ABAIXO-ASSINADO

Bancada federal de MT tem sete assinaturas por prisão domiciliar de Bolsonaro

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Bancada federal de MT tem sete assinaturas por prisão domiciliar de Bolsonaro

Conteúdo/ODOC - Deputados federais iniciaram uma mobilização no Congresso para pedir ao Supremo Tribunal Federal a concessão de prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. A iniciativa ocorre por meio de uma petição endereçada ao Supremo Tribunal Federal e, até o momento, reúne 168 assinaturas.

Entre os apoiadores do pedido estão sete parlamentares da bancada de Mato Grosso: Coronel Assis (União), Coronel Fernanda (PL), José Medeiros (PL), Juarez Costa (MDB), Nelson Barbudo (PL), Rodrigo da Zaeli (PL) e Gisela Simona (União). O deputado Emanuelzinho (MDB) ainda não consta na lista. Ele foi procurado pela reportagem, mas não respondeu até o fechamento do texto.

Bolsonaro está preso desde 4 de agosto do ano passado. Inicialmente, cumpria a pena em regime domiciliar com monitoramento por tornozeleira eletrônica. Em 22 de dezembro, após tentar romper o equipamento, teve o regime alterado e passou a cumprir a condenação na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

No último dia 15, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, o ex-presidente foi transferido para as salas de Estado-Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar, no complexo da Papuda, espaço conhecido como “Papudinha”.

Na petição, os deputados argumentam que Bolsonaro, aos 70 anos, apresenta quadro de saúde que exigiria acompanhamento médico constante e maior proximidade com a família. Segundo os parlamentares, a permanência do ex-presidente em ambiente de custódia pode representar risco à sua integridade física.

Paralelamente ao abaixo-assinado, aliados do PL também intensificaram manifestações públicas. Os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) e Gustavo Gayer (PL-GO) anunciaram nas redes sociais, na manhã desta quinta-feira (18), que estão se deslocando a pé até Brasília. O protesto tem como foco a prisão de Bolsonaro e as detenções relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023, ocorridos na capital federal.