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Assediadas por Melhem fazem carta às vítimas de ex-presidente da Caixa

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Mulheres que foram vítimas de assédio sexual de Marcius Melhem se solidarizam com vítimas do ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães
Reprodução/montagem

Mulheres que foram vítimas de assédio sexual de Marcius Melhem se solidarizam com vítimas do ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães

Dez mulheres envolvidas nos casos de assédio sexual cometidos pelo ator e ex-diretor da Globo Marcius Melhem se solidarizaram em carta aberta às vítimas de Pedro Guimarães, o agora ex-presidente da Caixa Econômica Federal. As denúncias pelo mesmo crime foram divulgadas na última semana e Guimarães pediu demissão na última quarta-feira (29).

Na carta, as vítimas demonstram respeito pela coragem das mulheres que realizaram as denúncias e expuseram o caso e citam a importância de “revelar a verdade e denunciar o poder”, ação que pode proteger outras mulheres.

“Nós não sabemos seus nomes, mas conhecemos e respeitamos a sua coragem. Sabemos como foi difícil passar por tudo o que vocês passaram. Os assédios, as pressões, as ameaças. E a força que foi necessária para romper o silêncio e fazer as denúncias. Conhecemos os desafios que aparecem ao enfrentarmos um homem em posição de poder, que usa a sua força e o seu cargo para constranger e calar as pessoas. Mas vocês falaram. Vocês foram às autoridades, contaram suas histórias, mostraram sua verdade. O medo de falar é enorme, sabemos. Mas a coragem para romper o silêncio é maior ainda”, começa a carta.

“Estamos aqui para, metaforicamente, segurar suas mãos e reforçar seu movimento: não se calem, não cedam, não esmoreçam. Vocês não estão sozinhas. Queremos, num abraço por escrito, tentar apaziguar a dor de tudo que vocês vêm vivendo, pois sabemos exatamente o que vocês sentem. Cada uma de nós sente a dor de cada uma de vocês. E sabemos, não somos poucas”, continua.

As vítimas de Melhem apontam ainda a dificuldade de realizar essas denúncias, já que o assédio pode vir “disfarçado como piadas, falsa amizade, como a insistência que precisa ser tolerada, sem que possamos reclamar”. As mulheres afirmam ainda que o caminho que as denunciantes de Guimarães devem seguir nos próximos meses será árduo.

“O sentimento principal talvez seja o medo. Medo da retaliação do poderoso denunciado, medo pelo futuro de nossas carreiras, medo de que nossa reputação seja posta em jogo, simplesmente porque fizemos o que era correto. O único fio que temos para nos segurar é a certeza de que essa era nossa única opção. Não podíamos suportar mais”, afirma o grupo.

Na carta, as mulheres também apontam o comportamento de homens em posições de chefia para tentar sabotar os relatos e minimizar as acusações. “Nos desqualificam como forma de se defenderem, como se houvesse uma justificativa legítima para o assédio. Sabemos que não há. ‘Foi ela quem pediu’. ‘Era só uma brincadeira’. ‘Veja as roupas que ela usava’. Ou, ‘dei em cima, mas não foi assédio’. Como se a culpa fosse das mulheres. Mas não é”.

O grupo que denunciou Melhem continua: “Ou então, a velha pergunta: ‘por que não denunciaram antes?’. Como se fosse fácil. O assédio, por definição, é um exercício de poder. Assediadores são poderosos. Têm em suas mãos empregos, carreiras, famílias. O ato de denunciar, seja quando acontecer, é um ato de extrema coragem. Vocês foram bravas”.

“A culpa não é de vocês, como não era nossa. A culpa é de quem assedia. E das pessoas que sabem e ainda assim protegem os assediadores”.

As vítimas denunciantes de Melhem finalizam ao afirmar que, agora, elas e as funcionárias assediadas por Guimarães da Caixa têm agora “um laço inquebrável”. “É por causa de mulheres como vocês que nós seguimos lutando. Daremos forças umas para as outras e não pararemos até que todas as histórias sejam contadas. Acreditamos que a inspiradora fibra que vocês demonstram, bem como a nossa, é o material com o qual se construirá um futuro mais promissor. Um futuro em que todas as mulheres possam trabalhar sem serem assediadas”, finalizam.

