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Internacional

Ataque no Texas: funerárias não cobrarão por sepultamento das vítimas

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Vítimas do ataque na escola primária Robb na cidade de Uvalde, no Texas
Reprodução – 25.05.2022

Vítimas do ataque na escola primária Robb na cidade de Uvalde, no Texas


Duas funerárias localizadas na cidade de Uvalde, localizada no Estado do Texas, no EUA, informaram que não vão cobrar pelos funerais das pessoas que  foram mortas no ataque a tiros que atingiu uma escola nesta terça-feira (24).

Salvador Ramos, de 18 anos, matou 21 pessoas em uma escola primária da região. No total, 19 crianças e dois adultos estão entre as vítimas. Esse já é considerado o ataque mais mortal em uma escola desde a ocorrência em Sandy Hook, em dezembro de 2012, quando 26 pessoas foram assassinadas, incluindo 20 menores de idade.

Em um post realizado nas susa redes sociais, a Hillcrest Memorial Funeral Home afirmou que todos devem lutar junto, como uma comunidade, e que estão em oração pela “incrível cidade” de Uvalde.


“Lutamos juntos como uma comunidade e vamos nos unir como um só agora no nosso momento de necessidade. Hillcrest irá ajudar famílias SEM CUSTOS para funerais para todos os envolvidos nos eventos horríveis de hoje. Oração pela nossa pequena e incrível cidade.”

A Rushing-Estes-Knowles, outra funerária com sede na cidade onde ocorreu o ataque, destacou que apoia a comunidade de Uvalde há mais de 60 anos, ressaltando que este é um momento que necessita de ainda mais determinação da instituição.

“Durante mais de 60 anos apoiamos Uvalde. Hoje, a nossa determinação está mais forte do que nunca. Estamos aqui para o povo de Uvalde e os nossos profissionais estão atualmente na Robb Elementary para ajudar as forças da lei. À medida que a situação se desenvolve e temos a oportunidade de ajudar a nossa comunidade, nenhuma família será cobrada pelos nossos serviços.”


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Fonte: IG Mundo

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Internacional

“Estou triste por abandonar o melhor emprego do mundo”, diz Johnson

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O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, confirmou nesta tarde que vai mesmo deixar o cargo. Condenando o que descreveu como “instinto de manada” muito forte, ele afirmou que pretende sair de cena quando o Partido Conservador designar novo líder.

“Concordei que o processo de escolha de um novo líder [do Partido Conservador] deve começar de imediato”, disse Johnson à porta do número 10 de Downing Street, a residência e gabinete oficial do primeiro-ministro.

A demissão do líder conservador ocorre após a saída de mais de meia centena de membros do Executivo nas últimas 48 horas.

“É claramente a vontade do grupo parlamentar conservador que haja novo líder do partido e, portanto, um novo primeiro-ministro”, anunciou.

O premiê demissionário adiantou que o processo de eleição do novo líder do Partido Conservador já está em curso, e o calendário do escrutínio interno vai ser anunciado na próxima semana.

Boris Johnson informou ainda que nomeou nesta quinta-feira um novo governo que desempenhará as funções até a eleição do novo líder. Ele afastou o cenário de novas eleições gerais, lembrando os resultados do Partido Conservador na votação de 2019.

Em seu discurso, ao anunciar a saída, o premiê destacou os “feitos” alcançados pelo seu governo, principalmente a resolução do Brexit, o combate à pandemia e a resposta do Reino Unido à guerra na Ucrânia.

Para Johnson, o Reino Unido deve continuar a “nivelar por cima” e, dessa forma, poderá ser “o país mais próspero” da Europa.

Sem pedir desculpa pelos escândalos e polêmicas que levaram à demissão, ele disse que tentou convencer os colegas, ao longo dos últimos dias, de que seria “excêntrico” mudar de governo perante os “bons resultados” dos últimos três anos, mas também perante um cenário econômico difícil.

“Na política ninguém é indispensável para sempre”, afirmou Johnson. “Estou muito triste por abandonar o melhor emprego do mundo, mas é assim que as coisas são”, completou.

O premiê agradeceu ao povo britânico “o privilégio de ser primeiro-ministro”. “Ser primeiro-ministro é uma educação em si mesma – viajei por todo o Reino Unido e descobri muitas pessoas que têm uma originalidade britânica sem limites, tão dispostas a enfrentar os velhos problemas de novas formas”.

“Mesmo que as coisas por vezes pareçam sombrias neste momento, o nosso futuro juntos será dourado”, afirmou, ao final do discurso.

“Lamento não ter tido sucesso em convencer os colegas. Mas o instinto de manada é muito poderoso, quando a manada se mexe todos se mexem”, acrescentou o primeiro-ministro em referência às dezenas de demissões dos últimos dias.

Fonte: EBC Internacional

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Internacional

Boris Johnson: do Brexit aos escândalos

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Pessoas protestam no Reino Unido com cartazes
Reprodução/Flickr Reggie McLarhan – 07.06.2022

Pessoas protestam no Reino Unido com cartazes

O “homem do Brexit” e talvez o líder conservador britânico mais histriônico, desgrenhado e inclinado a gafes da história moderna concluiu a sua corrida caindo perante o obstáculo intransponível dos escândalos internos.

