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Economia

Banco Pan lidera lista de reclamações no segundo trimestre

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O Banco Pan liderou o ranking de reclamações contra instituições financeiras no segundo trimestre deste ano, de acordo com lista divulgada hoje (16) pelo Banco Central (BC). A lista refere-se a bancos que têm mais de 4 milhões de clientes em sua base. Em segundo e terceiro lugares, aparecem o Bradesco e o Santander, respectivamente.

No período apurado, o Banco Central (BC) recebeu 701 queixas consideradas procedentes contra o Pan, a maioria delas relacionadas à “oferta ou prestação de informação a respeito de produtos e serviços de forma inadequada”, com 159 registros, seguida por “irregularidades relativas a integridade, confiabilidade, segurança, sigilo ou legitimidade dos serviços relacionados à operações de crédito”, com 88 ocorrências.

O ranking de reclamações é formado a partir das demandas do público registradas nos canais de atendimento do Banco Central, como internet, aplicativo, correspondência, feitas presencialmente ou por telefone. São consideradas reclamações procedentes as ocorrências registradas no período de referência em que se verificou indício de descumprimento por parte da instituição financeira.

Participam do ranking, além dos bancos comerciais, os bancos múltiplos, os cooperativos, os de investimento, as filiais de bancos comerciais estrangeiros, caixas econômicas, sociedades de crédito, financiamento e investimento e administradoras de consórcio. As listas se dividem entre aquelas instituições financeiras com mais ou menos de 4 milhões de clientes.

Índice

Para fazer o ranking, as reclamações procedentes são divididas pelo número de clientes da instituição financeira que originou a demanda e multiplicadas por 1 milhão. Assim, é gerado um índice, que representa o número de reclamações da instituição financeira para cada grupo de 1 milhão de clientes. O resultado é, portanto, avaliado pela quantidade de clientes de cada instituição financeira, combinada com o número de reclamações.

Com esse cálculo, o Banco Pan liderou a lista com índice de 168,45 reclamações para cada 1 milhão de clientes. Ao todo, a instituição tem 4,1 milhões de clientes. Em segundo lugar no ranking do segundo trimestre, aparece o conglomerado Bradesco, com índice 24,50 e um total de 2.448 reclamações registradas. O Bradesco soma 99,8 milhões de clientes. O conglomerado Santander vem em seguida, com índice 23,75 e um total de 1.080 reclamações, considerando um total de 45,4 milhões de clientes.

A Caixa Econômica Federal, que tem pouco mais de 92,2 milhões de clientes, obteve índice de 20,71 com 1.910 reclamações. Já o Banco do Brasil, com base de 65 milhões de clientes, registrou índice de 20,63, com 1.342 reclamações.

Tipos de reclamações

Do total de 12.417 reclamações, a principal está relacionada à oferta ou prestação de informação a respeito de produtos e serviços de forma inadequada (2.210), seguida de irregularidades relativas a integridade, confiabilidade, segurança, sigilo ou legitimidade das operações e serviços relacionados a cartões de crédito, com 1.268 casos.

Também houve reclamações relacionadas a irregularidades em operações e serviços disponibilizados em internet banking; a débito em conta de depósito não autorizado pelo cliente; a cobrança irregular de tarifa por serviços não contratados; e a insatisfação com a resposta recebida da instituição financeira referente à reclamação registrada no BC. No total, 83 tipos de reclamações foram registradas.

A insatisfação com serviços e produtos oferecidos por instituições financeiras pode ser registrada no BC. As reclamações ajudam na fiscalização e regulação do Sistema Financeiro Nacional. Quando a reclamação chega à autarquia, é encaminhada para a instituição financeira, que tem prazo de 10 dias úteis (descontados sábados, domingos e feriados) para dar uma resposta, com cópia para o BC.

Entretanto, o BC recomenda que a reclamação seja registrada, primeiramente, nos locais onde o atendimento foi prestado ou no serviço de atendimento ao consumidor da instituição financeira. Se o problema não for resolvido, o cliente pode ainda recorrer à ouvidoria da instituição financeira, que terá prazo de até 10 dias úteis para apresentar resposta. Os clientes bancários também podem buscar atendimento no Procon e recorrer à Justiça.

Outro lado

Em nota, o Santander disse que “permanece com total empenho para prestar o melhor atendimento aos clientes e trabalha continuamente na melhoria dos seus processos, ofertas e atendimento, tornando-os mais simples e ágeis para garantir a satisfação dos consumidores com o banco”.

