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Turismo

Avenida Paulista faz 130 anos como polo da cultura mundial em São Paulo

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A avenida mais importante da capital completa 130 anos
Reprodução/Facebook

A avenida mais importante da capital completa 130 anos

Uma das principais atrações de São Paulo, a Avenida Paulista completa 130 anos de existência nesta quarta-feira (8) e ainda preserva alguns casarões que foram levantados na época de ouro do café. A avenida, que hoje tem 2,8 km de extensão, foi inaugurada em 1891, por iniciativa do engenheiro Joaquim Eugênio de Lima, e está localizada no limite entre as zonas Centro-Sul, Central e Oeste, uma das regiões mais elevadas da cidade – chamada Espigão da Paulista.

A Paulista tem uma importância econômica inegável, mas também é um polo cultural de suma importância para a cidade que atrai tanto os turistas quanto os próprios paulistanos que gostam de estar em contato com as belezas e com a cultura da capital.

Entre esses pontos-chave, a Casa das Rosas, número 37, é um destaques por preservar a arquitetura no estilo clássico francês e hoje se dedica a diversas atividades culturais com foco em literatura e poesia, principalmente. Esse é um dos edifícios remanescentes da época da característica ocupação inicial de uma das principais vias da cidade.

Além dela, a Japan House São Paulo, por sua vez, fica no número 52 e é uma referência enquanto centro cultural dedicado à gastronomia tradicional japonesa e a cultura contemporânea do país asiático. Criada pelo governo japonês, o local tem um ambiente equilibrado, inovador e diferenciado, algo que transmite hospitalidade e inovação, oferece lazer e é parte ativa do dia a dia de diversas pessoas.  

Também há o famoso Sesc Avenida Paulista, número 119, é um centro de cultura e lazer que pertence à instituição brasileira privada Serviço Social do Comércio. O prédio abrigou a administração do SESC de 1978 a 2005, ficou oito anos em reforma e depois reabriu para receber o público. Já o MASP praticamente dispensa comentários. Localizado no número 1578, o Museu de arte de São Paulo é referência em cultura e um dos pontos mais importantes desse setor para a capital.

Celebração

Em vista desses e de outros atributos que cercam a avenida mais famosa de São Paulo, as instituições da Paulista Cultural, uma iniciativa que celebra o potencial artístico da Paulista, realizam uma homenagem a este marco da cidade no aniversário de 130 anos. Foram reunidas sete instituições: Casa das Rosas, Centro Cultural Fiesp, IMS Paulista, Itaú Cultural, Japan House São Paulo, MASP e Sesc Avenida Paulista. A programação vai até dia 12 de dezembro. 

Nesta quarta, 8, a Associação Paulista Viva preparou três grandes eventos:

  • Às 11h  tará a entrega da revitalização de um trecho da Avenida, que contará com a presença do Prefeito da cidade
  • Nessa mesma ocasião, às 11h, haverá o lançamento dos protótipos de uma lixeira inspirada no design do MASP e uma bituqueira para teste
  • Às 19h, será feita uma sessão beneficente do filme “Casa Gucci” no Cine Marquise do Conjunto Nacional, e parte da renda da bilheteria será revertida ao Instituto Jô Clemente (antiga APAE-SP)

Abaixo segue a programação estendida até o dia 12 com tudo que foi preparado para celebrar a avenida mais famosa e mais importante da capital.

Dia 9/12, quinta-feira.

  • Sesc Avenida Paulista 
  • Plantando a partir de alimentos
  • Oficina on-line de horta caseira

A partir dos talos de cenoura, beterraba, alho poró, batatas, inhame, maracujá, dentes de alho, tampinha da cebola, chuchu e muito mais, veremos que é possível começar um cultivo diverso de novos alimentos. Serão apresentados métodos de reaproveitamento de partes dos vegetais que temos na cozinha para iniciarmos uma horta caseira.

Com ArboreSer, coletivo que tem como eixo central ações baseadas nos princípios da Agroecologia e Permacultura.

