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Política Nacional

Auxiliares de Bolsonaro culpam Ernesto Araújo por clima ruim com China e Índia

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Ernesto Araújo, ministro das Relações Exteriores
Marcelo Carmargo/Agência Brasil

Ernesto Araújo, ministro das Relações Exteriores

O atraso na operação de envio de um avião para recolher vacinas na Índia  e a demora na liberação da exportação por parte da China dos insumos para a produção de vacinas no Brasil fez aliados do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) responsabilizarem o chanceler Ernesto Araújo por essas duas derrotas para o governo. A informação é do jornal Folha de S.Paulo .

Segundo essas pessoas próximas ao presidente, a área de relações exteriores, que é comandada por Ernesto, contribuiu para a derrota política de peso sofrida pelo Palácio do Planalto no fim de semana. O revés foi tão grande que permitiu que o governador de São Paulo João Doria, ficasse com todo o protagonismo do início da vacinação no Brasil.

O governo vinha tentando antecipar desde dezembro um lote de 2 milhões de doses da vacina de Oxford com a AstraZeneca produzidas no laboratório indiano Serum. O objetivo era que as doses fossem usadas para dar o pontapé na campanha imunização no Brasil. Uma cerimônia no Planalto estava sendo preparada para a ocasião.

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Ao longo de semanas, Araújo coordenou esforços para conseguir a liberação da carga a tempo de garantir o cronograma desejado pelo Planalto, mas não houve êxito e, até o momento, não há prazo para que isso ocorra.

A principal crítica contra o chanceler é que ele deveria ter sido claro sobre as dificuldades políticas para que a Índia desse luz verde para a venda, uma vez que Nova Déli não quis possibilitar a venda antes de iniciar a sua própria campanha de vacinação.

O ministro do Itamaraty também virou vidraça de membros do governo que querem por uma menor carga ideológica na condução da política externa brasileira. Eles se queixam que os constantes embates com a China criaram dificuldades de interlocução num momento em que o país depende da boa vontade de Pequim.

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Política Nacional

PF sugere falta de firmeza da PGR em investigação que mira aliados de Bolsonaro

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Procurador-geral da República, Augusto Aras
Pedro França/Agência Senado

Procurador-geral da República, Augusto Aras

A Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal entraram em atrito pelo inquérito dos atos democráticos . A última discordância aconteceu pelo pedido de busca e apreensão na casa de Fábio Wajngarten, que ainda era secretário de Comunicação do governo Bolsonaro, relevado pelo Painel. A PGR se manifestou contra a medida apresentada e a PF insinuou falta de coerência e ausência de ímpeto no início das investigações. As informações foram apuradas pela Folha de São Paulo. 

A PF argumenta que, dois dias antes da solicitação da PGR, o órgão solicitou buscas contra ativistas, jornalistas, deputados e apoiadores do presidente e foi contra as ações da Secom em relação ao Wajngarten. A polícia entende que com essas atitudes, a procuradoria desacelerou o ritmo quando percebeu que os alvos eram próximos do Palácio do Planalto.

No momento, o que se fala nos bastidores é sobre o relatório que foi entregue pela PF em dezembro de 2020, que resumia as diligências. De acordo com a PGR, é entendido que a delegada não encontrou evidências dos crimes apurados. A polícia tem o entendimento que não pode avançar em uma parte das buscas, porque não teve o apoio da procuradoria e que ainda há outros crimes a serem investigados. 

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Política Nacional

Mais querido e menos rejeitado, Lula supera potencial de votos de Bolsonaro

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Ex-presidente Lula supera potencial de votos de Bolsonaro em 2022, diz pesquisa
Lula Marques/Agência PT

Ex-presidente Lula supera potencial de votos de Bolsonaro em 2022, diz pesquisa

Em pesquisa que mede o potencial de voto de dez possíveis candidatos nas eleições presidenciais de 2022, o ex-presidente  Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o único que demonstra ter mais potencial político que o atual presidente,  Jair Bolsonaro (sem partido).

Menos rejeitado e mais querido, o petista está atualmente impedido de concorrer pela Lei da Ficha Limpa , embora busque mudar essa condição judicialmente. De acordo com o levantamento realizado pelo Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec), novo instituto de pesquisa de Márcia Cavallari, ex-Ibope, 50% dos entrevistados disseram que votariam ou poderiam votar em Lula , bem acima do teto de Bolsonaro, 38%. 44% afirmaram que não votariam no petista de jeito nenhum, enquanto 56% jamais votariam pela reeleição do atual presidente.

Os advogados de Lula buscam anular as sentenças que envolvem imóveis em Guarujá e Atibaia , que hoje o impedem de concorrer a cargos eletivos, mas, publicamente, o ex-presidente nega a intenção de se candidatar em 2022.

Vale destacar que a pesquisa do Ipec não calcula um possível cenário em que Lula e Bolsonaro se enfrentem, mas sim o teto e o piso de votos dos dois possíveis candidatos em 2022. As pesquisas de intenção de votos tradicionais simulam possíveis segundos turnos com dois nomes, mas a pesquisa de potencial tem outro objetivo, que é justamente medir a aceitação e a rejeição a determinado nome.

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Em vez de apresentar uma lista de candidatos e pedir que o entrevistado aponte seu preferido, o Ipec cita o nome de cada possível postulante à presidência e pergunta se o eleitor com certeza votaria nele, se poderia votar, se não votaria de jeito nenhum ou se não o conhece o suficiente para responder. A soma das duas primeiras respostas, “votaria com certeza” e “poderia votar” é usada como o potencial de votos.

Lula e Bolsonaro lideram o ranking de potencial de voto para 2022, seguidos pelo ex-juíz e ex-ministro de Bolsonaro, Sérgio Moro  (31%); Luciano Huck  (28%); Fernando Haddad  (27%); Ciro Gomes  (25%); Marina Silva  (21%); Luiz Henrique Mandetta  (15%); João Doria  (15%); e  Guilherme Boulos  (10%).

Marina, Huck, Doria, Ciro e Haddad estão empatados tecnicamente em rejeição com Bolsonaro. Enquanto o presidente não seria votado “de jeito nenhum” por 56%, os possíveis candidatos são rejeitados por, respectivamente, 59%, 57%, 56%, 53% e 52%. Já Moro repete a rejeição de Lula, 50%.

A pesquisa também apura onde os possíveis candidatos têm mais apoio. Bolsonaro encontra mais simpatizantes entre evangélicos (53% de potencial de votos), na região Sul (46%) e na faixa de renda entre dois e cinco salários mínimos (45%).

Para realização do levantamento, o Ipec ouviu 2.002 pessoas em 143 municípios do País entre os dias 19 e 23 de fevereiro. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos.

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