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Articulação de Avallone assegura investimentos da Energisa

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Foto: Helder Faria

O deputado estadual Carlos Avallone (PSDB) participou, junto com o presidente do Grupo Energisa, Riberto José Barbanera, da audiência pública na Câmara Municipal de Sapezal para debater a qualidade da energia elétrica que chega até as residências, comércios e indústrias do município e região.

Relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Energisa, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL – MT), Avallone convidou Riberto para visitar Sapezal após receber as demandas do presidente da Câmara Municipal Osmar Favini e dos vereadores Ailton e Manoel.

“Em algumas visitas a cidade, ainda neste ano, percebi a revolta de muitos moradores, comerciantes e empresários que estão sofrendo grandes prejuízos econômicos devido as oscilações da energia elétrica. Alguns acabam perdendo equipamentos domésticos como televisores e geladeiras. Já os empresários chegam a perde máquinas de produção que custam até R$ 10 mil”, explicou.

Na audiência, Riberto reconheceu as dificuldades enfrentadas pela população após visitar algumas indústrias e comercio. Com isso, anunciou que o Grupo Energisa vai investir aproximadamente R$ 7 milhões para melhorar o fornecimento da energia elétrica na cidade.

Sobre isso, o deputado Avallone comemorou o compromisso feito pela Energisa. “O presidente garantiu que até junho vários investimentos no setor serão feito. Entre eles, está a duplicação da capacidade de uma sub estação que vai melhorar o fornecimento de energia elétrica”, explicou.

Além disso, o parlamentar contou que vai trabalhar em outro ponto da CPI com o objetivo de reduzir a conta da energia elétrica no estado. Ele destacou que na cobrança da energia a Energisa acaba cobrando dos mato-grossenses um subsídio de irrigação que acontece em estados da região nordeste.  

“Por que um morador do bairro Santa Isabel, em Cuiabá, tem que pagar uma tributação que acontece em outro estado”, indagou. Por isso, reiterou que vai colocar o fato no relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito buscando o fim dessa cobrança.

VISITAS EM SAPEZAL

Além de participar da audiência pública, Avallone junto com o presidente Riberto se reuniram com o prefeito de Sapezal Casagrande, onde foi anunciado um grande investimento da Energisa na troca de lâmpadas led de vários pontos da cidade, o que vai resultar em uma economia de energia elétrica. Além disso, os dois também visitaram uma algodoeira e uma indústria de fiação.

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Mendes prevê que 20% dos contaminados serão internados e defende que restrições sociais devem ser gradativas

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Para Mauro Mendes, isolamento social contra pandemia deve ser gradativo para que não haja impactos na economia

O governador Mauro Mendes (DEM), em entrevista ao Jornal do Meio Dia, da TV Vila Real (Record), nesta quinta-feira (2), analisou o atual momento da pandemia do coronavírus em Mato Grosso e afirmou, com base em previsão estatística, que o Estado poderá atingir, em 55 dias  depois da contaminação do primeiro caso da doença, quatro mil contaminados.

“Se compararmos Mato Grosso com a Itália, onde nos 55 dias depois da contaminação do primeiro caso, ela tinha em torno de 75 mil contaminados, e se em Mato Grosso seguir a mesma linha da Itália, 55 dias depois da contaminação, o Estado poderá ter em torno de quatro mil contaminados. Isso é uma probabilidade estatística”, disse o chefe do Executivo mato-grossense.

“Se isso acontecer, que é hoje chamado o pior caso do mundo, Mato Grosso teria quatro mil contaminados, dos quais, 20% em regime de internação, o que daria 800 pacientes, dos quais, 5% precisariam de UTI´s, o que daria 200 leitos de UTI´s. Isso de internação nas redes pública e privada”, comentou.

O governador, questionado, discordou de algumas medidas do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), neste momento da pandemia. “Hoje nós temos 28 casos, todos na rede privada. Na rede SUS não tem nenhuma pessoa internada com suspeita de coronavírus”, disse o governador.

