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Várzea Grande

Bazar do Bem desperta solidariedade na ajuda ao Lar dos Idosos “São Vicente de Paulo”

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Centenas de pessoas foram conferir – neste primeiro dia de ação – o Bazar do Bem idealizado pela primeira-dama de Várzea Grande, Promotora de Justiça Kika Dorilêo Baracat, por meio do Gabinete de Apoio às Ações Transformadoras – GAAT, cuja renda será revertida para o Lar “São Vicente de Paulo” que abriga 66 idosos. Esta ação foi abraçada por empresários, políticos, classe empresarial e sociedade em geral, que fizeram suas doações, contribuindo para essa corrente do bem.

A causa humanitária superou as expectativas da primeira-dama, que viu a participação da sociedade em atender ao chamado em prol da instituição mantida pelos Vicentinos, movimento católico de leigos que se dedica, sob o influxo da justiça e da caridade.

A primeira-dama, Kika Dorilêo disse que esse evento foi uma grata surpresa porque a sociedade varzeagrandense aderiu a esse projeto e abraçou essa causa. “Quando divulgamos a primeira etapa do bazar que era para a doação e arrecadação dos itens, na primeira semana recebemos mais de mil peças, e isso me mostrou que a população tem um coração generoso, e que quando é para apoiar uma instituição que tem credibilidade, e que há anos funciona e muito bem, a sociedade responde prontamente. Fechamos ontem com mais de 6 mil peças e só temos que agradecer”.

O prefeito Kalil Baracat elogiou o envolvimento da primeira-dama nesta primeira ação realizada pelo Gabinete de Apoio às Ações Transformadoras. “Um evento desse reveste de uma grande importância na cidade de Várzea Grande, aonde a gente aproxima da sociedade e o benefício disso é voltado ao social, a exemplo do lar dos vicentinos, que presta um serviço relevante no cuidado dos idosos. A Kika além de ser uma excelente servidora pública, tem esse olhar carinhoso e todo especial as causas sociais, até pela profissão que exerce, que sempre foi trabalhar pelo coletivo. Por tudo isso, esse evento é um sucesso”.

O diretor do Lar dos Idosos, João Cacin disse que vê com louvou a iniciativa da primeira-dama em escolher a instituição para receber essa doação através desse bazar. “Que eventos como esse possa sempre acontecer em prol dos idosos, para que possamos dar continuidade ao nosso trabalho e o melhor para aqueles que lá residem”.

Elizangela Ribeiro, esposa do presidente da Câmara Municipal, Fábio Tardin, prestigiou o evento e disse que o local surpreendeu pela qualidade das roupas e da quantidade de produtos e a preços acessíveis. “A primeira-dama está de parabéns pela iniciativa e esse olhar especial ao lar dos idosos”.

A vereadora Gisele Barros também foi conferir as peças expostas no bazar e disse que gostou muito do que encontrou no local. “Um evento esperado por todos e com recorde de público. Viemos participar, trazer o nosso apoio e contribuir com essa causa social. A primeira-dama esta de parabéns pela realização desse evento” completou.

CONCEITO: O produtor de moda, Edson Guilherme disse que o bazar no mundo é um conceito de moda super moderno, são peças conceituais e de grifes. “Hoje em dia as pessoas do mundo inteiro estão fazendo uma segunda proposta de moda, porque se você tiver muito dinheiro você compras marcas bacana e que você pode encontrar num bazar, além de um mix de produtos aonde o cliente vai adquirir, pagando preço justo. A moda hoje é você ter muito mais criatividade do que muitas peças no seu guarda roupa”, avaliou.

Quanto à iniciativa da primeira-dama, Edson Guilherme disse que ela vai finalizar o ano de 2021 em grande estilo. “Tudo que faz bem para nós faz bem para as pessoas. A Kika Dorilêo acertou em cheio com essa iniciativa. O final do ano é sempre uma época em que em todo mundo esta comprando, e se for por uma causa social, melhor ainda. Eu acredito que esse bazar vai ser uma agenda anual da primeira-dama, e antes mesmo da abertura do evento já estava sendo um sucesso”.

Durante o evento foi realizado um desfile de modas com as peças disponíveis no bazar.  As modelos apresentaram várias propostas que chamaram a atenção do público presente.                                                                                                                                                                                       

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Várzea Grande

Inscrições para o curso de Microempreendedor Individual poderão ser feitas até o dia 2 de fevereiro

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A Secretária de Assistência Social, Ana Cristina Vieira, em reunião com a equipe técnica do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), resolveu ampliar o prazo de inscrições para o curso de Microempreendedor Individual que será realizado no município. O cadastro para a capacitação poderá agora ser feito até o dia 2 de fevereiro, em uma das unidades do Centro de Referência em Assistência Social – CRAS – dos bairros Cristo Rei, Santa Maria, Jardim Glória e São Mateus. Ao todo estão sendo oferecidas 260 vagas. 