  • Horário: das 19h às 21h30.
  • Evento online com inscrição prévia em: inscricoes.sescsp.org.br
  • 40 vagas
  • Classificação indicativa: a partir de 18 anos
  • Grátis  

Dia 10/12, sexta-feira.

Centro Cultural Fiesp

  • Era Uma Vez o Moderno [1910-1944]
  • Exposição presencial

A exposição Era Uma vez o Moderno [1910-1944] é uma parceria do Centro Cultural Fiesp (CCF) e o Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (IEB/USP). A mostra reúne diários, cartas, manuscritos, fotos e obras dos artistas e intelectuais, que fizeram parte das iniciativas em torno da implantação de uma arte moderna no Brasil. Com mais de 300 obras e documentos, a mostra fará o público revisitar três décadas dessa história e, em especial, conhecer as produções dos autores e pensadores que participaram da Semana de Arte Moderna, em 1922.

  • Visitação presencial: de 10.12.2021 até 29.5.2022
  • Horário: de quarta a domingo, das 11h às 20h.
  • Endereço: Av. Paulista, 1313.
  • Classificação indicativa: livre
  • Grátis

Sesc Avenida Paulista

  • Retratinhos do feed para a parede
  • Curso on-line

Que tal pegar uma foto do seu feed e transformá-la numa peça para parede de sua casa? O curso propõe criar um retratinho em três dimensões com modelagem em cerâmica fria e é um convite para explorar técnicas e combinar expressões, tomando como ponto de partida uma fotografia.

Integrando o projeto Ô Lá em Casa, a atividade propõe uma brincadeira com a imagem escolhida por meio de ilustração, modelagem e pintura. Um fazer artístico que nos coloca diante de processos digitais e analógicos e nos leva, de maneira divertida e prazerosa, a imortalizar olhares, retratando pessoas queridas, lugares, momentos, animais ou, por que não, uma selfie.

  • Curso on-line: de 10.12 até 12.12.2021
  • Horário: de quarta a sexta, das 19h às 21h.
  • Evento online com inscrição prévia em: inscricoes.sescsp.org.br
  • 30 vagas
  • Classificação indicativa: a partir de 18 anos
  • Grátis

Sesc Avenida Paulista

  • Literaturas Surdas: Livros e Línguas de Sinais
  • Intervenção on-line

Para celebrar a recepção de livros, bem como a criação de um setor que agrupe títulos com temáticas ligadas à Surdez, Libras, Línguas de Sinais e as autoras e autores surdes, a equipe do LiteraSurda propõe a criação de um vídeo para apresentar os títulos adquiridos, bem como convidar a comunidade surda para conhecer a nova seção da Biblioteca que abrigou o projeto LiteraSurda nos anos de 2018-2019.

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A atividade integra a Semana Modos de Acessar, ação em rede do Sesc São Paulo que acontece anualmente de 3 a 10 de dezembro e enfatiza o estímulo à participação ativa das pessoas com deficiência nas programações culturais e socioeducativas, além de abordar temas relacionados à educação e às tecnologias assistivas, às barreiras, às atitudes inclusivas, aos direitos sociais e à cidadania.

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  • Horário: das 19h às 21h30
  • Intervenção on-line no Instagram do Sesc Avenida Paulista.
  • Classificação indicativa: livre
  • Grátis

Dia 11/12, sábado

Itaú Cultural

  • Tunga: conjunções magnéticas
  • Exposição presencial

Com aproximadamente 300 obras, a exposição, que abre para o público às 11h, do dia 11, tem curadoria de Paulo Venancio Filho e celebra a produção artística de Tunga (1952-2016), figura emblemática das artes visuais do país. A diversidade de suportes, como desenhos, esculturas, objetos, instalações, vídeos e performances revela os múltiplos interesses de Tunga, que percorria diferentes áreas do conhecimento, como literatura, matemática, arte e filosofia. O artista explorou materiais como ímãs, vidro, feltro, borracha, dentes e ossos. Além do Itaú Cultural, a mostra estende-se para o espaço do Instituto Tomie Ohtake, que exibe duas obras de grandes dimensões.

