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Política Nacional

Bancada feminina alerta para crimes de violência sofridos por candidatas

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Billy Boss/Câmara dos Deputados
Painel - Ferramenta de prevenção de violências para as mulheres na política. Dep. Celina Leão PP - DF
Celina Leão: “A violência política é invisível”

Deputadas cobraram nesta terça-feira (12) medidas para combater a discriminação de gênero sofrida pelas mulheres candidatas. O Brasil ocupa a posição 145º, entre 192 países, ficando atrás de toda a América Latina, com exceção do Haiti, em levantamento sobre participação da mulher na política feito pela União Interparlamentar, que promove a cooperação entre parlamentos no mundo.

Em evento realizado pela Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados, a deputada Rosângela Gomes (Republicanos-RJ) chamou atenção para a necessidade de reforçar a aplicação da lei que combate a violência política contra a mulher (Lei 14.192/21), da qual foi autora, para coibir os crimes de discriminação por sexo e raça nas próximas eleições.

A parlamentar, que é negra e evangélica, relatou violência sofrida durante sua campanha à prefeitura de Nova Iguaçu (RJ). “Estava nas pesquisas em segundo lugar, quando começaram a me chamar nas redes sociais de avatar. Então, sofri violência também nas redes sociais. Vira e mexe, tenho que ir para a delegacia para minimizar a situação”, comentou.

A coordenadora da bancada feminina, deputada Celina Leão (PP-DF), afirmou que “a violência política é invisível”. “O que mais nos choca é que muitas vezes nós temos comportamentos que não existiriam se os candidatos fossem homens”, frisou.

A deputada Margarete Coelho (PP-PI) também falou a favor da aplicação das normas contra a violência política, que ela chamou de “mãe de todas as violências”.

“Se não somos reconhecidas no exercício dos nossos direitos, somos matáveis, somos estupráveis, somos espancáveis. Inclusive em uma sala de parto, com todo o aparato do Estado ao nosso redor”, sustentou.

Entre outras medidas, a lei em vigor proíbe a propaganda partidária que deprecie a condição de mulher ou estimule sua discriminação em razão do sexo feminino ou em relação à sua cor, raça ou etnia.

Guia
Durante o evento, foi lançado o guia “Mulheres na Política: Combatendo a Violência nas Plataformas da Meta”, desenvolvido com o apoio da organização Women’s Democracy Network (WDN) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Billy Boss/Câmara dos Deputados
Painel - Ferramenta de prevenção de violências para as mulheres na política. Kaliana Kalache - Head de Politicas Publicas da Meta no Brasil
Kaliana Kalache: regras da Meta foram atualizadas

O guia traz recomendações a partir de um conjunto de políticas comunitárias do Facebook, do Instagram e do Whatsapp para que as mulheres possam se conectar e se expressar com mais segurança. As diretrizes foram desenvolvidas a partir de feedbacks da comunidade que usa essas plataformas, pertencentes à empresa Meta, e da orientação de especialistas em diversas áreas, como tecnologia, segurança pública, igualdade de gênero e direitos humanos.

O documento também explica processos de identificação de comportamentos violadores, com o uso de tecnologias como inteligência artificial e criptografia, além da atuação de equipes de segurança e integridade que trabalham para remover e reduzir conteúdos nocivos das plataformas. Por meio do guia, é possível se informar sobre ferramentas disponíveis e dicas de uso seguro em cada uma das redes sociais e aplicativos de mensagem, para ajudar as pessoas a terem uma experiência positiva.

Sobre a proteção às candidatas na plataforma, a chefe de Políticas Públicas da Meta, Kaliana Kalache, informou que foram atualizadas as regras em relação às personalidades públicas. Segundo ela, o objetivo é evitar, entre outros, comentários sobre a aparência física e mensagens de usuários indesejáveis.

“Ao mesmo tempo que a gente precisa privilegiar e garantir a liberdade de expressão e o debate político justo sobre as figuras públicas, não é tudo que é válido. A gente precisa proteger a intimidade e a imagem dessas pessoas”, disse, ao reforçar a importância da denúncia de violência às autoridades.

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados Federais

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Política Nacional

IFI projeta crescimento do PIB de 2% e superávit pela primeira vez

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A Instituição Fiscal Independente (IFI) divulgou o Relatório de Acompanhamento Fiscal referente ao mês de agosto. As novas projeções apontam que o PIB pode crescer 2% este ano, mas em 2023 terá uma desaceleração. O diretor-executivo da IFI, Daniel Couri, explicou que os cálculos foram afetados por medidas que aumentam a renda disponível para o consumo das pessoas, como as previstas na PEC 15/22. No entanto, o desempenho positivo não será mantido em 2023.

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Datafolha: Lula lidera com 47%; Bolsonaro avança e tem 32%

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Bolsonaro e Lula, candidatos à Presidência
Gabriel de Paiva – 24.07.2022 e Jarbas Oliveira – 30.07.2022

Bolsonaro e Lula, candidatos à Presidência

A pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (18) aponta que o  ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue na liderança da corrida pela Presidência com 47% das intenções de voto. O presidente Jair Bolsonaro (PL) aparece em segundo lugar com 32%.

O levantamento atual demonstra que Bolsonaro está diminuindo a diferença com Lula para 15 pontos. Em maio, a distância era de 21 pontos e, em julho, de 18.

Na pesquisa  divulgada no dia 28 de julho , Lula também aparecia com 47% das intenções de voto, assim como no levantamento de 23 junho. Bolsonaro tinha 29%.

O terceiro colocado na disputa, Ciro Gomes (PDT), aparece com 7% dos votos, diminuindo em relação à última pesquisa. A senadora Simone Tebet (MDB) aparece com 2%.

O Datafolha ouviu 5.744 eleitores em 281 cidades. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-09404/2022. A margem de erro do levantamento feito nesta terça (16) até esta quinta-feira (18), é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

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Fonte: IG Política

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