“A procura pelo curso tem sido satisfatória, mas resolvemos estender o prazo para preencher as vagas existentes. O curso de Microempreendedor Individual é uma oportunidade para aqueles que pretendem se empreender no mercado de trabalho, em sua área de atuação, ou mesmo em outra que possibilite a sua independência financeira”, destacou Ana Cristina.

Ela lembrou ainda que o curso não terá nenhum custo para os alunos que irão receber todo o kit escolar, uniforme, material impresso, auxílio transporte e alimentação. Porém é necessário que o beneficiário esteja inscrito no Programa Auxilio Brasil (Bolsa Família), ser maior de idade e ter cursado o ensino fundamental. Para a efetivação da inscrição é necessária ainda a apresentação do comprovante de residência, dados bancários (cópia do cartão), certidão de nascimento, histórico escolar, RG, CPF, cartão NIS, cartão de vacinação e quitação militar (obrigatório para o sexo masculino).

A gestora disse ainda que em função da pandemia a equipe técnica da secretaria adotou algumas medidas para que o curso, que será realizado de forma presencial (sendo três encontros por semana), ocorra sem interrupção. “Todas as medidas de segurança serão adotadas, como a aferição da temperatura na entrada do local de aulas, distanciamento entre os participantes, bem como a obrigatoriedade do uso de álcool em gel e máscara de proteção”.

Os locais que serão realizados os cursos da IFMT já foram definidos de acordo com as regiões de abrangência dos CRAS.

Na região do Cristo Rei, foram definidos três pontos de atuação: Na Escola Municipal de Educação Básica – EMEB “Antônio Joaquim de Arruda”, localizada na Rua H1, quadra 17, bairro Jardim União. Na Escola Estadual ‘José Leite de Moraes’, localizada na Rua Professora Isabel Pinto. E na Escola Estadual ‘professor José Mendes Martins’, localizada na Rua João Lopes Macedo, Jardim Maringá.  

Na região da Santa Maria, as aulas acontecem na Escola Municipal de Educação Básica Antônio Salustiano Areia, localizado na Avenida Leôncio Lopes de Miranda, na região conhecida como Capela do Piçarrão.

Na região do Jardim Glória, as aulas serão realizadas na Escola Municipal de Educação Básica ‘Nair de Oliveira Corrêa’, localizada na Rua Francisco Monteiro, Mapim.

E na região do grande São Mateus, na Escola Municipal de Educação Básica ‘Abdala José de Almeida’, localizada nas Ruas das Palmeiras, S/N, Quadra 183.

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Várzea Grande

Livro de professora da Rede Municipal de Várzea Grande é tema de reportagem do Jornal Gazeta

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O jornal A Gazeta, em sua edição de domingo, 23 de janeiro, publicou uma reportagem sobre o livro “Relações Étnico-Raciais: Paradigmas e Desafios” de autoria da professora Rosana Fátima de Arruda, publicado pela Editora Carlini & Caniato. A obra recebeu recursos da Lei Aldir Blanc e foi lançado durante a realização do IV Seminário de Diversidades e Relações Étnicos-Raciais em novembro de 2021. Na reportagem, a autora conta como foi o trabalho de pesquisa ao longo de sua trajetória pedagógica na Rede Municipal de Várzea Grande que resultou na produção literária.

Segue o texto da reportagem na íntegra:

A professora Rosana Fátima de Arruda, ativista do IMUNE (Instituto de Mulheres Negras) e conselheira do Conselho Municipal Promoção de Igualdade Racial (CMPIR) de Várzea Grande, observou ao longo de mais de duas décadas de trabalho em salas de aula as mais diversas formas de desigualdade racial no ambiente escolar.

Depois de muita pesquisa lançou em 2021 o livro Educação Para as Relações Étnico-Raciais: Paradigmas e Desafios. Rosana conta que, ao refletir sobre a realidade dos alunos negros, percebeu a necessidade de entender as relações sociais que estavam baseadas na cor, no fenótipo.

“Busquei em nível de pós-graduação entender o fato e o que eu poderia fazer para melhorar e o resultado de um dos estudos e ações está posto no livro”, comentou. Rosana atua como professora concursada na Rede Pública Municipal de Várzea Grande há 27 anos. Desde 2009, quando participou de um curso de formação promovido pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Relações Raciais e Educação (NEPRE) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), tem se dedicado às pesquisas sobre o assunto.

Naquele ano, a professora lecionava na EMEB “Nair de Oliveira Correa”, no bairro Mappin. “E foi após assumir a coordenação pedagógica que comecei a perceber que o que acontecia com os alunos negros da minha sala se repetia em toda a escola. Os alunos negros reprovavam e eram os mais agressivos ou os mais retraídos. Ou seja, estar na coordenação me oportunizou algumas reorganizações no trabalho escolar que me consumiram a visão particularizada da sala de aula, para uma visão geral da escola”, relatou.