  • Visitação presencial: de 11 de dezembro 2021 a 10 de abril de 2022
  • Horário: de terça a domingo, das 11h às 19h.
  • Endereço: Av. Paulista, 149
  • Classificação indicativa: 12 anos
  • Grátis
  • Instituto Tomie Ohtake: Av. Faria Lima 201 – Complexo Aché Cultural. Entrada pela Rua Coropés, 88, Pinheiros, São Paulo. 

Dia 12/12, domingo.

Japan House São Paulo

  • Bingo da JHSP
  • Brincadeira infantil presencial

Como parte das comemorações do aniversário da Avenida Paulista, a Japan House São Paulo promoverá um bingo presencial, no qual as crianças terão a oportunidade de conhecer e se familiarizar com palavras, objetos e conceitos da cultura japonesa de forma lúdica e divertida. Desenvolvida pela equipe do Educativo da instituição, a atividade presencial conta com o apoio da Pilot Pen.

  • Horários: 11h, 14h30 e 16h30.
  • Duração: 50 minutos cada sessão
  • Atividade presencial
  • Senhas disponíveis para retirada na recepção 1h antes de cada atividade (vagas limitadas)
  • Endereço: Av. Paulista, 52
  • Classificação indicativa: livre
  • Grátis

Casa das Rosas

  • Ações Lúdicas
  • Brincadeira infantil presencial

Crianças e familiares são convidados a participar de divertidas atividades educativas no Jardim da Casa das Rosas, voltadas à poesia e ao tema do patrimônio cultural. O objetivo é apreciar poemas “pescados” durante brincadeira na fonte no jardim e refletir sobre a Casa das Rosas e a história de São Paulo por meio de um jogo da memória.

  • Horário: das 10h às 12h.
  • Evento presencial no Jardim do Museu sem necessidade de inscrição prévia
  • Endereço: Av. Paulista, 37
  • Classificação indicativa: livre
  • Grátis

Casa das Rosas

  • Presepe: História de Natal
  • Sarau presencial e on-line

Esta apresentação proporcionará um verdadeiro sarau natalino a partir de contos, poemas e canções. Guimarães Rosa, Mário de Andrade, Mário Quintana e Manuel Bandeira passeiam pelo presépio de acordes e palavras deste natal brasileiro. Nesta atividade, o grupo Canto Livro será formado por Jean Garfunkel (voz e violão), Pratinha Saraiva (flauta e bandolim) e a Juliana Rizzo (voz e narração).

  • Horário: das 14h às 15h.
  • Evento presencial no Jardim do Museu sem necessidade de inscrição prévia
  • Endereço: Av. Paulista, 37
  • A atividade também será transmitida pelo canal de YouTube da Casa das Rosas
  • Classificação indicativa: livre
  • Grátis

Casa das Rosas

  • Canta a Poesia: Coral da Casa das Rosas
  • Apresentação musical presencial

Esta apresentação permitirá ao público rever, após um período no qual o grupo deixou saudades, o Coral da Casa das Rosas. Com o projeto “Canta a poesia”, o grupo interpreta a musicalização de poemas de autores brasileiros consagrados e de poetas menos conhecidos.

  • Horário: das 16h às 17h
  • Apresentação presencial no Jardim do Museu sem necessidade de inscrição prévia para assistir
  • Endereço: Av. Paulista, 37
  • Classificação indicativa: livre
  • Grátis

MASP

  • Oficina da Comuna
  • Atividade presencial

Inspirada pela estética dos burgos medievais e paisagens da cidade de São Paulo, a oficina ministrada pelo coletivo Revistacomando propõe um exercício de criação a partir de um jogo de matrizes xilográficas, unindo elementos das cidades modernas e antigas. Os participantes irão compor sua própria comuna (termo utilizado na Idade Média para as cidades que conquistaram a emancipação do seu território), utilizando um conjunto de peças modulares que possibilitam uma infinidade de cenários na impressão de xilogravuras – elas poderão ser levadas para casa ao final da atividade.

