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À CPI, Associação afirma que setor de combustíveis sonega R$ 300 milhões por ano em Mato Grosso

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Soma corresponde a impostos sonegados ou inadimplidos, conforme afirmou diretor de mercado da Associação Nacional das Distribuidoras [F- Fablício Rodrigues]

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a suspeita de sonegação de impostos e a concessão de renúncias fiscais indevidas em Mato Grosso ouviu na tarde de quinta-feira (24) o diretor de Planejamento Estratégico e Mercado da Associação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Lubrificantes, Logística e Conveniência (Plural), Hélvio Rebeschini.

O depoente afirmou, com base em estudos da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que em 2018 o setor de combustíveis deixou de pagar cerca de R$ 7,2 bilhões em tributos no país – entre impostos estaduais e federais.

Em Mato Grosso, conforme Rebeschini, o setor deixa de recolher anualmente ao erário algo em torno de R$ 300 milhões, entre sonegação e inadimplência.

Conforme estimativa da Plural, em 2018 deveriam ter sido recolhidos pelo setor aos cofres públicos do estado R$ 2,97 bi – mas os números oficiais dão conta de uma arrecadação de R$ 2,68 bi. Isso sem contar a renúncia fiscal do incentivo à produção de etanol, cerca de R$ 300 milhões.

A maior parte do imposto sonegado ou inadimplido pelo setor de combustíveis em Mato Grosso estaria, segundo o diretor da Plural, relacionado justamente ao setor sucroalcooleiro do estado, que já conta com o incentivo da renúncia fiscal.

LAVAGEM DE DINHEIRO – Conduzida pelo presidente da comissão deputado Wilson Santos (PSDB), a reunião teve a presença dos pares Ondanir Bortolini “Nininho” (PSD), Carlos Avalone (PSDB) e Janaína Riva (MDB). A Procuradoria-Geral da Casa foi representada pelo procurador Carlos Dornelas.

Em seu depoimento, Hélvio Rebeschini também detalhou os principais mecanismos usados pelos que chamou “empresários desonestos” – desde a adulteração nas bombas de abastecimento até operações de vendas fictícias entre estados, entre outras fraudes fiscais.

Lembrou também que o setor de revenda direta ao consumidor – os postos de combustíveis – muitas vezes servem ao crime organizado em esquemas para lavagem de dinheiro.

Ao final de sua explanação, Rebeschini sugeriu aos parlamentares a elaboração de leis mais rigorosas em relação aos chamados “devedores contumazes do fisco”, assim como aos sonegadores – inclusive a medida extrema de cancelamento da inscrição e estadual e encerramento das atividades empresariais.

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Ex-chefe de gabinete de Silval será ouvido nesta quarta-feira na Câmara

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Ex-chefe de gabinete Silvio César Corrêa, que será ouvido na “CPI do Paletó”

Acontece nesta quarta-feira (19), a partir das 9h, a primeira oitiva da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada para investigar o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), por suposta quebra de decoro e obstrução da Justiça. Na ocasião será  realizada a oitiva de Silvio César Corrêa, ex-chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa.

Silvio César foi responsável por gravar o prefeito Emanuel Pinheiro recebendo maços de dinheiro e os colocando no paletó, durante o governo de Silval Barbosa. O dinheiro seria propina para que Emanuel Pinheiro apoiasse os projetos do Executivo na época em que era deputado estadual. O vídeo gravado por Silvio foi utilizado pelo ex-governador Silval Barbosa em sua delação premiada junto à Procuradoria Geral da República (PGR).

A oitiva acontece às 9h, no Plenário da Câmara de Cuiabá. Os trabalhos serão conduzidos pelo presidente da CPI, vereador Marcelo Bussiki (PSB). Participam ainda os vereadores Toninho de Souza (PSD) e Sargento Joelson (PSC), relator e membro da CPI, respectivamente.

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CST dos agentes de saúde realiza 1ª reunião de 2020

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Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

O relator da Câmara Setorial Temática – CST dos agentes comunitários de saúde e dos agentes de combate a endemias, Carlos Eduardo, afirmou durante a 1ª reunião de 2020 da câmara, que a Escola do Legislativo da ALMT está fechando uma parceria com a Escola de Saúde Pública do Governo do Estado de Mato Grosso para a qualificação técnica dos agentes dos 141 municípios mato-grossenses.

De acordo com a coordenadora de Formação Técnica em Saúde da Escola de Saúde Pública do Governo do Estado de Mato Grosso, Noíse Pina Maciel, o curso técnico é voltados exclusivamente para os agentes de saúde e endêmicos e que a proposta está em fase de elaboração, mas deve ser finalizado ainda no primeiro semestre de 2020.

“O curso técnico é presencial e terá duração 1.600 horas-aulas. Há ainda a proposta de acrescentar mais dois módulos que serão feitos a distância. O curso será feito por meio de parceria entre a Escola de Saúde e a Escola do Legislativo com as prefeituras. Vale lembrar que toda a proposta pedagógica já foi discutida em Brasília, mas isso tem que ser adaptado em nível regional”, explicou a Maciel.

A coordenadora lembrou que o curso precisa ser legalizado pelo Conselho Estadual de Educação. “A proposta é ousada porque pretendemos levá-la para todos os municípios mato-grossenses. A princípio, vamos iniciar pelas regionais de saúde e depois estender para os demais municípios”, disse Maciel.

O relator da CST disse ainda que a Escola do Legislativo e a Escola de Saúde do Estado estão finalizando a proposta para levá-la aos quase 10 mil agentes de saúde e endêmicos espalhados por Mato Grosso.

“Em nível de Assembleia Legislativa já está se desenvolvendo um projeto de qualificação para os agentes, usando a estrutura da Casa. O foco é chegar a dez polos. Já a Escola do Estado já tem a expertise, além da introdutória vai trabalhar com o curso técnico. Os recursos financeiros são do governo federal”, disse Carlos Eduardo.

Ele disse que o início do curso técnico deve acontecer no mês de abril. Segundo o relator, “no primeiro semestre de 2020 devemos ter o curso em andamento e juntamente com a capacitação da Escola do Legislativo. Com isso, com as temáticas, buscamos não ficar somente reivindicando melhoria salarial, mas capacitando e qualificando os agentes de Mato Grosso”.

Durante a reunião foi discutida também a formatação de uma cartilha – já distribuída aos agentes de saúde e endêmicos – com informações de legislações específicas sobre os direitos dos agentes de Mato Grosso. De acordo com Carlos Eduardo, a Lei detalhada na cartilha é de nº 11.350/2006.

“Na cartilha constam informações como o piso salarial, previdenciária e indenizações por transporte. As explicações são de forma didática, que acabam sanando as dúvidas que os agentes têm de seus direitos. A cartilha é bem simples, mas de grande valia aos agentes”, disse Carlos Eduardo.

Fonte: ALMT
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