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Economia

BC vê primeiro trimestre “aquém do esperado” e País pode ter recessão técnica

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Jair Bolsonaro, presidente da República
Isac Nóbrega/PR

Banco Central vê crescimento “aquém do esperado” no primeiro trimestre deste ano e Brasil pode voltar à recessão técnica

O Banco Central (BC) apontou uma “probabilidade relevante” de que a economia brasileira tenha recuado “ligeiramente” no primeiro trimestre deste ano sobre os três meses anteriores, após definir a manutenção da taxa básica de juros, a Selic, em 6,5%, a mínima histórica. O discurso segue sendo de cautela e tempo para analisar a fundo o quadro antes de eventual mudança na rota dos juros. A avaliação consta da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), publicada nesta terça-feira (14).

Leia também: Discutível, MP da Liberdade Econômica é o primeiro passo para desburocratização

A nona manutenção consecutiva da Selic, além de revelar pessimismo e desaquecimento da economia brasileira, também liga o alerta para a possibilidade de o Brasil registrar recessão
técnica entre o quarto trimestre de 2018 e o primeiro deste ano. Isso porque, a cada divulgação trimestral, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revisa o número anterior.

Nos últimos três meses do ano passado, foi registrado crescimento de apenas 0,1%, e a projeção para o período seguinte vai de queda de 0,2% a crescimento de mesmo nível. Se a revisão apontar queda do Produto Interno Bruto (PIB) em dois trimestres consecutivos, é usado o termo recessão técnica
, situação que o País não enfrenta desde o fim de 2016.

Segundo a ata do Copom
, a economia segue operando com alto nível de ociosidade dos fatores de produção, o que se reflete nos baixos índices de utilização da capacidade da indústria e, principalmente, na taxa de desemprego
. Para o comitê, os indicadores do primeiro trimestre induziram revisões “substantivas” nas projeções para o crescimento do PIB em 2019.

“Os membros do Copom avaliam que o processo de recuperação gradual da atividade econômica sofreu interrupção no período recente, mas o cenário básico contempla sua retomada adiante”, diz um trecho do documento.

O colegiado também demonstrou preocupação com uma frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira, alertando que isso pode afetar prêmios de risco e elevar a trajetória da inflação no horizonte relevante para a política monetária. A situação pode se agravar em caso de deterioração do cenário externo para economias emergentes.

“A manutenção de incertezas quanto à sustentabilidade fiscal tende a ser contracionista. Reformas que geram sustentabilidade da trajetória fiscal futura têm potencial expansionista, que pode contrabalançar efeitos de ajustes fiscais de curto prazo sobre a atividade econômica, além de mitigar os riscos de episódios de instabilidade com elevação de prêmios de risco, como o ocorrido em 2018”, destacou o comitê, ao falar sobre a situação das contas públicas brasileiras.

Para os integrantes do Copom, uma aceleração do ritmo de retomada da economia para patamares mais robustos dependerá, também, de outras iniciativas que visam ao aumento de produtividade, ganhos de eficiência, maior flexibilidade da economia e melhoria do ambiente de negócios. “Esses esforços são fundamentais para a retomada da atividade econômica e da trajetória de desenvolvimento da economia brasileira”, avalia a ata.

O Copom prevê uma inflação para as tarifas públicas de 5,3% em 2019 e 5% em 2020. Esse cenário leva em conta uma Selic constante em 6,5% ao ano e a taxa de câmbio a R$ 3,95. As projeções do colegiado para a inflação estão em 4,3% para 2019 e 4% para 2020.

Leia também: Brasil cresceu menos que 90% dos países entre os governos Dilma e Temer, diz FMI 

Segundo a ata, o cenário externo permanece desafiador, dada à forte possibilidade de uma desaceleração da economia global. Por outro lado, os riscos associados à normalização das taxas de juros de algumas economias avançadas tenham diminuído a curto e médio prazos.

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Economia

Saiba como contestar resultado do cadastro do auxílio emergencial

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Hoje (27) a vice-presidente de Governo da Caixa Econômica Federal, Tatiana Thomé, apresentou um tutorial sobre os procedimentos que o cidadão deve seguir para contestar pedidos negados ou retificar informações do auxílio emergencial. 

Veja na íntegra

 

As pessoas que tiveram o pedido de auxílio emergencial considerado inconclusivo devem fazer um novo cadastro no site ou no aplicativo Caixa Auxílio Emergencial.

Segundo a vice-presidente de Governo da Caixa, Tatiana Thomé, o pedido de novo cadastro deve ser preenchido em duas situações: quando o requerimento é considerado inconclusivo (quando o cadastro não consegue ser avaliado) ou quando o benefício é negado. Nos dois casos, o usuário pode corrigir informações mais de uma vez, mas a análise e a liberação do benefício depende da Dataprev, estatal de tecnologia que verifica as informações em 17 bases de dados.

Quem teve o benefício negado, mas discordou dos motivos, pode contestar a análise no site ou no aplicativo da Caixa. Nesse caso, não é possível corrigir os dados. Apenas confirmar as informações prestadas e pedir uma nova análise. Diferentemente da apresentação de um novo pedido, a contestação só pode ser pedida uma vez.

Por que o cadastro foi considerado inconclusivo?

A vice-presidente da Caixa apresentou a lista dos principais motivos pelos quais o cadastro é considerado inconclusivo. Entre as razões, estão a marcação como chefe de família sem indicação de parentes, não ter informação de sexo masculino ou feminino nas bases do governo (ou sexo masculino numa base e feminino em outra) e incorreção no número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou da data de nascimento de pessoas da família.