O MASP terá entrada gratuita durante todo o domingo, das 10h às 18h (entrada até às 17h30) mediante agendamento online pelo link masp.org.br/ingressos. As exposições em cartaz são: Sala de vídeo: Dominique Gonzalez-Foerster, Ione Saldanha: a cidade inventada, Acervo em Transformação: doações recentes, Conceição dos Bugres: tudo é da natureza do mundo, Gertrudes Altschul: filigrana, Maria Martins: desejo imaginante e Acervo em Transformação, a mostra de longa duração do museu.

  • Horário: das 10h30 às 16h30.
  • Oficina presencial: é necessário retirar uma pulseira de identificação na recepção do MASP, atividade por ordem de chegada.
  • Capacidade de participantes: oficina rotativa sem limites estabelecidos.
  • Endereço: Av. Paulista, 1578
  • Classificação indicativa: livre
  • Grátis

O MASP terá entrada gratuita durante todo o domingo, 12.12, das 10h às 18h (entrada até às 17h30) mediante agendamento online pelo link .

Sesc Avenida Paulista

  • Performance presencial

Intervenção de dança em que os performers vestidos de agasalhos coloridos e utilizando máscaras de grama artificial, se colocam em um local de grande fluxo de pedestres da cidade.

Essas criaturas não identificáveis geram um ponto de destaque visual em meio ao cenário urbano já tão diverso e controverso, e reforçam um contraponto em relação a mobilidade dos centros urbanos, uma vez que o fazer/estar dos performers não está implicado nas ações de correr, falar, vender, comprar, passar por, mas sim permanecer num único ponto realizando um giro de 180º em torno de si próprio em um período de 30 minutos.

  • Com Grupo MEIO
  • Direção Artística: Carolina Canteli, Everton Ferreira e Iolanda Sinatra
  • Concepção e Performance: Amanda Santos, Carolina Canteli, Everton Ferreira, Iolanda Sinatra e Maria Basulto
  • Colaborador Audiovisual: Lucas Reitano
  • Produção: Iolanda Sinatra
  • Horários: das 10h às 10h30 e das 14h às 14h30.
  • Atividade presencial na Avenida Paulista, com início em frente à Unidade do Sesc
  • Endereço: Av. Paulista, 119
  • Classificação indicativa: livre
  • Grátis 
Fonte: IG Turismo

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Turismo

Destino dos famosos: recifes e belezas naturais em Santa Cruz Cabrália

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As famosas Mariana Rios, Adriane Galisteu e Sabrina Sato visitaram Santa Cruz Cabrália
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As famosas Mariana Rios, Adriane Galisteu e Sabrina Sato visitaram Santa Cruz Cabrália

Santa Cruz Cabrália é um município vizinho a Porto Seguro, na Bahia. Ambos os destinos oferecem belos cenários, com praias de águas cristalinas, areia branca e atrações históricas, afinal, foi lá que os portugueses aportaram pela primeira vez. 

No entanto, enquanto Porto Seguro é uma cidade badalada, que atrai milhares de turistas todos os anos, Santa Cruz Cabrália é uma escolha mais intimista, menos movimentada e, portanto, mais tranquila. A cidade também é equipada com diversos resorts luxuosos, que atraíram famosas como Mariana Rios, Adriane Galisteu e Sabrina Sato.

Inclusive, foi em Santa Cruz Cabrália que realizou-se a primeira missa em solo brasileiro. O ato foi efetuado pelo Frei Henrique de Coimbra no dia 26 de abril de 1500, onde hoje está situada a Praia da Coroa Vermelha. Além disso, ao lado de Porto Seguro e Belmonte, integra a região conhecida como Costa do Descobrimento, recheada de praias que favorecem a prática de esportes aquáticos. 


Como chegar em Santa Cruz Cabrália?

