muito próxima com o Beach. Na nossa visão, nunca deixamos de apoiar o Beach. Tivemos problemas em uma competição, mas demos tudo o que pudemos, dentro da normalidade, e os resultados que temos, as conquistas que temos, são frutos justamente do que a CBHb possibilitou. Agradecemos muito a determinação e qualidade que nossas equipes têm, que nossas comissões técnicas têm e, como consequência, somos os melhores do mundo. Talvez, eles tivessem a expectativa de receber mais, mas a CBHb nunca deixou de auxiliar como pode o Beach Handebol. Estamos tendo reuniões com as comissões técnicas, com os dirigentes e com o diretor da modalidade, e tenho certeza de que vai continuar tudo muito bem”.

O goleiro Pedro Budega da equipe brasileira reconhece que o dirigente teve bons momentos, mas pede renovação para o bem do esporte: “A grande maioria do pessoal envolvido no handebol sabe da importância do que ele fez no passado. Mas todo mundo reconhece, acho que até ele mesmo sabe, que é hora de renovação. Ninguém pode ficar tanto tempo à frente de uma organização. Ainda mais quando não se vê um desenvolvimento tão grande do esporte. Na praia, talvez, o desenvolvimento seja um pouco maior. Mas, na quadra, você não vê uma liga tão forte, com repercussão. Ao contrário, você vê muita gente saindo do país para jogar”.

Mundial de 2020

O Mundial desse ano estava previsto para os dias 30 de junho e cinco de julho, em Pescara na Itália. Mas, a pandemia do novo coronavírus que tem o país europeu como um dos mais afetados, forçou a mudança dos planos.

Em março o torneio foi cancelado e não tem uma nova data prevista para ocorrer. “Sabemos que a Federação Internacional de Handebol gostaria de manter a competição para esse ano. Mas transferindo a competição da Europa para um país árabe, que tivesse condições de bancá-la, sem grandes investimentos de infraestrutura. Mas não temos certeza de nada ainda. Está tudo parado. Vamos aguardar”, disse Pedro Budega.

Comitê Olímpico do Brasil

Procurado pela Agência Brasil, o COB lembrou que não pode investir financeiramente em modalidades que não fazem parte do programa olímpico (o caso do Handebol de Areia). Mas informou que, em anos anteriores, através de recursos extraordinários, colocou aproximadamente R$ 1,3 milhão nos dois naipes da modalidade e outros R$ 300 mil para a participação do país em Jogos Sul-Americanos. O gerente executivo de alto rendimento do COB, Sebastian Pereira, disse que “em 2019, para os Jogos Sul-Americanos de Praia de Rosário na Argentina, e dos Jogos Mundiais de Praia de Doha, no Catar, o COB investiu em treinamentos preparatórios das seleções masculinas e femininas para os dois torneios. Como são competições nas quais o Comitê é responsável por organizar as delegações que representam o país, existe a possibildade de fazer esses investimentos no ano de realização dos torneios”.

Ricardinho, presidente da CBHb entre 2018 e 2019, disse Agência Brasil que “demos total apoio para as Seleções no ano passado durante os Jogos Sul-Americanos, o Sul-Centro e o World Beach Games. Lidamos com tranquilidade com essas questões, pois temos plena consciência de que buscamos equiparar o Beach Handebol com o esporte de quadra, mesmo com as dificuldades da modalidade não ser olímpica. Sabemos também que a gestão não é apenas organizar um evento, vai muito além disso”.

O goleiro Pedro Budega reconheceu a ajuda do COB: “Em 2017 e 2018, tirando o Pan-Americano de 2018, a gente praticamente não treinou. Fomos para as competições sem nenhuma fase de preparação. E, no ano passado, conseguimos treinar um pouco mais com essa verba do COB. Claro que teve a participação da Confederação para fazer o pedido da verba. E é bom registrar também que, antes de 2016, a gente tinha uma estrutura boa. Foram várias fases de treinamento, sempre com hospedagem e alimentação muito boas. Algo que não temos recebido mais da CBHb”.

 

Edição: Aline Leal

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Desfalques não abalam confiança de Zé Roberto na seleção em Tóquio

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Um debate entre quatro técnicos de importantes modalidades do esporte nacional revelou como os está a preparação e o que podemos esperarm do desempenho do Brasil na Olimpíada de Tóquio (Japão), adiada para o ano que vem. O encontro virtual, promovido pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) por meio de live (transmissão ao vivo), realizada na noite de ontem (24), reuniu os técnicos Zé Roberto Guimarães (vôlei feminino), Fernando Possenti (maratonas aquáticas), Ney Wilson (judô) e Sérgio Santos (Triathlon).

Seleção feminina de vôlei 

Único tricampeão olímpico brasileiro, Zé Roberto ressaltou uma preocupação a mais causada pelo adiamento dos Jogos de Tóquio em 2021. O desejo de duas importantes jogadoras se tornarem mães nesse período. O comandante não revelou os nomes das atletas. “É um assunto sério. Muita gente fala que o adiamento é de apenas um ano. Mas o ciclo olímpico é de quatro anos, e  elas já tinham se programado com antecedência. Não sei se teremos algumas baixas. Estamos conversando. Não é uma decisão fácil. As atletas, nessa faixa etária de 32, 33 anos, começam a pensar cada vez mais em constituir uma família. E é claro que a gente respeita demais esse lado das jogadoras”, disse Zé Roberto.

