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Saúde

Até quando ser quem você é será mais doloroso que uma doença crônica?

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Daniel acha que a homofobia assusta mais que o diagnóstico de diabetes
Reprodução/Youtube

Daniel acha que a homofobia assusta mais que o diagnóstico de diabetes

Conviver com uma doença crônica, sem cura, como é o caso do diabetes, já é difícil para qualquer pessoa. Agora, tente imaginar toda essa demanda de cuidados que a doença exige na vida de quem precisa lutar diariamente para poder apenas existir ou sobreviver?

 Eu nunca tinha pensado nisso, até que um certo dia, durante a gravação da websérie “Sim, diabético”, eu ouvi de um entrevistado a seguinte frase: “O diabetes não ia me derrubar porque eu já venho numa luta muito mais pesada do que uma doença crônica: a homofobia”. A resposta com a voz embargada foi dada logo depois de eu perguntar o que ele sentiu quando recebeu o diagnóstico de diabetes.

Aquilo me tocou e por alguns dias fiquei refletindo sobre aquela fala. Isso me fez entender algumas atitudes minhas do passado, logo depois do meu diagnóstico.

Eu só tinha 22 anos e, pela primeira vez, tinha me apaixonado por uma pessoa do mesmo sexo. Apesar das piadinhas que costumava escutar na adolescência em relação a minha sexualidade, confesso que, até aquele momento, não entendia quem realmente eu era. O sentimento daquela ocasião confirmava algo que me dava medo.

O processo para eu ter essa resposta e certeza demorou cinco anos. Nesse período, precisei negligenciar parte do meu tratamento do diabetes, não porque eu queria, mas sim pelo fato de que questões prioritárias da vida exigiam minha atenção. Cuidar do diabetes não era prioridade para quem nem existia. Como falar de autocuidado? Eu passava a maior parte do tempo tentado me adaptar aos padrões com medo de que as pessoas não me aceitassem. Como se o fato de ser gay fosse algo errado e inadmissível. Se nem eu mesmo tinha capacidade de me acolher, me entender, como cuidaria de uma doença crônica que exige tanto tempo do dia. Estudos mostram que uma pessoa com diabetes tipo 1, por exemplo, chega a gastar 5 horas do dia tomando decisões relacionadas ao diabetes.  

Como eu disse, foi um processo duro e difícil, mas quando eu mesmo me aceitei, disse: “ok, sou gay e preciso viver essa vida, mesmo que isso não agrade aos outros. Tenho direito de existir como sou e não como minha família ou amigos querem”.  Tenho que admitir que essa aceitação e autoconfiança vieram em um momento em que já tinha saído da casa dos meus pais e já tinha independência financeira. Esse foi meu tempo!

Contei tudo isso para relatar que, depois disso, o autocuidado com o diabetes aconteceu. Entendi que não era só o médico que tinha a missão de tratar. Eu tinha um papel importante e essencial para não ter problemas mais graves decorrentes do diabetes descontrolado. Mas, isso só é possível quando questões básicas são resolvidas. Uma pessoa que não consegue existir ou precisa lutar todos os dias para sobreviver no país que mais se mata pessoas LGBTQIAPN+ o desafio de também ser diabético, por exemplo, acaba sendo ainda mais difícil para a maioria. Nem todo mundo tem a mesma sorte ou privilégio que eu, sem bem disso.

Por isso, eu sempre digo que o preconceito mata e adoece pessoas que só querem existir como são, como devem ser.  Por isso a fala do Daniel na minha entrevista é muito forte e deixa uma reflexão: até quando o fato da pessoa ser quem ela apenas é vai ser mais doloroso do que o diagnóstico de uma doença crônica sem cura?

Essa é uma questão para todos. Amor é amor!

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Raiva: conheça uma das doenças infecciosas mais letais

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Raiva: conheça uma das doenças infecciosas mais letais
Redação EdiCase

Raiva: conheça uma das doenças infecciosas mais letais

Especialista alerta sobre a importância da vacinação para combater a enfermidade

Por Kaina Spyridion

A raiva é um vírus mortal transmitido para as pessoas pela saliva de mamíferos infectados. Há quem pense que as chances de humanos contraírem a doença é mínima, porém, mesmo com a existência da vacina e da imunoglobulina, que ajudam a prevenir a raiva humana, ainda morrem anualmente aproximadamente 70 mil pessoas em todo mundo.

O professor de veterinária do Centro Universitário do Distrito Federal (UDF), Victor Vasconcelos Carnaúba, explica que a raiva pode ser transmitida através da mordedura, lambedura ou arranhadura de cães e gatos. Ressaltando que o vírus é considerado altamente letal e grave tanto para animais como para humanos.

