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Opinião

SAMUEL DUARTE DE SOUZA – As redes sociais na educação de crianças e jovens, durante a pandemia

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Igual a outras frentes e atividades, as redes sociais – com as plataformas do Facebook, o Instagram ou Whatsapp, como ferramentas mais conhecidas e utilizadas -, tiveram [e têm] um papel preponderante na Educação, estreitando as relações entre alunos e educadores, no momento em que compulsoriamente as autoridades sanitárias impuseram uma série de restrições entre as quais o isolamento social para afastar os riscos de propagação do Coronavírus.

É sabido, assim, que o recesso escolar devido à Covid-19 nos propôs uma nova realidade na educação e nesse novo quadro,  a tecnologia se tornou a principal ferramenta para promoção da aprendizagem. Como na maioria absoluta dos estados e municípios, Cuiabá deu bons exemplos na combinação perfeita entre alunos, que precisavam seguir com a aprendizagem, e professores, que foram decisivos e determinados na missão de continuar ministrando suas aulas, usando a TV, para aulas produzidas especialmente em estúdios e pela rede mundial de computadores.

Não fosse o auxílio dos computadores, a educação estaria fadada ao fracasso, pois que a pandemia nos pegou a todos de surpresa. Com o volume da grade curricular que os educadores e as autoridades produziram, as redes sociais se transforam no principal veículo de disseminação do conhecimento, do estúdio das escolas para a casa de cada aluno.

Os professores viram nas redes sociais bons espaços para compartilhar com os alunos materiais multimídia, notícias de jornais, dados de pesquisa, vídeos, músicas, trechos de filmes, que envolviam assuntos da matéria, de maneira complementar ao próprio conteúdo escolar. Assim, como se viu, as aulas transcorreram de forma natural – embora com novas metodologias -, em que pese o fato da dificuldade de parte da cliente escolar em termos de acesso a aparelhos com melhor configuração para acessar o teor das aulas e informações.

Na prática, passados dois anos de pandemia, a produção de ensino foi satisfatória. O auxílio das redes sociais e da tecnologia foram o principal ponto de sustentação dos projetos voltados a continuar os estudos e também abriu janelas para uma nova realidade. Nos tempos modernos, os recursos de mídia pelos computadores, aparelhos celulares e tablet’s e a utilização de novos conceitos em equipamentos eletrônicos nos mostram que o futuro nos reserva mais transformações no universo educativo, onde as redes sociais são e continuarão a ser elementos importantes e imprescindíveis para que cada aluno absorva conhecimentos ao tempo de se integrar com os educadores, seus amigos e a família.

Um novo tempo chegou.

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(*) Samuel Duarte de Souza é graduado em Pedagogia, com Especialização em Piscopedagoia clínica e Institucional.É educador na rede municipal de ensino de Cuiabá (MT)

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Opinião

LUIZ CARLOS AMORIM – Homem livro

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Li, outro dia, uma reportagem mostrando o “Homem Livro”, de Aracaju. Por que ele é chamado “Homem Livro”? Porque angaria livros, junta-os e sai à rua para distribuí-los às pessoas, gratuitamente. Ele pede livros em doação e os entrega para quem gosta de ler. Não é sensacional? Já conheci muitos homens livros e muitas mulheres livros. Já vi muitos incentivadores de leitura, gente que sai no bairro e pede livros aos vizinhos e vai formando uma biblioteca comunitária, gente que ao invés de pedir os livros, pede lixo reciclável, então os vende para comprar livros novos para bibliotecas e escolas. Aqui em Florianópolis há até um menino que pediu um cantinho do “boteco” do pai, foi recolhendo livros na comunidade e improvisou uma biblioteca e agora empresta livros às pessoas do bairro. De graça, é claro.
Mas não tinha visto um personagem curioso assim como o “Homem Livro”, que pede livros por onde passa, vai ao centro da cidade caracterizado – na sua roupa existem trechos de livros, capas de livros, tudo sobre livros – e os oferece à comunidade. Precisamos de mais homens livros, precisamos que eles se multipliquem para que o incentivo à leitura e o acesso ao livro, objeto tão caro hoje em dia, seja democratizado de maneira tão generosa.
Precisamos de mais gente generosa como o “homem livro”, que se transformou em estandarte vivo em prol da democratização do acesso à leitura, em prol da criação de mais leitores, promovendo a distribuição de cultura e de informação. É bom ver iniciativas como esta. A gente constata que nem tudo está perdido. Que ainda existem novas ideias, criatividade e dedicação na luta conta a ignorância e a miséria. Que há quem se preocupe com a educação e com a instrução das pessoas, mesmo as mais humildes, ao contrário de nossos governantes, que deveriam promover a cultura e a educação, mas ao invés disso, fazem questão de destruí-las.