Sobre a quem a população deve obedecer, governador ou prefeito, durante a epidemia, o governador democrata foi sintomático. “A legislação federal diz que a autoridade é o presidente, nós gestores, somos autoridades sanitárias, neste caso. Se o presidente dá um nível de decisão, eu não posso flexibilizar, eu posso ir além. Se eu determinei um nível de restrição, o prefeito vem e determina um nível maior, pode. Porém, o governo de Mato Grosso tem a visão de que as restrições devem ser gradativas para não causar um impacto econômico gigante”, explicou Mendes.

Em Cuiabá, conforme o governador, quando surgiu o primeiro caso o governo fez um nível de restrição, mas o prefeito cuiabano entendeu que deveria haver mais restrições. “Quando teve o primeiro caso, nós determinamos um nível de restrição, o prefeito Emanuel Pinheiro entendeu que deveriam ser restrições muito maiores. E aí, ele tomou as decisões dele. Decisões complementares”, disse.

O governador fez questão de deixar claro que o seu governo não mandou parar nada. “Nós não mandamos parar nada. O prefeito entendeu que sim. Não vejo isso politicamente. Não podemos entender tudo para o lado da política. Não tem que ficar politizando, não é momento de fazer isso”, afirmou, completando que “é momento de olharmos para o problema da saúde, que é gigante. E é o momento de olharmos para o problema econômico que vai ser maior ainda”.

 

 

 

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Mauro Mendes pede prorrogação do ICMS para cerca de 150 mil pequenas empresas por seis meses

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Ofício foi enviado ao comitê gestor do Simples Nacional e deve ser analisado nesta semana [F- Christiano Antonucci]

O Governo do Estado pediu a prorrogação do pagamento do ICMS, por 180 dias, para as empresas inseridas no Simples Nacional em Mato Grosso. O ofício foi enviado nesta quinta-feira (2) ao Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN), grupo vinculado à Receita Federal.

Atualmente, quase 150 mil empresas instaladas em Mato Grosso estão inseridas no sistema do Simples Nacional (micro e pequenas empresas e micro empreendedores individuais).

Elas deverão ser beneficiadas com a medida, que ainda precisa de aprovação do CGSN. A previsão é que o comitê analise a solicitação ainda nesta semana.

De acordo com o governador Mauro Mendes, este pedido visa auxiliar os pequenos empreendedores a manter suas atividades e os empregos dos funcionários durante este período difícil ocasionado pelo coronavírus.

Mendes explicou que o pagamento de ICMS dessas empresas previsto para 20 de abril, 20 de maio e 20 de junho será prorrogado, inicialmente, por 90 dias. Porém, com a aprovação da proposta no comitê gestor, esse prazo se estenderia para seis meses.

“Essa medida é importante para amenizar esse momento de grande dificuldade pelo qual estão passando centenas, milhares de pequenos empreendedores”, afirmou o governador, durante o anúncio feito nesta tarde.

Outra medida anunciada pelo governador foi a proibição de excluir do Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic), nos meses de abril e maio, as empresas que possuírem um eventual inadimplemento perante o Estado.

“Esta exclusão traria ainda mais prejuízo e complicação nesse momento de dificuldade”, pontuou o gestor.

O governador ainda estendeu a prorrogação do pagamento do Imposto de Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), que era de 60 dias, e agora passa a ser de 90 dias.

Com isso, o imposto que deveria ser pago em março (placas com final 4 e 5) foi transferido para o mês de junho e o valor referente aos finais 6 e 7, que venceria em abril, foi prorrogado para o mês de julho.

De acordo com o secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, as providências que o Estado tem tomado vão atenuar o impacto da crise e possibilitar que as empresas continuem a operar em Mato Grosso.

“Precisamos aplicar ferramentas para não inviabilizarmos a entrega de obrigações acessórias e não impedirmos a retomada da atividade econômica quando isso for possível”, afirmou.

Também participaram do anúncio das novas medidas o secretário Mauro Carvalho (Casa Civil), o presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho, e os deputados Max Russi, Carlos Avalone e Sebastião Rezende; o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso, Gustavo Oliveira, e da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso, José Wenceslau; além de outros representantes de entidades ligadas à indústria e comércio.

 

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