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Economia

BB emprestará R$ 3,7 bi a pequenas empresas afetadas por pandemia

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As micro e pequenas empresas e os empreendedores individuais de todo o país afetados pela crise provocada pela pandemia do novo coronavírus podem contrair empréstimos do Banco do Brasil (BB). A instituição financeira anunciou hoje (1º) que oferecerá R$ 3,7 bilhões em empréstimos por meio do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).

De acordo com a instituição financeira, pelo menos 45 mil empresas manifestaram interesse em contratar a linha de crédito. Até agora, foram aprovados 1,5 mil empréstimos, com valor médio de R$ 46 mil cada.

Aposta do governo para destravar o crédito a empreendedores individuais, micro e pequenas empresas, o Pronampe empresta recursos dos próprios bancos com garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO), fundo público que recebe aportes do Tesouro Nacional. Por meio do FGO, o governo cobrirá até 85% da inadimplência do programa, caso os pequenos negócios não consigam quitar os empréstimos.

O grande diferencial do Pronampe em relação às demais linhas de crédito para os negócios de pequeno porte está nos juros, mais baixos que em outros programas. Os empréstimos têm juros máximos iguais à Selic (juros básicos da economia), mais 1,25 ponto percentual por ano. Como atualmente a Selic está em 2,25% ao ano, a taxa pode chegar a até 3,5% ao ano.

Os financiamentos têm prazo de 36 meses (três anos), com oito meses de carência. Dessa forma, o empresário que contratar o empréstimo só começará pagar as parcelas no nono mês.

Cada empresário ou empreendedor individual poderá tomar empréstimos de até 30% da receita bruta anual registrada em 2019. Caso a empresa tenha menos de um ano de funcionamento, o limite de empréstimo sobe para 50% do capital social ou até 30% do faturamento médio mensal, prevalecendo o maior valor.

Contrapartidas

Para contrair o socorro do Pronampe, a empresa precisa manter o número de empregados ou até contratar mais funcionários. Os empregados podem ser substituídos, mas o empregador não pode fechar vagas. Caso a regra seja descumprida, o banco cobrará, de uma só vez, todas as parcelas que ainda estão para vencer.

A lei que criou o Pronampe foi sancionada em maio, mas os empréstimos começam a ser liberados agora porque o programa dependia de regulamentação do Conselho Monetário Nacional (CMN) e de uma nova medida provisória para permitir a injeção de recursos no Fundo Garantidor de Operações.

A ampliação do FGO era considerada pela equipe econômica como essencial para destravar o crédito a micro e pequenas empresas afetadas pela pandemia de coronavírus. Por causa da exigência de garantias por parte dos bancos, como carros e imóveis, os donos de pequenos negócios não estavam tendo acesso aos financiamentos emergenciais com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciados no fim de março.

Edição: Aline Leal

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Economia

Dupla é presa por roubar auxílio; dados das vítimas foram comprados na internet

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auxílio emergencial
Divulgação/PMDF

Polícia apreendeu R$28 mil de saques ilegais do auxílio emergencial


Dois homens foram presos em flagrante na noite da última quarta-feira (12) no Distrito Federal por suspeita de aplicarem golpes em clientes da Caixa Econômica . De acordo com o G1, eles sacavam ilegalmente o  auxílio emergencial de outras pessoas. 

Depois de perceberem “atitude suspeita”, os policiais abordaram a dupla e apreenderam mais de R$28 mil em espécie. De acordo com informações que os militares deram ao G1, o valor era referente ao saque do auxílio emergencial de terceiros. 

Para sacar, não é preciso estar com o cartão em mãos. Os dados das vítimas eram comprados na deep web pelos criminosos com o uso de moedas virtuais. 

Em nota ao G1, a Caixa disse que “atua conjuntamente com a Polícia Federal e demais órgãos de segurança pública na identificação de casos suspeitos e na prevenção das fraudes”. Além disso, o banco informou que os reais beneficiários podem fazer contestações de saque em qualquer agência.

Os dois homens foram presos em flagrante por estelionato e encaminhados para a Polícia Federal .

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Economia

Entregador que foi alvo de racismo tem emprego novo; veja a história

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Matheus Pires ao lado de Raphael Avellar, empresário que o contratou
Arquivo pessoal/Raphael Avellar

Matheus Pires ao lado de Raphael Avellar, empresário que o contratou

O ex-entregador Matheus Pires, de 19 anos, vai começar uma carreira nova. Depois de ser agredido verbalmente com  ofensas racistas por um cliente, Matheus recebeu solidariedade pelas redes sociais – em campanhas que arrecadaram  R$ 200 mil, uma moto e um computador – e, além disso, um emprego com que sonhava há anos.

Segundo entrevista dada ao portal Uol, antes de trabalhar como entregador, Matheus tinha um emprego de jovem aprendiz, mas foi demitido. Por isso, começou a trabalhar em aplicativos de delivery, trabalho que já fazia como “bico”. O jovem também já trabalhou em supermercados, como empacotador e entregador de panfletos.

As novas  oportunidades  vieram também pelas redes, depois da repercussão do caso de racismo. Há três anos, Matheus segue o perfil da agência de publicidade Avellar no Instagram e tinha como meta trabalhar com edição de vídeos e marketing digital. Inclusive, no fim do ensino médio, Matheus já fazia frilas de edição e chegou a criar um microempresa com outros profissionais da área.

Depois da agressão que sofreu, Matheus recebeu mensagens de apoio de Raphael Avellar, dono da agência de publicidade que seguia. Depois de conversarem no WhatsApp, Raphael ofereceu uma oportunidade a Matheus de trabalho com edição de vídeo na agência.

Além disso, Matheus recebeu uma bolsa de estudos em marketing, oferecida por outra empresa de Raphael, a Cria School. Ele também terá mentoria financeira de Thiago Nigro, YouTuber que toca o canal O Primo Rico.

Hoje, Matheus tem 2 milhões de seguidores no Instagram – enquanto seu novo chefe tem 110 mil.

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