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Aumento de mais de 350% no preço dos fertilizantes pode gerar desabastecimento, alerta Aprosoja-MT

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Fortalecimento Institucional

Aumento de mais de 350% no preço dos fertilizantes pode gerar desabastecimento, alerta Aprosoja-MT

A entidade sugeriu à Frente Parlamentar da Agropecuária que cobre explicações das empresas pelo “reajuste inexplicável” e que pode trazer prejuízos à população

26/05/2022

O preço dos principais fertilizantes teve um reajuste de mais de 350%, saindo de uma média de 350 dólares por tonelada, na safra passada, para 1,3 mil dólares por toneladas na safra deste ano, um percentual de reajuste que, segundo a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), pode gerar desabastecimento de alimentos no mercado mundial. 

Esse impacto no aumento dos preços, conforme Fernando Cadore, presidente da entidade, não será sentido apenas pelo produtor rural, mas também vai afetar o consumidor final, o cidadão, que terá menos alimentos nas prateleiras do supermercado. Como Brasil e Mato Grosso são grandes produtores, o efeito pode ter escala global.

“Sugerimos, nesta semana, à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) que acione o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), cobrando explicações das empresas sobre o reajuste no preço considerado pelo setor produtivo como “abusivo e inexplicável” ou mesmo como “formação de cartel”, ou seja, com intuito de gerar lucro às poucas indústrias que atuam no país”, afirma Cadore. 

Além do cloreto de potássio (KCL), que variou de 350 para 1,3 mil dólares por tonelada de uma safra para a outra, o fosfato monoamônico, conhecido pela sigla MAP, saiu de um média de preço de 480 dólares para 1,4 mil dólares por tonelada da safra anterior para a atual. Frente à situação, a Aprosoja-MT alerta que os valores atuais são “impraticáveis” e devem inviabilizar a produção agrícola no Brasil. 

“Precisamos que o CADE e a nossa bancada parlamentar nos ajudem a encontrar explicações, porque foi um reajuste de quase 4 vezes, que não se justifica pelo aumento no preço dos combustíveis, além disso, queremos compartilhar com as indústrias de fertilizantes as possíveis consequências de um desabastecimento mundial de alimentos”, afirma Cadore.

Em relação às empresas, a americana Mosaic, uma das maiores fornecedoras de fertilizantes do mundo, registrou lucro líquido de US$ 1,18 bilhão no primeiro trimestre deste ano, resultado 653% superior ao do mesmo período de 2021, conforme relatado pela imprensa nacional.

Ainda para Cadore, “toda empresa, como atividade econômica, visa lucro, mas a geração de caixa exorbitante de uma das maiores fornecedoras de fertilizantes mundial chama a atenção para os atuais preços praticados. Essas empresas, em caso de desabastecimento alimentar, também deverão ser responsabilizadas, já que com os atuais preços desses insumos, a agricultura pode se tornar impraticável no país”.

O presidente da Aprosoja-MT esteve na segunda e terça-feira (23 e 24.05) em Brasília para reunião com o com os ministros da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Marcos Montes, e Meio Ambiente (MMA), Joaquim Leite. Também participou de reunião com o presidente da FPA, o deputado federal Sérgio Souza, quando colocou a questão dos fertilizantes, tema que já preocupa os produtores mato-grossenses.

Fonte: Rose Domingues

Assessoria de Comunicação

Contatos: Telefone: 65 3644-4215 Email: [email protected]

Fonte: APROSOJA

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Agricultores iniciam colheita de pluma de algodão em Mato Grosso

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Os agricultores começaram a colher algodão em pluma, uma das culturas cultivadas em Mato Grosso. Nesta safra, a área plantada aumentou para 1,18 milhão de hectares e, em 2021, foram plantados 960 mil hectares.

A produção deve ser de 278 arrobas de algodão em caroço por hectare, apenas um arroba a mais em relação à temporada do último ano.

No entanto, como a área é grande, o volume de algodão colhido deve crescer e ficar próximo de 5 milhões de toneladas, cerca de um milhão a mais que no ano passado.

Na primeira safra, plantada em dezembro, os resultados são bons, enquanto a segunda safra, plantada em janeiro logo após a colheita da soja, não teve o mesmo efeito. O algodão foi cultivado durante o que foi considerado uma boa estação, mas o clima não colaborou com os produtores.

Em uma fazenda em Novo São Joaquim, a 487 quilômetros de Cuiabá, o resultado foi diferente nesta temporada. Segundo o gerente local, Jackson Ferreira, o algodão colhido ocupa 3.000 hectares, 15% a mais que na safra passada.

No início do ciclo, o clima afetou o crescimento da safra e a taxa média de produção foi de 5% em relação ao ano anterior.

“No ano passado choveu muito durante a janela de plantio e não executamos dentro do ideal. Já neste ano a chuva foi muito boa e conseguimos plantar dentro da janela. Durante o ciclo da cultura a chuva foi bem distribuída, mas a safrinha recebeu bem menos volume. Isso vai afetar um pouco na produtividade do algodão. Esperávamos colher 250 arrobas, mas vai chegar no máximo 230 arrobas”, disse Jackson.

Em uma fazenda em Campo Verde, a 139 quilômetros de Cuiabá, a colheita já começou. Segundo o agricultor Rodolfo Bertani Lopes da Costa, foram plantados mais de 1.500 hectares, sendo 580 em dezembro e o restante no mês seguinte.

“Esse ano choveu antes. Eu terminei o plantio do algodão safrinha em 20 de janeiro. Então foi dentro da janela e, com o preço do algodão, resolvemos aumentar as áreas de sarfinha. Só que tivemos um corte de chuva antecipado e isso ocasionou perda e a perspectiva de produção foi reduzida. A gente esperava produzir 120 arrobas de pluma e agora a produção vai ser por volta de 80 arrobas de pluma por hectare. Este ano estamos trabalhando com 40% de algodão safra e 60% de safrinha”, concluiu.

Fonte: Agroplus.tv  

Fonte: AgroPlus

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Exportações de grãos da Ucrânia caem 40% em maio

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As exportações de grãos da Ucrânia tiveram uma queda de 40% na primeira quinzena de junho, se comparada ao mesmo período de 2021, com 613 mil toneladas.

O país embarcava até 6 milhões de toneladas de grãos por mês, antes da invasão russa, que teve início no final do mês de fevereiro, desde então, os volumes diminuíram para cerca de 1 milhão de toneladas.

Isso porque a Ucrânia costumava exportar a maior parte dos seus produtores por portos marítimos e agora foi forçada a fazer o transporte de grãos por meio de trens pela fronteira ocidental.

Fonte: Agroplus.tv

Fonte: AgroPlus

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