Já que a cidade se encontra a 24 km de sua vizinha, o aeroporto mais próximo é o Aeroporto Internacional de Porto Seguro. A partir daí, o trajeto é feito pela BR 367, em aproximadamente 30 minutos de viagem. Passagens aéreas, saindo de São Paulo, custam em média R$ 483. 

O que fazer na cidade? 

Parque Marinho da Coroa

Uma das atividades mais buscadas no município é o passeio de barco, que ocorre, principalmente, em escunas no Parque Marinho da Coroa Alta. Estabelecido a 2,5 km da costa, a região é composta por uma barreira de corais e um banco de areia em alto mar. 

Quem contratar o tour será levado aos corais em que se formam belas piscinas naturais. O local é rico em diversidade marinha, sendo uma atração propícia para mergulhos entre os peixinhos coloridos. Há também paradas na Vila de Santo André, na Ilha Paraíso e na Ilha dos Doces. Cada embarcação sai do Centro Histórico do município. 

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Praia da Coroa Vermelha

O local é importante para a história do país, já que foi onde a frota Pedro Álvares Cabral atracou, momento que ficou conhecido com o descobrimento do Brasil. Lá é possível encontrar uma cruz que marca a primeira missa brasileira. 

É a praia mais movimentada de Cabrália, além de ser a mais preparada para receber turistas. São diversos hotéis, resorts, pousadas, restaurantes e lojas de artesanato. A apenas 8 km do centro, tem aproximadamente 300 m de areia branca e águas tranquilas. 

Centro Histórico

Construções históricas do século 17 e 18, tombadas pelo Patrimônio Histórico Nacional, é o que o turista encontrará ao caminhar pelo centro de Santa Cruz Cabrália. Edifícios como a Igreja Nossa Senhora da Conceição, o quarto templo mais antigo do Brasil, e a Casa de Câmara e Cadeia recebem destaque. Além deles, ainda existem várias ruínas e casarões. 

Quem deseja apreciar a vista da cidade do alto, também pode escolher entre os dois mirantes presentes no local. 

Comércio Indígena Pataxó

No distrito de Coroa Vermelha é possível visitar a Aldeia Pataxó Nova Coroa, conhecer os costumes e cultura dos indígenas Pataxós. Há demonstrações de danças e artesanatos, além de uma trilha guiada em que são apresentadas armadilhas, bem como aulas sobre plantas dos nativos. 

No centro de artesanato Pataxó, quem se interessar pode adquirir objetos artísticos e utensílios feitos pelos indígenas. Itens de madeira, gamelas e pilões, cocares, bijuterias e artefatos de palha são encontrados ali.

Fonte: IG Turismo

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Brasileira vai para a Austrália e oferece dicas para quem quer imigrar

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Em 2007, Bruna M. Cenço foi para a Áustralia a fim de estudar.
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Em 2007, Bruna M. Cenço foi para a Áustralia a fim de estudar.

Quando resolveu se mudar para a Austrália, em 2007, o principal objetivo de Bruna M. Cenço era se especializar na área ambiental. A escolha do país aconteceu após considerar alguns fatores, como idioma, clima e oferta de universidades. Bruna é jornalista e desejava imigrar para um país que tivesse o inglês como língua nativa, justamente para aprimorar sua fluência. 

Após descartar alguns destinos como Estados Unidos, Reino Unido e Canadá, Bruna descobriu, por meio de uma amiga, que a Austrália se encaixava nos seus propósitos. A jornalista sempre teve aversão a lugares muito frios, então as temperaturas quentes, semelhantes às do Brasil, colaboraram no processo de decisão. Outra característica que atraiu a atenção dela foi a moeda local: o dólar australiano possui um valor menor que o americano e definitivamente menor que o euro. 

“No final, minha decisão foi bastante prática. Coloquei em uma lista o que era fundamental para mim e comecei a buscar um cenário de curso e local que se encaixasse. Algo que aprendi é que às vezes a gente tem que abrir mão de algo no processo, mas é preciso primeiro entender quais são as suas prioridades para que isso seja feito de forma consciente e sem arrependimentos”, conta. 

