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Barreiras sanitárias são uma estratégia de controle da Covid-19, diz Delegado Claudinei

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Foto: ANGELO VARELA / ALMT

A implantação de barreiras sanitárias para identificar pessoas infectadas com o novo coronavírus ao adentrar determinado município de Mato Grosso foi uma das propostas apresentadas pelo deputado Delegado Claudinei (PSL), em sessão plenária, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). A indicação de n.º 1.697/2020 foi encaminhada para a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (Ses-MT).

Este método preventivo promove uma busca ativa de casos sintomáticos e permite o controle da proliferação da doença dentro dos municípios. Para o Delegado Claudinei, as iniciativas do estado de Mato Grosso e de municípios, em implantar as barreiras sanitárias é de suma importância, pois permite o controle do aumento de pessoas infectadas pela doença.

“As barreiras sanitárias poderão identificar as pessoas que foram contaminadas, através da fiscalização e monitoramento, por exemplo, com a parceria entre secretarias de Saúde e de Segurança Pública. Destacamos que tal medida seja viável e urgente, por considerarmos que medidas restritivas decretadas por gestores públicos estão sendo flexibilizadas e algumas atividades comerciais retomando a rotina normal, o que aumenta o fluxo de pessoas em circulação”, posiciona o parlamentar estadual.

Método Preventivo

O município de Paranaíta (MT) que fica a uma distância de cerca de 840 km da capital de Cuiabá, é um exemplo de bons resultados com a implantação de barreiras sanitárias desde o primeiro caso confirmado em Mato Grosso, em março deste ano, devido não ter apresentado nenhum caso de contaminação comunitária entre os moradores e visitantes à cidade, explica o prefeito municipal, Antônio Ruffato (PSL).

Conforme o boletim epidemiológico do governo de Mato Grosso, Paranaíta hoje conta com quatro casos confirmados, mas que não ocorreram no município. “Fomos os primeiros de Mato Grosso a implantar as barreiras sanitárias que continuam em execução. Estes quatro casos, já foram tratados e curados. Eles são reeducandos da Cadeia Pública de Alta Floresta (MT) que por determinação judicial foram encaminhados para cá. Estes presos são de Paranaíta, estão em regime domiciliar e a vigilância sanitária faz o devido acompanhamento para que não saiam das residências e contaminem outras pessoas”, explica o gestor municipal.

Ruffato conta que a barreira ajudou o município a ganhar tempo, manter as atividades locais em funcionamento e evitar a presença de casos confirmados. “Criamos o Comitê de Enfrentamento da Covid-19 para instalar essa barreira sanitária na entrada da cidade, envolvendo a participação da administração pública municipal – principalmente da saúde e vigilância sanitária -, as polícias militar e civil e sociedade civil organizada”, esclarece o prefeito.

Novo São Joaquim

Com cerca de três mil habitantes, o município de Novo São Joaquim (MT) apresentou nesta última quarta-feira (24), dois primeiros casos confirmados de pessoas infectadas pela Covid-19. Imediatamente, a prefeitura municipal providenciou no dia seguinte, a instalação de barreira sanitária na cidade.

De acordo com o subtenente Francisco Rodrigues do 1° Pelotão da Polícia Militar de Novo São Joaquim, interligada ao 5° Comando Regional de Barra do Garças (MT), explica que a instituição apoia a Secretaria Municipal de Saúde que também conta com a parceria da polícia civil, vigilância sanitária e outros parceiros.

“A cidade não tinha nenhum caso. Para evitar uma situação crítica, o prefeito decidiu fazer uma campanha orientativa quanto aos procedimentos a serem tomados para combater a Covid-19. Nas barreiras, medimos a temperatura das pessoas que entram na cidade. Se tiver com febre, é conduzido para o posto de saúde. Existe toda uma triagem e levantamento de endereço e outras informações para as pessoas serem monitoradas. Não há restrição para a entrada aqui”, esclarece o policial militar.

Rodrigues acrescenta que essa foi uma das ações mais eficazes realizadas pela prefeitura municipal. “Novo São Joaquim é praticamente uma cidade rural. Então, grande parte dos moradores trabalham com a agricultura. Com a barreira sanitária vai garantir a saúde dos moradores e evitar o aumento de infectados”, pontua o subtenente.

Paranatinga

“Chegamos a implantar barreiras sanitárias em Paranatinga entre os meses de março a maio, antes de ter algum caso confirmado de infectado pelo novo coronavírus. Foi realizado junto com a Secretaria Municipal de Saúde, em que fazia abordagens com informações educativas e medição da temperatura”, diz o capitão João Batista Farias Júnior da 3° Companhia de Policia Militar de Paranatinga que é pertence ao 11° Comando Regional de Primavera do Leste (MT).

Nesta iniciativa foram implantadas três barreiras sanitárias no município, sendo que era revezado os pontos de forma diária por equipes da polícia militar, explica o capitão Farias que acredita que as atividades serão retomadas após reunião na última quarta-feira (24) com a prefeitura municipal. Um dos motivos se deve Paranatinga já contar com 36 casos confirmados e estar cerca de 140 km de distância do município de Primavera do Leste que conta hoje com 501 infectados.

O primeiro caso confirmado em Paranatinga ocorreu quando as atividades das barreiras sanitárias foram interrompidas, após 120 dias em operação. A pessoa contaminada era de Cuiabá e teve contato com moradores, explica João Batista. “Com a barreira, o pessoal da saúde e vigilância sanitária fazia a triagem de pessoas que vinham de cidades que tinham já casos confirmados. Pegava o endereço onde iriam ficar e notificava a pessoa a ficar em isolamento durante o período de 14 dias, mesmo sem sintomas e já fazia a coleta para o exame da Covid-19. Era algo preventivo”, detalha o policial militar.

