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Assembleia Social faz visita técnica em comunidade terapêutica

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Foto: EKESIO ROSA DA CRUZ

Foto: EKESIO ROSA DA CRUZ

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“Eu acredito no poder da transformação”, declarou Elizeu Tavares, com olhos marejados, ao receber o irmão Enoque Tavares que estava por um ano em tratamento contra as drogas na Comunidade Terapêutica Paraíso, em Cuiabá, região do Manso, e retornou ontem (03) para a família.

O emocionante encontro aconteceu durante a visita técnica da Assembleia Social (antiga Sala da Mulher) à comunidade terapêutica, nessa quinta-feira (03), grupo que já recebe apoio regularmente do braço social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), por meio do repasse de alimentos não perecíveis arrecadados pelo ingresso social ao Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros.

A entidade filantrópica acolhe, atualmente, 34 homens em recuperação do vício do álcool ou de outras drogas, sem custo para a maioria deles. A ação social é desenvolvida há 11 anos pelo casal Neusa e Alonso Moura, por um convite da igreja evangélica onde frequentam, que acolheram como um ‘chamado divino’.

O custeio para manter o tratamento dos usuários em recuperação por seis, nove ou doze meses é todo arcado pelo casal, recebendo, apenas, algumas doações de parceiros, a exemplo da Assembleia Social. “Espero que vocês continuem sendo um canal de transformação de vidas e naturalizando na Terra tanta coisa bonita”, elogia a diretora da Assembleia Social, Daniella Paula Oliveira.

“Nós somos uma comunidade de acolhimento”, resume o gestor Alonso Moura, deixando claro que não é uma clínica. “Nós temos aqui bons meninos! Toda hortaliça que se come, a galinha, o ovo, o peixe são produzidos por eles mesmos”, explicando o método de atuação da unidade (baseada na laborterapia) e garantindo que eles estarão prontos para vivenciar o “mundo lá fora”, assim que encerrarem o tratamento. “Tem muita gente que quer que vocês voltem e tenham uma vida social normal”, se dirige aos acolhidos. “A nossa fortuna são as almas recuperadas”, arremata.

Na presença da equipe da Assembleia Social e do gabinete do deputado Max Russi (PSD), Alonso registrou o pedido de auxílio institucional à Assembleia Legislativa: “eu quero que vocês olhem para isso aqui e me ajudem”. Os representantes presentes se comprometeram a verificar a viabilidade de outras formas de atendimento à instituição filantrópica, além dos alimentos já repassados frequentemente.

Enoque Tavares se emocionou ao se despedir do grupo e se preparar para retornar ao seio familiar, registrando o amor que tem por todos e a saudade dos sobrinhos. “A nossa família está de braços abertos para te receber e o mundo lá fora te dará muitas oportunidades nesta nova vida”, garante Elizeu, seu irmão.

O chefe de gabinete do Max Russi, Ademir Gaspar de Lima, registrou que o deputado estadual “é muito sensível às pessoas” e garantiu que “nosso gabinete está junto de vocês nesta causa”. Citando casos de sua vivência política, assegurou: “A grande felicidade não é fazer a si feliz, mas fazer a felicidade dos outros”.

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Justiça bloqueia R$ 49 milhões de conselheiro afastado do TCE citado em delações por receber mensalinho na AL

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A Vara Especializada em Ação Cível Pública da Capital, por meio de uma decisão monocrática do juiz Bruno D’Oliveira Marques, decidiu na quarta-feira (21), bloquear R$ 49 milhões do presidente da Assembleia Legislativa (ALMT) e conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Sérgio Ricardo.

