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Audiência debate alergia alimentar e normas para cantinas nas escolas em Mato Grosso

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Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

As formas de detecção da alergia alimentar foi tema de audiência pública realizada na manhã de sexta-feira (20), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. O objetivo do evento, de iniciativa do deputado Dr. Eugênio (MDB), foi levantar propostas para a criação de um projeto de lei que traga a implementação normas ao fornecimento da alimentação servida nas escolas públicas ou privadas, atendendo a restrição de cada aluno. Outra proposta levantada após o debate foi a criação de um comitê como Centro de Referência de Apoio às Crianças com alergia alimentar.

O deputado Dr. Eugênio destacou que a alergia alimentar é uma situação cotidiana, de rápida detecção, uma vez que se configura como uma reação do sistema imunológico logo após a ingestão de um determinado alimento. Mesmo uma pequena quantidade, a ingestão de algo que cause alergia desencadeiam sinais e sintomas, que costumam variar de gravidade.

“O grande desafio que temos hoje é fazer exatamente com que as pessoas entendam a dimensão dos problemas envolvendo a alergia alimentar. É levar informação às famílias e ao governo, pórque há como se prevenir de maiores transtornos. É fazer com que todos os grupos envolvidos nessa temática formar, posteriormente, uma associação forte com políticas públicas sobre o tema. Por meio da discussão e conscientização vamos mostrar a importância desse tema para todas as escolas de Mato Grosso e também a sociedade”, explicou o parlamentar.

Como se trata de um tema importante na atualidade, a defensora da conscientização da alergia alimentar em Mato Grosso, Leda Alves tomou a iniciativa de levar a ideia até ao deputado para debater com a sociedade. De acordo com Leda, “por meio do debate queremos trazer à tona o assunto para darmos início a implementação de nossas solicitações”, destaca ela.

Na oportunidade Leda Alves falou que as escolas precisam estabelecer um protocolo alimentar para que elas trabalhem em inclusão.

“Ao mesmo tempo, precisamos de capacitação tanto para os profissionais dessas escolas, como diretores e professores, assim como para as famílias. O essencial neste momento, a curto prazo, é justamente essa implementação da inclusão das crianças nas escolas por meio de uma alimentação que atenda as restrições alimentares delas”, indica ela.

Para o deputado Dr. João José (MDB) por ser considerada um problema de saúde pública, a alergia alimentar, deve ser debatida como uma das principais pautas de políticas públicas de educação, de assistência, de saúde e alimentação. Ele argumentou que as crianças passam o maior tempo envolvidos dentro das escolas e por isso, defende criação de projeto de lei para combater o problema.

“Trata-se de um tema extremamente importante para a sociedade. É uma iniciativa que precisa partir da Assembleia Legislativa com o propósito de criar um projeto de lei para implementação de alimentações adequadas em escolas públicas e privadas”, propõe ele.

A presidente do Grupo de Celíacos de Mato Grosso, Sílvia Jecev comentou que tratam-se de pessoas que não digerem o glútem, que são o trigo, cevada e aveia.

“Nossa maior dificuldade hoje é encontrar profissionais especializados que entendam e possam tratar a gente. É uma doença sem cura e quando não tratada de forma adequada pode levar a óbito. Precisamos desde um atendimento gastro até ao psicológico, e ainda, uma capacitação para equipe de âmbito escolar para poder saber e também atender os alunos. Enquanto parente não temos o peso de um profissional para poder essa capacitação adequada”, ensina ela.

Uma das saídas propostas pelo deputado Wilson Santos (PSDB) é criar um projeto de apoio para nutrição adequada para essas crianças nas escolas. “É uma audiência que tem um tema fundamental onde é debatido em todas as escolas públicas e privadas do Brasil. Um debate que tem pessoas que passam de forma invisíveis pelo Estado, que está de costas para elas. O Parlamento de Mato Grosso é o que está mais avançado neste quesito. Temos que preparar  o Estado para que ele ofereça acolhimento a essas pessoas. Essa luta pelas minorias é importante”, indicou Santos.

A coordenadora estadual do Movimento Orgulho Autista Brasil (Moab), Hamara Elizabeth Sarmento Ferreira, advertiu que a audiência é de extrema importância porque abre portas e caminhos para fortalecer o grupo em busca de melhorias nas escolas.

“O autismo e alergia alimentar são dois segmentos totalmente interligados. Estamos aqui tentando juntar esses lados para que possamos ter êxito de agora em diante e mais abertura para os alérgicos”, mostrou ela.

Representando o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, durante a audiência, a enfermeira Luci Emília Grzybowski Oliveira disse que o Estado trabalha com o objetivo da instalação de uma clínica especializada para tratamento de crianças com alergias alimentares.

Ela comentou que uma das alternativas imediatas para a instalação do Centro de Referências está ligada à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), criada pela lei nº 12.401 de 28 de abril de 2011, que dispõe sobre a assistência terapêutica e a incorporação de tecnologia em saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde.

“Ainda está no início, mas tendo em vista maior a necessidade de resolver esse problema imediatamente, o governo trabalha com agilidade, pois Mato Grosso precisa de um Centro de Referência para tratamento dessa doença”, receitou Luci Emília.