Fonte: IG Mulher

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Thaila Ayala diz que gravidez foi um de seus piores momento da vida

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Thaila Ayala  tem se dedicado a mostrar uma gravidez real e sem romantização
Reprodução/Instagram

Thaila Ayala tem se dedicado a mostrar uma gravidez real e sem romantização

Desde a sua gravidez, a atriz Thaila Ayala decidiu compartilhar e debater sobre os inúmeros desafios da maternidade. No perfil do Instagram “Mil e Uma TrETAS”, criado pela artista em conjunto com a amiga Julia Faria, ela traz assuntos voltados para maternidade real que, para ela, não são tratados com a devida atenção. No mais recente post do perfil, Thaila relata como a gestação foi uma dos piores momentos de sua vida. 

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“Eu tive uma gravidez nada fácil, embora muitos dissessem ser o melhor momento de uma mulher. Definitivamente foi um dos piores momento da minha vida, tive todos os sintomas, dores, dificuldades e culpa, muita culpa. Sofri uma depressão terrível que, graças a minha rede de apoio, consegui passar por ela”, escreveu a mulher.

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Ela desabafa em como a gravidez também foi um momento muito solitário para ela e que poder contar com o apoio de sua amiga, Julia Faria, foi de extrema importância para superar aquele momento difícil. Foi isso que a motivou a criar o perfil  “Mil e Uma TrETAS”, com o objetivo de compartilhar a suas vivências e fazer com que outras mulheres se sintam acolhidas. 

“Embora hoje eu saiba que gravidez é a vivência mais única e particular que uma pessoa pode ter, ter sofrido de uma doença que é tão pouco abraçada na gravidez só deixou ainda mais solitário o que já é extremamente só. Dividir e ser acolhida, foi fundamental para o meu processo. Ouvir e ser ouvida, sem julgamentos e sim, empatia. E por essa e todas as trocas maravilhosas e fundamentais que tive com a minha Marida nesse processo, nasceu MIL E UMA TETAS. Com a ideia de ouvir, dividir e acolher”, finalizou Ayala.

Fonte: IG Mulher

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Ortopedista explica se crianças podem usar sapato de salto alto

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Crianças devem usar sapato de salto alto? Ortopedista infantil esclarece
Bella Zhong /Pexels

Crianças devem usar sapato de salto alto? Ortopedista infantil esclarece

Os sapatos de salto fazem sucesso tanto pela estética quanto pelo ganho de alguns centímetros na altura. E crianças e adolescentes podem manifestar interesse em usá-los muito cedo. Mas a prática deve ser orientada pelos responsáveis e levar em conta alguns parâmetros que indicam o melhor uso.

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A ortopedista infantil Daniella Dantas de Oliveira explica que, ao utilizar um sapato de salto, o centro de gravidade de uma pessoa muda, e o corpo precisa fazer alterações mecânicas para compensar essa mudança. No caso dos adultos, há estudos que indicam que um salto de oito centímetros desloca o peso do corpo em até 80% para a parte da frente do pé, o que pode causar uma sobrecarga nos joelhos, dores crônicas nos pés e até uma hiperlordose, uma deformação na coluna.

Essa sobrecarga também ocorre em crianças que desenvolvem desenvolvem o hábito de andar na ponta dos pés. Outro caso comum se dá nas sapatilhas de ponta de balé, que deslocam o peso do corpo para a região. Os ortopediatras recomendam atenção aos responsáveis pelas crianças que praticam esse exercício.

Já no caso dos adolescentes, é preciso analisar alguns parâmetros do crescimento da cartilagem e dos ossos. Para as meninas, o fechamento deste crescimento acontece perto da primeira menstruação, mas as idades variam em média entre 13 e 16 anos.

“O salto de até três centímetros, com uso esporádico, não diário, poderia ser algo não prejudicial, já que temos pouca mudança do eixo gravitacional e, dessa forma, poucas adaptações. Também deve-se respeitar a fisiologia da criança, ou seja, respeitar que a estrutura óssea é mais frágil que a do adulto e ainda está em formação”, explica a ortopedista.

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Daniella também reforça a importância de levar em consideração o uso do salto alto pelas crianças e adolescentes e buscar entender de onde vem esse desejo.

“No mundo em que vivemos, de redes sociais e digital influencers, esse tema deveria ser trabalhado com pais, professores, pedagogos, psicopedagogos, psicólogos, pediatras e ortopedistas infantis para que se chegue a um equilíbrio, sempre priorizando o bem estar físico e mental da criança.”

Fonte: IG Mulher

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