Estudos

Segundo o Departamento Australiano de Educação e Treinamento, o Brasil é o quarto país que mais envia estudantes para a região. No entanto, nos últimos dois anos as fronteiras estiveram fechadas por conta da pandemia, então o número de imigrantes caiu consideravelmente. Em dezembro de 2021, o governo australiano voltou a permitir a entrada de estudantes vacinados.

Para Bruna, a primeira grande dificuldade foi decidir qual curso faria e como seria a preparação para tal. A princípio, ela iria para a universidade realizar a pós-graduação, mas mudou de ideia após conversar com a escola de intercâmbio e preferiu fazer um curso curto de seis meses. “Já estava com tudo acertado, curso pago, até que a instituição de ensino me avisou que, por número insuficiente de alunos, não iria abrir a turma naquele semestre e eu poderia escolher entre trocar de curso ou adiar minha viagem para o semestre seguinte. Acabei trocando o curso em cima da hora, fazendo gestão de negócio em vez de relações públicas”, pontua.

Como não iria fazer um curso de inglês, teve que apresentar um teste de proficiência do idioma na faculdade australiana, além do diploma de conclusão do Ensino Médio e um formulário de inscrição. Quando foi aprovada, ela começou a preparar a documentação necessária para que conseguisse efetivar a aprovação do visto. Os documentos exigidos variam de acordo com o motivo da viagem, mas os principais estão listados abaixo:

• Passaporte assinado e válido e passaportes anteriores, se já houver viajado ao exterior; • Formulário 157A vigente, preenchido e assinado pelo requerente (a foto afixada no formulário deverá ser recente e sem alterações digitais – 6 meses no máximo – e do tamanho 5×7 ou 3×4); • Comprovante da Matrícula (CoE – Certificate of Enrollment); • Comprovante de Cobertura de Saúde de Estudantes Estrangeiros (OSHC – Overseas Student Health Cover); • Pagamento da taxa.

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Planejamento

Bruna explica que a dica fundamental para quem deseja morar em outro país é o planejamento. O primeiro passo é definir os objetivos e, então, pesquisar os destinos que se adaptem ao estilo de vida de cada um. A jornalista destaca que é primordial conversar com outras pessoas que vivenciaram a experiência de imigrar, avaliando os lados positivos e negativos. Ela considera que as preocupações mudam conforme o tempo que cada um decide morar fora. 

“Você quer morar um tempo fora e depois voltar, seis meses, um ano, por exemplo? Então, a preocupação é basicamente o curso e as características locais. A partir daí é seguir o passo a passo e as agências de intercâmbio são ótimas para te ajudar com isso. Já se você está disposto a sair de vez do Brasil, é preciso pensar em outras coisas, como: tudo bem ficar fora da área de atuação? Trabalhar em outras áreas, incluindo o chamado subemprego? O quanto para você é tranquilo ficar longe da família? Muitas dessas respostas você só terá certeza quando vivenciar as mudanças, mas essas perguntas são importantes para você se planejar e tomar a melhor decisão”, detalha. 

Diferenças regionais e adaptação


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De acordo com a jornalista, a Austrália é um país belíssimo e acolhe bem as pessoas. Contudo, em comparação ao Brasil, está do outro lado do planeta, logo o processo de separação pode ser mais doloroso. “Enquanto pessoas que moram nos Estados Unidos conseguem vir uma ou mais vezes por ano ao Brasil, quem mora na Austrália diminui esse número pela metade, pelo menos. Por isso, é importante pensar se isso não será um impeditivo”, explica.

Muitos brasileiros buscam um intercâmbio para encontrar melhores condições de emprego. Bruna avalia que a Austrália disponibiliza muitas oportunidades, mas é preciso considerar as áreas de atuação que ofertam mais vagas. Por exemplo, empregos em bares, lanchonetes, na área da limpeza ou da construção, que no Brasil são vistos como subempregos, podem ser suficientes para gerar uma boa renda, mas a jornalista salienta que há pessoas que sentem falta de trabalhar em posições de escritório.