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Deputado Claudinei participa da entrega de cestas básicas aos povos indígenas

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Foto: SAMANTHA DOS ANJOS / Assessoria de Gabinete

Foto: SAMANTHA DOS ANJOS / Assessoria de Gabinete

O deputado estadual Delegado Claudinei (PSL), na quinta-feira (28), em Rondonópolis (MT), marcou presença na cerimônia de entrega de 24 mil cestas básicas – o que totaliza 528 toneladas – para atender 12 mil famílias indígenas de 43 etnias do estado de Mato Grosso. A ação foi uma iniciativa do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos do governo federal que fez aquisição com recursos próprios dos mantimentos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A entrega das cestas e a articulação com lideranças indígenas contaram com o apoio de seis unidades descentralizadas da Fundação Nacional do Índio (Funai) de Mato Grosso. De acordo com a ministra do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, a entrega dos mantimentos para as comunidades indígenas é o maior evento do governo Bolsonaro por cuidar de vidas. “Este é o governo que ama índios de verdade. Não é para fazer politicagem com índio e sempre deixaram o índio na miséria. É assim que estamos cuidando de índio, matando a fome”, explana.

“É preciso ter este olhar e essa sensibilidade com as comunidades indígenas, ainda mais neste período da pandemia de Covid-19. Imagina para aqueles que estão em situação de vulnerabilidade. É preciso dar atenção e buscar meios para que a fome não se instale nas aldeias indígenas. Parabenizo o governo Bolsonaro e a ministra Damares pela atenção dada ao nosso estado de Mato Grosso e para a nossa população indígena”, destaca Delegado Claudinei.

Cestas básicas

Em Mato Grosso, a Funai conta com seis coordenações regionais instaladas nos municípios de Cuiabá, Colíder, Juína, Ribeirão Cascalheira, Barra do Garças e Canarana. Conforme o presidente da Funai, Marcelo Xavier, essa iniciativa da entrega de cestas básicas para os índios é uma das soluções encontradas pelo governo federal para atender a comunidade tradicional.

Na solenidade, ele apresentou importantes dados sobre o trabalho dos últimos trinta dias, realizados pelo governo federal quanto às questões indígenas neste período da pandemia de Covid-19. “Em recursos emergenciais recebidos pela Funai, somente no estado de Mato Grosso, já foram disponibilizados cerca de R$ 1,2 milhão. Tanto que foram adquiridas aproximadamente 6,5 mil cestas básicas para atendimento de famílias indígenas em situação de vulnerabilidade”, explica.

Xavier conta que em nível nacional, já foi contabilizado a entrega de aproximadamente 70 mil cestas básicas e de cerca de 30 mil kits de higiene pessoal para distribuição em todo o país. “Em termos de doação, foram recebidas 32 mil cestas básicas. Em Mato Grosso, foram 3.650 e, agora, recebe essa doação formal de um termo de execução decentralizada firmada entre o Ministério de Direitos Humanos, Ministério da Agricultura, Conab e Funai com 24 mil cestas básicas”, reforça o presidente.

Por todo o país, o governo federal vai distribuir quase 310 mil cestas de alimentos para os povos em situação de vulnerabilidade social, com o objetivo de garantir a segurança alimentar destas comunidades tradicionais e diminuir os impactos do novo coronavírus. A ação de entrega será realizada pelas equipes descentralizadas da Funai, com suporte logístico do Ministério da Defesa e a Secretaria de Saúde Especial Indígena (Sesai) que fará a higienização dos itens entregues.

Máscaras – Na solenidade de entrega das cestas básicas, foi formalizada a entrega de cerca de 200 mil máscaras que foram viabilizadas por um grupo de empresários para a devida distribuição para a população. Essa iniciativa faz parte do projeto denominado de “Máscara para o Próximo” – que despertou a atenção do programa Pátria Voluntária que é uma iniciativa do governo federal, liderada pela primeira dama, Michelle Bolsonaro.

Também, outro projeto que se aliou ao Pátria Voluntária foi o “Um milhão de máscaras” que contribui na missão de proteger vidas. Sem contar que cerca de 20 mil sabonetes serão distribuídos, em Rondonópolis, por meio do programa que foi criado através do Decreto de n.º 9.906/2019 , assinado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro.

Dentre as autoridades presentes no evento, marcaram presença o prefeito de Rondonópolis, José Carlos do Pátio (Solidariedade), diretor presidente da Conab, Guilherme Barros, senadores Wellington Fagundes (PL) e Carlos Fávaro (PSD), deputado federal José Medeiros (Podemos), secretário Especial de Saúde Indígena, Robson da Silva, secretária Executiva do Pátria Voluntária, Adriana Pinheiro (representando a primeira dama, Michelle Bolsonaro), secretária Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Sandra Terena, secretária de Assistência Social e Cidadania de Mato Grosso (Setasc – MT), Rosamaria de Carvalho e a inspetora Iara, representando a Superintendência da Polícia Rodoviária Federal de Mato Grosso (PRF – MT).

 

Fonte: ALMT

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PL que prevê contratação emergencial de psiquiatras e psicólogos é aprovado em segunda votação na AL

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Foto: ANGELO VARELA / ALMT

O projeto de lei 305/2020, que estabelece a contratação emergencial temporária de psiquiatras, psicólogos, assistentes sociais e terapeutas ocupacionais, para atendimento às vítimas de depressão e tendências suicídas em decorrência do isolamento social foi aprovado em segunda votação na Assembleia Legislativa. A medida deve ajudar parte da população que se encontra em casa por conta do isolamento ocasionado durante a pandemia do coronavírus.
Em justificativa, o parlamentar ressalta a importância do acompanhamento dos profissionais no momento vivido por todo o mundo. “Muitos não conseguem suportar a perda de entes queridos ou mesmo ouvir relatos sobre pessoas que não sobreviveram ao vírus, ou ainda, as consequências emocionais geradas pelo confinamento social, bem como a impossibilidade de garantir o sustento de suas famílias, no caso dos trabalhadores informais e outros”.
O PL aguarda sanção do Executivo estadual.

Fonte: ALMT

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