O bloqueio atende a uma ação do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) com base em uma investigação que apurou recebimento de propina mensal (mensalinho) pago pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, com recursos públicos desviados da própria Casa de Leis, em contratos mantidos pelo órgão público com empreiteiras e, especialmente, com diversas empresas gráficas e do setor de tecnologia da informação.
Sérgio Ricardo
acusado de ter supostamente recebido propina no período em que esteve na Assembleia Legislativa. O pedido do MP se baseia nas delações premiadas do ex-governador Silval Barbosa e do ex-deputado José Geraldo Riva.Inicialmente, o MP pediu o bloqueio de R$ 198 milhões, porém, o juiz Bruno D’Oliveira desconsiderou pedido. “Assim, a priori, reconheço a plausibilidade das alegações do autor quanto aos fatos imputados ao requerido, razão pela qual se justifica a indisponibilidade dos bens”, diz trecho da decisão.

Conforme a delação de Silval, Sérgio Ricardo, assim como outros 15 parlamentares, receberam propina de R$ 30 mil no ano de 2003 e R$ 40 mil em 2006. A propina ainda teria sido paga até o ano de 2012.

O dinheiro necessário para o pagamento da propina mensal era oriundo de desvio de recursos públicos da própria Assembleia Legislativa, por meio de contratos firmados com diversas empresas, as quais faziam um “retorno” de 15 a 25% dos valores que lhes eram pagos no contrato e de 30 a 50% dos valores pagos nos aditivos contratuais. O “retorno” era entregue pelas empresas diretamente a Silval e ao então deputado estadual José Riva, cabendo a ambos repassarem a propina aos demais deputados através do “mensalinho”.

Conforme a acusação, os valores recebidos somados alcançam R$ 10,880 milhões. Acrescidos de correção monetária e juros de mora, na data da propositura da ação, desvios corresponde ao montante R$ 49 milhões, montante que foi bloqueado pelo magistrado.

 

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Candidato diz que não usa dinheiro do fundo partidário e que se auto-financia

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Candidato ao Senado Euclides Ribeiro (Avante), na eleição suplementar marcada para novembro, irá doar do próprio bolso os 10% do teto estabelecido pela Justiça Eleitoral para gastos na campanha, que no caso do cargo de senador por Mato Grosso é limitado em R$ 3 milhões. O restante dos recursos será obtido através da modalidade de financiamento coletivo, conforme preconiza a Reforma Eleitoral aprovada em 2017.

“Sou contra usar fundo partidário, porque acredito que dinheiro público deve ser empregado em saúde, segurança, educação e não em propaganda política. Só para as eleições desse ano, para se ter uma ideia, o Tribunal Superior Eleitoral recebeu mais de R$ 2 bilhões de Fundo Eleitoral pra distribuir entre os partidos políticos. Imagine se todo esse dinheiro, que é do povo, fosse utilizado em ações para o povo?”, criticou o candidato.

Criado em 2017, por determinação do Congresso Nacional, o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) proibiu empresas de realizarem doações para campanhas e passou a destinar verba pública do Tesouro Nacional para que os candidatos a cargos eletivos pudessem divulgar suas propostas aos eleitores.

No final do ano passado, a Lei ordinária 13878/2019  estabeleceu os limites de gastos de campanha para as eleições de 2020.  De acordo com a lei o candidato só pode usar recursos próprios até o total de 10% dos limites previstos para gastos no cargo em que concorrer. Em que pese, a limitação dos gastos reduz a influência do poder econômico nas disputas, porém, sobrecarrega a máquina pública.

Para diminuir a oneração a reforma eleitoral de 2017 incluiu o financiamento coletivo como uma modalidade de arrecadação de recursos e permitiu que entidades organizem técnicas e serviços de financiamento coletivo por meio de sítios na internet, aplicativos eletrônicos e outros recursos similares, desde que observadas as instruções da Justiça Eleitoral.

“Abrimos um canal para doações espontâneas e também já tenho o apoio de alguns amigos, uma vez que a doação de pessoa física é o instrumento validado pela Justiça Eleitoral. O que não concordamos é utilizar dinheiro que deveria ser investido em políticas públicas para propagandear candidaturas”, concluiu Euclides Ribeiro.

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