> Conheça os riscos de cortar o remédio ao meio

Sintomas da raiva 

Segundo o docente, os sintomas da infecção são neurológicos e os humanos podem apresentar mudanças no comportamento, dificuldades de locomoção ou paralisia em partes do corpo. Assim como salivação abundante, dificuldade para deglutir e até uma parada cardiorrespiratória.

“É uma doença letal causando morte em 99,99% dos casos, tanto para animais como para humanos. Por isso, é importante prevenir-se tomando a vacina e vacinando os seus animais domésticos e de produção, como os bovinos, por exemplo.”  

Além da vacinação, também é importante evitar o contato com animais desconhecidos, principalmente os mais agressivos. Ter cuidado com as áreas ambientais onde se encontram muitos morcegos hematófagos (aqueles que se alimentam de sangue) também é essencial, pois estes são os principais transmissores da raiva nas áreas silvestres e rural.

Fui infectado e agora? 

Caso já tenha contraído a infecção, é de extrema importância seguir alguns passos. “Primeiramente, a área do acidente deve ser lavada com água e sabão. A pessoa deve procurar imediatamente uma unidade de saúde mais próxima ou um hospital de referência para doenças infecciosa, para, assim, iniciar o protocolo vacinal pós-exposição e a soroterapia. Recomenda-se ainda isolar o animal suspeito por 10 dias e observar se ele apresentará sintomas característicos da raiva ou se virá a óbito”, recomenda o professor.

> Varíola dos macacos: saiba quais são os sintomas e como é transmitida a doença

Vacinação contra doença 

O professor Victor Vasconcelos ainda alerta sobre a importância das etapas de vacinação e prevenção. “Existem dois tipos de protocolo, o pré-exposição, que consiste em 2 doses + sorológico para comprovar que o organismo produziu anticorpos contra o vírus da raiva, e o pós-exposição, quando a pessoa é atacada por algum animal, que consiste em até 5 doses mais a administração de soroterapia. A gravidade do acidente pode influenciar no formato de medicação e vacinação. Somente o médico poderá avaliar cada caso e definir qual o melhor método.”

Transmissão por animais de estimação 

Apesar de ser possível contrair a raiva de bichinhos de estimação , o risco é menor, pois subentende-se que este animal vive em um ambiente domiciliar e não tem contato com outros animais de rua suspeitos. Para saber se o animal está com raiva o primeiro passo é descobrir se ele foi mordido ou atacado por outro cão, gato ou morcego. Caso isso não tenha acontecido, as chances são nulas. A vacina é obrigatória e deve ser aplicada anualmente.

Acompanhe mais conteúdos na revista ‘Cuidando da saúde’

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Covid em SP: SMS solicita que pessoas 35+ recebam 2ª dose adicional

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SMS de São Paulo solicita que população acima de 35 ano recebe segunda dose de reforço
Reprodução: BBC News Brasil

SMS de São Paulo solicita que população acima de 35 ano recebe segunda dose de reforço

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) enviou, na manhã desta terça-feira (5), um ofício ao Ministério da Saúde (MS) solicitando que a população acima de 35 anos de idade seja incluída no calendário de vacinação com a segunda dose adicional (DA2) contra a Covid-19 . A estimativa populacional desse contingente é de cerca de 1 milhão de pessoas.

Ao todo, a cidade já aplicou mais de 33 milhões de doses. Até ontem (4), 2.260.434 de doses foram aplicadas como 2ª dose adicional, cobrindo 56,8% do público elegível. Outras 7.742.644 doses foram aplicadas como 1ª dose de reforço, equivalente a 81,3% de cobertura vacinal.

Para o secretário municipal da Saúde, Luiz Carlos Zamarco, a dose de reforço é essencial para continuar protegendo a população de quadros mais graves da Covid-19.

“São Paulo é a capital mundial da vacina e essa grande adesão da população à vacinação mostrou sua eficiência e importância para evitar que casos de Covid-19 se agravem e levem a internações. Pedimos à população que procure a UBS mais próxima de sua casa ou trabalho e não deixe de se vacinar.”


Atualmente, são esperadas cerca de 627 mil pessoas que, por razões desconhecidas, deixaram de receber a segunda dose (D2) contra a Covid-19 na capital. Há também 2,5 milhões de pessoas aptas para a primeira dose adicional da vacina (DA1) que ainda não procuraram os postos.

Por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), a SMS realiza rotineiramente busca ativa dessa população e disponibiliza, de segunda a domingo, inclusive em feriados, a vacinação em diversos postos por toda a cidade.

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Fonte: IG SAÚDE

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