Conteúdo/ODOC - O líder do governo na Assembleia Legislativa, Dilmar Dal Bosco (União), afirmou que está articulando uma reunião entre parlamentares da base governista e a cúpula do Palácio Paiaguás para tentar ampliar o índice de 4,26% proposto para a Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos. A iniciativa ocorre em meio à pressão de categorias do funcionalismo por um reajuste maior.
O encontro deve contar com a presença do governador Mauro Mendes (União), do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), do secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, e do secretário de Fazenda, Rogério Gallo. A expectativa é que a conversa ocorra antes da votação do projeto na Assembleia Legislativa.
O tema é considerado sensível dentro do governo. Publicamente, o governador já declarou que não pretende recuar do percentual apresentado, enquanto os servidores cobram a recomposição das perdas acumuladas ao longo dos últimos anos, estimadas em cerca de 20%. As categorias ameaçam paralisação e até greve caso não haja avanço em uma mesa de negociação.
Segundo Dilmar, o projeto de lei que trata do índice de correção chegou à Assembleia nesta terça-feira (20), após ajustes finais no Executivo. A proposta estava prevista para ser votada na semana passada, mas houve atraso no envio. Mesmo diante da posição firme do governador, o líder afirmou que a base tenta construir uma alternativa antes da apreciação em plenário.
“Uma possibilidade de uma reunião hoje ou amanhã, antes da votação, para que a base coloque alguma proposta, para que a gente tente ainda alguma coisa do governo do Estado, que altere, que consiga alterar os 4,26%. Se a gente conquiste 4,30%, 4,50%, não sei”, declarou. Ele acrescentou que acredita em avanço no diálogo. “Nós estamos conversando, os deputados também estão pedindo essa oportunidade de conversa com o governador para a gente achar alguma alteração aí. Eu acredito que pode ter um êxito. O governador sabe, nós sempre somos leais ao governo, estivemos sempre na base, e os deputados que estão na base do governo vão pedir alguma alteração no percentual”.