Ele falou também sobre o grupo que a equipe brasileira terá pela frente na fase inicial dos Jogos de Tóquio, que inclui Japão, Sérvia, Coreia do Sul, República Dominicana e Quênia. “Sempre gostei de cair em grupos fortes. Sendo testado desde o princípio, você tem a certeza de que está preparado. E teremos pela frente também o Japão e a Coreia, equipes asiáticas que sempre trazem muitas dificuldades para o nosso time. Isso nos força a ter um ritmo de jogo diferente. Nós não somos a melhor equipe, mas estamos na briga. China, Sérvia e Estados Unidos estão na nossa frente. Brigamos em igualdade com a Itália e também com essas outras três”, previu Zé Roberto.

Maratona Aquática

Fernando Possenti, o técnico da equipe nacional de maratonas aquáticas, que tem como o grande nome a pentacampeã mundial Ana Marcela Cunha, lamentou o período o longo período que os atletas têm passado longe da água em virtude da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). “Não tem como. Ela [a água] é fundamental no nosso esporte. Mas procuramos tirar algo bom desse período e buscar soluções”, afirmou.  Uma delas foi o equipamento VASA, fornecido pelo COB, que ajuda o atleta a simular a natação mesmo sem o contato com a água. “Esse aparelho tem adaptações de elásticos e variações de tração, intensidade e potência. Podemos fazer séries diferentes”, explicou.

A modalidade também é uma das únicas na qual a aplicação de força é feita na horizontal e não na vertical. “Buscamos resolver [isso] com essa tecnologia. O COB nos ajudou muito. São soluções criativas para que eles pudessem estar executando, pelo menos, o gesto motor”.

O técnico lembrou também que nesse último ciclo a equipe optou por competir o máximo possível. “Tivemos uma rotina muito puxada de viagens e competições. Mas foi essa a estratégia. Queríamos testar e conhecer os adversários na prática. E agora estamos aproveitando esse período para evoluir na parte técnica”.

Triathlon 

O experiente Sérgio Santos, diretor técnico da Confederação Brasileira de Triathlon (CBTri) tem quatro Olimpíadas na carreira, sendo duas por Portugal e duas pelo Brasil. Ele considerou que esse ano a mais, até os Jogos de Tóquio, será positivo. A modalidade olímpica consiste de três provas: 1,5 quilômetro de natação, 40 km de ciclismo e 10 km de corrida. “O Brasil tem um time muito jovem. Esses meses trarão mais maturidade e experiência para eles. Um ano para treinar e crescer. Isso, com certeza, irá beneficiá-los. A modalidade é de resistência, geralmente o ápice do atleta chega depois dos 20 [anos]. Para muitos deles, até acima dos 30. O adiamento vai ser positivo”, acredita.

Judô

O gestor de alto rendimento da Confederação Brasileira da modalidade (CBJ), Ney Wilson, destacou a importância da seleção estar prestes a viajar para Portugal para uma etapa de treinos, a primeira depois da pandemia do novo coronavírus. “O atleta precisa do adversário. O impacto para os nossos atletas só não foi maior porque praticamente todo mundo parou. Apenas o Uzbequistão não teve paralisação nenhuma. Alemanha é o mais avançado da Europa. A França está muito parecida com o Brasil. E Portugal está retomando agora com testagem de todos os atletas”, detatalhou Wilson.

O dirigente informou também que a CBJ, em conjunto com a Federação Portuguesa, está fazendo o planejamento da ida da delegação brasileira para o país ibérico. “A ideia é dividir com eles os protocolos e necessidades. Vamos dividir os trabalhos em micro treinamentos. Os nossos atletas estão há bastante tempo sem os movimentos específicos do judô. Por isso, temos que retomar com cautela”, completou.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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Manchester City perde e Liverpool comemora campeonato inglês

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Demorou trinta anos, mas o Liverpool voltou a conquistar o Campeonato Inglês. O título de número 19 veio, na noite desta quinta-feira (25), com a vitória do Chelsea, por 2 a 1, sobre o Manchester City,  único clube que poderia alcançar os Reds em número de pontos. O campeonato deste ano tem um sabor especial: é a primeira taça de Premier League do time da cidade dos Beatles. O molde do atual torneio foi criado em 1992 e e ainda faltava esse título ao atual campeão europeu e mundial.

A sete rodadas do fim da competição, os comandados do alemão Jürgen Klopp chegaram a 86  pontos e o vice-líder Manchester City, com 63, não tem mais como superar matematicamente os Reds. A campanha do Liverpool é impecável: venceu 28 dos 31 jogos e empatou duas vezes. Nem uma derrota no percurso. 

Pelas redes sociais, o clube foi direto. “Conte ao mundo….Nós somos Liverpool, campeão da Inglaterra”. Os campeões ingleses tem brasileiros na equipe, o atacante Firmino e o volante Fabinho. Outros destaques deste elenco são o egípcio Salah e o senegalês Sadio Mané.

 

 
 
 

 
 
 
 
 

 
 

 
 
 

Sum up how you’re feeling in three words ?

Uma publicação compartilhada por Liverpool Football Club (@liverpoolfc) em 25 de Jun, 2020 às 3:06 PDT

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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