Felizmente, conheço gente empenhada em levar livros, de graça, a leitores de todas as idades, democratizando-o e possibilitando o acesso à leitura, como a professora Mariza, de Joinville, e a professora Edna Matos, de Divinópolis, com seus projetos vitoriosos. Sei que há muitas outras pessoas como elas e como o homem livro por aí, graças a Deus, e a gradeço a Ele por elas existirem.
Há uma luz no fim do túnel. Há esperança para nós, seres humanos. Ainda.

Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor

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DAVID PINTOR – Redução de impostos e flexibilização aquecem economia, mas cenário pede equilíbrio

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O ano começa com boa expectativa de crescimento econômico para  Mato Grosso e todo o país. Apesar de lento, está longe da retração vivida em 2020, pois a flexibilização das medidas impostas pela pandemia e a redução de impostos  feita pelo Governo deram um fôlego para comerciantes e consumidores, e isso fez aumentar  as ofertas de emprego e, consequentemente, circulação de dinheiro.

Só para termos ideia do potencial para este ano, em 2021 foram registradas a abertura de 75 mil empresas em Mato Grosso, onde o setor de serviços lidera esse montante seguido pelo comércio. O número é 20% maior que o mesmo período do ano anterior, quando a pandemia de covid-19 pegava a todos de surpresa e impôs medidas inéditas ao comércio e ao convívio interpessoal.

Mais empregos, maior renda e economia aquecida após quase dois anos de incertezas e contenção.

Outro ponto positivo que favorece o comércio e a economia como um todo é o pacote de redução de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), executada pelo Governo com corte de impostos em vários setores: energia elétrica, comunicação, gás industrial, gasolina e o diesel. As medidas vão aliviar o orçamento doméstico de milhares de pessoas e também de empresas.

Apesar do otimismo perante tais números, os próximos meses serão desafiadores, já que a inflação, a instabilidade política, as altas taxas de câmbio seguram o crescimento e o retorno à estabilidade. Somadas  a isso, temos as novas variantes do corona vírus, surto de gripe que acende novamente o alerta sobre o futuro e exige precaução.

A palavra para 2022 é EQUILÍBRIO  entre os interesses dos comerciantes e do consumidor, para que o excesso de otimismo não possa comprometer a cadeia produtiva em nenhuma das partes.

Existem grandes possibilidades para recuperação dessa tração de crescimento, mas sem tirar os olhos das necessidades humanas e de estarmos preparados para as dificuldades de um ano de eleições, no qual as medidas, que ainda recomendam que se evitem certos eventos, impactam diretamente a economia de algumas cidades, e a inflação que não convida a população a focar no extremo necessário.

Contudo, ressaltamos que mesmo com as dificuldades que nos são impostas, seguimos acreditando em mais um ano de crescimento econômico e de bons resultados na geração de empregos  em Mato Grosso, a exemplo de 2021.

David Pintor é comerciante e presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Várzea Grande (CDL VG), e da Federação de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso (FCDL MT). Email: [email protected]

 

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