Também aparecem como motivos a informação de membros da família com indicativo de morte e usuários que declararam membros da família no primeiro pedido e não declararam no segundo ou declararam não ser chefes de família no primeiro pedido e informaram sustentar a família no segundo cadastro.

Por que o cadastro não foi aprovado?

O aplicativo e o site da Caixa informam o motivo pelo qual o pedido foi indeferido. No entanto, segundo Tatiana, a contestação e a nova solicitação com retificação de dados só podem ser feitas em quatro circunstâncias: quando o requerente tem vínculo empregatício, casos de morte na família, recebe algum benefício (seguro-desemprego, seguro-defeso ou benefício da Previdência Social) ou renda mensal familiar superior a três salários mínimos ou meio salário mínimo por pessoa.

Caso o aplicativo ou o site informem outro motivo, a contestação ou a retificação de dados num novo cadastro não poderá ser feita. A vice-presidente da Caixa explicou que os dados informados pelo cidadão para iniciar o novo cadastro deverão ser iguais aos da Receita Federal. As últimas versões do aplicativo permitem o uso de documentos como carteira de motorista, carteira de trabalho e passaporte para o cadastro. Nas primeiras versões, só era possível apresentar a carteira de identidade.

A tela de abertura do aplicativo exige CPF, nome completo, data de nascimento e nome da mãe. Caso o usuário tenha mãe desconhecida nos dados da Receita, deverá marcar a opção, que aparece no aplicativo. As regras de pedido e de contestação são definidas pelo Ministério da Cidadania. A Caixa apenas executa o pagamento.

Como faço para saber o resultado da minha solicitação do Auxílio Emergencial?

1º passo: Acesse aplicativo Caixa Auxílio Emergencial ou site e clique em “Acompanhe sua solicitação”;

2º passo: Preencher nome, data de nascimento, CPF e nome da mãe;

Caso o auxílio não seja aprovado, será apresentado ao cidadão o motivo. Se discordar, pode fazer nova solicitação (para corrigir informação) ou contestar o resultado.

Para corrigir informações já cadastradas, basta clicar em “Nova solicitação” e preencher os dados.

Como faço para contestar motivo de cadastro não aprovado?

1º passo: Acesse aplicativo Caixa Auxílio Emergencial ou site “Acompanhe sua solicitação”;

2º passo: Preencha nome, data de nascimento, CPF e nome da mãe;

3º passo: Clique em “Contestação” e confirmar que quer fazer a contestação. A contestação só pode ser feita apenas uma vez. Serão apresentados os motivos da não aprovação;

4º passo: Confirme a declaração da veracidade das informações prestadas;

5º passo: Envie contestação vai pra análise.

O cidadão pode acompanhar o resultado da contestação no aplicativo ou no site. Basta clicar em “Acompanhe sua solicitação”.

O que fazer se o cadastro for considerado inconclusivo?

1º passo: Acesse aplicativo Caixa Auxílio Emergencial ou site “Acompanhe sua solicitação”;

2º passo: Preencha nome, data de nascimento, CPF e nome da mãe;

 Aparecerá lista dos prováveis motivos do cadastro estar inconclusivo.

3º passo: Fazer nova solicitação.

Aguardar a avaliação da Dataprev. Para consultar a resposta, basta clicar em “Acompanhe sua solicitação”.

 

*Texto alterado às 19h40 para acréscimo de informações. 

*Texto alterado às 20h27 para acréscimo de informações. 

Edição: Liliane Farias

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Economia

Vice-presidente do Governo da Caixa explica como fazer contestação para auxílio

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Constestação app Caixa
Reprodução Youtube Caixa Econômica Federal

No aplicativo Caixa Auxílio Emergencial é possível refazer o cadastro ou contestar negativa

Em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (27), a vice-presidente do governo da Caixa Econômica Federal, Tatiana Thomé, mostrou como deve ser feita a constestação em caso de negativa ao auxílio emergencial pelos candidatos cadastrados.

O aplicativo Caixa Auxílio Emergencial mostra o motivo pelo qual o candidato foi reprovado na seleção para obter o auxílio. Então, aparecem duas opções na tela: “Realizar nova solicitação” ou “Contestar essa informação”. O usuário pode escolher qual prefere – se quiser modificar seus dados, deve escolher a primeira; se quiser apenas contestar o motivo apresentado, a segunda.

Thomé apresentou também dados sobre o pagamento desta quarta-feira. Segundo a Caixa, foram pagos R$ 72,7 bilhões a 57,3 milhões de beneficiários.

Hoje, no entanto, não foi divulgada a quantidade de pessoas que estão em análise. De acordo com dados da coletiva de ontem, terça-feira (26), eram 5 milhões de cadastros em reanálise e 5,1 milhões em primeira análise.

Leia em: 42 milhões de cadastros foram negados para o auxílio emergencial

Coletiva de imprensa

Na coletiva de imprensa desta terça, esteve presente apenas a vice-presidente, Tatiana Thomé. Nas últimas semanas e dias, além de Thomé, as coletivas também tinham a presença do presidente da Caixa, Pedro Guimarães, e o vice-presidente de tecnologia, Claudio Salituro.

O espaço para perguntas de jornalistas foi praticamente extinto na apresentação de hoje: apenas uma pergunta foi escolhida pela assessoria de imprensa da Caixa e sem o autor, como sendo um questionamento frequente.

A questão foi sobre erros no cadastro de conta de outro banco para recebimento do auxílio. Thomé respondeu que, nesses casos, a Caixa abre automaticamente uma conta poupança digital.

Todas as outras questões respondidas fora encaminhadas por internautas.

Veja: Como realizar o cadastro ao auxílio emergencial em 6 passos

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