DIRCEU CARDOSO

Até onde as pesquisas influenciaram as eleições?

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Até onde as pesquisas influenciaram as eleições?

Ainda faltam 18 meses para as eleições nacionais e estaduais, de onde sairão os próximos presidente da República, governadores dos Estados, senadores e deputados (federais e estaduais).

Mas o País já vive em clima absoluto de disputa antecipada, quadro que bem analisado pode levar à conclusão de ser até ilegal, visto que há um calendário que parâmetra as eleições e só suporta fazer campanha quando faltando de 45 a 50 dias para a votação. A propaganda da rádio e tv foi aberta dez dias antes.

Mesmo com toda essa antecedência, proliferam em diferentes níveis e abordagens, como pesquisas que sugerem antecipar a situação e possibilidades eleitorais dos possíveis candidatos a diferentes posições que serão em disputa.

Nós, do povo, pouco ou nada sabemos quanto aos métodos, seriedade e reais objetivos desses levantamentos e, especialmente, do propósito de divulgação dos resultados.

Oriundos de diferentes fontes, regiões e tendências políticas, encontramos publicações heterogêneas que podem beneficiar ou detonar quaisquer dos futuros concorrentes; É difícil comprovar, alguns conduzem ao pensamento de estar a serviço de quem oferecer melhores subsídios.

Os veículos de comunicação precisam ser cautelosos para que ao publicarem a planilha dos levantamentos, não serem interpretados como específicos no resultado e nas candidaturas, quando o senso geral é de que são apenas veiculadores de notícias.

Deve ser por causa desse cuidado de não envolvimento que parte deles, além dos resultados das pesquisas fazem questões de relatar como foram elaboradas, montadas e aplicadas.

Encontram-se entre as diferentes pesquisas, informações para todo consumo e interesse. Fala-se, por exemplo que tanto Lula (à esquerda) quanto Bolsonaro (à direita) vão ganhar a eleição de presidente e, ao mesmo tempo, que vão perder. Algumas pesquisas citaram governadores como possibilitaram virar presidente ou continuarem à frente de seus Estados.

Positivamente, por mais sofisticados que sejam, as pesquisas dificilmente revelarão a intimidade das disputas e muito menos quem serão os eleitos. São tendências que, dependendo da seriedade e do comprometimento com a realidade e da sucessão dos acontecimentos poderão levar (ou não) mais perto do veredicto popular. No entanto, ter a certeza de quem ganhará ou perderá ao fechar as urnas, constitui uma missão típica impossível.

O resultado eleitoral confiável é aquele que vem das urnas. Pesquisas e especulações não contam. Podem, em vez de ajudar, confundir a cabeça do eleitor e, até, diminuir a qualidade do seu voto. Precavenham-se todos…

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves - dirigente da ASPOMIL (Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo). E-mail: tenentedirceu@terra.com.br