FRAUDE DE 2,7 MILHÕES

Assessor de Júlio Campos é exonerado da Assembleia após ser alvo de operação

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Assessor de Júlio Campos é exonerado da Assembleia após ser alvo de operação

Conteúdo/ODOC - O assessor parlamentar Ildefonso Nilo da Silva Neto foi exonerado do cargo que ocupava na Assembleia Legislativa de Mato Grosso após se tornar alvo da Operação Déjà Vu, que investiga um suposto esquema de corrupção e associação criminosa na Procuradoria-Geral do Município de Cuiabá.

A exoneração foi oficializada por ato do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi, e publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (22).

Ildefonso atuava como assessor do deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) e teve o nome incluído entre os investigados que deverão cumprir medidas cautelares impostas pela Justiça. A Operação Déjà Vu foi deflagrada na última terça-feira (19) com o objetivo de apurar indícios de inserção de dados falsos em sistema informatizado e outros crimes correlatos.

As investigações apontam que o suposto esquema teria provocado um prejuízo estimado em R$ 2,7 milhões aos cofres públicos municipais. Segundo a apuração, entre novembro de 2024 e janeiro de 2025, o grupo investigado teria realizado cancelamentos irregulares de Certidões de Dívida Ativa por meio do uso indevido de credenciais de acesso de servidores públicos.

A investigação teve início após denúncia apresentada pela própria Procuradoria-Geral de Cuiabá, que identificou indícios de fraudes recorrentes no sistema GATweb, plataforma utilizada para a gestão da dívida ativa tributária do município. Conforme os autos, cerca de 133.430 registros teriam sido cancelados de forma irregular durante o período investigado.

Além do ex-assessor parlamentar, também foram alvos da operação os ex-servidores da Prefeitura de Cuiabá Jefferson Antônio da Silva, Adriano Henrique Escame de Oliveira e Matheus Henrique do Nascimento Pereira. A Justiça também determinou a aplicação de medidas cautelares contra a advogada Carolina Taques Miranda Pinheiro e contra Denner Bezerra de Oliveira, Pedro Otávio Campos, Rafael Figueiredo Martins da Silva, Diego Henrique Aguiar Couto, Orlando Rodrigues da Silva e Wilson Luiz da Costa Marques.

A Operação Déjà Vu segue em andamento, e as investigações continuam sob responsabilidade das autoridades competentes para apurar a extensão dos fatos e a eventual responsabilização dos envolvidos.