Pandemia – Na última atualização do Boletim Epidemiológico do Governo do Estado de Mato Grosso, do dia 25 de junho, já são 12.601 casos confirmados de Covid-19, com 476 óbitos.

 

Fonte: ALMT

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Balanço do governo, no quadrimestre, mostra equilíbro e Mato Grosso sai do ‘vermelho’, diz Gallo

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FLÁVIO GARCIA /Especial para ODoc

O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Rogério Gallo, que apresentou no decorrer da semana o balanço do quadrimestre de 2020 no Estado, disse que pela primeira vez na história, depois de dez anos consecutivos, o governo gasta menos do que arrecada.

_“Depois de dez anos consecutivos no vermelho, gastando mais do que se arrecada, nós fechamos 2019 no azul. Arrecadamos mais do que gastamos”, argumentando que “ainda existem dívidas de outros exercícios, mas pela primeira vez em dez anos, arrecadamos mais do que gastamos”.

Segundo o secretário, no balanço do primeiro quadrimestre de 2020, janeiro a abril, “nós tivemos nos três primeiros meses uma ótima arrecadação. Nós vínhamos com um nível de arrecadação 20% superior ao mesmo período do ano passado”.

Conforme o secretário, esse equilíbrio nas finanças públicas foi altamente positivo para que o Estado atravessasse o período de pandemia do coronavírus, sem maiores problemas. “Com isso nós tivemos condições de enfrentar a pandemia, mesmo sem a ajuda emergencial do governo, o Estado tinha dinheiro em caixa porque fez o dever de casa. Controlou as contas públicas e tinha dinheiro em caixa para fazer o que foi feito lá no Metropolitano, por exemplo, uma ampliação de 180 vagas”, recordou.

“Tivemos o primeiro quadrimestre com equilíbrio orçamentário, gastando menos do que arrecadamos, colocando o Estado num novo rumo, fazendo com que nossos fornecedores recebam em dia e também os servidores públicos, onde já conseguimos trazer do dia 10 para o dia 5, o pagamento dos salários e isso será uma tônica daqui para frente por conta da disciplina fiscal, do respeito com as contas públicas”.

Rogério Gallo disse que “junho e julho tivemos uma queda em relação ao que vínhamos arrecadando. De janeiro a março de 2020, para citar um exemplo, arrecadamos 25% a mais do que no mesmo período de 2019. Nós caímos no segundo trimestre, para 3,5%, quer dizer, de abril a junho nós crescemos apenas 3,5%. Houve uma queda frente ao que vínhamos arrecadando em função da pandemia. Ainda assim continuamos com uma arrecadação superior em relação ao ano passado”.

”De acordo com os dados, a receita total no primeiro quadrimestre de 2020 foi de R$ 6,8 bilhões; já despesa total liquidada chegou a R$ 5,1 bilhões. O resultado foi um superávit na ordem de R$ 1,6 bilhões”.

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TCE implanta sistema de ‘vigilância’ do custeio e recursos destinados ao combate ao coronavírus

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A população de Mato Grosso pode acompanhar os recursos investidos pelo Governo do Estado e pelos 141 municípios no enfrentamento ao novo coronavírus por meio do Radar Covid-19, painel de análise e monitoramento criado pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT). Acesse aqui.

Todas as licitações relacionadas ao novo coronavírus, os valores homologados, o número de casos, estrutura hospitalar disponível por município ou em nível estadual, além dos recursos recebidos podem ser encontrados facilmente na ferramenta, que também disponibiliza quantos processos de fiscalização estão em andamento pelo TCE-MT.

“Essa ferramenta comprova que o TCE-MT está dando transparência as ações de controle externo. Na aba fiscalizações, o cidadão pode ver quantos processos específicos da Covid-19 estão em andamento, quais são os processos e em que fase estão, tendo inclusive um gráfico mostrando cada processo por município, por relator e secretaria de Controle Externo”, explicou o presidente do TCE-MT, conselheiro Guilherme Antonio Maluf.

Pelo Radar Covid-19, o cidadão pode saber, além do número de licitações realizadas exclusivamente para o enfrentamento da pandemia, o que foi comprado, quanto custou, volume da aquisição, qual a empresa fornecedora, qual o quantitativo programado e estimado para se comprar.

“Essas informações estão disponíveis de forma prática e transparente para o cidadão acessar e ter conhecimento sobre o investimento realizado no enfrentamento da Covid-19. Além disso, a população pode acompanhar os números de casos, óbitos no Mundo, no Brasil, em Mato Grosso, a comparação com outros estados e municípios por nível populacional, dados dos municípios, os casos confirmados”, comentou a auditora e assessora técnica da Secretaria-geral de Controle Externo do TCE-MT, Lisandra Hardy Barros.

NÚMEROS

Lançado em abril deste ano pelo TCE-MT, o Radar Covid-19, painel de análise e monitoramento do coronavírus em Cuiabá, Mato Grosso, Brasil e Mundo, recebeu mais de 43 mil acessos em quatro meses dos 27 estados da federação.

Ao todo, foram 1.051 licitações relacionadas ao coronavírus pelos gestores estaduais e municipais, e um montante de R$ 156 milhões homologados para o enfrentamento da pandemia. Em relação as fiscalizações realizadas pelo TCE-MT, são 90 processos em andamento.

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