O envolvimento com alunos e professores possibilitou à pesquisadora fazer comparações e análises mais gerais do desempenho escolar dos alunos da escola. “Cheguei a algumas conclusões. Evasão dos alunos negros: constatei que a grande maioria tinha familiares desempregados, que nos anos finais havia mais meninas que nos anos iniciais e que a maioria dos alunos agressivos e repetentes eram negros. O histórico familiar oscilava entre morar com avós, tios, pais separados ou não, mas todos tinham a violência como algo em comum”, relatou.

Na análise da professora, os paradigmas e desafios deveriam romper com a prática do negacionismo do racismo, de que vivemos numa democracia racial, de que todos temos as mesmas oportunidades e que o sucesso é marcado pela meritocracia. “É preciso entender e compreender que o racismo (podendo ser manifestado como preconceito, discriminação direta ou indireta, ou até como injuria racial) está presente na vida cotidiana”, alerta Rosana continua: “é preciso educar o nosso olhar para identificar nas nossas relações sociais as relações conflituosas e tensas baseadas na cor e intervir.

Para essas intervenções chamamos de educação para as relações étnico-raciais. Dessa forma garantimos o direito da igualdade racial na educação, saúde, política, esporte, lazer, enfim, porém atrelado a isso, é preciso também considerar as políticas equitativas. As políticas equitativas são os programas, ações que vão dar suporte aos estudantes na correção, justiça no acesso e/ou permanência dos direitos garantido”.

Ter o conhecimento e consciência de que o racismo é estruturante e o combate no campo educacional é a educação das relações étnico-raciais a incentivou a continuar a pesquisa. “Mobilizei a escola para propor algumas mudanças no currículo escolar, então criei um grupo de teatro que aos finais de semana eu os atendia trabalhando algumas técnicas de socialização e respeito. Convidei palestrantes, pessoas especialistas que trabalhavam no Projeto Fortalecer da Promotoria de Justiça (projeto criado para diminuir as faltas das crianças na escola) para palestrar aos pais da escola.

Ainda propus à escola uma rediscussão dos temas a ser abordado e sugeri que um bimestre fosse trabalhado a questão racial e que um dos temas da sala do professor fosse direcionado para esse foco”, contou. Segundo ela, a princípio foi bem aceita entre os professores, porém, com a proximidade do desenvolvimento do tema algumas colocações começaram a surgir: Vamos falar só sobre negros? Como valorizar e fazer as crianças se aceitarem como negras? Como enfocar o candomblé, se uma grande parcela dos alunos é cristã? Hoje o que caracteriza uma pessoa como negra: a cor da pele ou ascendência? “São questionamentos que me incomodaram e que superei com estudos, reflexões e práticas coerentes”.

Hoje já há uma grande produção de material literário e didático que dá suporte à prática pedagógica antirracista. Para tanto é preciso uma mudança do comportamento, atitude e ações do professor frente aos desafios de introduzir no curricular o ensino das influências e contribuições do povo negro e indígena em paralelo aos conhecimentos europeus já estabelecido, defendeu.

Atualmente, Rosana trabalha com formação continuada de professores na área de ciências humanas (anos iniciais e finais), tendo como temática: “BNCC e a diversidade étnicoracial”. “Desenvolvo na prática o que ensino, pois, também atuo na EJA, e diariamente trabalho com a desconstrução das relações sociais marcadas pelo racismo ao incluir na prática pedagógica a Educação das relações étnico-raciais e saberes e conhecimentos ligados a conteúdo da história e cultura afro-brasileiros, indígenas e africanos”, disse.

O objetivo dos cursos é preparar o professor para atuar com as diferentes etnias presentes nas escolas municipais. Os professores e coordenadores têm atuado na inclusão de alunos de diferentes nacionalidades. “Posso citar a inclusão de uma estudante haitiana que foi alfabetizada numa escola do município, ela era a tradutora do português para a sua mãe. Outra experiência, foi a participação do aluno boliviano no atendimento da escola em tempo integrado (ETA), enfim, são muitos as boas práticas em educação étnico-racial e a formação é essencial”, diz.

O livro “Educação Para as Relações Étnico-Raciais: Paradigmas e Desafios” contou com recursos da Lei Aldir Blanc por meio do edital Nascentes e foi distribuído em todos os estabelecimentos escolares (municipal e estadual) de Várzea Grande, às bibliotecas e universidades. O livro possui uma linguagem acessível, conceitos sobre o fenômeno do racismo, estratégias de práticas antirracistas para fazer parte do PPP e os caminhos que os municípios podem tomar para estabelecer políticas públicas e fortalecer o currículo escolar.

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