“Se esse é o seu caso, não é impossível você morar em outro país e continuar trabalhando na sua área. Conheço pessoas que fizeram isso e já foram, inclusive, com maiores possibilidades de conseguir vistos de permanência, já que há profissões que são muito procuradas fora do Brasil. Essas profissões variam de acordo com o país e por isso é necessário planejamento, se informar e então providenciar a documentação”, recomenda.

Ao chegar na Austrália, Bruna revela que a maior dificuldade foi em relação à língua. “Mesmo quem fala inglês fluente tem aquele momento de adaptação ao sotaque. Eu senti isso bem forte. É diferente você assistir a filmes ou séries em inglês americano ou britânico e conversar com pessoas que têm o inglês como língua nativa em um sotaque que não é tão disseminado. Conheci colegas americanas que me diziam nem sempre entender o que os australianos falavam, então imagine para os brasileiros. Mas isso é normal e passa com o tempo. Até porque, o que mais tem naquele país é gente de vários lugares do mundo, o que te faz acostumar muito mais rápido com os diferentes sotaques, não só com o australiano”, diz. 

Ela também teve problemas para se familiarizar com a cultura dos australianos. No Brasil, as regras são mais maleáveis, o que não existe na maioria dos outros países. A Austrália tem como costume ter regras para tudo e por isso exige muitos certificados para trabalhar em bar, em cassinos ou com construção civil.

“Outra coisa que eles têm muito sério é a pontualidade. Uma vez, quando estava muito sem dinheiro, decidi que ia tentar vaga no McDonald’s. Saí de casa de bicicleta, me perdi pelo caminho, cheguei dez minutos atrasada e só fui recebida pela gerente para receber uma bronca sem ao menos chance de justificativa. Outro exemplo dessa rigidez foi no colégio: como era turma mista (australianos e estrangeiros), cheguei a fazer uma DP por falta de meio ponto, coisa que a gente dificilmente vê acontecendo no Brasil. No começo a gente estranha, mas depois se acostuma”, afirma.

Embora, em termos culturais, brasileiros e australianos dividam certos traços semelhantes, as diferenças são evidentes. “Os australianos são muito organizados e costumam seguir bastante as regras, como no respeito ao trânsito, por exemplo. A pontualidade é outra marca australiana, assim como o uso da tecnologia para agilizar os processos. Pontos de ônibus e estações de trem costumam ter uma tabela com o horário que cada ônibus ou trem vai passar. Assim você consegue se preparar antes de sair de casa e dificilmente atrasa”, salienta. 

“Uma brasileira no país dos cangurus”

A brasileira retornou ao Brasil em 2009 e, em 2020, decidiu publicar um livro ficcional baseado nas suas experiências como imigrante. Ela aponta que a ideia surgiu, pois com frequência recebia questionamentos sobre o processo para morar na Austrália. Dessa forma, por intermédio de uma campanha de crowdfunding, a jornalista lançou a obra intitulada “Uma Brasileira no País dos Cangurus”. 

“Fui percebendo que, mesmo com as informações abundantes na internet, tanto de agências de intercâmbio quanto de blog e perfis de viagem, as pessoas ainda têm uma carência de histórias mais próximas, daquele contato pessoal, que não é todo mundo que tem a chance de ter. Assim, quando percebi esta necessidade, aproveitei algumas crônicas que tinha escrito na época em que vivia na Austrália para criar este romance, com histórias reais e fictícias, que possibilitam que o leitor tenha um gostinho de como é essa experiência.”

A ideia é que o leitor possa viajar junto com as personagens, participando das conquistas, mas também das angústias de quem mora longe. “Além disso, ao final de cada capítulo, tem uma espécie de post-it com dicas bem práticas, que não interferem na narrativa, mas ajudam quem quer viajar também”, relata.

Fonte: IG Turismo

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