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Internacional

Assessor do Reino Unido alerta para risco de ‘conflito nuclear’

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Conselheiro de segurança nacional do Reino Unido alerta para risco de 'conflito nuclear'
Reprodução: redes sociais – 20/04/2022

Conselheiro de segurança nacional do Reino Unido alerta para risco de ‘conflito nuclear’

O conselheiro de segurança nacional do Reino Unido, Sir Stephen Lovegrove, alertou para o risco de ocorrer um conflito nuclear do Ocidente com a China e a Rússia. Para Lovegrove, a deterioração dos canais de comunicação entre os países resultou numa chance maior de uma escalada para a guerra.

“Os dois blocos monolíticos da Guerra Fria, a URSS e a Otan, embora não sem choques alarmantes, conseguiram chegar a um entendimento compartilhado de doutrina que hoje está ausente”, discursou ele no Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, em Washington, EUA, nesta quarta-feira.

Os pontos de tensão entre Pequim e Washington se multiplicaram nos últimos anos, mas uma conversa por telefone do presidente dos EUA, Joe Biden, com o da China, Xi Jinping, está prevista para esta quinta-feira, a primeira desde março, numa tentativa de dissipar as tensões sobre Taiwan.

Um dia antes, a China alertou que os EUA terão de assumir “sérias consequências” perante uma possível visita a Taiwan da presidente da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi. A China insiste que Taiwan, que tem seu próprio governo democraticamente eleito, é seu território soberano e está determinada a reunificar a ilha, pela força, se necessário.

Em 2021, Pequim testou um míssil hipersônico que circunavegou o globo antes de atingir um alvo. China, Rússia e EUA também estão desenvolvendo mísseis hipersônicos que viajam a mais de cinco vezes a velocidade do som e podem manobrar no ar. A Rússia se tornou o primeiro país a usar sistemas hipersônicos durante uma guerra, quando Moscou instalou seus mísseis Kinzhal na Ucrânia. O Kremlin afirma que os mísseis são capazes de transportar ogivas nucleares.

Segundo o jornal britânico The Guardian, Lovegrove elogiou a decisão da Casa Branca de se reaproximar da China, mas também destacou os riscos dos avanços tecnológicos.

“Temos preocupações claras sobre o programa de modernização nuclear da China, que aumentará o número e os tipos de sistemas de armas nucleares em seu arsenal”, disse ele.

Lovegrove reconhece a importância de elementos que afastam a ideia de um conflito nuclear, como a convenção de armas químicas, a de armas biológicas e tóxicas, e o tratado sobre a não proliferação de armas nucleares. No entanto, ele disse temer “que o conflito se encaixe no padrão da Rússia agindo de forma deliberada e imprudente para minar a arquitetura de segurança global”.

“Esse é um padrão que inclui a anexação ilegal da Crimeia, o uso de armas químicas e radiológicas em solo britânico e as repetidas violações que causaram o colapso do tratado INF [forças nucleares de alcance intermediário].”

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Fonte: IG Mundo

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Internacional

México: Obrador diz que vai reforçar  trabalhos para resgatar mineiros

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Obrador afirma que estão sendo todos os esforços para o resgate dos dez mineiros
Divulgação/Governo do México

Obrador afirma que estão sendo todos os esforços para o resgate dos dez mineiros

As autoridades mexicanas vão reforçar os trabalhos para resgatar os 10 mineiros presos em uma mina de carvão . A afirmação foi feita pelo presidente do México, López Obrador, durante entrevista coletiva realizada nesta segunda-feira (15).

Os trabalhadores estão presos na mina Pinabete, localizada na cidade de Sabinas, desde o dia 3 de agosto. Desde então, as forças oficiais e voluntários atuam para resgatar os mineiros, mas a situação ficou um pouco mais complicada no domingo (14), quando os níveis de água no local voltaram a aumentar. 

“Infelizmente, a mina desabou ainda mais, principalmente por conta de um furo de água na mina abandonada vizinha (Concha Norte), que é a que mais acumula água”, afirmou o chefe executivo mexicano.

Coordenadora Nacional de Proteção Civil, Laura Velázquez Alzúa, ressaltou que a nova inundação frustrou o plano de resgate que estava sendo seguido, uma vez que o aumento da profundidade do poço impossibilitou a entrada dos socorristas no domingo.

Alzúa completou destacando que os socorristas devem continuar bombeando a água permanentemente e que seja injetado cimento através das perfurações nas galerias para vetar a passagem de água de uma mina para outra. 

Atualmente, 14 bombas localizadas nos poços da mina atuam na retirada de água no local. A vazão de saída da água é de 371 litros por segundo.

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Fonte: IG Mundo

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Internacional

ONU e Rússia debatem sobre usina nuclear de Zaporizhzhia em reunião

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Vista da central nuclear de Zaporizhzhia
Foto: ANSA

Vista da central nuclear de Zaporizhzhia

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, e o ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, debateram a situação da  central nuclear ucraniana de Zaporizhzhia nesta segunda-feira (15).

A usina fica na Ucrânia e é operada por funcionários ucranianos, mas está sob controle militar dos russos desde o início de março. Por conta disso, ataques na área e contra a central estão sendo realizados – com Kiev e Moscou trocando acusações sobre as ações militares.

“Sergei Shoigu conduziu negociações telefônicas com o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, no mérito das condições para o funcionamento seguro da central nuclear de Zaporizhzhia”, informou em nota o Ministério da Defesa.

Kiev e Moscou se acusam de fazer ataques, que chegaram a danificar um dos dois reatores que estavam em funcionamento, e também dizem que a delegação da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) não pode fazer inspeções por conta do “inimigo”.

É impossível saber, de maneira independente, quem realmente faz as operações militares ou se são as duas nações as responsáveis.

A central nuclear que fica em Energodar é a maior da Europa e, antes da guerra, operava com dois dos seus seis reatores. A AIEA já alertou, mais de uma vez, que a situação na usina é “muito grave” e chegou a dizer que tudo no local estava “completamente fora de controle”.

Desde o início da guerra, em 24 de fevereiro, as visitas de rotina da agência, que é ligada à ONU, foram interrompidas e, por mais de uma vez, a AIEA informou que perdeu o acesso às informações remotas de segurança e vigilância.

Por conta dos ataques, a Rússia informou que desligou um dos reatores afetados e que está cogitando fechar a central nuclear.

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Fonte: IG Mundo

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