Também em nota, o Bradesco informou que reduzir os índices de reclamação é objetivo permanente do banco, assim como oferecer atendimento de qualidade a todos os clientes e usuários. “O banco desenvolve um extenso programa de análise da origem das manifestações de seus clientes e usuários. Esse trabalho é realizado juntamente com os gestores de produtos, processos e serviços e vem produzindo melhorias na solução e redução das manifestações. Além disso, entre outras ações adotadas, estão os constantes investimentos em treinamento do quadro de colaboradores e em infraestrutura. É importante ressaltar que o Bradesco tem uma posição de respeito absoluto ao cliente e aos seus interesses”, diz a nota.

O Banco Pan informou que investe constantemente na melhoria e modernização de produtos, processos internos e na qualidade do atendimento ao cliente. “Cabe acrescentar, ainda, que seu índice no ranking do Banco Central – reclamações em relação ao total de clientes – vem caindo de forma constante e expressiva nos últimos trimestres”, diz a nota enviada pela instituição.

O texto foi ampliado às 17h22 e às 17h59

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Economia
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Aumenta o número de brasileiros que recorrem ao crédito rotativo

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Aumenta o valor de dinheiro emprestado no crédito rotativo


Aumentou a quantidade de dinheiro emprestado através do crédito rotativo no cartão. Em 2018, R$34,2 milhões foram concedidos na modalidade e, em 2019, o número subiu para R$41,1 milhões, em um aumento de cerca de 20%. Os dados são do Banco Central

O crédito rotativo começa a valer quando o cliente não paga a fatura do cartão de crédito por completo, quitando apenas o valor mínimo, ou quando atrasa o pagamento. Nesse sentido, a inadimplência foi o que mais aumentou durante o período analisado. Em 2019, R$25,1 milhões do valor emprestado no rotativo foram de faturas atrasadas. Em 2018, foram R$19,9 milhões. 

Menor renda, mais rotativo

Dessa parcela da população que cai no crédito rotativo, a maior parte possui renda mais baixa, revelou uma pesquisa feita pelo Guiabolso, um aplicativo de gestão financeira. 

Leia também: Juro do cheque especial cai e do cartão de crédito sobe em 2019

O estudo dividiu os entrevistados em três faixas de renda: de R$1 mil a R$7 mil, de R$7 mil a R$15 mil e acima de R$15 mil. A quantidade de pessoas que usa mais de 50%  do limite do rotativo é 30% mais alta no grupo com menor renda , quando comparado com o grupo de maior renda. 

A modalidade de empréstimo é uma das mais caras do Brasil. Em 2019, o crédito rotativo fechou com taxa de juros média de 318,9% ao ano. O crescimento foi de 33,5 pontos percentuais, quando em comparação com o ano anterior. 

Rotativo: use com moderação

Apesar de caro , o rotativo é muito utilizado devido à sua facilidade . Assim como o cheque especial, ele se trata de um crédito emergencial e, portanto, é de rápido e fácil acesso aos clientes. O erro, porém, é utilizá-lo de forma irresponsável.

Leia também: Superendividados: 30 milhões de brasileiros não conseguem pagar suas dívidas

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o planejador Janser Rojo aconselha que se estabeleça um orçamento mensal dividido em categorias (como alimentação, diversão, vestuário e aluguel). Assim, o consumidor só deve usar o cartão quando tiver dinheiro disponível para aquele gasto específico. 

Para quem tem mais dificuldade de manter o controle, a dica dos especialistas é pedir para quem o banco reduza o limite disponível . Essa é uma forma de se forçar a reduzir os gastos evitando, assim, pagar mais caro nos juros do rotativo.

Fonte: IG Economia
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Economia

Ministério da Agricultura destrói 4 mil frascos de azeite falsificado

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Fiscalização destruiu 4 mil frascos de azeite falso arrow-options
Divulgação/Ministério da Agricultura

Fiscalização destruiu 4 mil frascos de azeite falso


Fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento ( Mapa ) destruíram, durante a última sexta-feira (14), 4 mil frascos de azeite de oliva falso no interior do São Paulo . O produto foi encontrado em depósitos nas cidades de Araras, Ribeirão Preto e Araraquara.

A fraude foi descoberta quando a fiscalização constatou a adição de outros óleos vegetais, como óleo de soja, na composição dos azeites da marca Oliveiras do Conde , de fabricação da empresa Rhaiza do Brasil.

Leia também: 5 azeites são confirmados como falsos pela Vigilância Sanitária: veja as marcas

Os frascos apreendidos fazem parte do lote 34642823, e o descarte foi acompanhado por funcionários do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Mapa no estado de São Paulo.  Os fiscais também autuaram a rede de supermercados que comercializava o azeite, sob o risco ser penalizada com uma multa de até R$ 500 mil.

De acordo com o Mapa, o procedimento de responsabilizar os comerciantes está contribuindo para reduzir irregularidades, uma vez que as multas são altas e isso exige que os vendedores fiquem atentos à qualidade dos produtos comprados no  no atacado.

Fonte: IG Economia
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