Boris Johnson, 58 anos, se prepara para deixar definitivamente o cargo de primeiro-ministro que perseguiu por uma vida com a ilusão de se tornar uma espécie de herdeiro de Winston Churchill. Nesta quinta-feira (7), anunciou a contragosto que deixará o cargo para permitir que os “tories” sigam adiante no poder.

Uma corrida que terminou muito antes do que a de seu ídolo, depois de pouco mais de três anos transcorridos grande parte em um montanha russa constante entre triunfos eleitorais e alguns sucessos nacionais, como a campanha de vacinação contra a Covid-19, passando pela passarela internacional dos compromissos em apoio à Ucrânia invadida pela Rússia de Vladimir Putin, mas também com passos em falsos e erros em série de avaliação e de julgamento.

Tudo isso foi vivido com a “segurança” de ser um gato de nove vidas, como se diz nos países anglo-saxões, e a convicção de ser um predestinado quase que por direito de nascimento. Mas, em um quadro no qual sua capacidade retórica, as citações astutas e um certo populismo não foram capazes de salvá-lo.

Johnson, o BoJo, é filho do ex-deputado conservador do Parlamento Europeu, Stanley Johnson, e de uma pintora, a já falecida Charlotte Offlow Fawcett. Frequentou as melhores escolas do Reino Unido, cursou na Universidade de Oxford, onde cultivou a paixão pela literatura, a história e os períodos clássicos.

Nascido em Nova York (EUA), com o nome Alexander Boris de Pfeffel Johnson, tem antepassados muçulmanos e judeus, além de cristãos. Escolheu a carreira jornalística, com passagens pelo “Times” e “Daily Telegraph”, e atuou como correspondente em Bruxelas, para narrar os fatos da União Europeia.

Porém, a carreira teve textos com exageros retóricos, se não fake news como as conhecemos hoje, que também foram relembradas pela oposição durante a campanha do referendo do Brexit em 2016.

Essa “propensão” acabou virando o seu calcanhar de Aquiles e que foi relembrado pela oposição nos últimos meses, a de “mentiroso patológico”.

Johnson foi acusado de mentir em seus discursos na Câmara dos Comuns sobre o escândalo Partygate – quando ele e funcionários de seu governo violaram regras sanitárias para conter a Covid-19 – e em outros escândalos. E isso o seguiu até o caso “fatal” da cobertura dada ao ministro e assessor Chris Pincher, o “apalpador” de vários homens.

A sua carreira jornalística atingiu o ápice com a nomeação a ser diretor do jornal conservador “Spectator”.

Já a entrada na carreira política aconteceu em 2001, quando faz uma estreia bombástica assumindo uma cadeira no Parlamento. Em 2004, chegou a ser por alguns meses vice-ministro na pasta de Cultura, mas perdeu o cargo após ter mentido sobre uma das não poucas relações extraconjugais. É também alvo de diversas matérias dos famosos tabloides britânicos por conta de sua conturbada vida pessoal.

Johnson tem sete filhos (conhecidos) e se casou três vezes. A esposa atual, Carrie Symonds, esteve ao seu lado nos três anos em que ele esteve em Downing Street, com quem teve mais dois filhos.

E, contra a primeira-dama, também pesam acusações de interferência nas equipes de governo, que a levaram para um confronto com conselheiros revelado pela mídia, incluindo o ex-poderoso “guru” da Brexit, Dominic Cummings – figura fundamental na ascensão e queda de Johnson.

A careira política de BoJo decolou com as eleições para prefeito de Londres em 2008, onde permaneceu por dois mandatos consecutivos até 2016. Nesse tempo, preparou seu retorno para a Câmara dos Comuns, em maio de 2015. E rapidamente se colocou como fiel aliado do então premiê e velho amigo, David Cameron, até se tornar um paladino pela saída do Reino Unido da União Europeia.

A vitória no referendo, porém, não permitiu que ele se lançasse rapidamente à liderança do Partido Conservador, que para o depois de Cameron, foi para Theresa May. No governo, recebe o cargo de ministro das Relações Exteriores, que acaba largando em julho de 2018 após uma série de embates com May.

A vingança vem em 2019, com a designação com apoio amplo para que ele assuma o lugar de May e o triunfo histórico nas eleições de dezembro contra o Partido Trabalhista de Jeremy Corbyn.

A ampla maioria conquistada permitiu enfrentar o período de transição da Brexit e as difíceis tratativas com a UE, introduzir reformas controversas sobre a imigração restritiva, com a promessa de oferecer um futuro de prosperidade a um país finalmente livre de Bruxelas.

No entanto, surgem desafios históricos como a pandemia de Covid- 19 – que o atingiu de maneira própria e dramática com internação de três dias em uma unidade de terapia intensiva e o escândalo do Partygate, os encontros governamentais de violação do lockdown e a punição recebida da polícia, a primeira da história para um premiê no cargo no reinado de Elizabeth II.

A sucessiva retomada econômica foi atrasada por conta da crise energética e da guerra na Ucrânia. Mas, Johnson afundou com a multiplicação dos escândalos todos internos: a violação das regras, os comportamentos e padrões de conduta considerados talvez não tão importantes por aquele homem que, quando menino, queria ser o rei do mundo.

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Fonte: IG Mundo

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